Eleições 2026 - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/eleicoes-2026/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Sat, 27 Jun 2026 21:00:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Eleições 2026 - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/eleicoes-2026/ 32 32 Boa vontade americana com família Bolsonaro está com os dias contados https://www.ocafezinho.com/2026/06/27/boa-vontade-americana-com-familia-bolsonaro-esta-com-os-dias-contados/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/27/boa-vontade-americana-com-familia-bolsonaro-esta-com-os-dias-contados/#respond Sat, 27 Jun 2026 18:41:20 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260893 Há boas razões para acreditar que Eduardo Bolsonaro, seu irmão Flávio Bolsonaro e todos os bolsonaristas refugiados nos Estados Unidos não deveriam ficar muito otimistas quanto ao seu futuro no país. Com a iminente mudança na correlação de forças após novembro, o alinhamento de parlamentares norte-americanos com a oposição brasileira pode perder toda a sua relevância prática.

O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, enviou um alerta contundente a todos os aliados republicanos de Donald Trump sobre um eventual cenário de derrota eleitoral. Segundo a declaração do congressista norte-americano, uma vitória democrata nas midterms desencadeará investigações severas e processos judiciais contra assessores, doadores, familiares do presidente e demais colaboradores.

Essa ameaça de responsabilização e punição criminal acende o sinal vermelho para figuras brasileiras que usam os Estados Unidos como refúgio político e base de difamação de nossas instituições. O deputado Eduardo Bolsonaro e seus parceiros ideológicos devem se preparar para a perda de blindagem diplomática caso as investigações de Washington atinjam o círculo íntimo de Trump.

O senador Flávio Bolsonaro, por sua vez, corre o risco de ver esgotada toda a influência política que supunha ter junto aos legisladores de extrema-direita de Washington. A derrocada do apoio parlamentar norte-americano expõe a fragilidade de uma estratégia política construída com base na dependência e no oportunismo ideológico internacional.

A conduta do parlamentar fluminense reflete um histórico de traição aos interesses nacionais, evidenciado durante a crise tarifária deflagrada por Washington em meados de 2025. Na ocasião, Flávio Bolsonaro comparou as ameaças de sobretaxas às bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, sugerindo que o Brasil deveria capitular incondicionalmente para evitar uma destruição semelhante.

A retórica de submissão do senador demonstra que seu clã encara as relações exteriores do país sob a lógica de uma capitulação colonial vergonhosa. A soberania e a dignidade do povo brasileiro não podem ser ameaçadas ou oferecidas como barganha política para salvar aliados de governos estrangeiros.


Leia a declaração de Mike Johnson, presidente da Câmara dos Representantes (Speaker) dos Estados Unidos:

Original em inglês:
“If we lose the midterms, the Democrats will go after the president’s family, the cabinet, his donors, friends, and the rest of you who have committed crimes.”

Tradução livre:
“Se nós perdermos as eleições parlamentares de meio de mandato (midterms), os democratas vão caçar a família do presidente, o gabinete, seus doadores, amigos e todos vocês outros que cometeram crimes.”


Confira a transcrição da fala do senador Flávio Bolsonaro à CNN Brasil em 10 de julho de 2025, resgatada nas redes sociais:

“Se você olhar pra Segunda Guerra Mundial, o que que os Estados Unidos fez com o Japão? Lança uma bomba atômica em Hiroshima pra demonstrar força. […] Qual foi a consequência três dias depois? Uma segunda bomba atômica em Nagasaki pra, aí depois sim, haver no dia 16 de agosto de 1945 […] uma rendição formal por parte do Japão.

Então essa situação tem que ser encarada como uma negociação de guerra, sim, onde nós não estamos em condições normais […] Cabe a nós termos a responsabilidade de evitar que caiam duas bombas atômicas aqui no Brasil […]”

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Flávio Bolsonaro usa intimidação contra Michelle na disputa pela herança bolsonarista https://www.ocafezinho.com/2026/06/27/flavio-bolsonaro-usa-intimidacao-contra-michelle-na-disputa-pela-heranca-bolsonarista-3/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/27/flavio-bolsonaro-usa-intimidacao-contra-michelle-na-disputa-pela-heranca-bolsonarista-3/#respond Sat, 27 Jun 2026 17:55:49 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260891 A reação do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não cabe no figurino confortável da novela familiar. O episódio expõe uma disputa política dura pelo espólio eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje inelegível, e pela definição de quem falará em nome da direita bolsonarista na eleição presidencial de 2026.

Depois de Michelle expor publicamente Flávio e relatar o que considera ter sido uma traição na disputa interna pela candidatura presidencial, veio a resposta em tom de enquadramento. O ponto central, registrado pela Revista Fórum, é que a reação não pareceu buscar esclarecimento político, mas disciplina pública de uma personagem que ameaça ocupar espaço próprio dentro do bolsonarismo.

Flávio não é apenas filho do ex-presidente nem mero porta-voz de ressentimentos domésticos. Ele é senador da República, opera no núcleo familiar e tenta se apresentar como herdeiro institucional do sobrenome Bolsonaro, enquanto Michelle comanda o PL Mulher e se consolidou como ativo eleitoral junto à base religiosa e conservadora.

O dado que muda a natureza da briga é eleitoral. Em cenário sem Jair Bolsonaro, levantamento Datafolha apontou Michelle com 22% das intenções de voto, contra 8% de Flávio, uma diferença que desloca a sucessão do clã para fora da linha dinástica que o senador gostaria de controlar.

Essa assimetria ajuda a explicar a aspereza da reação. Quando a ex-primeira-dama, sem mandato eletivo e dependente da marca Bolsonaro, aparece mais competitiva do que o filho parlamentar do ex-presidente, a disputa deixa de ser vaidade familiar e passa a envolver comando de narrativa, base religiosa, influência partidária e poder de veto sobre a candidatura da direita.

Há também uma dimensão material que costuma desaparecer quando a imprensa trata o bolsonarismo como folhetim. Dados do Tribunal Superior Eleitoral sobre a distribuição do Fundo Partidário de 2024 mostram o PL entre os três maiores beneficiários nacionais, atrás apenas de PT e União Brasil, com fatia superior a R$ 130 milhões no ano.

Esse dinheiro público transforma o conflito em luta por máquina. Controlar o PL significa influir sobre diretórios, candidaturas, tempo político, recursos partidários e a arquitetura da campanha de 2026, motivo pelo qual a tensão entre Flávio e Michelle interessa ao público brasileiro muito além da curiosidade sobre as fissuras da família Bolsonaro.

A expressão tática miliciana, usada pela fonte original, deve ser tratada com cuidado. O ponto jornalístico não é imputar crime, mas apontar o método político de constrangimento público: quando a hierarquia interna é ameaçada, a resposta vem como enquadramento e disciplina, não como debate transparente.

O herói dessa história não é Michelle, que também participa da disputa pela herança de um projeto autoritário. O interesse público está do lado da sociedade brasileira, que precisa enxergar o que existe por trás da embalagem religiosa, dos vídeos emocionais e da encenação de família perseguida.

O bolsonarismo sempre vendeu a si mesmo como movimento moral, mas opera como condomínio privado de poder. Quando a partilha dos votos, do dinheiro partidário e do comando simbólico entra em jogo, a retórica da fé dá lugar à velha linguagem do controle, com Flávio Bolsonaro tentando lembrar ao partido e à base que o sobrenome ainda reivindica a chave do cofre e do palanque.

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Lula lidera todos os cenários de primeiro e segundo turnos em Minas Gerais, aponta pesquisa https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/lula-lidera-todos-os-cenarios-de-primeiro-e-segundo-turnos-em-minas-gerais-aponta-pesquisa/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/lula-lidera-todos-os-cenarios-de-primeiro-e-segundo-turnos-em-minas-gerais-aponta-pesquisa/#comments Fri, 26 Jun 2026 22:19:24 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260842 13 Comentários 🔥]]> O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a corrida presidencial em Minas Gerais em todos os cenários de primeiro e segundo turnos testados pelo instituto DATATEMPO. O levantamento, realizado no segundo maior colégio eleitoral do país, aponta que o atual chefe do Executivo federal ampliou sua vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro.

No cenário estimulado de primeiro turno com dez concorrentes, o candidato petista alcança 42,3% das intenções de voto e abre uma vantagem expressiva sobre os demais adversários. O senador Flávio Bolsonaro ocupa a segunda posição com 23,8% da preferência, seguido de longe pelo ex-governador mineiro Romeu Zema, que registra 10,8%.

A comparação com a rodada anterior de pesquisas, realizada em março deste ano, mostra que a diferença entre o líder e o vice-líder disparou de 8,2 para 18,5 pontos percentuais. Esse crescimento coincide com o enfraquecimento das forças de oposição no plano regional, agravado pelo recente recuo de apoios a Flávio Bolsonaro entre partidos da base aliada tradicional.

Nas simulações de segundo turno, a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva se consolida com uma margem de 52% contra 35,1% do parlamentar fluminense nas urnas. Em um confronto alternativo sem a presença do atual governante, Romeu Zema lideraria a disputa com 41,1% das intenções contra 31,2% atribuídos ao senador conservador.

A fragmentação da direita em solo mineiro e a desarticulação partidária nacional alimentam um forte clima de disputa interna nos diretórios regionais da oposição. Esse isolamento das candidaturas conservadoras é acentuado pelo visível conflito de articulação política que opõe diferentes correntes do bolsonarismo.

A pesquisa DATATEMPO entrevistou mil eleitores de forma domiciliar entre os dias 12 e 15 de junho de 2026, sob contratação da Sempre Editora. O levantamento apresenta margem de erro de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos e encontra-se registrado sob os protocolos MG-02109/2026 e BR-07479/2026.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida eleitoral para a Presidência da República em Minas Gerais em todos os cenários de 1° e 2° turnos testados na pesquisa DATATEMPO. Esta é a segunda rodada a traçar um panorama sobre as eleições de 2026 no segundo maior colégio eleitoral do país. O levantamento indica que o atual chefe do Executivo federal também ampliou a vantagem contra o segundo colocado no estado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As entrevistas foram realizadas de 12 a 15 de junho, e a margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos.

Lula chega a alcançar 42,3% das intenções de voto em um cenário estimulado de 1º turno contra outros nove oponentes. O recorte da pesquisa mostra que o petista está 18,5 pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro, que atrai 23,8% da preferência dos eleitores mineiros.

Gráfico da pesquisa de intenção de voto estimulada para o primeiro turno presidencial em Minas Gerais (DATATEMPO)

Gráfico da pesquisa de intenção de voto estimulada para o primeiro turno presidencial em Minas Gerais (DATATEMPO/Junho de 2026)

Nesse quadro, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece na terceira posição, com 10,8%, seguido pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 2,8%.

