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Genes ancestrais de 28 milhões de anos ligam cannabis e lúpulo em estudo revolucionário

0 Comentários🗣️🔥 Um copo de cerveja, uma planta de cannabis e elementos de pesquisa genética. (Foto: olhardigital.com.br) Pesquisadores da University College Dublin descobriram que cannabis e lúpulo compartilham um sistema genético ancestral de determinação sexual, datado de 28 milhões de anos. A pesquisa, publicada na revista New Phytologist, identifica três genes-chave no cromossomo X que […]

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Um copo de cerveja, uma planta de cannabis e elementos de pesquisa genética. (Foto: olhardigital.com.br)

Pesquisadores da University College Dublin descobriram que cannabis e lúpulo compartilham um sistema genético ancestral de determinação sexual, datado de 28 milhões de anos. A pesquisa, publicada na revista New Phytologist, identifica três genes-chave no cromossomo X que regulam o sexo floral em ambas as plantas, desafiando padrões observados em animais.

O estudo mapeou uma região cromossômica específica onde os genes CsREM16, lncREM16 e CsKAN4 atuam na diferenciação entre plantas masculinas e femininas. Segundo o portal Olhar Digital, essa configuração genética revela que, enquanto a maioria dos animais depende do cromossomo Y para a masculinidade, as plantas femininas de cannabis possuem dois cromossomos X, e as masculinas apresentam um arranjo X-Y.

Matteo Toscani, líder da pesquisa, explicou que a estabilidade evolutiva desse mecanismo sugere que o sistema já estava estabelecido antes da separação entre as espécies. Essa descoberta permite otimizar cultivos comerciais, já que plantas femininas são essenciais: no lúpulo, produzem cones aromáticos para cervejas; na cannabis, geram resina rica em canabinoides.

A identificação precoce do sexo das plantas, viabilizada pelo mapeamento genético, reduzirá perdas econômicas ao evitar o cultivo de plantas masculinas, sem valor comercial. A região Monoecy1, com apenas 60 mil letras de DNA, apresenta padrões distintos de atividade que influenciam o desenvolvimento floral.

Os cientistas planejam testes laboratoriais para confirmar se esses genes controlam diretamente a formação das flores. Os resultados poderão impulsionar o desenvolvimento de variedades mais produtivas, beneficiando especialmente países do Sul Global, que poderão reduzir dependências tecnológicas e fortalecer cadeias produtivas locais.

A pesquisa reforça a importância da ciência básica para a agricultura e biotecnologia, demonstrando como características ancestrais preservadas ao longo de milhões de anos impactam setores estratégicos, desde a produção de bebidas até a medicina herbal.

Leia mais sobre o assunto na olhardigital.com.br.


Leia também: Cientistas descobrem genes de leguminosas que controlam evolução de bactérias fixadoras de nitrogênio


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