Menu

Idoso de 88 anos declarado morto é encontrado vivo por funcionários de funerária em São Paulo

4 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Idoso de 88 anos declarado morto é encontrado vivo por funcionários de funerária em São Paulo. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) Um idoso de 88 anos, declarado morto na Santa Casa de Presidente Bernardes, no interior de São Paulo, foi encontrado com sinais vitais por funcionários de uma funerária durante […]

4 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Ilustração editorial sobre Idoso de 88 anos declarado morto é encontrado vivo por funcionários de funerária em São Paulo. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

Um idoso de 88 anos, declarado morto na Santa Casa de Presidente Bernardes, no interior de São Paulo, foi encontrado com sinais vitais por funcionários de uma funerária durante os procedimentos de preparação do corpo. O caso, ocorrido no último sábado, está sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo como possível omissão de socorro.

O homem havia dado entrada na unidade hospitalar e recebeu atestado de óbito indicando insuficiência respiratória aguda e pneumonite por sólidos como causas da morte. Após a liberação do corpo pela equipe médica, a funerária realizou o transporte até Presidente Prudente para os procedimentos funerários.

Durante a preparação do corpo, os funcionários da funerária perceberam movimentos corporais e respiratórios, constatando que o idoso ainda estava vivo. Diante da descoberta, o homem foi imediatamente encaminhado à Santa Casa de Presidente Prudente, onde foi internado em estado estável.

A declaração de óbito emitida anteriormente foi apreendida pela polícia, que agora trabalha para esclarecer as circunstâncias do erro médico. A investigação busca determinar se houve falha nos protocolos de verificação de óbito adotados pela unidade de saúde.

Em nota oficial, a administração da Santa Casa de Presidente Bernardes afirmou estar ciente do ocorrido e informou que iniciou procedimento interno de apuração dos fatos. A instituição destacou seu compromisso com a qualidade assistencial e se colocou à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários, conforme reportagem do portal UOL.

O episódio reacende o debate sobre a necessidade de protocolos mais rigorosos para a confirmação de óbitos em unidades hospitalares brasileiras. Casos semelhantes, embora raros, já foram registrados em outras regiões do país e geralmente resultam em processos administrativos e judiciais contra os profissionais envolvidos.


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.

Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Lucas Moreira

18/05/2026

Um idoso declarado morto respirando e ninguém percebeu? Isso é o custo de um sistema superlotado e sem métricas de qualidade. No setor privado, um erro desses gera processo e demissão na hora. Aqui, vão culpar a “falta de verba”. Enquanto o estado gerir saúde com lógica assistencialista em vez de gestão por resultados, casos como esse vão se repetir.

    Laura Silva

    18/05/2026

    Lucas, seu argumento repete um lugar-comum que a experiência histórica já deveria ter enterrado: a crença de que a gestão privada, por si só, resolveria erros humanos em sistemas de saúde. Você fala em “métricas de qualidade” e “processo na hora” como se o setor privado operasse num vácuo de lucro e eficiência. Na prática, o que vemos em países com forte presença de seguradoras privadas – Estados Unidos, por exemplo – não é a eliminação de erros, mas a ocultação deles sob uma camada de burocracia corporativa e litígios. O famoso “erro gera processo e demissão” só acontece quando a vítima tem recursos para entrar na Justiça. Um idoso pobre, sem plano premium, morre “por causas naturais” e ninguém investiga. O SUS é opaco? Sim, mas por falta crônica de investimento, não por falta de vontade de “gestão por resultados”. O que você chama de “assistencialismo” é, na verdade, o princípio constitucional de que saúde é direito, não mercadoria. E direitos não precisam dar lucro para existir.

    A superlotação que você aponta é real, mas é consequência direta de décadas de subfinanciamento – e de um projeto político que, desde os anos 1990, transfere recursos públicos para o setor privado via renúncias fiscais, subsídios a planos de saúde e parcerias que drenam o SUS. Enquanto a classe média migra para operadoras, o sistema público fica com os casos mais complexos e menos rentáveis. Em vez de exigir “métricas de qualidade” abstratas, seria mais honesto perguntar por que o orçamento da saúde federal encolheu 20% per capita entre 2014 e 2024, ajustado pela inflação. O erro grotesco de declarar um vivo como morto não é falha de “gestão por resultados”: é o resultado de uma enfermeira sobrecarregada, com salário defasado, sem condições materiais de fazer o básico. A privatização não traria métricas – traria triagem por classe social.

    Por fim, Lucas, vale lembrar que o caso aconteceu em São Paulo, cidade que tem a maior concentração de hospitais privados do país. Se o idoso fosse atendido num Einstein ou Sírio-Libanês, ele teria alta qualidade – desde que o bolso ou o convênio permitissem. Mas a grande maioria dos idosos brasileiros, especialmente os de 88 anos, não tem plano. A utopia da saúde privatizada ignora que, na fila do SUS, o erro de hoje é produto de um sistema que o mercado nunca quis atender. Cobrar “gestão por resultados” num serviço deliberadamente subfinanciado é como avaliar a performance de um corredor com os pés amarrados. O neoliberalismo adora apontar o dedo para o Estado enquanto desmonta as condições que o Estado precisa para funcionar. O erro não está na lógica “assistencialista”, está na lógica que trata saúde como despesa, e não como investimento social.

Rodrigo RedPill

18/05/2026

Total fail do sistema público de saúde. Mais um motivo pra investir em cripto e garantir um plano premium. Fiquem ricos antes de depender do SUS, betas.

    Célia Carmo

    18/05/2026

    Cala a boca, burguês, sem o SUS tu não teria nem certidão de óbito falsa pra lucrar em cima! #ForaElite


Leia mais

Recentes

Recentes