Uma das críticas regularmente feitas a Lula, ao PT e à esquerda brasileira é que esse campo político não estaria se renovando.
A preocupação é legítima. A esquerda precisa mesmo acelerar sua renovação, abrir mais espaço para jovens lideranças, disputar linguagem, território e redes. Mas talvez fosse saudável que essa crítica olhasse menos para impressões cristalizadas e mais para o que efetivamente acontece no Brasil.
A renovação existe. Talvez não tão ampla quanto deveria, nem com a velocidade necessária diante da ofensiva da extrema direita nas redes, nas igrejas, nas escolas e nas periferias. Mas está aí — nos mandatos populares espalhados pelo país, nas câmaras municipais, nas assembleias, no Parlamento Federal, nos movimentos sociais e em novas experiências administrativas.
João Campos, por exemplo, tornou-se prefeito do Recife aos 27 anos, o mais jovem da história da capital pernambucana.
No Rio de Janeiro, a renovação tem nome, rosto, território e movimento social. Maíra do MST, vereadora do PT, tem 30 anos, nasceu e foi criada em Jacarepaguá e chegou à Câmara Municipal do Rio como expressão de uma geração formada na interseção entre movimento estudantil, luta popular, feminismo, reforma agrária e combate à fome.
Eleita em 2024 com 14.667 votos, Maíra ficou em 44º lugar entre os 51 vereadores eleitos do Rio e é a terceira mais votada da bancada do PT, que elegeu quatro parlamentares — o mesmo número do PSOL. Somados os partidos de esquerda na Câmara, são apenas 11 vereadores em 51, num parlamento dominado pela base de Eduardo Paes (PSD, 16 cadeiras) e pelo PL (7). A chegada de Maíra representa também a entrada do MST numa nova etapa de atuação política urbana. O movimento já havia mostrado força no estado com a eleição de Marina do MST para a Assembleia Legislativa em 2022, com cerca de 46 mil votos.
A eleição de Maíra faz parte de uma estratégia mais ampla do MST. Em 2022, o movimento lançou pela primeira vez candidaturas coordenadas nacionalmente — 15 nomes em 12 estados, com seis eleitos para o Congresso e para as assembleias legislativas, o melhor resultado em quase quatro décadas. Em 2024, nas municipais, a aposta cresceu: 600 candidaturas em 367 municípios de 22 estados, com 133 eleitos — 23 prefeitos e vice-prefeitos e 110 vereadores. No Rio, além de Maíra, o MST elegeu Washington Quaquá (PT) prefeito de Maricá.
Maíra recebeu O Cafezinho em seu gabinete para uma conversa sobre sua história, seus projetos, o Brasil, a juventude e o papel dos movimentos sociais num momento em que a democracia brasileira volta a ser testada.
Sua trajetória é orgânica. Filha de militantes petistas, cresceu acompanhando lutas territoriais em Jacarepaguá e se formou politicamente no Levante Popular da Juventude, no movimento estudantil e no MST. É historiadora pela UERJ e pesquisa os movimentos políticos anteriores à ditadura militar, com foco na reforma agrária.
Maíra ajuda a desmontar a caricatura de que o MST seria um movimento distante da vida urbana. Durante a pandemia, segundo ela, o MST ampliou sua presença no trabalho urbano com ações de solidariedade, entrega de marmitas, cozinhas populares e o projeto Periferia Viva. Foi nesse período que a conexão entre campo e cidade ganhou ainda mais força: reforma agrária, alimentação saudável, agroecologia, agricultura urbana e combate à fome passaram a aparecer como partes de uma mesma luta.
No Rio, essa síntese tem peso especial. Maíra lembra que, durante a campanha, teve acesso ao Mapa da Fome da cidade, que apontava 2 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar no município. Esse dado se tornou um dos eixos centrais de seu mandato.
Na Câmara Municipal, Maíra conseguiu participar da criação de uma Comissão Permanente de Segurança Alimentar. Antes, o tema aparecia de forma mais limitada em frentes parlamentares, com duração menor. A diferença é política e institucional: uma frente pode desaparecer com o tempo, uma comissão permanente coloca o combate à fome dentro da rotina da Câmara.
