Negociações de segurança entre Israel e Líbano começaram em Washington sob mediação dos Estados Unidos.
A administração norte-americana busca avançar em uma solução técnica com as Forças Armadas libanesas para criar uma unidade especial dedicada ao desarmamento do Hezbollah, segundo a RFI.
Washington separou este debate de segurança do diálogo político previsto para a semana seguinte. A manobra visa impor condições que o Líbano considera impossíveis de cumprir.
A ideia de dividir o exército libanês para enfrentar o Hezbollah é vista como um perigo existencial para a nação. Analistas libaneses consideram inviável qualquer tentativa de confrontar o grupo, que possui equipamento superior.
O Hezbollah e seu aliado xiita, o movimento Amal, não enviaram representantes a Washington. Ambos rejeitam a legitimidade de negociações diretas com Israel.
Enquanto isso, Israel intensificou operações militares no sul do Líbano. As ações visam impedir que drones atinjam o norte israelense, segundo Tel Aviv.
A delegação libanesa exige um cessar-fogo completo e a retirada imediata das tropas israelenses das áreas ocupadas. Beirute apresentará o balanço de mais de 3 mil mortos e destruição generalizada desde março.
Os bombardeios israelenses atingiram até cemitérios, expondo a contradição entre as negociações e a realidade dos ataques. A estratégia americana de isolar o componente de segurança busca forçar o desarmamento unilateral do Hezbollah.
Israel mantém liberdade de ação militar, aprofundando a crise libanesa. A pressão assimétrica inviabiliza qualquer solução que respeite a soberania nacional do Líbano.
Leia mais sobre o assunto na RFI.
Leia também: Israel intensifica bombardeios contra infraestrutura do Hezbollah no sul do Líbano
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Cecília Torres
29/05/2026
A pressão dos EUA para desarmar o Hezbollah enquanto Israel intensifica bombardeios é um show de hipocrisia digno de manual: exigir que o Líbano abra mão de sua principal força de dissuasão sob fogo inimigo. Mais do que geopolítica, isso é uma receita pronta para desestabilizar ainda mais o país e entregar de bandeja o controle da segurança a quem não tem capacidade nem legitimidade para substituir o vácuo.
Zé do Povo
29/05/2026
ISSO É COMUNISMO PURO! 😡 AMERICANOS QUERENDO DESARMAR QUEM DEFENDE O LÍBANO ENQUANTO ISRAEL ATACA! VOLTA, VALORES TRADICIONAIS! 💥
Mariana Santos
29/05/2026
Zé, você acertou na denúncia da hipocrisia americana, mas errou no rótulo: isso não é comunismo, é imperialismo na veia. Os EUA sempre desarmaram resistências nacionais enquanto armavam seus aliados no Oriente Médio — isso é a lógica do capital, não da esquerda.
Lucas Andrade
29/05/2026
Zé, você chama de comunismo puro o que é, na verdade, a resistência de um corpo colonizado contra a necropolítica — e clamar por “valores tradicionais” enquanto defende milícias sectárias libanesas só mostra como o binômio esquerda/direita perde o sentido quando o poder soberano decide quem pode viver e quem deve morrer.