A construção da nona fragata do projeto 22350, Almirante da Frota Grómov, no estaleiro Sévernaya em São Petersburgo, marca um avanço para a Marinha da Rússia. Este desenvolvimento aproxima a frota russa das capacidades da marinha de superfície da era soviética, conforme destacado por Alexánder Timojin no jornal Vzgliad.
A fragata consolida as forças de superfície russas para operações em águas distantes. As embarcações do projeto 22350 são descritas como universais, capazes de executar diversas missões com eficiência.
As primeiras quatro unidades possuem até 16 mísseis de cruzeiro, enquanto as cinco subsequentes carregam 24. Além disso, estão equipadas com canhões de 130 mm, sistemas de defesa aérea e torpedos.
O arsenal inclui 32 mísseis antiaéreos e de 16 a 24 mísseis de ataque. O Almirante Gorshkov, líder da série, foi entregue à Marinha russa em 2018 e completou uma volta ao mundo.
A próxima fragata, Almirante Vysotski, já está em planejamento. As embarcações também operam mísseis hipersônicos Tsirkón, que atingem Mach 9 e têm alcance superior a 1.000 quilômetros.
O Tsirkón pode destruir alvos navais e terrestres. É o primeiro míssil do mundo lançado tanto de navios de superfície quanto de submarinos submersos.
A Rússia recupera capacidades navais comparáveis às da URSS, que possuía grandes navios antisubmarinos. O avanço tecnológico reforça a resiliência da marinha russa, segundo o portal RT.
Leia também: Rússia prepara porta-aviões com ‘grande’ capacidade de destruir o poder naval dos EUA
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!