Na pesquisa DATATEMPO anterior, realizada em março deste ano, Lula figurou em primeiro em todos os cenários, e, em um deles, com 37,2% das intenções de voto. Flávio também aparecia em segundo, mas com 29%. Na ocasião, a diferença entre o petista e o liberal era de apenas 8,2 pontos percentuais.

A segunda rodada da pesquisa foi realizada cerca de um mês após conversas vazadas entre Flávio Bolsonaro e o sócio-fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, em que o senador pediu ao banqueiro US$ 24 milhões para financiar a produção de “Dark Horse”, filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entretanto, o levantamento foi finalizado antes da operação da Polícia Federal, deflagrada no dia 18 de junho, que teve como alvo principal de busca e apreensão o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado. A investigação apura fraudes envolvendo o Banco Master e o PT da Bahia, os vínculos do banqueiro Daniel Vorcaro e a suposta participação do parlamentar no esquema.

Apesar disso, não é possível fazer inferências a partir dos números da pesquisa, considerando que o levantamento não cobre os motivos dos votos, como ressaltado pela cientista política Audrey Dias, coordenadora de pesquisa do instituto DATATEMPO.

Lula mantém vantagem em cenário enxuto

Outro quadro testado pela segunda rodada da DATATEMPO, com apenas cinco pré-candidatos, mostra que Lula mantém a liderança ampla, com 42,7% da intenção de votos, mas não cresce significativamente. O petista aparece à frente de Flávio Bolsonaro (25,2%) por margem confortável e acima da margem de erro.

Nesse cenário, Zema se mantém em terceiro e foi citado por 13,2% dos eleitores de Minas Gerais. O dado, portanto, reforça uma estrutura de disputa em que Lula lidera, Flávio se consolida como principal adversário e Zema permanece competitivo, mas distante da segunda posição.

Petista também lidera em 2º turno

Em um eventual segundo turno, Lula está à frente nos cenários testados contra os principais adversários, em que venceria Flávio Bolsonaro com uma vantagem ampla e confortável de quase 17 pontos percentuais.

Gráfico da pesquisa de intenção de voto para o segundo turno presidencial em Minas Gerais (DATATEMPO)

Gráfico da pesquisa de intenção de voto para o segundo turno presidencial em Minas Gerais (DATATEMPO/Junho de 2026)

Já contra Romeu Zema, a disputa fica mais competitiva: o ex-governador de Minas, que teve dois mandatos no estado, reduz a distância para pouco mais de 7 pontos.

Em um terceiro cenário, entre Zema e Flávio Bolsonaro, o mineiro venceria com vantagem fora da margem de erro. Com 41,1%, o ex-governador aparece com quase 10 pontos percentuais à frente do senador, que registrou 31,2%.

Entretanto, o dado politicamente mais forte neste caso é o do voto branco/nulo, de 24%. Isso significa que quase um em cada quatro eleitores afirma que não votaria em nenhum dos dois candidatos. Esse percentual é bem maior do que nos cenários envolvendo Lula.

De acordo com a cientista política Audrey Dias, coordenadora de pesquisa do instituto DATATEMPO, o dado revela que a ausência de Lula amplia a recusa de parte do eleitorado em aderir a Flávio ou Zema, mas a rejeição não se distribui da mesma forma. No primeiro cenário estimulado, 37,4% dos eleitores de Lula afirmaram que votariam branco ou nulo em uma disputa entre Zema e Flávio. Outros 53,4% migrariam para Zema, enquanto apenas 6,1% escolheriam Flávio Bolsonaro.

“Portanto, Zema aparece como uma opção mais aceitável para a maioria desse eleitorado, especialmente quando comparado a Flávio, mas não como uma candidatura capaz de absorver automaticamente o campo lulista. Há um contingente expressivo que, diante dessa combinação de nomes, prefere se retirar da escolha”, explica Audrey.

A pesquisa DATATEMPO também testou as intenções de votos entre os pré-candidatos ao governo de Minas. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera os cenários, seguido pelo ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT).

Metodologia

A pesquisa DATATEMPO foi contratada pela Sempre Editora. Os dados foram coletados de 12 de junho a 15 de junho de 2026. Foram realizadas 1.000 entrevistas domiciliares. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. Pesquisa registrada: MG-02109/2026 e BR-07479/2026.

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O segundo encontro com Vorcaro https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/o-segundo-encontro-com-vorcaro/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/o-segundo-encontro-com-vorcaro/#respond Fri, 26 Jun 2026 22:19:08 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260855 O senador federal brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou ter participado de um segundo encontro presencial com o banqueiro Daniel Vorcaro para articular o financiamento do filme ‘Dark Horse’, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A reunião ocorreu na residência do empresário em Brasília e revela a proximidade de contatos que o parlamentar tentava desmentir publicamente.

Investigado por graves irregularidades fiscais e fraudes financeiras, Daniel Vorcaro foi preso na Operação Compliance Zero e transferido para o presídio da Papudinha por determinação do Supremo Tribunal Federal. O banqueiro tentou negociar um acordo de delação premiada relatando os pedidos de recursos do clã Bolsonaro, mas a proposta de colaboração acabou sendo rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.

As investigações apontam que a mansão alugada pelo banqueiro na capital federal funcionava como um ponto de articulação política informal, recebendo diversas autoridades dos três poderes. O senador alega que as conversas tinham caráter estritamente privado e que não ofereceu nenhuma contrapartida pública em troca dos investimentos milionários na produção cinematográfica.

Esse estreitamento de relações com o empresário gerou fortes reações de adversários e aliados, desgastando a imagem pública do parlamentar fluminense nas últimas semanas. O governador de Minas Gerais Romeu Zema chegou a desmoralizar o congressista publicamente ao denunciar os elos de Flávio Bolsonaro com o banqueiro.

Desde que as denúncias de repasses suspeitos e a gravação de cobranças financeiras vieram à tona, o pré-candidato presidencial tem registrado quedas contínuas nas pesquisas eleitorais. A perda de apoio político enfraquece a pretensão da extrema-direita em apresentar o senador como uma alternativa eleitoral viável contra o atual governo nas próximas eleições nacionais.

O envolvimento de autoridades de Estado com operadores financeiros investigados evidencia a necessidade de maior transparência nos fluxos de financiamento privado de produções ideológicas. A blindagem jurídica e a negação de interesse público não são suficientes para afastar a suspeita de uso de influência política para obter vantagens particulares.


Flávio Bolsonaro confirma segundo encontro com Vorcaro

Por Rodrigo Tardio, no portal A TARDE

O senador federal brasileiro Flávio Bolsonaro (PL) confirmou ter participado de um segundo encontro presencial com o banqueiro Daniel Vorcaro. A reunião, que teve como pauta o financiamento do filme “Dark Horse” — cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro —, foi revelada em entrevista à coluna de Paulo Cappelli, do Correio da Manhã, nesta sexta-feira, 26 de junho de 2026.

De acordo com o parlamentar, a conversa ocorreu na residência do empresário em Brasília e teve caráter estritamente privado. A confirmação surge após o jornal O Globo revelar que os dois se reuniram mais de uma vez para articular o apoio financeiro à produção audiovisual.

Ao ser questionado sobre o encontro, ocorrido no primeiro semestre do ano passado, o senador — que se apresenta como pré-candidato à presidência — negou qualquer relação da conversa com interesses públicos ou articulações políticas.

“Eu sempre digo o seguinte: nada mudou, isso aí é mais do mesmo, uma forçação de barra para tentar voltar esse assunto à tona. A minha relação com ele sempre foi por causa do filme. É um investimento privado, num filme privado, sem nenhuma contrapartida pública”, declarou Flávio Bolsonaro.

O senador enfatizou que o objetivo central de todos os contatos com Vorcaro foi viabilizar os recursos para o longa-metragem. Ele destacou ainda que conheceu o banqueiro em dezembro de 2024, quando Jair Bolsonaro já não estava no poder.

“As vezes que eu falei com ele foi para tratar do filme. Em dezembro de 2024, quando o conheci, o presidente não era mais o Bolsonaro. Eu não tinha nada de governo para oferecer a ele”, justificou.

De acordo com as informações publicadas originalmente pelo O Globo, a reunião em Brasília foi um compromisso exclusivo entre os dois, realizado na mansão alugada por Vorcaro na capital federal. O jornal também mencionou que o mesmo imóvel já recebeu outras autoridades em momentos distintos, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

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Nova pesquisa DATATEMPO mostra Kalil muito forte e competitivo em Minas Gerais https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/nova-pesquisa-datatempo-mostra-kalil-muito-forte-e-competitivo-em-minas-gerais/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/nova-pesquisa-datatempo-mostra-kalil-muito-forte-e-competitivo-em-minas-gerais/#respond Fri, 26 Jun 2026 22:08:17 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/nova-pesquisa-datatempo-mostra-kalil-muito-forte-e-competitivo-em-minas-gerais/ A segunda rodada da pesquisa DATATEMPO para o governo de Minas Gerais revela a solidez da pré-candidatura de Alexandre Kalil (PDT), consolidado como um dos nomes mais competitivos na sucessão estadual de 2026. O ex-prefeito de Belo Horizonte demonstra possuir uma base eleitoral altamente estruturada e resiliente, posicionando-se como o principal polo de oposição ao atual grupo governista mineiro.

Nas simulações de segundo turno, Kalil confirma seu favoritismo e potencial de vitória ao derrotar de forma expressiva o atual vice-governador Mateus Simões (Novo) por 37,3% contra 24,1% das intenções de voto. Esse expressivo desempenho evidencia a rejeição ao projeto continuísta do partido Novo no estado e credencia o pedetista como um forte catalisador de votos da esquerda e do centro.

Pesquisa DATATEMPO: Kalil vence Mateus Simões no segundo turno

Simulação de segundo turno entre Alexandre Kalil (PDT) e Mateus Simões (Novo) em Minas Gerais (DATATEMPO/Junho de 2026)

No cenário estimulado de primeiro turno com 11 concorrentes, Kalil desponta na vice-liderança isolada with 18,3% da preferência, seguido pelo deputado Mauro Tramonte (Republicanos) com 8,8%. À frente de ambos figura o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera a pesquisa com 27,7% dos votos e se apresenta, no atual momento, como o único adversário capaz de superar o ex-prefeito nas urnas.

Pesquisa DATATEMPO: Primeiro Turno governo de Minas Gerais

Intenções de voto estimuladas para o primeiro turno do governo de Minas Gerais (DATATEMPO/Junho de 2026)

Embora a simulação de segundo turno aponte vantagem para o senador do Republicanos com 43,1% contra 27,6% de Kalil, a ampla margem de eleitores indecisos e votos brancos ou nulos mantém a disputa inteiramente aberta. Com 18% de indecisos e 12,9% de brancos e nulos no primeiro turno, há um imenso contingente de votos a ser disputado por candidaturas que apresentarem maior viabilidade política.

