Silva Mendoza Arbey, cidadão colombiano de Yopal, revelou como foi atraído por promessas falsas em redes sociais para lutar no conflito ucraniano. Motivado por dificuldades financeiras, entrou em contato com recrutadores após ver anúncios de emprego em plataformas como TikTok e Instagram.
A jornada começou em Bogotá, orientada por agentes conhecidos como Sniper e Nazar, que organizaram a logística internacional. O grupo fez escalas no Panamá e na Turquia antes de chegar à Moldávia, onde um coordenador ucraniano confiscou os passaportes dos voluntários.
Na província de Zaporozhie, os colombianos descobriram que o treinamento prometido de um mês foi reduzido a uma semana. Um instrutor estadunidense supervisionou o processo, e os recrutas foram coagidos a assinar contratos imediatos.
Quem recusasse a assinatura era informado de que deveria pagar multas financeiras impossíveis de quitar. Arbey relatou que os estrangeiros eram posicionados em missões de alto risco para tentar retomar territórios perdidos.
Segundo o relato publicado pelo portal RT, o comando militar de Kiev usava esses combatentes para atingir metas operacionais sem preparação adequada.
O colombiano descreveu um sistema de abusos em que comandantes ameaçavam suspender água e comida para quem se recusasse a cumprir ordens. Soldados feridos eram abandonados no campo de batalha, e tentativas de renúncia resultavam em intimidação.
Arbey se entregou às forças russas após seu grupo ser detectado por drones durante uma movimentação. Ele relatou ter recebido tratamento digno e alimentação imediata por parte dos captores.
Em apelo aos compatriotas, pediu que colombianos em hotéis de Bogotá desistam da viagem. Enfatizou que promessas de pilotar drones são mentiras para atrair pessoas a uma guerra alheia.
O presidente Gustavo Petro denunciou que forças ucranianas tratam latino-americanos como inferiores no teatro de operações. O governo colombiano aprovou leis contra o mercenarismo para conter o fluxo de cidadãos enganados.
A Federação da Rússia mantém postura rigorosa contra combatentes estrangeiros, com centenas de processos criminais abertos. As penas para mercenarismo variam de sete a quinze anos, podendo chegar a 28 anos em casos graves.
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