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Governo denuncia manobra do PL para sabotar fim da escala 6×1 e reafirma compromisso com transição para 5×2

0 Comentários🗣️🔥 Reunião parlamentar discute fim da escala 6×1, com participantes em mesa e placa destacando o tema. (Foto: cartacapital.com.br) O Palácio do Planalto identificou uma manobra estratégica da bancada do Partido Liberal na Câmara dos Deputados para dificultar a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que põe fim à escala de trabalho 6×1. […]

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Reunião parlamentar discute fim da escala 6x1, com participantes em mesa e placa destacando o tema. (Foto: cartacapital.com.br)

O Palácio do Planalto identificou uma manobra estratégica da bancada do Partido Liberal na Câmara dos Deputados para dificultar a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que põe fim à escala de trabalho 6×1. A legenda anunciou apoio à proposta da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que prevê a adoção da escala 4×3, considerada mais benéfica aos trabalhadores, mas avaliada pelo governo como politicamente inviável.

Lideranças governistas classificaram a mudança de posição do PL como uma tentativa de constranger o Executivo a se opor publicamente a um texto aparentemente mais progressista, desgastando-o perante a opinião pública. O acordo firmado com o Centrão, sob a coordenação do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), mantém como eixo central a adoção da escala 5×2, com transição para jornada semanal de 40 horas em um ano.

A PEC relatada pelo deputado Léo Prates (Republicanos-BA) estabelece uma redução gradual da jornada semanal de trabalho. Duas horas são cortadas nos primeiros 60 dias após a promulgação e mais duas horas após 12 meses, totalizando a migração das atuais 44 para 40 horas semanais. O texto também prevê mecanismos de adaptação setorial e garantias para negociações coletivas.

O PL, que até recentemente se posicionava contra qualquer redução da jornada, passou a defender abertamente a escala 4×3, gerando tensão entre as bancadas. A avaliação interna do Partido dos Trabalhadores é de que a guinada representa uma tática para atrasar a tramitação da PEC, cuja votação está prevista para ocorrer entre esta quarta-feira, 27 de maio, e quinta-feira, 28 de maio.

Nos bastidores, circulou a sugestão de que o governo adotasse uma contramanobra ao apoiar temporariamente a proposta de Erika Hilton, transferindo o ônus da resistência para o Centrão. Contudo, a posição majoritária do PT rejeitou essa alternativa, argumentando que ela fragilizaria o pacto já consolidado e abriria espaço para obstrução sistemática.

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) assumiu papel proeminente na articulação da nova estratégia partidária. Em discurso na tribuna na terça-feira, 26 de maio, ele afirmou que o partido priorizará a votação da proposta da PSOL, justificando a iniciativa com a defesa do “liberalismo econômico e da relação livre de trabalho”.

A reação da base aliada foi imediata e contundente. O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), qualificou a postura do PL como “demagogia calculada” e ressaltou que o objetivo real é “atrasar a tramitação e desgastar o governo”. Ele reafirmou o compromisso com a escala 5×2 como “uma conquista real, factível e negociada”.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, criticou duramente a iniciativa, chamando-a de “palhaçada sem limite” e acusando a bancada de oposição de “desrespeitar a inteligência da classe trabalhadora”. Segundo Guimarães, o PL age como se fosse defensor dos direitos laborais, mas na prática trava a única proposta com chance real de ser aprovada.

A manobra reproduz táticas anteriores do PL em pautas fiscais, como durante a tramitação da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. Governistas confiam que Hugo Motta manterá o controle da pauta e impedirá que a iniciativa do PL altere o cronograma, dado o respaldo já existente à proposta da escala 5×2.

Leia mais sobre o assunto na Carta Capital.


Leia também: PL adere à escala 4×3 e tenta constranger governo Lula


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