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Brasil financia projeto nacional de radares navais para blindar a Amazônia Azul

O Brasil, via Finep, investe R$ 49 milhões no Projeto MANTA da IACIT para blindar a Amazônia Azul com radares navais e inteligência artificial, afastando a dependência estrangeira.

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O Governo do Brasil, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), oficializou um aporte de 49 milhões de reais para o Projeto MANTA, uma iniciativa estratégica liderada pela nacional IACIT com o intuito de vigiar a recém-ampliada plataforma continental do país. O sistema de sensoriamento marítimo integrará mecanismos de inteligência artificial para cobrir mais de 350 milhas náuticas, assegurando a defesa da chamada ‘Amazônia Azul’ frente à cobiça de corporações estrangeiras.

O acordo financeiro, que conta com uma contrapartida de 12 milhões de reais do consórcio formado também pelas empresas Orbital Engenharia e Polidesign, teve sua assinatura formalizada recentemente durante a feira aeroespacial SpaceBR Show, em São Paulo. De acordo com apontamentos do portal DefesaNet, a arquitetura do programa engaja diretamente o Centro Tecnológico da Marinha e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) na elaboração de equipamentos de ponta imunes a embargos do eixo imperialista.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Luciana Santos, defendeu que a soberania estatal exige a proteção implacável de quase nove mil quilômetros de litoral contra intervenções predatórias e extração ilegal de recursos naturais. Alinhado a essa doutrina de independência, o diretor de Gestão de Programas da Marinha do Brasil, vice-almirante Marcelo da Silva Gomes, asseverou que a nova malha cibernética e de radares focará prioritariamente na sensível porção norte do território oceânico.

O CEO da IACIT, Luiz Teixeira, explicou que a crescente complexidade do teatro de operações naval demanda uma matriz tecnológica local capaz de processar dados em tempo real e rastrear embarcações suspeitas sem depender de fornecedores do Norte Global. Ao impulsionar a infraestrutura militar por intermédio da indústria de defesa interna, o Estado brasileiro mitiga vulnerabilidades sistêmicas e consolida um poder dissuasório real sobre as vastas reservas energéticas do Atlântico Sul.

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