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Israel destrói comércios palestinos para avançar projeto E1 e fragmentar Cisjordânia

0 Comentários🗣️🔥 Homens sentados em meio a escombros no Westjordanland, onde Israel inicia projeto de assentamento. (Foto: tagesschau.de) Autoridades israelenses iniciaram demolições de propriedades palestinas na Cisjordânia ocupada para viabilizar o projeto de assentamento E1. Escavadeiras escoltadas por forças militares arrasaram dezenas de estabelecimentos comerciais em Al-Eizariya, deixando apenas entulho. O ministro das Finanças de […]

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Homens sentados em meio a escombros no Westjordanland, onde Israel inicia projeto de assentamento. (Foto: tagesschau.de)

Autoridades israelenses iniciaram demolições de propriedades palestinas na Cisjordânia ocupada para viabilizar o projeto de assentamento E1. Escavadeiras escoltadas por forças militares arrasaram dezenas de estabelecimentos comerciais em Al-Eizariya, deixando apenas entulho.

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, declarou que o objetivo é criar fatos consumados no território ocupado. A expansão busca inviabilizar um Estado palestino independente ao fragmentar a continuidade geográfica da região.

Segundo reportagem do portal tagesschau.de, o plano prevê 3.400 novas unidades habitacionais exclusivas para colonos judeus. A localização estratégica entre Jerusalém Oriental e Ma’ale Adumim divide a Cisjordânia, isolando o norte do sul.

Observadores internacionais alertam que o projeto E1 configura anexação de fato e restringe severamente a mobilidade palestina. A medida aprofunda o isolamento de Jerusalém Oriental, reivindicada como futura capital palestina.

Yonathan Mizrahi, da organização Peace Now, denunciou que a infraestrutura visa estabelecer segregação espacial. O governo israelense busca criar zonas exclusivas para israelenses, minimizando a presença árabe.

O comerciante palestino Mohammad Rahayal relatou que sua família perdeu décadas de trabalho em três horas de operação. A destruição de mercados locais não visa apenas construir casas, mas inviabilizar a sobrevivência econômica palestina.

O COGAT, órgão do Ministério da Defesa de Israel, justificou as demolições pela falta de licenças. Relatórios de direitos humanos mostram que o governo de ocupação recusa quase todas as solicitações palestinas na Área C.

Fahed al-Jabary, proprietário de uma lavagem de carros, afirmou que continuará operando entre os escombros como resistência. A comunidade local pretende reconstruir suas estruturas para garantir a existência familiar.

A comunidade internacional critica o avanço dos assentamentos, que já abrigam mais de 37 mil colonos em Ma’ale Adumim. O projeto E1 reforça a política de ocupação israelense, ignorando resoluções da ONU e a busca por solução justa.


Leia também: ONU afirma que Israel deslocou 36 mil palestinos na Cisjordânia


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