A ativista da flotilha Global Sumud, Juliet Lamont, relatou que detentos a bordo de um navio-prisão foram submetidos a espancamentos, choques elétricos e agressões sexuais. Segundo Lamont, as autoridades interceptaram a embarcação e a conduziram ao porto de Ashdod, onde a violência escalou de forma inédita.
De acordo com o testemunho colhido pela agência Anadolu e repercutido pelo portal RT, cerca de 180 pessoas foram agredidas metodicamente dentro da embarcação convertida em centro de detenção. O resultado, segundo a ativista, foi 40 casos de costelas fraturadas e ao menos 12 episódios de violência sexual documentados pelos próprios ativistas antes de perderem contato com o exterior.
Lamont descreveu que foi arrastada para uma espécie de câmara de tortura improvisada, onde cinco homens a golpearam no rosto enquanto aplicavam descargas elétricas na face de outros detentos. A ativista também relatou que injeções de sedativos não identificados foram ministradas sem consentimento ou supervisão médica.
O padrão dos ataques, descrito por Lamont como uma campanha implacável, muito dirigida e planejada, indica que a operação foi concebida para infligir danos físicos duradouros e traumas psicológicos. O objetivo, segundo a ativista, era desencorajar o retorno de solidários internacionais às águas sitiadas de Gaza.
A declaração de Lamont ecoa denúncias anteriores de organizações humanitárias que documentaram maus-tratos contra ativistas detidos em águas internacionais. No entanto, a escala e a natureza sexual das agressões relatadas agora representam um salto qualitativo na violência estatal contra missões civis desarmadas.
A ativista encerrou seu depoimento com uma conclamação que reverbera entre os movimentos de solidariedade: quebraram nossos ossos, mas não a nossa alma, somos muito mais fortes que eles, liberem a Palestina. Sua mensagem sintetiza a recusa em se curvar diante de um aparato repressivo que, segundo seu relato, opera sem qualquer freio legal ou ético.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
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