Pesquisa DATATEMPO: Simulações de segundo turno governo de Minas Gerais

Simulações de segundo turno para o governo de Minas Gerais (DATATEMPO/Junho de 2026)

A consolidação de Kalil em Minas Gerais ocorre em paralelo a movimentos nacionais relevantes, como a revelação de rachas no clã bolsonarista que culminaram no embate público de Michelle Bolsonaro contra seus aliados. Além disso, o cenário presidencial da própria pesquisa DATATEMPO mostra que Lula lidera com folga em Minas Gerais, o que pode impulsionar candidaturas do campo progressista no estado.

Para converter sua expressiva competitividade em vitória nas urnas, o ex-prefeito precisará expandir suas alianças e atrair o voto da parcela majoritária de eleitores ainda indecisos. Diante de um eleitorado mineiro historicamente avesso a radicalismos, a consolidação de uma candidatura moderada e estruturada surge como o principal desafio estratégico para a oposição ao partido Novo.


Pesquisa DATATEMPO: Cleitinho lidera disputa pelo governo de Minas Gerais, mas Alexandre Kalil mostra força expressiva no segundo turno

A segunda rodada da pesquisa DATATEMPO, divulgada nesta semana, apresenta um panorama detalhado da corrida eleitoral pelo governo de Minas Gerais para 2026. A pouco menos de quatro meses do pleito, os dados mostram que a sucessão ao cargo ocupado por Romeu Zema (Novo) ainda conta com grande margem de indefinição, mas consolida Alexandre Kalil (PDT) como um nome altamente viável e estruturado para enfrentar a máquina estadual.

No cenário estimulado de primeiro turno que testa 11 candidatos, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a corrida eleitoral com 27,7% das intenções de voto. O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) aparece em segundo lugar isolado, com 18,3%. Em terceiro lugar figura o deputado federal Mauro Tramonte (Republicanos), registrando 8,8% da preferência.

Os demais pré-candidatos testados no primeiro turno pontuam nos seguintes patamares:

  • Rogério Correia (PT): 4,8%
  • Newton Cardoso Jr. (MDB): 4,5%
  • Marcelo Aro (PP): 1,9%
  • Duda Salabert (PDT): 1,4%
  • Leonardo Péricles (UP): 1,2%
  • Igor Timo (Podemos): 0,6%
  • Lincoln Portela (PL): 0,3%
  • Lourdes Francisco (PCO): 0,1%

O percentual de eleitores indecisos que afirmam não saber em quem votar ou preferem não responder é de 18%, empatando tecnicamente com a preferência de Kalil. A parcela de votos em branco e nulos soma 12,9%, indicando que quase um terço do eleitorado mineiro ainda não escolheu um caminho definitivo para o governo estadual.

Simulações de Segundo Turno consolidam força de Kalil

O levantamento da DATATEMPO testou simulações diretas de segundo turno que apontam a solidez de Kalil no embate contra a atual gestão. Em um confronto direto contra Mateus Simões (Novo), atual vice-governador e candidato apoiado por Romeu Zema, Kalil venceria com folga: o pedetista alcança 37,3% das intenções de voto, enquanto Simões registra apenas 24,1%. Brancos e nulos chegam a 25,6%, e 13% continuam indecisos.

Em um embate entre os dois líderes das pesquisas, o senador Cleitinho Azevedo venceria Kalil por 43,1% a 27,6% (com 18,6% de brancos/nulos e 10,7% de indecisos). Já na simulação entre Cleitinho e Mateus Simões, o senador do Republicanos venceria o vice-governador por ampla margem de 44,7% a 16,9% (com 26,4% de brancos/nulos e 12% de indecisos).

Os dados demonstram que Alexandre Kalil se consolidou como uma candidatura robusta em Minas Gerais, possuindo forte recall político devido à sua gestão à frente da Prefeitura de Belo Horizonte e sua alta competitividade em eleições majoritárias anteriores, colocando-se como a principal barreira ao continuísmo do Novo.

Metodologia

A pesquisa DATATEMPO foi contratada pela Sempre Editora. As entrevistas foram coletadas de 12 de junho a 15 de junho de 2026. Foram realizadas 1.000 entrevistas domiciliares em Minas Gerais. A margem de erro máxima é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%. Pesquisa registrada sob os protocolos MG-02109/2026 e BR-07479/2026.

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Fernando Haddad anuncia ex-governador Márcio França como candidato a vice na chapa para o governo de São Paulo https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/fernando-haddad-anuncia-ex-governador-marcio-franca-como-candidato-a-vice-na-chapa-para-o-governo-de-sao-paulo/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/fernando-haddad-anuncia-ex-governador-marcio-franca-como-candidato-a-vice-na-chapa-para-o-governo-de-sao-paulo/#respond Fri, 26 Jun 2026 01:47:05 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260743 O ex-ministro da Educação Fernando Haddad, pré-candidato do Partido dos Trabalhadores ao governo do estado de São Paulo, anunciou oficialmente a escolha do ex-governador Márcio França como candidato a vice na chapa para as eleições de outubro. A definição foi sacramentada após reuniões em Brasília com o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e com o vice-presidente do país Geraldo Alckmin para alinhar o palanque progressista.

A engenharia eleitoral na maior unidade federativa do Brasil ganhou contornos definitivos com a confirmação das candidaturas ao Senado Federal da senadora Simone Tebet, filiada ao Movimento Democrático Brasileiro, e da deputada federal Marina Silva, integrante da Rede Sustentabilidade. Essa composição visa fortalecer a chapa em setores moderados e construir uma base parlamentar robusta para dar sustentação a projetos de desenvolvimento no estado.

O acerto para a vice de Márcio França, representante do Partido Socialista Brasileiro, apoia-se em sua relevante trajetória eleitoral no cenário paulista. Nas eleições estaduais de 2018, o ex-governador demonstrou força política ao obter 21,53% dos votos válidos no primeiro turno e atingir a marca de 48,23% dos votos válidos na disputa final contra o empresário João Doria.

Posteriormente, na disputa de 2022 para a representação do estado no Senado Federal, o político pessebista manteve sua expressividade nas urnas ao conquistar 36,27% dos votos válidos, equivalendo a mais de 8,5 milhões de eleitores paulistas. Esse histórico eleitoral credenciou o ex-governador a assumir um papel de destaque na aliança atual, agregando densidade eleitoral e experiência de gestão à pré-candidatura governamental.

A articulação da chapa surge como uma reação direta ao cenário competitivo local, no qual pesquisas eleitorais indicam o favoritismo de adversários no estado. De acordo com levantamentos recentes, o atual governador paulista Tarcísio de Freitas abriu 13 pontos de vantagem sobre Fernando Haddad na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

Com a consolidação da aliança progressista, a pré-candidatura busca reverter essa distância por meio de uma ampla agenda focada na reindustrialização paulista e na recuperação da renda popular. A união de diferentes forças partidárias sinaliza uma disputa polarizada e estratégica para o futuro político da maior economia regional do Brasil.

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Flávio Bolsonaro descarta Zanatta e testa Bia Kicis para vice https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/flavio-bolsonaro-descarta-aliada-leal-e-testa-bia-kicis-para-vice-expondo-a-fragilidade-do/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/flavio-bolsonaro-descarta-aliada-leal-e-testa-bia-kicis-para-vice-expondo-a-fragilidade-do/#respond Thu, 25 Jun 2026 15:27:06 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260681 O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, protagonizou um episódio que revela as rachaduras internas de seu projeto político ao descartar publicamente a deputada Julia Zanatta (PL-SC) como possível vice — após ela ter se exposto em campanha ostensiva pela vaga — e testar o nome de Bia Kicis nas redes sociais. Segundo a Revista Fórum, Zanatta chegou a gravar vídeos se apresentando como candidata e declarou estar “pronta para o combate”, mas foi ignorada pelo clã.

A troca não foi apenas tática, mas simbólica: enquanto Zanatta demonstrou lealdade ruidosa e incondicional — chegando a dizer que faria “o que for possível para Flávio Bolsonaro ser eleito” —, Bia Kicis respondeu ao convite com subordinação calculada: “Você sabe que pode contar comigo na posição que você me colocar”. A mensagem enviada à base é clara: o bolsonarismo valoriza menos o soldado que se oferece e mais a capacidade de articular para além da bolha.

Segundo o Brasil 247, a justificativa usada por Flávio Bolsonaro para testar o nome de Bia Kicis foi sua suposta habilidade de negociação política, citando como exemplo um projeto da deputada que recebeu sanção do presidente Lula. A preferência por uma articuladora em detrimento de uma fiel escudeira expõe a fragilidade dos vínculos e o pragmatismo que rege as decisões do clã.

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Michelle Bolsonaro expõe racha com Flávio e detona aliança com Ciro Gomes https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/michelle-bolsonaro-expoe-racha-com-flavio-e-detona-alianca-com-ciro-gomes/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/michelle-bolsonaro-expoe-racha-com-flavio-e-detona-alianca-com-ciro-gomes/#respond Thu, 25 Jun 2026 12:46:29 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260652 O recente pronunciamento em vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) expôs de forma crua as profundas divisões internas na campanha de seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em um longo desabafo de quase trinta minutos, ela detalhou como a articulação política no Nordeste gerou um racha irreparável no clã e expôs um padrão de truculência familiar.

O epicentro da crise reside na imposição, por parte de Flávio Bolsonaro e deputados do PL cearense, de uma aliança pragmática com o ex-governador Ciro Gomes. Michelle opôs-se veementemente a essa aproximação, defendendo a manutenção de valores ideológicos e o apoio à pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE).

Ao detalhar a conversa telefônica que teve com Flávio após manifestar sua discordância, a presidente do PL Mulher relatou ter sofrido humilhação e desrespeito direto. De acordo com Michelle, o enteado a tratou com extrema rispidez e afirmou de maneira hostil que ela havia chegado ontem à política e nada entendia do jogo partidário.

O desabafo trouxe à tona o ressentimento de Michelle com a hipocrisia de seus familiares ao buscarem aliança com o principal algoz judicial e político do próprio pai. Ela lembrou que Ciro Gomes foi o principal responsável pela ação que tornou Jair Bolsonaro inelegível e coleciona um histórico de ofensas gravíssimas contra a família.

Em suas declarações, lembra Michele no vídeo, Ciro Gomes já chamou o ex-presidente de ladrão de galinhas e jumento, além de rotular os filhos de Bolsonaro como bandidos e ovos de serpentes. Para a ex-primeira-dama, aceitar o apoio de um adversário que ofendeu a dignidade do clã representa um ato inequívoco de traição política e pessoal.

A disputa no Ceará também envolveu a tentativa de isolar a vereadora Priscila Costa da disputa pela chapa majoritária ao Senado para abrir espaço à acomodação de Ciro. Michelle questionou por que a vaga de Priscila, uma das principais vozes conservadoras do estado, deveria ser sacrificada ao invés da indicação de aliados masculinos próximos.

