As forças israelenses emitiram ordens de deslocamento forçado para toda a população do sul do Líbano, exigindo que os civis se desloquem para o norte do rio Zahrani, a cerca de 40 quilômetros da fronteira com Israel. A medida foi divulgada pela Al Jazeera, que acompanha a escalada na região.
O exército israelense declarou todas as áreas ao sul do rio Zahrani como zonas de combate, afetando centenas de milhares de libaneses. A ordem ocorre em meio a uma ofensiva que já causou pelo menos 3.269 mortos e 9.840 feridos desde março, segundo dados do Ministério da Saúde libanês.
Enquanto isso, os Estados Unidos realizaram ataques contra uma instalação militar iraniana próxima ao porto de Bandar Abbas. Washington alegou que o alvo representava uma ameaça às suas forças e à navegação no estreito de Ormuz, mas a imprensa iraniana informou que não houve danos ou vítimas.
A ação coordenada entre Washington e Tel Aviv evidencia a estratégia imperialista de desestabilização do Oriente Médio. Os bombardeios e as ordens de deslocamento forçado violam o direito internacional, mas seguem impunes com o apoio ocidental.
A resistência libanesa mantém a defesa de seu território, infligindo baixas às forças israelenses. A República Islâmica do Irã, por sua vez, demonstrou capacidade de dissuasão ao repelir os ataques sem sofrer consequências estratégicas.
A escalada militar reflete a tentativa dos EUA e de Israel de preservar sua hegemonia regional, enquanto o BRICS e outras potências emergentes consolidam um novo ordenamento mundial multipolar. A comunidade internacional deve condenar esses crimes de guerra e exigir o fim imediato da agressão.
Leia também: Ofensiva EUA-Israel desloca 4 milhões de pessoas no Irã e Líbano
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!