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Brasil e EUA iniciam negociações comerciais para superar tarifaço americano

5 Comentários🗣️🔥 Donald Trump e Lula se cumprimentam em frente à Casa Branca, com as bandeiras dos EUA e do Brasil ao fundo. (Foto: metropoles.com) O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, Márcio Fernando Elias Rosa, realizaram uma reunião virtual para dar continuidade […]

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Donald Trump e Lula se cumprimentam em frente à Casa Branca, com as bandeiras dos EUA e do Brasil ao fundo. (Foto: metropoles.com)

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, Márcio Fernando Elias Rosa, realizaram uma reunião virtual para dar continuidade às negociações comerciais. O diálogo busca superar os impasses gerados pela política protecionista de Washington e avançar em questões bilaterais.

O encontro técnico ocorre após a reunião realizada na Casa Branca entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no dia 7 de maio. Na ocasião, os líderes discutiram a criação de um grupo de trabalho bilateral para tentar resolver as divergências envolvendo o chamado tarifaço imposto pelos norte-americanos.

Greer saudou o engajamento construtivo do Brasil para avançar nas questões comerciais e aguardou a continuidade das discussões. O governo brasileiro já adiantava que as semanas seguintes seriam marcadas por reuniões técnicas para aprofundar as negociações e discutir possíveis reduções de barreiras.

O presidente Lula propôs ao mandatário norte-americano que equipes técnicas dos dois governos trabalhassem durante 30 dias na elaboração de uma proposta concreta para solucionar as divergências comerciais. Além das tarifas, as conversas também envolvem temas estratégicos para a soberania nacional, como investimentos estrangeiros, minerais críticos e cooperação industrial.

Outro ponto debatido durante a reunião na Casa Branca foi a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil com base na chamada Seção 301, mecanismo utilizado por Washington para pressionar países com práticas comerciais que não lhe convêm. Lula rebateu as críticas sobre supostas tarifas elevadas aplicadas por Brasília ao argumentar que a média tarifária brasileira sobre importações vindas dos EUA seria de cerca de 2,7%.

O presidente brasileiro também destacou que os Estados Unidos acumulam superávit comercial com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos, desmontando a narrativa de desequilíbrio comercial usada para justificar medidas protecionistas. A postura de Brasília reforça a busca por relações comerciais mais justas e o fortalecimento da soberania do Sul Global diante das pressões imperialistas.

Leia mais sobre o assunto na metropoles.com.


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Evelyn Olavo

20/05/2026

Mariana, enquanto você tenta reduzir tudo a uma dicotomia esquerda-direita, eu já li os mapas geopolíticos traçados pelo Olavo e sei que essa negociação é só um ritual protocolar para o Fórum Econômico Mundial impor o Grande Reset. Os trânsitos de Saturno em Aquário confirmam: é cortina de fumaça para o globalismo, não para o moralismo.

    Maura Santos

    20/05/2026

    Evelyn, querida, enquanto vocês estavam lendo mapa astral e Saturno em Aquário, a gente tava no escuro com o apagão de 2023, herança da politicagem que o Olavo aplaudiu. Globalismo nenhum apaga luz igual privatização mal feita e delírio geopolítico de guru de internet.

    Mariana Oliveira

    20/05/2026

    Evelyn, vou te fazer um convite sincero: tira os olhos de Saturno por um instante e olha para quem está limpando o chão da sua teoria conspiratória. Porque enquanto você e os discípulos do Olavo decodificam “rituais protocolares do Grande Reset”, tem gente nesse país — majoritariamente mulheres negras e periféricas — que não tem tempo pra astrologia geopolítica porque está ocupada demais tentando descobrir se a tarifa vai encarecer o botijão de gás ou se a próxima privatização vai deixar a conta de luz impagável feito o apagão de 2023. O problema do olavismo nunca foi só a tosquice epistêmica, mas o fato de que ele funciona como um projeto de poder que sequestra qualquer debate concreto sobre economia política e transforma em paranoia protocolar, esvaziando a agência de quem realmente sofre as consequências do que você chama de “globalismo”. É um escapismo de gente que pode se dar ao luxo de fugir da materialidade.

    E aqui entra a interseccionalidade que Kimberlé Crenshaw me ensinou a enxergar: o tal “globalismo” que povoa seus pesadelos não é um Leviatã amorfo que atinge todo mundo igual. As políticas de liberalização comercial, os ajustes fiscais, as privatizações que o guru de vocês aplaudiu — isso tem cor, gênero e CEP. Quando os Estados Unidos impõem tarifas e o Brasil negocia em condições de dependência, quem é descartada primeiro? A trabalhadora doméstica que perde o emprego na crise, a mãe solo que depende do SUS desidratado por décadas de ajuste fiscal, a comunidade quilombola que vê seu território ser entregue pra mineração enquanto você debate se o Fórum Econômico Mundial é ou não uma cortina de fumaça. Sua análise trata “globalismo” como um ente metafísico maligno e ignora completamente como as engrenagens reais do capitalismo financeirizado operam através e sobre os corpos que já eram descartáveis muito antes de Klaus Schwab existir. É um universalismo barato que esconde as hierarquias de raça e gênero sob o tapete da conspiração.

    E já que você mencionou o “moralismo” como contraponto, vou trazer bell hooks pra mesa porque ela desmonta essa falsa dicotomia melhor do que ninguém. O pânico moral com a “ideologia de gênero” e a defesa da “família tradicional” nunca foi separado do projeto econômico neoliberal que o olavismo abraçou com unhas e dentes. A família nuclear patriarcal é a unidade econômica ideal pra um Estado que quer se eximir da responsabilidade de cuidar — joga o cuidado das crianças, dos idosos, das pessoas com deficiência nas costas das mulheres não remuneradas dentro de casa, enquanto corta creche, corta licença parental, corta saúde pública. O “globalismo” que te apavora depende dessa estrutura familiar tradicionalíssima que a Ana Paula aí do lado defende, porque sem o trabalho reprodutivo gratuito das mulheres, o capitalismo colapsa em 24 horas. Vocês estão brigando com a mão direita do mesmo monstro enquanto a esquerda dele segue passando a boiada.

    A “cortina de fumaça” real, Evelyn, não é o Grande Reset saturnino: é o fato de que a gente passa anos discutindo mapa astral geopolítico enquanto o que está em negociação, concretamente, é se o Brasil vai ter soberania pra proteger seu parque industrial ou se vai entregar de bandeja o pouco que restou — e quem paga o pato, como sempre, é quem mora na quebrada e não tem guru de internet pra decodificar os trânsitos planetários da sua própria precarização.

Ana Paula Conserva

20/05/2026

Só espero que essas negociações não sirvam de cortina de fumaça para o governo impor sua agenda esquerdista disfarçada de progresso. Enquanto insistirem na ideologia de gênero e no desprezo pela vida e pela família tradicional, não há tarifa que resolva a crise moral deste país.

    Mariana Santos

    20/05/2026

    Engraçado como essa “crise moral” serviu de cortina de fumaça em 1964 para entregar o mercado brasileiro aos americanos, e agora que a esquerda tenta conter o saque tarifário, a ameaça vira “ideologia de gênero”.


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