Esse racha familiar e estratégico atinge em cheio a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, cuja rejeição entre o eleitorado feminino já era apontada como seu principal obstáculo. O tratamento agressivo dispensado a Michelle sabota os esforços da ala moderada do PL que tentava suavizar a imagem do pré-candidato perante as mulheres.

Diante do desgaste, Flávio Bolsonaro tentou minimizar o impacto do vídeo declarando em transmissões nas redes sociais que estava focado em eventos esportivos e viagens ao exterior. Contudo, analistas apontam que a perda de apoio de Michelle e a debandada de nomes como o senador Styvenson Valentim evidenciam um isolamento crescente da candidatura do PL.

A ex-primeira-dama fez questão de frisar que seu recolhimento não significa submissão e que continuará atuando com base na lealdade às diretrizes pactuadas diretamente com o marido preso.

O epísódio cai como uma bomba sobre a campanha de Flávio, num momento particularmente delicado, em função do escândalo que o envolve diretamente com o banqueiro bandido Daniel Vorcaro. Desde o vazamento dos áudios, Flavio vem caindo nas pesquisas, e os estratategistas do PL tinha esperança de recuperar ao menos o voto feminino, que é o flanco mais frágil de saiu candidatura. A imagem de um homem que não respeita mulheres, que tenta colocá-las em papel submisso, certamente não vai ajudar Flavio nessa empreitada.

Íntegra do pronunciamento de Michelle Bolsonaro:

Olá, esse vídeo será longo, porque não tem como ser diferente. O detalhe faz toda a diferença, em especial nesse momento. Eu precisava falar com todos vocês, em especial com as mulheres de bem que nos acompanham. Não foi fácil chegar até aqui.

Tentei o silêncio, escolhi a paz. Para não expor a minha família, fiquei calada por muito tempo. Mas tem um limite para o quanto uma pessoa consegue suportar ataques e mentiras, especialmente quando essas mentiras envolvem o seu nome, o sofrimento do seu marido, da sua família e deturpam o trabalho que você entregou de coração. Até agora eu tentei não expor a família, pensando muito no meu marido, mas não dá mais.

Então eu vim para falar. As pessoas que sabem o que aconteceu se dividiram em dois grupos. Um me dizia, conta tudo, as pessoas precisam saber a verdade. O outro dizia, fica quieta, não vale a pena.

Eu tentei ficar quieta, mas percebo a maldade de alguns que se dizem defensores e aliados do meu marido, mas que plantam narrativas maldosas e mentiras descaradas envolvendo o meu nome. Sem respeito, sem pudor, sem vergonha. Não me deixaram viver em paz no momento mais difícil da minha vida. Inclusive, ignorando o pedido que o próprio Jair escreveu em uma carta para que parassem com os ataques.

Ele está sabendo de tudo e vê a situação que tenho enfrentado. Então hoje, a verdade vai iluminar o que foi escondido na escuridão das notícias falsas e nos ataques irresponsáveis. Para que todo o contexto fique claro, eu preciso voltar um pouco no tempo. Tudo começou em 2023.

O meu marido estava voltando dos Estados Unidos. Ele ia assumir a presidência de honra do Partido Liberal. Ele e o presidente Valdemar conversavam sobre os rumos do partido, o que ficou para trás, o que ainda podia ser construído. E perceberam uma lacuna.

As Mulheres, um público enorme, poderoso e que ainda viu Jair com desconfiança. Não tinha uma estrutura partidária que falasse de verdade com elas. Foi nesse momento que o meu nome surgiu. Eles me convidaram para assumir o PL Mulher como presidente nacional.

Eu aceitei, mas fui muito honesta. Olhei para o meu galego e disse, Jair, você sabe que eu não assumo missão para viver um faz de conta. Eu já sabia o tamanho do que estava sendo o pedido e eu tinha visto de perto, na caravana Mulheres com Bolsonaro em 2022, idealizada pela nossa governadora Celina Leão para ajudar na eleição do meu marido. Ao lado de Celina, Damares, Tereza Cristina e tantas outras guerreiras, eu vi o que era levar essa mensagem de esperança viajando pelo Brasil inteiro.

Era sacrifício real, era entrega real. Ele olhou para mim e disse que sabia que seria difícil para todos nós, mas que era necessário. E assim eu fui, assumi esse chamado mesmo sem ter experiência partidária. O que eu encontrei pela frente era maior do que eu imaginava.

O PL Mulher existia no papel, mas na verdade tivemos que começar praticamente do zero. Percorri o Brasil inteiro, instalamos os diretórios nos estados, impostamos presidentes estaduais e municipais, demos capilaridade e representatividade ao movimento que hoje, sendo um dos mais recentes, se tornou o maior movimento político partidário de mulheres no Brasil.

Nós pintamos o Brasil de rosa. E os resultados vieram. Nas eleições de 2024, elegemos 45,8% mais mulheres do que em 2020. Com pouco mais de um ano de trabalho, foram 1.

005 mulheres eleitas. A semente que plantamos começou a dar frutos. E fico feliz quando vejo esse fruto chegando a todos, incluindo ao pré-candidato Flávio, que hoje é bem recebido e apoiado por nossas meninas do PL Mulher nos Estados. É muito emocionante ver que as mulheres estão se engajando para transformar a política.

É exatamente para isso que nós estamos trabalhando. Mas o tempo foi passando e as coisas foram ficando mais pesadas. Vieram as medidas injustas contra o meu marido, a retirada das suas redes sociais, as proibições de contato com outros políticos, a tornozeleira, a limitação de visitas, a primeira prisão domiciliar, a condenação, as novas cirurgias, o tormento da Polícia Federal. Cada uma dessas palavras representa um dia real, uma noite real, uma dor real que eu e a minha família vivemos e ainda estamos vivendo.

Enquanto ele estava preso em casa, sem poder percorrer o país, sem poder ir às ruas, sem liberdade, ele me pediu que eu continuasse levando a mensagem dele, que eu continuasse viajando e levando uma voz de esperança para os nossos apoiadores no Brasil inteiro. A ausência dele nos nossos encontros gritava mais alto do que qualquer narrativa dos nossos perseguidores. Ele chegou a me pedir para cancelar algumas viagens Quando ele desconfiava que algo ruim pudesse ser feito contra ele Enquanto eu estivesse fora Então ele pedia para eu ficar em casa E eu ficava Mas para um estado em especial Ele não só pediu que eu fosse Ele me enviou como missão Porque era um povo pelo qual nós dois temos um carinho muito especial O povo cearense E eu fui O que aconteceu depois foi um dos dias mais difíceis da nossa vida. A medicação que o meu galego estava tomando deu reações inesperadas.

Ele ficou fora de si e acabou mexendo na tornozeleira. E isso resultou na transferência dele para a Polícia Federal. Meu marido foi arrancado de casa. Um dia que nós nunca esqueceremos.

E logo depois desse dia, pessoas que se diziam fiéis ao meu marido, que se gabavam e lucravam por se dizerem bolsonaristas, se apressaram em me atacar em me humilhar em dizer que eu estaria desculpe a palavra cagando para o meu marido Alguns desses influenciadores estavam nos Estados Unidos e de l induziam pessoas ao erro e comandavam os ataques gratuitos covardes contra mim. E eu não conseguia entender por que estavam fazendo aquilo comigo. Eu estava fazendo exatamente o que o meu galego me pediu para fazer. Como alguém que diz a mau líder pode atacar a esposa que está cumprindo a missão que ele determinou.

A nossa vida mudou muito com a prisão do meu galego. E havia alguns compromissos que tinham sido assumidos antes. A filiação de Mariana Carvalho no Maranhão e o lançamento da pré-candidatura de Eduardo Girão no Ceará foram alguns deles. Eu falei diretamente com meu marido sobre cada um desses compromissos.

Eu disse a ele que queria apoiar o Girão. Pela sua fidelidade às pautas conservadoras, pela coerência que ele representa com as pautas da direita totalmente oposto ao que o Ciro defende. E ele me autorizou. Em matéria de política, eu faço somente o que eu e ele combinamos.

E assim, eu voltei ao Ceará. E o Ceará tem uma outra história à parte, uma história que vocês também precisam ouvir com atenção. Em 2024, o PL disputava a Prefeitura de Fortaleza. Nosso candidato era o deputado André Fernandes Assim como estão fazendo com o Girão Todos diziam que ele não tinha chance Mas a direita ignorou isso e apoiou o André de corpo e alma Era uma eleição apertada E havia uma rejeição significativa ao André por parte das mulheres Diziam que ele era machista e que não respeitava as mulheres Foi nesse momento que entrou em campo A vereadora Priscila Costa, presidente estadual e a minha vice-presidente nacional do PL Mulher, uma mulher honrada e fiel defensora da vida e das pautas conservadoras.

Priscila tinha acabado de ser eleita vereadora. Poderia estar cuidando do seu próprio mandato. Em vez disso, dedicou-se integralmente à campanha de André, aproximando o público feminino, diminuindo a rejeição, abrindo portas que estavam fechadas. O trabalho da Priscila fez uma diferença real e significativa.

significativa. Não vencemos a eleição por muito pouco, mas nos mantivemos firmes aos nossos valores. André chegou a outro patamar com a ajuda e a dedicação da Priscila. E o que ela recebeu em retribuição é revoltante.

Reconhecer, ser grato e retribuir o bem a quem nos ajuda é sinal de nobreza e de lealdade. Mas o agradecimento a Priscila parece estar vindo em forma de perseguição e desprezo. Deixa eu te mostrar o tamanho dessa injustiça com um número. Em 2026, serão 54 vagas para o Senado Federal.

Em comparação, se aplicarmos a regra dos 30% para candidaturas femininas, teríamos direito a 17 vagas para mulheres no partido. Eu pedi apenas três. Priscila Costa, Carol de Tone e Bia Kicis. Três vagas de 17 que poderíamos ter e tem sido uma batalha diária para manter essas três.

Isso é muito desgastante, em especial nesse momento que o meu marido e eu estamos enfrentando. Deixa eu ser clara sobre a indicação da Priscila. Essa candidatura foi muito bem definida por três pessoas, Meu marido, eu e o presidente Valdemar. Não foi sugestão.

Foi preferência, foi decisão. E decisão baseada no potencial da Priscila Costa. Jair definiu que o PL disputaria as duas vagas do Ceará, uma com Priscila e a outra com o pai do André. O que aconteceu depois foi que, aproveitando-se da prisão do Jair, começaram a trabalhar para eliminar a Priscila da disputa, disputa, cedendo a vaga dela para garantir uma aliança com Ciro Gomes.

Isso mesmo, o Ciro Gomes. Eu preciso parar aqui e fazer uma pergunta. Se o André queria agradar o Ciro Gomes, por que ele não ofereceu a vaga do seu próprio pai. Será que ele acha que retirar a vaga de uma mulher seria mais justo e fácil.

Que fique registrado para sempre. Enquanto ainda estava preso no 19º o meu marido mandou um recado claro, que foi repassado à direção do partido e ao senador Rogério Marinho. Ele disse, Priscila será candidata, o número 222 deverá ser dado a ela. Não é vago, não é interpretável, é um desejo, é uma ordem do líder.

