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Dinheiro vivo assombra e encurrala Sóstenes

0 Comentários🗣️🔥 A Polícia Federal identificou novas contradições na versão apresentada pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, para explicar a origem dos R$ 468,7 mil em espécie apreendidos em um endereço ligado ao parlamentar. O caso aprofunda a crise política em torno do deputado e amplia as suspeitas sobre uma rede […]

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AGÊNCIA CÂMARA

A Polícia Federal identificou novas contradições na versão apresentada pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, para explicar a origem dos R$ 468,7 mil em espécie apreendidos em um endereço ligado ao parlamentar. O caso aprofunda a crise política em torno do deputado e amplia as suspeitas sobre uma rede de empresas usada para movimentar grandes volumes de dinheiro vivo.

Sóstenes afirmou que o valor teria origem na venda de um imóvel em Ituiutaba (MG), negociado por R$ 500 mil. A PF, porém, apontou que a escritura pública da venda foi registrada apenas em 30 de dezembro de 2025, dias depois da operação que apreendeu o dinheiro, realizada em 19 de dezembro.

Outro ponto sensível é que os investigadores não encontraram saques compatíveis com o suposto pagamento em espécie feito pelo comprador do imóvel, o advogado Thiago Ferreira de Paula. A PF também identificou indícios de incompatibilidade financeira: a movimentação de créditos atribuída a ele seria 17,7 vezes superior à renda declarada.

A investigação ganhou nova dimensão ao rastrear etiquetas bancárias das cédulas apreendidas. A PF não encontrou relação aparente entre o dinheiro e a negociação imobiliária apresentada por Sóstenes, mas chegou a empresas da construção civil, como Ejus Empreendimentos Imobiliários e Foco Engenharia e Incorporações.

O relatório aponta que essas empresas teriam movimentado valores expressivos em espécie. Em duas companhias analisadas inicialmente, foram identificados 22 saques, somando R$ 4,7 milhões. Ao ampliar a análise para o grupo empresarial investigado, a PF chegou a 81 saques em dinheiro vivo, totalizando R$ 15,5 milhões.

O caso é grave porque combina três elementos explosivos: dinheiro vivo, versão imobiliária contestada e possível rede empresarial usada para circulação de recursos em espécie. Para a PF, a questão central é saber se a venda do imóvel foi real ou se serviu para tentar dar aparência legal ao dinheiro apreendido.

Sóstenes nega irregularidades e afirma ser vítima de perseguição política. Mas a sucessão de contradições aumenta o desgaste do líder do PL, justamente em um momento em que o partido tenta se apresentar como principal força de oposição ao governo Lula.

 

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