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Ataques a Moscou elevam pressão sobre Putin e risco de escalada, alerta analista militar

Daniel Davis avalia que ataques de drones em Moscou pressionam Putin a retaliar, mas não mudam o curso da guerra de atrito. Risco de expansão do conflito p

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Ataques a Moscou eleva pressão sobre Putin
Thumb do vídeo YouTube (sSehsS9hPPM) — Ataques a Moscou eleva pressão sobre Putin

O tenente-coronel reformado do Exército dos Estados Unidos Daniel Davis alertou que os recentes ataques de drones contra Moscou e São Petersburgo aumentam a pressão sobre o presidente Vladimir Putin para retaliar com mais força, elevando o risco de uma escalada que pode ultrapassar as fronteiras da Ucrânia. Em entrevista, Davis afirmou que, apesar de a maioria dos artefatos ser interceptada, mesmo um único drone que atinja a capital tem forte impacto visual e gera constrangimento político.

Segundo o analista, essas operações demonstram que as capacidades de longo alcance da Ucrânia melhoraram com o suporte ocidental em inteligência, fabricação e informações de alvos. No entanto, ele ressaltou que algumas rotas de voo passam pelo espaço aéreo da Otan, o que pode ser interpretado por Moscou como envolvimento direto da aliança e justificar ações retaliatórias contra alvos na Europa. “Isso significa que você está diretamente envolvido”, disse, apontando a possibilidade de a Rússia atacar instalações de fabricação em países europeus.

No campo militar, Davis foi categórico: a guerra de atrito favorece a Rússia. Ele explicou que, para a Ucrânia reverter o quadro, seria necessário superar o adversário em pessoal, capacidade industrial e produção de mísseis e drones, algo que considera inviável. “Basta olhar o que a Rússia vem fazendo nos últimos quase três anos: um bombardeio metódico e implacável contra toda a infraestrutura energética e de transportes da Ucrânia. Isso é dez, vinte vezes mais do que a Ucrânia está conseguindo fazer agora”, comparou.

O especialista também avaliou o esgotamento dos estoques militares americanos, que foram consumidos em conflitos como os de Israel e Irã, além dos anos de envio de armamentos a Kiev. Observou que o último pacote de US$ 8 bilhões aprovado pelos Estados Unidos é uma fração dos US$ 60 bilhões da era Biden e não terá efeito prático no terreno. “Oito não é sessenta, e sessenta não fizeram diferença no campo de batalha”, resumiu.

Quanto à perspectiva de negociação, Davis demonstrou ceticismo. Ele lembrou que uma carta enviada por Zelensky a Putin algumas semanas atrás foi pública, incluía termos de superioridade militar e acabou inflamando ainda mais a situação, em vez de abrir um canal diplomático. Sobre o papel do ex-presidente Donald Trump, afirmou que a frustração é evidente, pois a promessa de encerrar o conflito rapidamente não se concretizou após mais de 17 meses. Para Davis, enquanto a Europa continuar financiando a guerra e não houver movimento genuíno em direção a um acordo, a tendência é de prolongamento e crescente perigo de extensão do conflito.

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