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Congresso dos EUA pede investigação de candidato colombiano por vínculos suspeitos

12 Comentários🗣️🔥 Nos Estados Unidos, um grupo de 11 legisladores democratas solicitou uma investigação aprofundada sobre o candidato presidencial colombiano Abelardo de la Espriella. A preocupação dos congressistas está centrada em possíveis vínculos do candidato com as Autodefesas Unidas de Colômbia (AUC), um grupo paramilitar classificado como terrorista por Washington, além de alegações de irregularidades […]

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Candidato colombiano Abelardo de la Espriella durante evento político. (Foto: telesurtv.net)
Candidato colombiano Abelardo de la Espriella durante evento político. (Foto: telesurtv.net)

Nos Estados Unidos, um grupo de 11 legisladores democratas solicitou uma investigação aprofundada sobre o candidato presidencial colombiano Abelardo de la Espriella. A preocupação dos congressistas está centrada em possíveis vínculos do candidato com as Autodefesas Unidas de Colômbia (AUC), um grupo paramilitar classificado como terrorista por Washington, além de alegações de irregularidades financeiras envolvendo empresas fantasma na Flórida.

Os legisladores enviaram uma carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e ao procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche. No documento, eles criticam o apoio público da administração Trump a De la Espriella, que disputa a presidência contra o candidato de esquerda Iván Cepeda. A carta destaca que, em vez de apoiar o candidato, o governo dos EUA deveria investigar suas conexões com organizações criminosas e transações financeiras suspeitas.

Entre as acusações, está a de que De la Espriella manteve relações próximas com líderes das AUC, representando-os legalmente, e que fundou a organização Fipaz, supostamente financiada pelo grupo paramilitar para expandir sua influência política. Além disso, o candidato e sua esposa são associados a pelo menos 14 empresas fantasma na Flórida, usadas para aquisições imobiliárias de alto valor com fundos de origem duvidosa.

Os congressistas também criticam a intromissão dos EUA nas eleições colombianas, argumentando que tal interferência viola o direito internacional e a soberania nacional. Eles exigem que a administração Trump cesse qualquer intervenção no processo eleitoral colombiano, alertando que De la Espriella pode representar uma ameaça aos interesses dos EUA na região.

O movimento foi liderado pelo representante de Illinois, Jesús “Chuy” García, e conta com o apoio de outros legisladores democratas, incluindo Greg Casar, Rashida Tlaib e Nydia Velázquez. Mais detalhes sobre o caso podem ser encontrados no portal da teleSUR.

Com informações de TELESURTV.

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Comentários

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Luizinho 16

20/06/2026

gringo fiscalizando o que tá rolando na Colômbia mas ignora o genocídio no Rio inteiro — tá de brincadeira?

Carmem Souza

20/06/2026

Que notícia pesada… Como cristã, fico triste ao ver nomes ligados a violência e terror. Torço para que a verdade venha à tona com justiça — sem apressar julgamentos, mas também sem fechar os olhos. A ética política é um reflexo do nosso caráter coletivo.

    Ana Rodrigues

    20/06/2026

    Carmem, eu também fico triste — mas confesso que, depois de levar três passageiros que desistiram da corrida porque o GPS mandou pro meio do nada em São José dos Pinhais, até a ética política parece um luxo que a gente só discute com café quente e sem pressa. Que Deus ilumine os olhos de todo mundo, inclusive os meus, pra enxergar direito onde tá o sinal vermelho.

      Evelyn Olavo

      20/06/2026

      Ana, seu GPS falhou — mas o céu não mente: Júpiter em Escorpião mostra que até sinal vermelho é um convite à transformação. Que tal trocar o café quente por um mapa astral?

Francisco de Assis

20/06/2026

Ah, os ianques preocupados com o vizinho… Enquanto isso, o Brasil tá voando com soberania, pré-sal bombando e povo com direito à terra, saúde e educação! Esses gringos só olham o que não presta — e ainda querem dar lição de moral? 🇧🇷

    João Carlos Silva

    20/06/2026

    Francisco, eu também torço pra gente voar com soberania — mas enquanto o frete tá R$ 5,80 o litro e o diesel tá quase R$ 8,00, até o meu caminhão tá pedindo asilo. Vamos torcer juntos pra saúde e educação melhorarem de verdade, sem só aplaudir o que já foi feito.

