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Protesto cobra volta de colonos à Faixa de Gaza

Milhares marcham até a fronteira de Gaza exigindo assentamentos judaicos. Soldados bloqueiam passagem. Netanyahu em silêncio.

3 comentários
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Organizadores afirmam que a mobilização marca o início de uma campanha para restaurar comunidades israelenses retiradas em 2005.
Soldados e policiais impediram que participantes cruzassem para a zona restrita durante o ato em defesa da recolonização da Faixa de Gaza / Reprodução
Protesto ocorre enquanto Gaza segue devastada pela guerra e sob uma crise humanitária prolongada, apesar de acordos de cessar-fogo

Segundo o The Hindu, milhares de israelenses marcharam no domingo (19) até a cerca que separa Israel da Faixa de Gaza para exigir que o governo Netanyahu reestabeleça assentamentos judaicos no território palestino.

Os manifestantes tentaram avançar para o lado palestino e foram bloqueados por soldados e policiais mobilizados para impedir o acesso à zona restrita, segundo a agência AFP.

Dezenas de participantes agitavam bandeiras de Israel enquanto defendiam o retorno imediato dos colonos à região, mais de duas décadas após a retirada dos assentamentos, em 2005.

“Estamos caminhando hoje para dizer ao governo de Israel e mostrar ao mundo que esta terra nos pertence e que Gaza realmente nos pertence”, afirmou Daniel Sellem, um dos participantes. Ele disse que a marcha busca pressionar o governo a autorizar o retorno dos colonos ao enclave.

Outro manifestante, Yechiel Greenblum, classificou o evento como “apenas o começo” de uma campanha para restaurar comunidades israelenses no território costeiro. “Estamos fazendo uma grande marcha de volta para a Faixa de Gaza, de volta para onde os judeus viveram por centenas, milhares de anos”, disse, definindo a retirada de 2005 como temporária.

A Faixa de Gaza se tornou em grande parte inabitável após meses de ataques e bombardeios. A violência diária persiste apesar de um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, segundo a AFP.

Não é a primeira vez que manifestações com esse objetivo ocorrem, todas pressionando Netanyahu a autorizar a recolonização da faixa. O primeiro-ministro não se pronunciou oficialmente sobre a demanda dos colonos até o momento.

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Comentários

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Maria Antonia

21/07/2026

Milhares marchando até a fronteira e o primeiro-ministro em silêncio é um termômetro político e tanto. Se o Netanyahu não se posiciona, será que essa pressão popular pode forçar o governo a tomar uma decisão arriscada? Me parece mais um movimento de grupos religiosos e nacionalistas, mas quem vai bancar a segurança e a infraestrutura se os colonos voltarem? Ou isso é só um gesto simbólico para esvaziar a pressão da oposição?

João Carlos Silva

20/07/2026

Olha, essa confusão no Oriente Médio parece não ter fim. Enquanto isso, aqui no Brasil a gente mal consegue pagar o litro da gasolina e ainda vê o preço do arroz subir toda semana. Agora me diga: esse tipo de protesto lá longe acaba influenciando de alguma forma o bolso do brasileiro que vive na correria, ou é só mais uma briga que não muda nada no nosso dia a dia?

Lucas Moreira

20/07/2026

A pressão por reassentamento em Gaza ignora que a manutenção de colônias na região já consumiu bilhões em subsídios estatais, drenando recursos que poderiam ser alocados em infraestrutura produtiva. Fico me perguntando se os manifestantes já pararam para calcular o custo fiscal desse projeto ou se esperam que o contribuinte israelense arque com mais uma aventura intervencionista. Enquanto Netanyahu se cala, o mercado deveria estar se perguntando quem vai pagar a conta.


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