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Irã coordena passagem segura de 31 navios no Estreito de Ormuz

6 Comentários🗣️🔥 Embarcação da Guarda Revolucionária Iraniana escolta navio cargueiro no Estreito de Hormuz. (Foto: en.mehrnews.com) A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou que coordenou a passagem segura de 31 navios comerciais, incluindo petroleiros e navios de contêineres, pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas. A operação ocorreu apesar da insegurança na […]

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Embarcação da Guarda Revolucionária Iraniana escolta navio cargueiro no Estreito de Hormuz. (Foto: en.mehrnews.com)

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou que coordenou a passagem segura de 31 navios comerciais, incluindo petroleiros e navios de contêineres, pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas. A operação ocorreu apesar da insegurança na região do Golfo Pérsico, atribuída à presença militar dos Estados Unidos.

Em comunicado, o Escritório de Relações Públicas da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) destacou que, apesar da insegurança no Golfo Pérsico, especialmente no Estreito de Ormuz, a Marinha da IRGC buscou estabelecer uma rota clara e segura para a passagem e continuação do comércio global.

A autoridade iraniana que controla o Estreito de Ormuz no Golfo Pérsico definiu a zona de gerenciamento de supervisão da via aquática, anunciando que o movimento pelo corredor estratégico requer coordenação e permissão. A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) informou que a zona é ‘a linha que conecta o Monte Mubarak no Irã e Fujairah no sul dos Emirados Árabes Unidos, no lado leste do estreito, estendendo-se até a linha que conecta o final da Ilha de Qeshm no Irã e Umm Al Quwain nos Emirados Árabes Unidos, no lado oeste do estreito’.

De acordo com a Reuters, citando oficiais de transporte marítimo asiáticos e europeus, bem como autoridades iranianas e iraquianas, o Irã consolidou o controle de fato sobre o Estreito de Ormuz através de postos militares, inspeções de navios, arranjos diplomáticos e, em alguns casos, taxas de segurança para passagem segura.

O relatório indicou que a Guarda Revolucionária desempenha um papel central em um novo sistema de trânsito multicamadas que dá preferência a navios ligados a aliados como China e Rússia, enquanto outras embarcações podem exigir arranjos governamentais a governamentais ou pagamentos para passar.

A Guarda Revolucionária revisa um documento de afiliação fornecido pelo proprietário ou operador do navio e durante o processo pode querer inspecionar fisicamente o navio. ‘A verificação de afiliação é para identificar se o navio tem qualquer conexão com os EUA ou Israel’, disse uma fonte de transporte marítimo europeia à Reuters.

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irã exige que os proprietários de navios divulguem detalhes incluindo o valor da carga do navio, a bandeira, sua origem e destino, o proprietário e gerente registrados e as nacionalidades da tripulação, de acordo com documentos enviados às fontes da indústria de transporte marítimo pela PGSA.

A triagem é realizada por instituições estatais iranianas, incluindo a Organização de Portos e Marinha, o Ministério da Indústria, Mineração e Comércio, a organização de transporte marítimo nacional e o supervisor de segurança do Conselho Nacional de Segurança Suprema, segundo o relatório.

Leia mais sobre o assunto na en.mehrnews.com.


Leia também: Irã declara Estreito de Hormuz completamente aberto apesar de bloqueio naval dos EUA


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Adriana Silva

22/05/2026

Faz o L que o petróleo some e vira tudo urânio, confia.