Vejam bem, a palavra mais recente do meu marido em relação às candidaturas no Ceará é essa. Não honrar essa determinação do meu marido será um ato de traição contra Jair Messias Bolsonaro. Venha de quem vier. Agora, muitos falam da polêmica no evento do Ceará.

Eu vou te contar o que aconteceu lá. O senador Eduardo Girão é uma pessoa diferenciada. Um homem que, quando todos cediam, ficou de pé defendendo a vida desde a concepção, As causas conservadoras e a lealdade ao meu marido, mesmo quando essa lealdade tinha um custo alto. Girão é o único verdadeiro representante das pautas da direita na disputa pelo governo do Ceará.

No dia do lançamento da sua pré-candidatura, estavam presentes vários representantes do PL, inclusive o presidente estadual André Fernandes. Fiquei até feliz, eu pensei, talvez haja uma chance de o partido apoiar o Girão no primeiro turno. Não se trata de interferência, mas sim uma mostra do que seria mais coerente, mais fiel aos nossos valores. Ainda que aparentemente não houvesse grandes chances, como ocorreu no início com André Fernandes, a proposta seria apoiar no primeiro turno o candidato que defende fielmente os nossos valores.

E era só isso que eu e o meu marido queríamos. No segundo turno, os nossos eleitores, pessoas de bem, poderiam se unir a todos os demais para derrotar o candidato do PT. Mas o que eu não sabia ainda era o que estava sendo acordado nos bastidores. Não pelo meu marido, não com seu conhecimento atualizado, porque ele, infelizmente, estava preso.

E essas pessoas não tinham mais contato com ele. A palavra sobre o Cear ele falou a mim e eu transmiti a c do partido Voltando ao evento enquanto ele ocorria eu percebi algo que me tocou fundo Havia muitas senhoras senhoras mais idosas de cabelos brancos usando camisetas com o rosto do meu marido Olhando para mim, olhando para o André, olhando para o pai dele. E dizendo em voz alta, Michele, Ciro, não. Quando o André e o seu pai foram discursar, as vozes ficaram mais altas, mais incisivas.

e diziam Ciro não, vaiavam e chamavam de traidores. Eu fiquei ali assistindo aquelas mulheres, aquele povo simples, fiel, que não negocia convicção por aliança pragmática. Quando chegou a minha vez de falar, eu me dirigi ao André Fernandes. Eu gosto dele, eu não falei por raiva, falei por respeito, porque respeitar e gostar de alguém é também ter coragem de dizer o que precisa ser dito.

Eu fiz elogios sinceros, critiquei o ato, a aliança precipitada com o Ciro e não a pessoa. E encerrei elogiando novamente o André, a Bela, o Carmelo e todos os jovens ao redor dele. Alguns acharam que eu não deveria ter falado. A maioria esmagadora, porém, disse que eu estava certa.

Basta ver como as redes reagiram. Mais de 90% das menções do dia foram positivas àquele gesto. gesto, mas, independentemente disso, posteriormente, pedi perdão ao André por eventualmente tê-lo magoado. Magoar nunca foi a minha intenção.

Quando o evento terminou, eu voltei para Brasília. E, durante o trajeto de volta, aconteceu algo muito ruim, algo que eu não esperava, algo que doeu de um jeito que palavras custavam descrever, uma apunhalada. E é nesse momento que entra na história o meu enteado Flávio. Uma punhalada.

E é nesse momento que entra na história o meu enteado Flávio. Ver o que estavam fazendo no Ceará contra um candidato leal e contra uma mulher fiel, ambos da direita, foi ruim. Mas o que aconteceu quando voltei para Brasília foi muito pior. Antes de seguir, eu preciso que você entenda bem o motivo pelo qual eu não poderia ficar calada diante de uma aliança com Ciro Gomes no primeiro turno, enquanto temos um candidato verdadeiramente de direita que, com o apoio que o André tem, seria um candidato competitivo.

Não é questão de política, é questão de coerência. Ciro Gomes foi o principal responsável pelo processo que levou à ineligibilidade do meu marido. Durante a pandemia, numa live com outros esquerdistas, ele incentivou e conclamou as pessoas a chamarem o meu marido de genocida E pediu que repetissem isso o tempo todo Ele chamou o meu marido de ladrão de galinhas, de corrupto, de burro, de jumento Disse que Bolsonaro roubava gasolina, disse que as esposas de Bolsonaro seriam todas ladras disse que os filhos do meu marido, os meus enteados, eram corruptos, que eram ladrões, e deu a eles um apelido, ovos de serpentes nas estoides. Essas foram as palavras de Ciro Gomes sobre os filhos do meu marido.

Sempre foi um corrupto. Eu conheço o Bolsonaro. O Bolsonaro roubava dinheiro da gasolina do gabinete dele. O que o Bolsonaro está com medo.

Está com medo porque esses filhos dele são tudo bandido. O que está acontecendo é que os filhos do Bolsonaro são tudo bandido e o fogo está chegando perto. E agora, como se nada tivesse acontecido, os filhos defendem uma aliança com o candidato que deixou o pai deles, o meu marido, inelegível e humilhado. Tem mais.

Durante a pandemia, ele insinuou que pastores e padres que prestassem assistência religiosa às pessoas deveriam ser presos. E quando vieram as arbitrariedades, as prisões, as condenações injustas do 8 de janeiro, incluindo a do meu marido, o Ciro Gomes se alegrou. É para se unir a esse homem que o PL do Ceará está abandonando um candidato legítimo da direita. É para se unir a esse homem que estão perseguindo e tentando retirar da disputa uma mulher nordestina, mãe de quatro filhos, que dedicou tudo ao movimento em defesa da vida.

Já que a aliança com o Ciro é tão boa, por que o André não disponibiliza a vaga do seu próprio pai. Estranho, né. Por que só a mulher tem que ceder. não dá pra aceitar e foi exatamente isso que me assustou quando cheguei a Brasília vi as postagens do Flávio contra mim nas redes sociais palavras duras, tão agressivo defendendo André Fernandes e em consequência apoiando a aliança com o homem que chamou a ele, a mãe e a seus irmãos de corruptos e de ovos de serpentes nas estoites e não foi só ele os irmãos vieram juntos de forma coordenada com textos bem parecidos uns com os outros.

Pareceu combinado, premeditado. Peguei o telefone, procurei mensagens do Flávio. Procurei uma ligação perdida. Procurei qualquer sinal de que ele tinha tentado falar comigo antes de falar para o Brasil.

Não tinha nada. Eu fiquei triste, porque eu não imaginava que eles teriam essa reação. Eu redigi uma nota. Disse que lamentava se eles se sentiam afrontados.

Que respeitava a opinião deles. pedi perdão, mas disse também, e vou repetir aqui, que eu tenho o direito de achar errado uma aliança com quem sempre se declarou inimigo do pai deles. Tenho o direito de ser coerente com os valores que eu acredito. Eu não vou trocar valores por pragmatismo político oportunista.

Também não estou impedindo ninguém de fazê-lo, mas acho errado fazê-lo no primeiro turno. Ciro não terá meu apoio nunca e, na minha opinião, não deveria ter de ninguém da direita que apoie Bolsonaro. Mas essa é apenas a minha opinião e eu tenho o direito de tê-la. Voltando ao Flávio, telefonei para ele, tentei algumas vezes, mas ele não atendeu.

Algumas horas depois da postagem, ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou o telefone. E eu não tinha feito nada contra ele.

Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e n entendia nada de pol Diante dessa humilha eu disse a ele que estava tudo bem Entendi que ele n queria o meu apoio ou que este era insignificante E ent eu me recolhi Fiquei na minha e assim permane Eu sou presidente nacional do PL Mulher. Fui convidada pelo meu marido e pelo presidente Valdemar. Eu percorri o Brasil inteiro, instalei diretórios em todas as 27 unidades da federação, Ajudei a eleger 1.

005 mulheres em 2024 Um aumento de 45,8% Em relação a 2020 Mas para ele e alguns que o cercam Eu não entendo de política Tudo bem, eu me recolhi E desde esse dia Ele não me procurou mais Eu também não procurei Porque estou respeitando o que ele falou E é só isso Agora vou desmentir as narrativas E notícias que circulam na imprensa Eu sei quem as planta Eu sei quem são as fontes. Eles me tratam como se eu fosse idiota. Como se eu fosse alguém que chegou ontem, mas eu não sou. Eu sei mais do que eles pensam.

Primeiro, eu nunca pedi, cobrei ou condicionei desculpas públicas de ninguém. Não preciso disso. Eu já liberei o perdão faz muito tempo. Eu não carrego rancor no coração.

Eu entrego tudo nas mãos de Deus. Todo o mal que me fazem. É ao meu Deus que essas pessoas prestarão contas. Mas preciso que você entenda uma coisa, e isso é importante.

Perdoar não é o mesmo que esquecer ou querer continuar o relacionamento. São coisas completamente diferentes. Posso perdoar alguém de coração e ainda assim reconhecer que aquela relação não é saudável. Perdão é libertação, não é obrigação.

Segundo, não estou exigindo que se desfaça nenhuma aliança no Ceará, mas que adiem para o segundo turno. Eu sou contra ela, mas essa é apenas a minha convicção. Se a direita quer se unir para derrotar o PT, tudo bem, mas a coerência obriga que isso aconteça apenas no segundo turno. É preciso dar chance ao candidato que verdadeiramente se enquadra e defende os nossos valores.

Já disse que considera um erro, uma traição aos valores das pessoas de bem. Mas os caciques do partido no Estado estão ignorando o perigo. Cada um responderá pelos seus atos. Ciro Gomes já provou inúmeras vezes não ser confiável.

E ele não esconde isso. Semana passada declarou na revista Veja que Bolsonaro e Lula são iguais. É só uma questão de tempo para ele se voltar contra a direita. Todos foram avisados, em especial dentro do partido, e serão lembrados disso.

Terceiro, o Flávio vai à minha casa toda semana. Mais de uma vez, se ele realmente quisesse falar comigo, já teria falado. Se considerasse necessário o meu apoio, já teria conversado. Estou na minha.

Continuarei recolhida. Quarto, as tais fontes espalharam para a imprensa que eu teria ficado com raiva porque queria ter sido candidata. Primeiro que esses fofoqueiros vazadores não têm convívio comigo, não me conhecem direito e não sabem o que eu penso. Segundo, minha prioridade agora não são candidaturas.

Minha prioridade agora é cuidar da minha família, do meu marido que está precisando de mim. Meu futuro político está nas mãos de Deus. Ele providenciará tudo. E quando for o momento de decidir o que quer que seja, sou eu mesma quem falarei.

Não preciso de porta-voz. Entendam, tudo isso que falei nesse vídeo aconteceu antes da indicação feita pelo meu marido. Os fatos são anteriores e não tem nada a ver com escolhas e cargos. Tem a ver com respeito e consideração.

