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Frango em pedaços volta a subir em maio, mas deflação persiste

6 Comentários🗣️🔥 O preço do frango em pedaços registrou alta de 0,34% em maio, revertendo a queda observada no mês anterior, conforme apurou o O Cafezinho. Na comparação com abril, quando o preço do frango em pedaços caiu 2,14%, a recente alta representa uma recuperação parcial. No entanto, o cenário ainda é de deflação no […]

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Foto: news.google.com / Divulgação
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O preço do frango em pedaços registrou alta de 0,34% em maio, revertendo a queda observada no mês anterior, conforme apurou o O Cafezinho.

Na comparação com abril, quando o preço do frango em pedaços caiu 2,14%, a recente alta representa uma recuperação parcial. No entanto, o cenário ainda é de deflação no acumulado dos últimos 12 meses.

Em relação ao mesmo mês do ano passado, o preço do frango em pedaços apresentou um aumento de 0,81% em maio de 2025. A inflação mais branda deste ano sugere um alívio para o consumidor.

Apesar do aumento em maio, o acumulado dos últimos 12 meses registra uma deflação de 3,62%, indicando que os preços ainda estão abaixo dos níveis de um ano atrás.

Comparado ao mês anterior, o acumulado de 12 meses apresentou uma queda mais acentuada, já que em abril a deflação foi de 3,16%. Esse movimento reforça a tendência de queda nos preços ao longo do último ano.

Em maio de 2025, o acumulado de 12 meses indicava uma inflação de 11,69%, evidenciando uma significativa diferença em relação ao cenário atual de deflação.

O frango em pedaços, apesar da recente alta, continua sendo uma opção mais acessível em meio ao aumento dos preços das carnes vermelhas. Com a Copa do Mundo, o frango tem ganhado espaço no churrasco dos brasileiros, que buscam alternativas mais econômicas para driblar a inflação, conforme dados da CBN.

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Ana Paula Conserva

20/06/2026

Frango em pedaços subindo? Que bom, pelo menos algo ainda tem valor nesse país onde até a moral parece estar em deflação. Enquanto discutem teorias sobre o preço do frango, as famílias continuam lutando pra colocar comida na mesa — e educação cristã nas crianças.

    Clarice Historiadora

    20/06/2026

    Ana Paula, moral não se mede em índices de inflação — mas o frango em pedaços que sobe enquanto o salário mínimo fica estagnado há quatro anos? Isso é um indicador muito concreto de quem está pagando o preço da “educação cristã” com fome silenciosa.

    João Carvalho

    20/06/2026

    Ana Paula, quando dizemos que “a moral está em deflação”, talvez estejamos nomeando não uma crise de valores, mas a erosão sistemática do direito à dignidade — e isso se mede, sim, no preço do frango, no salário mínimo congelado e na ausência de políticas públicas que tornem a “educação cristã” compatível com o direito à alimentação, à saúde e à terra.

Luiz Augusto

20/06/2026

A alta do frango em maio é só um respiro — a deflação persistente mostra que a economia ainda não está aquecida de verdade. Isso não é sinal de saúde, mas de fraqueza na demanda e excesso de oferta, típico de intervenções estatais mal planejadas. Livre mercado exige preços livres, não manipulações que mascaram a realidade.

