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Mecanismo celular de defesa contra genes invasores revelado

7 Comentários🗣️🔥 Pesquisadores analisam amostras em laboratório durante estudo sobre genes transponíveis. (Foto: phys.org) Pesquisadores do St. Jude Children’s Research Hospital, nos Estados Unidos, desvendaram o mecanismo pelo qual as células conseguem identificar e silenciar os chamados genes saltadores. Sequências de DNA capazes de se autoreplicar e pular para diferentes regiões do genoma, representam uma […]

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Pesquisadores analisam amostras em laboratório durante estudo sobre genes transponíveis. (Foto: phys.org)

Pesquisadores do St. Jude Children’s Research Hospital, nos Estados Unidos, desvendaram o mecanismo pelo qual as células conseguem identificar e silenciar os chamados genes saltadores. Sequências de DNA capazes de se autoreplicar e pular para diferentes regiões do genoma, representam uma ameaça à estabilidade celular. O estudo, publicado na revista científica Nature Communications, revela que as células utilizam dois sistemas de defesa complementares para neutralizar esses elementos invasores: a interferência de RNA e a compactação do DNA em heterocromatina.

Os transposons, como são tecnicamente conhecidos esses genes saltadores, podem se multiplicar descontroladamente e ocupar grandes porções do genoma se não forem contidos. Isso compromete o crescimento celular e altera a expressão gênica normal. Liderada pelo Dr. Mario Halic, do Departamento de Biologia Estrutural da instituição, a equipe demonstrou que o reconhecimento desses invasores não depende de suas sequências específicas, mas sim da detecção de padrões anormais de RNA produzidos quando os transposons se inserem no genome da célula.

Segundo apontou o portal Phys.org, os experimentos foram conduzidos em leveduras de fissão, organismo modelo que permitiu aos cientistas introduzir um transposon invasor e rastrear seus saltos para diferentes locais do genoma. Em seguida, eles sequenciaram esses locais e mediram tanto o número de cópias do DNA invasor quanto os níveis de RNA produzidos, avaliando a eficiência do silenciamento em cada caso.

O primeiro mecanismo de defesa identificado é a interferência de RNA, que age destruindo o RNA mensageiro dos genes invasores antes que possam ser traduzidos em proteínas. Já o segundo sistema utiliza a heterocromatina, uma forma extremamente condensada de DNA que bloqueia fisicamente o acesso dos fatores de transcrição, impedindo que os genes saltadores sejam ativados e continuem sua propagação pelo genoma da célula.

Uma descoberta que surpreendeu os pesquisadores foi que esse sistema de defesa não se limita aos transposons. Qualquer DNA invasor que produza RNA suficiente para perturbar os padrões celulares normais pode ser detectado e silenciado pelos mesmos mecanismos. A coautora do estudo, Dra. Yinxia Yan, do Departamento de Biologia Estrutural, destacou que essa capacidade torna o sistema de defesa celular muito mais inteligente do que se imaginava, ampliando as possibilidades de proteção genômica.

O reconhecimento do invasor depende de dois fatores principais: o local onde o transposon se insere no genoma e o número de cópias que ele consegue gerar. Células que inicialmente produziam mais RNA a partir do DNA invasor mostraram-se mais eficientes em detectá-lo e silenciá-lo. Embora essa estratégia envolva riscos consideráveis para o organismo, o Dr. Halic descreveu o mecanismo como um sistema de alto risco e alta recompensa.

A heterocromatina, embora eficaz no silenciamento, tem a tendência de se espalhar para regiões vizinhas do genoma, podendo desativar não apenas o transposon, mas também genes benéficos que estejam próximos. As células de levedura que usam essa via de defesa crescem mais lentamente no início, o que representa uma desvantagem adaptativa imediata, mas que se torna extremamente vantajosa caso os transposons consigam proliferar descontroladamente nas gerações seguintes.

Os cientistas acreditam que organismos superiores, incluindo humanos, provavelmente possuem sistemas de defesa semelhantes, especialmente nas células da linhagem germinativa — espermatozoides e óvulos. Essas células são particularmente vulneráveis à disrupção causada por transposons. Uma defesa forte nessas células é essencial para evitar que um transposon

Leia mais sobre o assunto na phys.org.


Leia também: Ciência revela mecanismo secreto do câncer e prepara primeira terapia gênica fetal da história


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Marcus Almeida

26/05/2026

Interessante como Deus nos permite descobrir e controlar esses elementos da criação. Mas é crucial que a ciência sirva a Deus e não a serpentes tentando mudar a ordem natural.

    Cristina Rocha

    26/05/2026

    Eu concordo que a ciência deve ser usada com responsabilidade, mas acho necessário questionar a noção de que a ordem natural é algo estático e imutável, quase divinizado, como sugere o seu comentário, Marcus Almeida. A história da evolução da vida na Terra nos mostra que a natureza é um processo contínuo de mudança e adaptação. A ciência, portanto, não está necessariamente desrespeitando uma ordem natural estabelecida por um deus, mas sim参与 e ampliando esse processo dinâmico de mudança e adaptação.

    Além disso, é importante que a ética e a responsabilidade social estejam no centro das discussões sobre a manipulação genética e a biologia moderna. A ciência não deve ser vista como um instrumento de uma ordem superior, mas sim como uma ferramenta que, nas mãos da sociedade, pode ser usada para melhorar a condição humana e combater doenças genéticas, desde que acompanhada de uma reflexão crítica e ética profunda. E é justamente essa discussão ética e social que deve guiar a utilização dos avanços científicos, para que possamos avançar com segurança e justiça.

    Célia Carmo

    26/05/2026

    E aí Marcus, a ciência não serve a nenhum deus, serve à humanidade e à evolução. #DesmontaMitos #CiênciaÉDeIgrejaNada

Roberto Lima

26/05/2026

Interessante a descoberta, mas não podemos esquecer que esses genes transponíveis podem ser explorados de maneiras ruins. Ter mais controle é bom, mas a ética não pode ser descartada.

    Pedro Almeida

    26/05/2026

    Concordamos, Roberto Lima. A ética deve acompanhar cada passo da ciência, especialmente quando se trata de manipulação genética. É necessário um diálogo contínuo entre cientistas e filósofos para garantir a utilização responsável desses avanços.

Sgt Bruno 🇧🇷

26/05/2026

Que avanço impressionante! Espero que essa descoberta ajude a combater doenças genéticas de maneira mais eficaz. A ciência está sempre se surpreendendo a gente.

    Lucas Pinto

    26/05/2026

    Concordamos plenamente com a perspectiva otimista de Sgt Bruno sobre os avanços científicos, especialmente quando se trata de combater doenças genéticas. No entanto, é importante não perder de vista as implicações sociais e éticas dessas descobertas. Como marxista convicto, sou compelido a refletir sobre a maneira como a ciência, embora avançada e promissora, pode ser utilizada dentro da estrutura capitalista que pode levar a desigualdades na distribuição desses avanços. Como Gramsci ressaltou, a hegemonia cultural pode influenciar a forma como ciência e tecnologia são implementadas, beneficiando alguns grupos sociais em detrimento de outros.

    Portanto, é essencial que acompanhemos esses avanços com uma crítica aguçada, garantindo que o conhecimento gerado seja acessível a todos e não apenas aos que podem pagar por ele. A ciência deve ser um instrumento de igualdade social e não de concentração de poder e riqueza. É aí que reside o verdadeiro desafio: não apenas surpreender-nos com as descobertas, mas também garantir que elas sejam usadas para o bem-estar coletivo e não para a acumulação de capital em mãos poucos.


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