Mesmo depois de todas essas coisas, eu abençoei a escolha do Jair e a pré-candidatura do Flávio. Nas mesmas redes sociais nas quais ele e os irmãos me atacaram. E onde também foi publicada a entrevista dele me chamando de desrespeitosa e autoritária. Como eu disse, eu aprendi a conviver com isso.

Perdoe os que me fazem o mal e permanecerei no meu lugar. Mas tem uma última coisa que preciso dizer, o que dói de um jeito diferente de tudo que falei até aqui. O grupo de maledicência coordenada a partir de quem está no exterior, continua agindo e me atacando todos os dias. Alguns deles até continuam aparecendo em fotos com o Flávio.

Eles fazem postagens e vídeos retirando do meu nome o sobrenome Bolsonaro, na tentativa de me atingir. Não me atingem. Eu sei quem eu e o meu marido somos. Mas será que eles pensam no que estão provocando na vida da minha filha.

Ela é uma adolescente que acompanha tudo, que lê tudo e que sente tudo. Será que na irresponsabilidade deles, eles imaginam o que estão fazendo com ela. Claro que não. Eles não se importam.

Para eles, tudo é política. E uma política que não existe em função do ser humano. Esse tipo de política não serve para nada além de egoísmo. É importante entender que eu não mando recados.

Quando eu tenho algo a dizer, digo olhando no olho como estou fazendo agora. Eu não gosto de mentiras. Nunca gostei. O meu Deus é o caminho à verdade e à vida.

E quem vive por ele não se agrada com as mentiras. Falei quase tudo o que precisava ser dito. A verdade está aqui, para quem quiser ver. Aqui do meu lugar, eu sigo cuidando do meu marido, cuidando da minha filha e servindo ao meu país da forma como posso.

Essa é a minha missão e dessa só Deus me tira. Por último, eu quero aproveitar a oportunidade para agradecer publicamente, de maneira muito especial, as minhas presidentes estaduais e municipais por todo empenho e dedicação à nossa missão e pelo apoio que vocês têm dado à pré-candidatura do Flávio. Vocês são o verdadeiro alicerce da nossa nação. São a força delicada que transforma o mundo.

Vocês definem hoje o futuro do nosso país. Continuem firmes nesse propósito. As dificuldades nos fortalecem e a esperança tudo vence. Eu amo a vida de cada uma de vocês, mulheres alicerçadas.

Que Deus os abençoe.

Que Ele abençoe as famílias brasileiras. E que Deus abençoe o nosso amado Brasil.

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Flávio Bolsonaro testa aceitação de Bia Kicis como pré-candidata a vice-presidente https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/flavio-bolsonaro-testa-aceitacao-de-bia-kicis-como-pre-candidata-a-vice-presidente/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/flavio-bolsonaro-testa-aceitacao-de-bia-kicis-como-pre-candidata-a-vice-presidente/#respond Wed, 24 Jun 2026 20:02:43 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260608 O senador da República pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao cargo máximo do Executivo nacional, divulgou um vídeo em suas redes sociais no qual testa formalmente a aceitação da deputada federal pelo Distrito Federal, Bia Kicis, como um dos nomes mais cotados para compor sua chapa presidencial na vaga de vice-presidente. Durante a gravação conjunta realizada em Brasília, o parlamentar fluminense destacou que tem como diretriz principal de sua articulação partidária a escolha de uma mulher como candidata a vice-presidência na chapa conservadora e solicitou que seus apoiadores opinem nos comentários sobre a viabilidade política desse nome.

Em resposta direta à manifestação pública do pré-candidato presidencial, a deputada federal declarou estar preparada para assumir a enorme responsabilidade e colocou-se integralmente à disposição do seu grupo para atuar na função estratégica que for definida por suas lideranças partidárias. A parlamentar, que atualmente se apresenta como pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026, ressaltou em seu discurso a prioridade absoluta concedida à segurança pública por meio do combate rigoroso às facções criminosas e do fortalecimento das redes de atendimento a mulheres vítimas de violência.

As discussões internas ocorrem no momento em que as principais lideranças de oposição buscam estruturar palanques regionais competitivos e consolidar alianças nacionais capazes de fortalecer a campanha eleitoral. A trajetória política de Bia Kicis no Distrito Federal consolidou sua relevância no campo conservador após ser reeleita em 2022 com a expressiva marca de mais de 214 mil votos válidos, o que representou a maior votação proporcional registrada para a Câmara dos Deputados na história da capital federal.

Além de debaterem a composição da futura chapa conservadora, os parlamentares discutiram propostas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde no tratamento de dores crônicas e relataram conversas internacionais destinadas a buscar o fim de barreiras tarifárias contra exportações brasileiras. Esse diálogo sobre alianças geopolíticas e negociações com governos estrangeiros faz parte das estratégias conservadoras detalhadas no registro de como Trump compartilha artigo que aponta eleição no Brasil em 2026 como teste para direita na América Latina.

De acordo com o mais recente levantamento nacional do instituto Datafolha registrado sob as normas do Tribunal Superior Eleitoral, o cenário sucessório brasileiro caminha para uma polarização acentuada nas intenções de voto. A sondagem estimulada de opinião indica a consolidação das forças em disputa com o atual mandatário da República liderando a corrida eleitoral, conforme analisado na matéria sobre como a Datafolha mantém Lula 10 pontos à frente de Flávio Bolsonaro e expõe teto da direita.

Em simulações específicas de um eventual segundo turno presidencial entre as principais candidaturas pontuadas, o estudo estatístico mostra o atual chefe do Executivo com 47% de apoio dos entrevistados em comparação com 43% do senador do Partido Liberal. As definições formais sobre o preenchimento da vaga de vice-presidência e a homologação final da coligação oposicionista serão discutidas e votadas nas convenções oficiais dos partidos, previstas para ocorrerem no período de convenções regulamentares.

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Senador Styvenson Valentim recua de apoio a Flávio Bolsonaro após escândalo do Banco Master https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/senador-styvenson-valentim-recua-de-apoio-a-flavio-bolsonaro-apos-escandalo-do-banco-master/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/senador-styvenson-valentim-recua-de-apoio-a-flavio-bolsonaro-apos-escandalo-do-banco-master/#respond Wed, 24 Jun 2026 18:56:51 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260586 O avanço das investigações sobre o envolvimento do senador brasileiro Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro gerou uma crise sem precedentes na pré-campanha presidencial da extrema-direita. Em um recuo que expõe o desgaste crescente nas hostes conservadoras, o senador brasileiro pelo Rio Grande do Norte, Styvenson Valentim, do partido Podemos, anunciou a revisão de seu apoio político ao parlamentar fluminense.

Policial militar de carreira e figura influente no cenário político potiguar, o parlamentar foi eleito para o Senado Federal em 2018 com a expressiva votação de 745827 votos no Rio Grande do Norte. Essa expressiva marca eleitoral representou 25,63% dos sufrágios válidos do estado, consagrando-o como o candidato mais votado daquele pleito e uma voz de peso no parlamento nacional.

O alinhamento de Styvenson Valentim com a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro havia sido selado publicamente em março de 2026, durante um evento do Partido Liberal na cidade de Natal. Sob o lema de combate à omissão política, o senador potiguar chegou a subscrever uma Proposta de Emenda à Constituição articulada pelo grupo bolsonarista para extinguir o instituto da reeleição no país.

A revelação de áudios e mensagens do caso envolvendo o Banco Master motivou o recuo do congressista potiguar em uma entrevista concedida ao Jornal das 6, da rádio 96 FM, em 23 de junho de 2026. Na ocasião, o senador declarou que se encontra retraído politicamente diante do avanço das investigações que atingiram Daniel Vorcaro.

Ao justificar seu distanciamento cauteloso, o parlamentar potiguar fez questão de negar qualquer intimidade ou benefício financeiro associado ao banqueiro Daniel Vorcaro nas negociações investigadas. Em um discurso enfático de independência, o senador afirmou que não possui amizades suspeitas e ressaltou não ter compartilhado de voos privados, charutos ou bebidas de luxo com os investigados no esquema.

A debandada de lideranças do campo conservador sinaliza o isolamento político de Flávio Bolsonaro em um momento de acirramento da disputa eleitoral para as eleições de 2026. Com a opinião pública atenta aos desdobramentos financeiros da crise, a deserção de antigos apoiadores enfraquece a narrativa da extrema-direita e acelera sua desarticulação nas bases regionais do país.

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Zema desmoraliza Flávio Bolsonaro ao denunciar relação com ‘banqueiro bandido’ Daniel Vorcaro https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/zema-desmoraliza-flavio-bolsonaro-ao-denunciar-relacao-com-banqueiro-bandido-daniel-vorcar/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/zema-desmoraliza-flavio-bolsonaro-ao-denunciar-relacao-com-banqueiro-bandido-daniel-vorcar/#respond Wed, 24 Jun 2026 16:58:16 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260580 O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta quarta-feira (24) que não se arrepende das críticas que fez ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em entrevista ao SBT News, Zema disse ser ‘sempre uma pessoa coerente’ e que não poderia aplaudir ‘alguém que se envolveu com aquele banqueiro bandido’ — referindo-se a Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master e alvo de investigações que já alcançaram o Supremo Tribunal Federal.

A fala vai além do ruído pré-eleitoral e expõe a promiscuidade financeira que o clã Bolsonaro sempre jurou combater. Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, construiu imagem de defensor da moralidade, mas agora vê seu nome colado ao de um ex-banqueiro cujas operações levantam suspeitas de irregularidades que envergonhariam qualquer político. A ironia é que a ‘nova política’ bolsonarista se alimenta exatamente da mesma podridão que fingia denunciar.

A investida de Zema ganha peso porque ele não é um adversário de esquerda, mas um liberal que disputa o mesmo campo da direita. Ao chamar Vorcaro de bandido, o ex-governador tira de Flávio o conforto da retórica antipetista e coloca o senador contra a parede, mostrando que a relação com o banqueiro é um passivo moral insustentável até para aliados ideológicos.

Questionado sobre o impacto no eleitorado de direita, Zema respondeu que sua estratégia não é capturar apenas esses votos, mas percorrer o país para se tornar mais conhecido. A declaração reforça que o pré-candidato do Novo não depende do espólio bolsonarista e está disposto a romper com o pacto de silêncio que protege os negócios da família.

O episódio desmoraliza de vez a farsa da ‘nova política’, que sempre se apresentou como antídoto contra a corrupção, mas nunca hesitou em se associar a um banqueiro investigado quando o dinheiro favorecia os interesses pecuniários do clã.