“Uma Comissão Permanente de Segurança Alimentar coloca o debate do combate à fome como parte do cotidiano dessa casa, com Maíra do MST ou sem Maíra do MST.”
Maíra não fala como alguém que caiu de paraquedas numa eleição. Fala como expressão de uma caminhada coletiva.
“O nosso mandato não é pensado apenas na figura de uma pessoa, mas na figura de um projeto político.”
Esse projeto envolve MST, PT, Levante Popular da Juventude, Movimento Brasil Popular, juventudes petistas, movimentos de moradia e organizações populares da cidade.
Outro eixo forte da entrevista é sua análise sobre a juventude. Maíra reconhece um problema real: setores da juventude, especialmente homens jovens, têm sido capturados pela extrema direita. Ela tenta entender o processo histórico.
Segundo Maíra, a geração que hoje começa a votar cresceu sob os efeitos do golpe contra Dilma, do governo Temer, do bolsonarismo, da precarização do trabalho, do sucateamento das universidades e do enfraquecimento das políticas públicas para jovens.
“Houve um desmonte do Estado que afetou essa juventude e tirou a capacidade de se pensar num futuro de possibilidades.”
A juventude não foi capturada pela direita porque nasceu conservadora. Foi empurrada para um mundo sem direitos, sem estabilidade e sem horizonte coletivo. A extrema direita soube explorar esse vazio — vendeu a ideia de que a saída é individual, que o trabalho sem direitos é liberdade, que a precarização é empreendedorismo, que o ódio é coragem.
Maíra chama atenção para o papel das Big Techs nesse processo. Para ela, a internet se tornou um espaço de manutenção de valores masculinistas e de disseminação de fake news por meio de linguagens joviais.
“Enquanto a gente não regulamentar o poder dessas Big Techs, a gente vai continuar tendo esse problema de acesso à informação manipulada através das fake news.”
A vereadora também aponta uma saída. A esquerda precisa recuperar a esperança da juventude com políticas públicas concretas: educação pública, trabalho com direitos, combate à jornada 6×1, Tarifa Zero, acesso à universidade, cultura, lazer e retomada do papel da escola como espaço de sociabilidade.
Uma proposta apresentada por ela na entrevista tem força especial: tarifa zero no transporte público para estudantes nos dias do Enem e do vestibular da UERJ. A ideia é simples e poderosa — se o jovem não tem dinheiro para a passagem, o direito formal à educação se transforma em ficção.
“Parte dos jovens não consegue chegar aos locais de prova porque simplesmente não tem o dinheiro da passagem.”
Não se combate a extrema direita apenas com discursos. Combate-se também garantindo que um jovem pobre consiga fazer uma prova, entrar numa universidade, circular pela cidade e enxergar algum futuro para além da tela do celular.
Na parte final da entrevista, Maíra fala sobre 2026. Para ela, a próxima eleição será novamente decisiva — não porque a esquerda deseje viver em clima permanente de emergência democrática, mas porque a extrema direita ainda ameaça as instituições, a memória do país e o próprio pacto democrático.
Maíra rejeita a ideia abstrata de “superar a polarização”:
“Como é que supera a polarização se as forças políticas do Brasil ainda estão polarizadas? Na polarização a gente tem um lado, que é o lado do antifascismo, que é o lado da democracia, que é o lado de quem respeita as instituições.”
A polarização brasileira não é uma briga estética entre dois extremos equivalentes. Ela expressa uma disputa concreta entre um campo que, com todas as suas contradições, atua dentro da democracia, e outro que flertou abertamente com golpe, violência política e desrespeito às instituições.
No Rio, Maíra defende a eleição de Benedita da Silva para o Senado, afirmando que Benedita carrega “quase que a história da democracia no Brasil pós-ditadura”. Ao mesmo tempo, reconhece as contradições da frente ampla no estado. Sobre Eduardo Paes, diz ter muitas diferenças com seu projeto de cidade, que classifica como neoliberal. Ainda assim, vê a candidatura apoiada pelo PT como parte de uma frente necessária para impedir o avanço da extrema direita no governo estadual.
“A eleição estadual do Governo do Estado vai ser uma eleição que é democracia versus barbárie.”
