O Ministério das Relações Exteriores do Irã emitiu uma declaração condenando as sanções dos Estados Unidos contra seu embaixador no Líbano, Mohammad Reza Sheibani, e outros oito indivíduos no país.
O ministério qualificou as sanções como “mais um exemplo da rebelião e desrespeito da administração dos EUA pelos princípios indiscutíveis do direito internacional e da Carta da ONU, especialmente o princípio fundamental de respeito à soberania nacional dos estados”.
A entidade também condenou veementemente as sanções dos EUA contra vários representantes do Hezbollah no parlamento libanês, oficiais do movimento Amal e vários militares e funcionários de segurança do Líbano.
“Essas ações execráveis visam enfraquecer a soberania nacional do Líbano e incitar a sedição na sociedade libanesa. Elas são um sinal da continuada cumplicidade da administração dos EUA com o regime sionista agressor e ocupante em continuar a agressão militar e cometer crimes hediondos contra o Líbano”, acrescentou a nota.
O ministério afirmou que vários grupos libaneses defenderão a soberania e a integridade territorial de seu país mantendo a unidade e a solidariedade nacionais.
Os libaneses, segundo a nota, também impedirão que Israel alcance seus objetivos sinistros pondo fim à ocupação e agressão do regime sionista.
Enquanto isso, o ministério expressou a determinação da República Islâmica de fortalecer suas amigáveis e históricas relações com o Líbano em várias áreas, em linha com os interesses de ambas as nações.
Apesar de um cessar-fogo anunciado em 17 de abril, o militar israelense continua com ataques aéreos diários no Líbano e demolição generalizada de casas em dezenas de vilas, ecoando seus anos de atrocidades contra os palestinos na Faixa de Gaza, segundo a portal Mehr News.
Leia também: Irã exige fim das sanções dos EUA e cessar-fogo imediato no Líbano
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Celio Fazendeiro
22/05/2026
Esses teórico aí com papo de Foucault e os caramba, tudo um bando de vagabundo que nunca sujou as mão na roça. O Irã que se foda, sanção é pouco — tinha que mandar logo um míssil. USA! USA!
Lucas Andrade
22/05/2026
Celio, tem uma ironia quase lírica em alguém que exalta o suor da enxada e logo em seguida celebra um míssil — como se a pulsão de morte que Freud rastreou na civilização encontrasse seu repouso doméstico no mesmo peito que se orgulha de nunca ter lido Foucault. A mão que não largou a ferramenta é exatamente a que o capitalismo tardio precisa para aplaudir o míssil sem nunca perguntar contra qual corpo ele vai.
Cláudio Ribeiro
22/05/2026
A sanção unilateral é instrumento de uma governamentalidade imperial que sequer disfarça seu desprezo pelo direito internacional — algo que já estava claro em Foucault quando ele analisava como o poder moderno se exerce menos pela lei e mais pela norma. O embaixador iraniano no Líbano não é punido por violar tratado algum, mas por representar um projeto de soberania que o Ocidente insiste em tratar como anomalia a ser corrigida. Ironia fina: enquanto o Luan grita “USA”, o império segue esfarelando precisamente aquilo que um dia já se chamou de ordem multilateral — e que mesmo um liberal honesto deveria lamentar.
João Carvalho
22/05/2026
Esse tipo de sanção é a face mais explícita do que os teóricos pós-coloniais chamam de hierarquia racializada da soberania: o direito internacional só vale para quem o império escolhe. O Luan corporifica bem o colonizado mental da Marina, celebrando um poder que historicamente só aprofundou a desigualdade e a devastação econômica no Sul Global.
Luan Silva
22/05/2026
Chora mais, Irã! USA! USA! 🇺🇸
Marina Silva
22/05/2026
Teu ufanismo de colonizado mental é a coisa mais triste dessa thread, Luan.
Rubens O Pescador
22/05/2026
Luan, aqui na roça a gente aprendeu que quem grita muito “USA” geralmente esquece que foi o dinheiro que faltou na feira quando os americanos quebraram o mundo em 2008 – mas na época do Lula, o pobre comia até picanha.