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Trump compartilha artigo que aponta eleição no Brasil em 2026 como teste para direita na América Latina https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/trump-compartilha-artigo-que-aponta-eleicao-no-brasil-em-2026-como-teste-para-direita-na-america-latina/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/trump-compartilha-artigo-que-aponta-eleicao-no-brasil-em-2026-como-teste-para-direita-na-america-latina/#respond Wed, 24 Jun 2026 02:53:21 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260517 O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou em sua rede social Truth Social um artigo de opinião do portal norte-americano Newsmax que analisa a expansão do movimento conservador no continente americano. O texto de autoria do analista político John Gizzi aponta a disputa presidencial no Brasil em 2026 como o próximo teste estratégico para a consolidação da influência republicana na América Latina.

A publicação destaca que, após as vitórias eleitorais em países como Argentina e Colômbia, a nação brasileira representa o principal polo geopolítico da região a ser disputado pelas forças conservadoras. O colunista afirma que a mobilização dos apoiadores do ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, ocorre em torno do senador da República pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, no esforço para derrotar o atual chefe do Executivo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

O artigo internacional também insinua dúvidas sobre o sistema de votação do país ao sugerir que a lisura e a transparência do pleito nacional seriam questionadas pelos agentes políticos locais. Essa narrativa de interferência externa coincide com a recente articulação de congressistas e lideranças conservadoras que buscam pressionar órgãos nacionais, conforme reportado no relato de como o deputado federal de São Paulo, Eduardo Bolsonaro articula com senadores dos EUA para atacar instituições brasileiras.

A preocupação com a soberania nacional diante da influência norte-americana também foi objeto de aferição na mais recente pesquisa da Confederação Nacional do Transporte, divulgada pelo instituto MDA em junho de 2026. Segundo o levantamento de opinião pública, cerca de 41,5% dos entrevistados declararam ser totalmente contrários à permissão para que forças de segurança dos Estados Unidos atuem diretamente em operações contra facções criminosas dentro do território brasileiro.

Por outro lado, o estudo indicou que 29% da população apoia integralmente uma eventual intervenção militar estrangeira para o combate ao crime organizado no país. A pesquisa apontou ainda que 39,2% dos cidadãos concordam totalmente com a classificação do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos.

Essa polarização sobre a segurança pública e a autonomia das Forças Armadas reflete a tensão diplomática gerada por discursos que tentam associar o combate à criminalidade a alianças externas. A comemoração de vitórias eleitorais de partidos de ultradireita no continente vizinho serve como termômetro para os discursos locais, demonstrado na análise de como Flávio Bolsonaro promove celebração da vitória da ultradireita na Colômbia.

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Flávio Bolsonaro copia slogan histórico de Lula em evento e expõe contradição do bolsonarismo https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/flavio-bolsonaro-copia-slogan-historico-de-lula-em-evento-e-expoe-contradicao-do-bolsonarismo/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/flavio-bolsonaro-copia-slogan-historico-de-lula-em-evento-e-expoe-contradicao-do-bolsonarismo/#respond Mon, 22 Jun 2026 17:53:52 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/flavio-bolsonaro-copia-slogan-historico-de-lula-em-evento-e-expoe-contradicao-do-bolsonarismo/ O pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, recorreu neste sábado a um dos símbolos mais marcantes da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. ‘A esperança vai vencer o medo este ano’, declarou o senador ao finalizar discurso em evento de lançamento da pré-candidatura de André do Prado ao Senado por São Paulo.

A frase não apareceu por acaso. Atrás nas pesquisas e com a imagem desgastada depois que vieram a público seus pedidos de dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse — uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro —, Flávio tenta se colar a um repertório que sempre rejeitou: o do lulismo. Segundo reportagem do Metrópoles, o slogan também dialoga com o projeto ‘Brasil Sem Medo’, que o senador lançou na área de segurança pública, mas a sobreposição com a frase de Lula é explícita demais para ser acidental.

A apropriação do discurso alheio não é episódio isolado. Há uma semana, o filho do ex-presidente defendeu o Bolsa Família — programa criado pelo presidente Lula e que Jair Bolsonaro tentou desidratar com o Auxílio Brasil —, classificando-o como ‘direito adquirido’ que ninguém pode ‘tocar’. Durante o evento deste sábado, Flávio foi além: prometeu fazer o que Lula não conseguiu, acabar com a fome. A declaração soa cínica quando se lembra que o governo Bolsonaro tirou o Brasil do mapa da fome da ONU em 2022, após o país ter saído da lista durante os governos do PT.

A montagem do palanque, no entanto, revela a contradição insolúvel dessa operação estética. No mesmo discurso em que vestia a fantasia de defensor dos pobres, Flávio atacou Lula com acusações graves. Disse que o presidente foi aos Estados Unidos ‘fazer lobby a favor de um Comando Vermelho e do PCC’ — referência à classificação das facções como narcoterroristas pelo governo americano, bandeira que o senador tenta explorar. Citou ainda o filho do presidente, Fábio Luis Lula da Silva, afirmando que recebeu ‘mesada do Careca do INSS’, e o irmão Frei Chico, vice-presidente de um sindicato mencionado no escândalo da Farra do INSS.

O senador vestia uma camisa da Seleção Brasileira de Neymar dias depois de Lula ironizar o atacante como ‘o primeiro convocado home office do mundo. Jogador home office.’ A indumentária, como o slogan, é tentativa de ocupar um território simbólico que o bolsonarismo nunca teve: o do povo, do futebol, da esperança.

Flávio Bolsonaro não está se aproximando do lulismo. Está tentando sequestrar seus significantes sem pagar o preço político de defender suas políticas. É um truque de marketing que expõe o tamanho do vazio programático de uma campanha que, sem ter o que oferecer, precisa tomar emprestado do inimigo aquilo que nunca conseguiu construir.

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Flávio Bolsonaro larga Senado em dia útil para ver Neymar nos EUA com ingresso suspeito https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/flavio-bolsonaro-larga-senado-em-dia-util-para-ver-neymar-nos-eua-com-ingresso-suspeito/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/flavio-bolsonaro-larga-senado-em-dia-util-para-ver-neymar-nos-eua-com-ingresso-suspeito/#respond Mon, 22 Jun 2026 16:54:47 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260245 O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarcou para os Estados Unidos nesta quarta-feira, 22 de junho, abandonando suas obrigações parlamentares em Brasília para acompanhar nos estádios a provável estreia do atacante Neymar na Copa do Mundo de 2026. A viagem ocorre a poucos meses das eleições gerais no Brasil e reacende o debate sobre o uso de eventos de massa para promoção pessoal de figuras políticas às custas de favores não declarados.

A informação foi divulgada pela Revista Fórum e confirmada pelo presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, que admitiu a aliados que os ingressos para o jogo foram recebidos pelo senador como “presente de um amigo”, cuja identidade ele se recusou a revelar. A falta de transparência sobre a origem do benefício, que inclui acesso a um dos eventos esportivos mais caros e concorridos do planeta, coloca em xeque a conduta ética do parlamentar.

Valdemar Costa Neto afirmou que Flávio não pagou pelas entradas ou pelas despesas de viagem, mas não esclareceu se os custos foram arcados pelo Partido Liberal, por doadores de campanha ou por algum empresário interessado em estreitar laços com o clã Bolsonaro. A legislação eleitoral exige que qualquer doação relevante ou vantagem pessoal seja declarada, e o senador, que já coleciona denúncias de irregularidades financeiras, mantém o ‘amigo’ no anonimato.

Flávio Bolsonaro é personagem central nas investigações sobre as rachadinhas, esquema que teria desviado salários de assessores em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e cujo processo só não avançou para uma condenação por manobras jurídicas e pelo foro privilegiado que conquistou ao se eleger senador. A blindagem que o mandato oferece contrasta com a desenvoltura com que ele troca o plenário pelas arquibancadas de luxo da Copa do Mundo.

A viagem de Flávio ocorre enquanto a CPI das Bets no Senado e outras pautas do Legislativo exigem presença dos parlamentares. O senador não informou se solicitou licença ou se continuará recebendo sua remuneração durante o período em que estiver fora do país. A ausência repentina, em um dia de intensa articulação política pré-eleitoral, expõe a prioridade que o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro confere à construção de sua imagem pública em detrimento do trabalho legislativo.

A relação do clã Bolsonaro com instituições financeiras como o Banco Master, que já esteve no centro de operações suspeitas envolvendo aliados do ex-presidente, adiciona uma camada de risco reputacional ao episódio. O Banco Master, que tem laços estreitos com dirigentes do PL e patrocina eventos ligados ao bolsonarismo, foi mencionado em investigações anteriores sobre financiamento irregular de campanhas. Ainda que não haja evidência de envolvimento direto do banco nessa viagem, o padrão de favores não declarados remete ao modus operandi histórico da família.

A Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, México e Canadá, transformou-se em vitrine política global. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, aposta na associação de quadros do partido a figuras de grande apelo popular, como Neymar, para turbinar o capital eleitoral do bolsonarismo. A imagem de Flávio lado a lado com o jogador do Al-Hilal e da seleção brasileira é uma peça de marketing calculada para as urnas de outubro.

A movimentação de Flávio se insere num cálculo eleitoral milimétrico. Com Jair Bolsonaro inelegível, o PL depende de seus filhos e de aliados próximos para manter o capital político da família e atuar como linha de frente na campanha presidencial que se avizinha. A exposição ao lado de Neymar, ídolo nacional, fornece ao senador um verniz de popularidade que contrasta duramente com seu histórico de escândalos financeiros e investigações criminais.

O ‘amigo’ generoso que bancou a extravagância tampouco foi identificado pela direção do PL, alimentando suspeitas de que a viagem pode configurar uma doação velada de pessoa física ou jurídica com interesses junto ao Congresso Nacional. O Tribunal Superior Eleitoral tem reiterado que benefícios com potencial de influenciar o processo político precisam ser registrados contabilmente, sob pena de configurar abuso de poder econômico ou caixa dois.

A assessoria de imprensa do senador Flávio Bolsonaro foi procurada pela reportagem para esclarecer quem pagou os ingressos e os custos da viagem, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria. O silêncio, num contexto de eleições iminentes e de um histórico judicial complicado, só reforça a percepção de que o clã Bolsonaro segue operando sob a lógica do segredo e da blindagem política.

A viagem aos Estados Unidos, longe de ser um mero entretenimento esportivo, é um termômetro da impunidade com que certos atores políticos tratam as regras do jogo democrático. Enquanto milhões de brasileiros lidam com a crise econômica e as agruras do dia a dia, o senador troca o Congresso pelo camarote vip da Copa, sem dar satisfações à sociedade que o elegeu.

O episódio reforça a urgência de que a Justiça Eleitoral examine com lupa todas as benesses recebidas por candidatos e seus prepostos durante o período de campanha. A identidade do ‘amigo’ que presenteou Flávio Bolsonaro é uma pergunta que o eleitor de 2026 tem o direito de ver respondida antes de depositar seu voto nas urnas.