Há renovação. Ela está nos movimentos sociais que decidiram disputar o Parlamento, em jovens mulheres que saem da militância estudantil e chegam às câmaras municipais, em mandatos que falam de fome, transporte, universidade, Big Techs, reforma agrária, democracia e juventude dentro de uma mesma visão de país.
Maíra do MST é parte dessa renovação. Não a única, nem uma exceção isolada — mas um exemplo expressivo de uma esquerda que tenta se reconstruir sem abandonar sua memória histórica. No caso dela, a luta pela terra encontra a cidade, a reforma agrária encontra a segurança alimentar, o MST encontra a Câmara Municipal do Rio. E a juventude deixa de ser apenas objeto de preocupação eleitoral para se tornar sujeito político de uma nova etapa da esquerda brasileira.


João Santos
19/05/2026
Mermão, renovação da esquerda é igual reforma de casa caindo: troca o sofá e acha que o teto não vai desabar. Enquanto essa turma discutir nome e cara nova, a bandidagem segue solta e o trabalhador se ferrando. Deus me livre, mas pra mim renovação de verdade era botar esses tudo pra prestar contas na cadeia e ponto final.
Pedro Neto
19/05/2026
Faz o L, otário. Renovação é o cacete, mesma roubalheira.
Maura Santos
19/05/2026
Pedro, roubalheira pra mim é o apagão que vocês causaram e o trem que nunca chegou na minha quebrada enquanto estavam ocupados privatizando e rezando pro mercado. Renovação é parar de entregar o país pra quem só sabe cortar verba de obra pública e chamar isso de gestão.
Beto Engenheiro
19/05/2026
Renovação que eu quero ver é de ferrovia, de rodovia duplicada, de trem de passageiro ligando cidade que hoje só tem ônibus caindo aos pedaços. Enquanto a galera discute embalagem de veneno, obra de infraestrutura que faz diferença na minha vida não sai do papel.
Nadia Petrova
19/05/2026
O Eduardo resumiu com precisão cirúrgica: renovação que se limita a trocar a embalagem do mesmo veneno. No manual político russo isso se chama ‘modernização controlada’ – mudam os rostos, mas o dirigismo estatal e a gerontocracia partidária seguem com a mesma pele jovem de sempre. Enquanto a esquerda não entender que renovar é descentralizar poder, e não reembalar o culto à figura salvadora, a crítica é só um loop estético.
Mariana Santos
19/05/2026
Adalberto, essa fixação em medir militância por horas offline é mais antiquada que receita de conciliação de classe. Renovação de verdade não é botar skin jovem no mesmo projeto — é retomar a radicalidade antissistêmica que Florestan Fernandes já apontava quando alertava sobre a “revolução burguesa” que domesticou a esquerda.
Luiz Carlos
19/05/2026
Renovação da esquerda? Tô vendo nada novo na rua não. Gasolina cara, imposto comendo meu lucro e bandido solto. Pra mim é mais do mesmo, só muda a embalagem.
Alice T.
19/05/2026
Luiz, você não viu nada novo na rua porque tá olhando pro lado errado: enquanto você chora gasolina cara e imposto, a garotada da renovação já entendeu que o buraco é mais embaixo — é sobre tributar dividendos de bilionário que sonega mais que muito “bandido solto” por aí.
Eduardo Nogueira
18/05/2026
Renova��ão da esquerda é tipo trocar a embalagem do mesmo veneno e chamar de orgânico. Daqui a pouco lançam o Lula 5.0 com skin de jovem.
Julia Andrade
18/05/2026
Eduardo, a metáfora do veneno com embalagem orgânica é sedutora, confesso, mas ela opera como um álibi retórico que desmobiliza qualquer possibilidade de escuta. Quando você reduz a renovação da esquerda a uma troca cosmética, ignora que o conteúdo do tal “veneno” sempre foi definido por quem detinha o poder de nomeá-lo. O que você chama de veneno, para mulheres que conquistam autonomia sobre o próprio corpo, para pessoas negras que tensionam a branquitude do sindicalismo clássico ou para corpos trans que exigem políticas de existência para além da cidadania liberal, é oxigênio. Então talvez o incômodo não seja a suposta toxicidade inalterada do projeto de esquerda, mas o fato de que a composição do remédio esteja sendo finalmente disputada por sujeitas e sujeitos que antes eram apenas objetos de tutela. A piada do “Lula 5.0 com skin de jovem” é esperta, mas desonesta: ela apaga que as novas peles não são avatares digitais destacáveis, e sim corpos políticos reais que trazem uma epistemologia de base, uma gramática interseccional e uma crítica contundente ao desenvolvimentismo fálico que seu comentário, no fundo, parece lamentar perder.