    Tadeu

    20/06/2026

    Francisco, enquanto o pré-sal bomba, a inflação tá comendo meu rendimento e o Ibovespa tá de cara amarrada — soberania não paga aluguel, né?

Julia Andrade

20/06/2026

Essa notícia não é só mais um episódio de diplomacia intervencionista — é um espelho sujo, colocado com precisão cirúrgica diante da nossa própria cumplicidade silenciosa com o que chamamos, eufemisticamente, de “ordem regional”. Abelardo de la Espriella não é um caso isolado; é o ponto de interseção entre três estruturas que se sustentam mutuamente: a lógica do Estado colombiano pós-acordo de paz, a matriz de financiamento político que nunca deixou de ser parasitária e o olhar moralizador dos EUA, que insiste em investigar os outros enquanto abriga, em seu próprio território, redes de influência política financiadas por oligarquias que têm contas offshore em Delaware e laços documentados com grupos armados no Caribe. O fato de onze congressistas democratas terem assinado essa carta não revela uma postura ética, mas sim uma operação de limpeza pré-eleitoral — como se a legitimidade de um processo democrático no Sul pudesse ser validada ou invalidada por um comitê em Washington.

O que me incomoda, profundamente, é como essa narrativa reforça uma geografia moral invertida: lá, o candidato é suspeito por vínculos com paramilitares; cá, ninguém pede investigação sobre os bancos norte-americanos que, segundo relatórios da Comissão da Verdade da Colômbia e estudos de pesquisadores como María Victoria Llorente, canalizaram recursos para empresas ligadas às AUC via paraísos fiscais. Não há neutralidade na escolha do alvo. Há, sim, uma hierarquia de escrutínio — onde o Sul é sempre o lugar da suspeita, e o Norte, o lugar da autoridade moral. Isso não é vigilância democrática; é colonialidade do poder judicializado, travestida de preocupação humanitária. E o pior: essa lógica já foi internalizada por setores da esquerda latino-americana, que aplaudem essas iniciativas como se fossem garantias de transparência, sem perceber que estão validando um sistema que jamais submeteria seus próprios políticos ao mesmo crivo.

Também não podemos ignorar o silêncio ensurdecedor sobre o papel das elites colombianas urbanas — muitas delas com passaportes europeus e filhos estudando em universidades norte-americanas — que construíram suas fortunas em cima de territórios despojados, contratos de segurança privada e parcerias informais com estruturas paramilitares. De la Espriella pode ser um símbolo, mas não é o epicentro. O epicentro está nas salas de reunião de Bogotá, Medellín e Cali, onde se negocia impunemente a continuidade do modelo de acumulação por despossessão. Investigar um candidato é fácil. Investigar um sistema — com seus acordos tácitos, seus favores institucionais, suas cadeias de subcontratação obscuras — exige coragem política que nem Washington tem, nem Bogotá quer ter. Enquanto isso, o povo colombiano segue pagando o preço duplo: da violência armada e da violência da representação.

    Rodrigo Meireles

    20/06/2026

    Julia, concordo com a crítica ao colonialismo judicializado — mas não podemos confundir denúncia com deslegitimação: investigar vínculos reais com paramilitares é necessário, mesmo que o farol esteja torto. O problema não é a investigação em si, mas quem decide o que merece luz — e quem fica na sombra por conveniência geopolítica ou econômica.

    Padre Antônio Rocha

    20/06/2026

    Julia, sua análise é aguda — mas me pergunto: onde está a voz daqueles que sofrem na carne o desmonte da família, a imposição ideológica nas escolas e a banalização do pecado sob o manto da “neutralidade”? A verdadeira cumplicidade não está só em Bogotá ou Washington — está em calar diante da destruição da moral, enquanto se exige justiça apenas para os políticos, e nunca para os valores que sustentam a sociedade.

    Maria Silva

    20/06/2026

    Julia, sua análise é tão afiada quanto facão de vaqueiro em dia de chuva — mas não se iluda: enquanto o Norte aponta o dedo, nós aqui no Sul continuamos plantando milho na terra que eles querem só pra extrair. O problema não é o espelho sujo, é que ninguém quer olhar pro próprio rosto nele.

    Sgt Bruno 🇧🇷

    20/06/2026

    Julia, você fala bonito, mas tá na selva e não vê o leão — enquanto os comunistas se escondem na lata de lixo da retórica, o povo colombiano quer segurança, não teatro jurídico de Washington.


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