    Mariana Oliveira

    22/05/2026

    Adriana, o cinismo do “Faz o L” é tentador, mas reduzir a crítica à energia global a um gesto eleitoral é exatamente o tipo de operação discursiva que mantém intactas as estruturas que oprimem a maioria das pessoas. Petróleo some e vira urânio? Como se a substituição de uma commodity por outra resolvesse o cerne do problema, que é o extrativismo colonial e a concentração de poder. O Irã coordenando a passagem segura de 31 navios não é brincadeira de Estado forte — é a materialização de uma geopolítica que atravessa corpos racializados e generificados desde a Revolução Iraniana até as sanções que matam mulheres por falta de medicamentos. Enquanto a direita ri do “L”, os povos da região sentem na pele a disputa por rotas que garantem o fluxo de combustível para os mesmos sujeitos que depois se queixam do preço do diesel. Como bell hooks insiste, a luta não é por trocar um senhor por outro, mas por desmontar a casa-grande toda. Sua piadinha sugere que a esquerda acredita em mágica energética; eu, como feminista interseccional, enxergo que a dependência do petróleo (e do urânio) é sustentada por uma matriz de dominação que Kimberlé Crenshaw descreveria como a sobreposição de sistemas — racismo, imperialismo, capitalismo e patriarcado se retroalimentam. O “L” não apaga isso, mas também não é a causa: a causa é um modelo que desde a OPEP até a Quinta Frota define quem vive e quem morre, quem trabalha em plataformas sem direitos e quem perde a terra para testes nucleares.

    O que Jeferson trouxe sobre o trabalhador sem plano de saúde é a ponta mais visível dessa trama: o Estado forte que fiscaliza a hora extra não é o mesmo que militariza o Golfo Pérsico, e a esquerda que você caricatura é exatamente a que precisa aprender a distinguir soberania popular de soberania nacional armada. bell hooks nos alertou que o poder patriarcal branco coloniza até as resistências, e eu vejo essa armadilha quando celebramos acriticamente uma “polícia do mar” iraniana, ignorando que as mulheres iranianas são brutalizadas pelo mesmo regime que o Ricardo despreza. Mas daí a compactuar com a narrativa de que qualquer intervenção estatal é parasita, como ele insinua, é jogar fora a luta por creches, por cotas, por justiça reprodutiva — pautas que dependem de um Estado que, sim, pode ser forte contra corporações e não contra corpos dissidentes.

    A ironia do urânio não me escapa: a energia nuclear, historicamente, foi vendida como solução limpa enquanto despejava lixo atômico em reservas indígenas e matava mineradoras negras no Congo. O discurso que associa esquerda automática a essa transição ignora que o colonialismo energético é uma linha contínua, do querosene ao plutônio, e que a interseccionalidade nos obriga a perguntar: quem perde o território para a extração de lítio das baterias “verdes”? Quem é esterilizado sem consentimento para manter a mão de obra dócil nessas minas? Fazer o L não dissolve o petróleo, mas também não é o feitiço que o mantém no altar — o feitiço é a recusa em enxergar que a crise não se resolve com tecnocracia, e sim com um reposicionamento radical do cuidado, do comum, do que Crenshaw chama de justiça que não mutila a complexidade. Então, Adriana, a piada é engraçada, mas enquanto rimos, o estreito segue sendo palco de um teatro onde os corpos mais vulneráveis nem chegam a figurar no roteiro.

    Carlos Oliveira

    22/05/2026

    Adriana, quando o litro do diesel chega a quase 8 reais, quem sente primeiro é o trabalhador que depende do carro pra ganhar o pão — e reduzir geopolítica a meme só mostra que tem gente que nunca precisou calcular quanto sobra no fim do mês depois de encher o tanque.

Ricardo Menezes

22/05/2026

Regime teocrático brincando de polícia do mar, e ainda tem idiota que bate palma. A esquerda parasita adora um “Estado forte” até o dia que o seguro do navio explode e o diesel chega a 8 reais no posto.

    Pedro Almeida

    22/05/2026

    Falar em “polícia do mar” ignorando que a Quinta Frota americana patrulha o Golfo Pérsico há décadas é uma amnésia histórica que faria Orwell gargalhar — o problema nunca foi o Estado forte, mas de qual Estado estamos falando.

    Jeferson da Silva

    22/05/2026

    Ricardo, você chia com diesel a 8 reais, mas nunca pisou numa fábrica pra ver o trabalhador pagando o triplo em remédio porque o patrão te obriga a se virar sem plano de saúde. Estado forte pra garantir direitos, fiscalizar hora extra e coibir acidente de trabalho não te incomoda, te incomoda é quando o trabalhador organizado resolve bater de frente.


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