Falo de um lugar específico, de onde a esquerda que você satiriza nunca esteve confortável: o feminismo que não negocia com o patriarcado nem sequer quando ele veste camiseta vermelha. A renovação que vejo não passa por um departamento de marketing; ela brota de assembleias de mulheres indígenas contra o neoextrativismo, de mandatos coletivos como o de Marielle Franco — que você convenientemente deixa de lado quando fala em “mesmo veneno” —, das greves das trabalhadoras domésticas que deslocam a centralidade do operariado fabril masculino. Se isso parece uma embalagem nova, é porque seus olhos foram treinados a só enxergar ruptura quando o colapso vem do sujeito universal homem, branco, cis. O incômodo diante da “skin de jovem” revela mais sobre o pânico da perda de protagonismo desse sujeito do que sobre uma análise séria dos rearranjos da esquerda contemporânea. A pergunta que fica, Eduardo, é: o que te assusta mais, a possibilidade de o conteúdo realmente estar mudando ou a dor de admitir que o remédio antigo já não serve nem para anestesiar as contradições do presente?
Talvez o problema seja que você esteja lendo renovação com a lente do consumo: troca-se a embalagem, mantém-se o produto. Mas a esquerda que emerge nas fissuras do neoliberalismo não é uma commodity; é uma crise epistêmica em curso, que questiona os próprios fundamentos modernos do sujeito político — trabalho, nação, povo — e expõe o colonialismo interno que sempre estruturou as promessas de emancipação. Quando um movimento como o #EleNão articula anticapitalismo e antipatriarcado sem pedir licença ao partido, quando as retomadas indígenas reinventam a relação com a terra para além da propriedade, não estamos diante de uma simples atualização de marca, mas de uma guinada civilizatória. Chamar isso de veneno só empobrece o debate e, no fundo, nos devolve à zona de conforto de uma ironia que nunca precisou se responsabilizar por alternativas. Enquanto você ri da skin jovem, tem uma juventude preta, periférica e feminista ocupando os espaços de poder com uma radicalidade que seu cinismo nostálgico não alcança.
Clarice Historiadora
18/05/2026
Ah, sim, a eterna renovação que recicla a direção desde o PCB de 1922. Em “Dialética da Imobilidade” (Editora Nenhuma, 1973), já se demonstrava como a esquerda institucional troca os adereços mas mantém o mesmo personalismo patrimonialista de sempre. Até meu orientador, que citava Lênin em latim, riria dessa pressa em se achar vanguarda.
Célia Carmo
18/05/2026
Vai lacrar com Lênin em latim no museu, vovó, aqui é luta na rua sem papo de orientador dinossauro!
Adalberto Livre
18/05/2026
CALMA AI MINHA FILHA VC NAUM AGUENTA 5 MINUTOS DE RUA SEM WIFI E VEM FALAR DE LUTA KKKKKK
João da Silva
18/05/2026
Olha, renovação é sempre bem-vinda, mas no fim das contas o que pega mesmo pra gente que tá no corre é o preço da gasolina e a qualidade do asfalto. Já peguei passageiro de todo tipo de político e o discurso muda, mas o bolso do trabalhador continua apertado. Quem sabe com gente nova as ideias também renovem pra aliviar o lado de quem rala.