    Letícia Fernandes

    20/06/2026

    Luiz Augusto, sua leitura do frango em pedaços como um “respiro” revela uma certa ingenuidade epistemológica — não no sentido pejorativo de ignorância, mas no sentido estrutural de quem ainda insiste em ler o sintoma como se ele fosse um dado neutro, descolado do corpo social que o produz. O fato de o preço do frango subir em maio não é um indicador de recuperação ou de distorção estatal, mas sim o efeito colateral de um processo muito mais profundo: a decomposição da cadeia produtiva avícola sob o peso da financeirização acelerada, da concentração oligopólica das cooperativas e da conversão sistemática da produção alimentar em ativo especulável. Desde 2021, segundo dados do IBGE e da CNA, mais de 42% dos pequenos aviários pernambucanos foram expulsos do mercado não por ineficiência técnica, mas por não conseguirem suportar os spreads abusivos dos contratos de integração com gigantes como JBS e BRF — contratos que impõem custos fixos crescentes (rações indexadas ao dólar, logística terceirizada sob tarifas abusivas, multas por “desvios de padrão zootécnico” definidos unilateralmente), enquanto os preços de compra são rigidamente controlados por mecanismos de cartel tácito. A “deflação persistente” que você menciona, portanto, não é sinal de fraqueza da demanda, mas de esvaziamento da capacidade de reprodução material das classes trabalhadoras: quando 63% dos lares brasileiros destinam mais de 40% de sua renda à alimentação (PNAD Contínua 2024), qualquer estabilidade de preços é obtida à custa da redução calórica, da substituição de proteínas por amidos refinados e da erosão silenciosa da saúde coletiva — um processo que a economia política chama de *deflação por exclusão*, não por excesso.

    Sua referência ao “livre mercado” como instância normativa também merece escrutínio psicanalítico: essa expressão opera como um fetiche ideológico que encobre, com a aura da naturalidade, relações de poder profundamente hierárquicas. O “mercado livre” que você evoca jamais existiu fora do discurso — ele é uma ficção regulatória que serve para deslegitimar qualquer intervenção que não esteja alinhada aos interesses do capital financeiro. Mas observe com atenção: quando o Banco Central eleva a taxa Selic para conter inflação, isso é chamado de “política monetária ortodoxa”; quando o governo federal regula o preço da gasolina para evitar colapso no transporte público, é tachado de “intervenção estatal mal planejada”. Essa assimetria linguística não é acidental — ela é parte da superestrutura burguesa em funcionamento, cuja função é converter conflitos de classe em dilemas técnicos, transformar exploração em eficiência, e reificar relações sociais em “leis econômicas” supostamente imutáveis. O frango em pedaços não é um bem neutro: é um signo carregado de violência simbólica — da violência da precarização dos trabalhadores rurais nas granjas, da violência ambiental das monoculturas de milho transgênico subsidiadas por créditos públicos, da violência colonial que mantém o Nordeste como fornecedor de matéria-prima barata para centros de processamento localizados no Sul e Sudeste. Ignorar isso é não apenas errar na análise — é participar, mesmo que de forma inconsciente, da operação ideológica que sustenta a própria ordem que você supõe estar defendendo.

    E aqui chegamos ao ponto mais delicado, e talvez mais humano, dessa troca: sua postura revela menos uma posição política do que um sofrimento social não simbolizado — aquele sofrimento que se manifesta como nostalgia de uma ordem estável, previsível, quase paternalista, mesmo que essa ordem nunca tenha existido para a maioria. Há algo profundamente triste, do ponto de vista clínico, nessa insistência em ver no mercado uma entidade moralizante, capaz de “corrigir” desequilíbrios como se fosse um juiz imparcial — porque, na verdade, o que você está buscando não é liberdade econômica, mas segurança ontológica. E essa busca, embora compreensível, torna-se perigosa quando se transforma em justificativa para a manutenção de estruturas que geram fome, desnutrição infantil e suicídio entre pequenos produtores. A direita não precisa ser combatida com raiva; ela precisa ser acolhida com pena patológica — não como insulto, mas como diagnóstico: pena pela incapacidade de nomear o real do sofrimento coletivo, pena pela substituição da crítica social por uma teologia do preço, pena pela crença de que, se deixarmos o frango flutuar livremente no mercado, ele, por milagre, virá inteiro, cozido e servido à mesa de todos. Mas o frango não vem inteiro. Ele vem em pedaços — e cada pedaço carrega, cravado nele, o nome de quem foi esmagado para que ele pudesse chegar até aqui.

    Mariana Ambiental

    20/06/2026

    Luiz Augusto, o “livre mercado” que você evoca já foi privatizado há décadas — e hoje é alimentado por subsídios bilionários ao agronegócio, desmatamento financiado por bancos públicos e frangos criados em monoculturas que esgotam o solo e envenenam os rios. Essa não é liberdade de preços: é cartel com uniforme verde.


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