Uma pesquisa recente conduzida pela Quaest revelou que 52% dos brasileiros são contrários à redução das penas impostas aos condenados pelos atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023. A flexibilização das punições foi possibilitada pela promulgação da Lei da Dosimetria, em vigor desde 8 de maio de 2026, após o Congresso Nacional derrubar o veto total do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre os eleitores que se consideram independentes, a rejeição à redução de penas é ainda mais acentuada, chegando a 54%, enquanto 31% são favoráveis à flexibilização. A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, entrevistou 2.004 pessoas em todo o Brasil entre os dias 8 e 11 de maio de 2026, com uma margem de erro de dois pontos percentuais.
O levantamento também indicou que 39% dos entrevistados apoiam a suavização das condenações, enquanto 9% não têm opinião formada ou preferiram não responder. O cenário muda de acordo com a preferência política dos eleitores, com a maioria dos bolsonaristas apoiando a nova legislação, enquanto aqueles que se identificam como de esquerda, mas não lulistas, rejeitam a flexibilização com mais intensidade.
Além disso, a pesquisa da Quaest explorou a percepção dos entrevistados sobre o objetivo da Lei da Dosimetria. Para 54% dos participantes, a medida foi aprovada com o intuito específico de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 34% acreditam que a intenção era aliviar as penas de todos os envolvidos nos atos golpistas.
O Brasil vive um momento político tenso, com o Congresso Nacional dominado por forças conservadoras e a instabilidade global exacerbada por conflitos em regiões como Gaza, Irã e Ucrânia. Este cenário contribui para um debate acirrado sobre a democracia e a ameaça do bolsonarismo, especialmente em um ano eleitoral.
Para mais detalhes sobre a pesquisa e suas implicações, consulte o portal Carta Capital.
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