Márcio Torres
18/05/2026
João, seu comentário carrega uma lucidez que escapa à maioria dos debates políticos. Você coloca o dedo na ferida quando reduz a política ao que ela deveria ser em sua essência material: gasolina e asfalto. Não é simplificação, é concretude. O preço do combustível não é um detalhe técnico; é a variável que determina se você completa a frota, se volta para casa com a margem que paga o gás de cozinha ou se precisa esticar o turno para não fechar o mês no vermelho. A qualidade do asfalto é a tradução física do pacto social — ou ele existe sob suas rodas, reduzindo manutenção e aumentando segurança, ou é ficção retórica. O problema é que a esquerda, especialmente a que se pretende renovada, frequentemente trata esses indicadores como pautas menores, quase reacionárias, enquanto se debate em abstrações identitárias, disputas simbólicas ou revisionismos históricos que não trocam um pneu furado.
O que está em jogo, e você captura com precisão quase etnográfica, é a legitimidade da mediação política. Todo governante, independente do espectro, precisa do mesmo exército de motoristas de aplicativo, taxistas, motoboys e caminhoneiros para fazer a economia girar. Mas a reciprocidade dessa dependência não aparece no contracheque de quem rala. O discurso muda, você diz, e é verdade: a direita oferece um empreendedorismo de fachada que individualiza o risco; a esquerda tradicional oferece uma solidariedade abstrata que raramente se materializa em redução de custos operacionais. O resultado é um ceticismo que você expressa sem amargor, mas com a autoridade de quem carrega a cidade nas costas e sente cada lombada mal projetada na coluna. A renovação só será real se entender que ideias precisam se converter em atrito reduzido, em menos tempo parado no posto, em vias que não destruam a suspensão. Do contrário, é apenas troca de elenco no mesmo teatro.
Sou ateu de divindades, mas também de abstrações políticas que prometem redenção sem lastro material. O “lado de quem rala” não precisa de salvação ideológica; precisa de engenharia tributária que desonere o diesel, de investimento público que priorize a capilaridade logística em vez de obras-fetiche, de regulação que impeça a vampirização do seu trabalho pelos aplicativos. Isso não é direita nem esquerda: é física aplicada à economia. A nova geração política poderia começar por aí, abandonando a mitologia do “povo” como entidade mística e encarando você, João, como um operador logístico que mantém o metabolismo urbano funcionando enquanto o Estado cobra IPVA e entrega crateras. Quando a gasolina pesa mais que o discurso, a ideologia que não se traduz em alívio no tanque é só ruído.
A verdadeira renovação da esquerda — e da política como um todo — começaria se ela reconhecesse que sua crise não é de comunicação, mas de presença sensível no cotidiano. Você já pegou passageiro de todo tipo, ouviu promessas de todo tipo, e sabe que o bolso só aperta menos quando alguém decide, concretamente, tributar menos o consumo básico e investir mais na infraestrutura que você usa. Isso exige uma esquerda menos preocupada em performar virtude e mais obcecada por eficiência distributiva, por pavimentar literalmente a igualdade. Enquanto o debate público girar em torno de quem é mais puro ideologicamente, e não de quem entrega a rodovia sem buraco e o combustível a preço justo, você continuará com a razão desencantada de quem vê o mundo pelo para-brisa: o discurso muda, a carga continua pesada.
Pedro Silva
18/05/2026
Pois é, João, eu levo e trago esse povo todo dia e o papo é sempre o mesmo: promessa e mais promessa. Renovação pra mim é quando o preço da gasolina baixar e o asfalto parar de acabar com a suspensão do carro, aí eu acredito.
Lurdinha Deus Acima de Todos
18/05/2026
Renovação da esquerda??? Só se for a renovação carismática do capeta isso aí 🙏✝️🚫 Já tão querendo fechar as igreja tudo de novo
Lucas Gomes
18/05/2026
A proteção da criação divina que você menciona talvez incluísse frear o desmatamento que avança a 3 campos de futebol por minuto na Amazônia, mas imagino que isso soe demoníaco para quem lucra com a exploração predatória da casa comum que Deus supostamente nos confiou.
Luciana Costa
18/05/2026
Sua provocação acerta no ponto cego da hipocrisia que nos cerca, mas cuidado para não demonizar todo o setor produtivo como se fosse uma máfia. O desafio real é construir uma economia que enxergue a floresta em pé como patrimônio rentável, e não como estorvo, equilibrando urgência ambiental com as necessidades legítimas de desenvolvimento.
Ugo
18/05/2026
O Miguel do Larapio vive de que ? Renda financeira ?