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Lula corre contra o relógio eleitoral e empilha entregas antes do “defeso eleitoral” https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/lula-corre-contra-o-relogio-eleitoral-e-empilha-entregas-antes-do-defeso/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/lula-corre-contra-o-relogio-eleitoral-e-empilha-entregas-antes-do-defeso/#respond Mon, 22 Jun 2026 14:32:23 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260234 Não é sobre pressa. É sobre não deixar a política de resultados parar na porta da lei. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus ministros entraram em ritmo de contagem regressiva, e a razão tem nome: defeso eleitoral. Em 4 de julho, a legislação fecha a porteira para inaugurações, anúncios e qualquer publicidade que possa soar como vantagem indevida. O governo, no entanto, não está cruzando os braços.

Um levantamento do portal Metrópoles mostrou que, apenas entre abril e maio, os ministros participaram de ao menos 257 compromissos de entrega, lançamento e inauguração espalhados pelo país. A média é de quatro eventos públicos por dia. Uma mobilização que expõe a clareza do Planalto: fazer a máquina girar com densidade enquanto as regras permitem, e girar com lastro concreto.

O presidente, que já vinha mantendo uma agenda exaustiva de viagens, apertou ainda mais o passo após o feriado de Corpus Christi. Só nos últimos dias, Lula passou por Goiás e Minas Gerais, onde participou da inauguração de hospitais em Belo Horizonte e Divinópolis. Também anunciou a regulamentação do Estatuto da Segurança Privada, um pacote ambiental com investimentos, a assinatura de títulos de domínio para territórios quilombolas, uma linha de crédito para financiamento de motos a trabalhadores de aplicativos e a seleção de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida nas modalidades Rural e Entidades.

Cada deslocamento presidencial vem acompanhado de um fato administrativo que mexe com a vida real: saúde, moradia, transporte, terra. É uma forma de furar a bolha de Brasília com símbolos que a população entende. Um hospital em Divinópolis ou o título de terra de uma comunidade quilombola valem mais do que mil pronunciamentos oficiais. A estratégia é deixar obra pronta e inaugurada antes que a tesoura da lei entre em cena.

Quem lidera o ranking de agendas é o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele contabiliza o dobro de compromissos do segundo colocado, o ministro dos Transportes, George Santoro. Padilha é um dos poucos que permaneceram no cargo após a debandada de abril, quando 17 ministros tiveram que se desincompatibilizar para disputar as eleições. Sua permanência na Esplanada é um recado: o governo quer alguém com peso político e caneta na mão percorrendo o território até o último minuto possível.

Outras pastas também aparecem com volume expressivo de agendas: Cidades, Comunicações, Desenvolvimento Social, Casa Civil e Igualdade Racial. É um esforço coordenado que envolve áreas-fim e pastas de infraestrutura, mirando um espectro amplo de eleitores — da periferia que precisa de moradia ao pequeno produtor que espera crédito. Não é coincidência: o chamado “pacote de bondades” deste ano soma R$ 191,4 bilhões, com iniciativas que alcançam da baixa renda até a classe média e o setor empresarial. O objetivo é claro — reconstruir a popularidade presidencial com entregas que falem diretamente ao bolso e à vida das pessoas.

O defeso eleitoral é uma conquista democrática. Ele impede que governantes usem a máquina pública como cabo eleitoral, proibindo inaugurações, publicidade institucional e o uso de slogans ou símbolos de governo. A aposta do Planalto, porém, não é desafiar as proibições — é antecedê-las. Lula orientou seus auxiliares a não apresentarem novos projetos e a focarem exclusivamente em concluir e entregar o que já estava em andamento.

É uma tática de maturidade administrativa e instinto eleitoral. Governar até o limite permitido, com densidade, sem provocação e sem deixar espaços vazios. Quando o defeso começar, o governo terá que pisar no freio. Mas o lastro que ficará no ar — hospitais funcionando, moradias entregues, títulos de terra assinados, créditos liberados, obras concluídas — veio antes. E é exatamente isso que estará na memória do eleitor quando ele entrar na cabine de votação.

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Lula consolida vantagem sobre Flávio Bolsonaro em todas as pesquisas da semana https://www.ocafezinho.com/2026/06/21/lula-consolida-vantagem-sobre-flavio-bolsonaro-em-todas-as-pesquisas-da-semana/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/21/lula-consolida-vantagem-sobre-flavio-bolsonaro-em-todas-as-pesquisas-da-semana/#respond Sun, 21 Jun 2026 19:09:55 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260109 A rotina das pesquisas eleitorais de 2026 já não surpreende: mais uma vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) na simulação de segundo turno. Mas a repetição do cenário, semana após semana, começa a cristalizar um diagnóstico que a direita tenta evitar: o bolsonarismo sem Jair Bolsonaro encontra um teto duro ao redor de 43% e patina sem conseguir furá-lo.

Agregação de três institutos mostrou Lula com vantagem confortável em todos os cenários, normalmente na casa dos 49% das intenções de voto, enquanto o adversário permanece colado nos mesmos patamares de meses atrás.

Na segunda-feira, o Nexus/BTG apontou o presidente com 49% contra 43% do senador, com 8% de brancos ou nulos e margem de erro de dois pontos percentuais. No dia seguinte, a sondagem CNT/MDA ampliou a diferença: 49,3% a 36,8%, dessa vez com margem de 2,2 pontos. Já o Datafolha, divulgado no sábado, repetiu os 49% a 43% com margem de dois pontos, confirmando a estabilidade do quadro.

Cerca de um mês atrás, o mesmo Datafolha havia mostrado Lula com 47% contra 43% de Flávio. O ganho de dois pontos do petista, mesmo dentro da margem de erro, desenha um movimento que incomoda o campo adversário: enquanto Lula oscila para cima, o herdeiro político de Jair Bolsonaro não consegue ampliar seu espaço. Essa estagnação se manifesta também no primeiro turno, onde o Datafolha da semana apontou 41% para Lula e 31% para Flávio, enquanto os demais pré-candidatos — como Ronaldo Caiado e Renan Santos — não passaram de 3% cada um.

A polarização com o PT é, paradoxalmente, a força e a prisão do bolsonarismo. Ela garante a Flávio a condição de principal adversário, mas o confina num eleitorado que não se expande. Nem o recall do sobrenome, nem a estrutura do PL, nem o aceno ao centro conseguiram até agora deslocar um percentual relevante de eleitores do presidente.

O dado mais revelador está na série histórica das pesquisas. Quando Jair Bolsonaro disputava, conseguia arregimentar até 49% dos votos no segundo turno de 2022. Hoje, substituído pelo filho, o movimento parece recuar a um piso que não ultrapassa a casa dos 43%. É como se o bolsonarismo tivesse perdido cerca de seis pontos de elasticidade eleitoral — um capital político que não se transfere por herança nem por lealdade partidária.

Enquanto isso, Lula navega com a vantagem de quem governa e oferece resultados. A estabilidade nos índices de aprovação do governo — 32% de ótimo ou bom, segundo o mesmo Datafolha — fornece uma âncora para sua candidatura. O presidente não precisa de grandes saltos; basta manter a fidelidade da base que o reelegeu em 2022 para chegar ao segundo turno em posição de força.

A colagem de Flávio ao sobrenome Bolsonaro também impõe riscos. Quanto mais a campanha avança, mais o eleitor percebe que o ex-presidente inelegível não estará na urna — e que o senador, apesar de ser o herdeiro político, não carrega o mesmo apelo carismático. O Datafolha indica que o eleitorado mais fiel ao bolsonarismo é o mesmo que já votava em Jair, mas uma fatia de eleitores antipetistas e de centro-direita permanece em dúvida, sem se converter automaticamente ao novo nome.

As pesquisas da semana também enterram qualquer ilusão de terceira via. O desempenho inexpressivo de Caiado, de Renan Santos e de outras candidaturas nanicas confirma que a disputa de 2026 será, mais uma vez, um duelo entre o projeto popular e a alternativa de direita representada pelo PL. Só que, desta vez, a direita entra em campo com um candidato que, três meses antes da eleição, ainda não conseguiu se tornar competitivo de verdade.

Resta saber se a campanha de Flávio Bolsonaro encontrará alguma narrativa capaz de romper o teto que as pesquisas insistem em cravar. Até agora, nem a agenda econômica, nem o discurso anticorrupção, nem a guerra cultural produziram o deslocamento esperado. O cenário mais provável é que o senador continue oscilando dentro de uma margem estreita enquanto Lula mantém a dianteira sólida, ancorada em uma base eleitoral que, quando decide, dificilmente volta atrás.

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Datafolha mantém Lula 10 pontos à frente de Flávio Bolsonaro e expõe teto da direita https://www.ocafezinho.com/2026/06/21/datafolha-mantem-lula-10-pontos-a-frente-de-flavio-bolsonaro-e-expoe-teto-da-direita/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/21/datafolha-mantem-lula-10-pontos-a-frente-de-flavio-bolsonaro-e-expoe-teto-da-direita/#respond Sun, 21 Jun 2026 15:40:35 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260078 A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado confirma o cenário mais temido pelo campo conservador: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém dez pontos de vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e expõe, a cada rodada, os limites da direita para 2026.

Lula tem 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% do principal adversário. O levantamento, que ouviu 2.004 eleitores entre os dias 17 e 19 de junho, tem margem de erro de dois pontos percentuais e foi registrado no TSE sob o código BR-09956/2026.

a rodada testou 13 nomes e incluiu pela primeira vez o ex-governador Aécio Neves (PSDB) e o ex-ministro Joaquim Barbosa (DC). Ambos ficaram em níveis residuais — 2% e 1%, respectivamente.

Mas o dado mais revelador está na estabilidade. Na pesquisa de maio, Lula tinha 40% e Flávio, 31%. Um mês depois, o quadro é praticamente idêntico. A oscilação positiva do presidente, de um ponto, está dentro da margem de erro e sinaliza que sua base resiste.

A fragmentação que serve ao líder. O novo Datafolha expõe uma direita espalhada em diversos nomes sem tração. Ronaldo Caiado (PSD) surge com 3%, e Romeu Zema (Novo) com 2%. Os demais postulantes à direita de Flávio Bolsonaro — Aécio Neves, Augusto Cury, Cabo Daciolo e Joaquim Barbosa — somam outros 5%. Juntos, todos os candidatos conservadores alcançam 12%, bem menos da metade do que o senador tem sozinho.

É o oposto do que ocorre no campo progressista. As candidaturas de esquerda que não são Lula, como Renan Santos (Missão) com 3% e Samara Martins (UP) com 2%, somam no total 7%. O petista concentra a grande maioria — e a fragmentação do outro lado reforça essa vantagem. Enquanto a direita patina dividida, Lula herda um eleitorado fiel que já orbitava em torno do projeto petista.

A operação que não abalou o governo. O trabalho de campo do Datafolha coincidiu com a deflagração de uma operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, por suspeitas de irregularidades ligadas ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Apesar da repercussão na imprensa conservadora, o episódio não arranhou os números do presidente.

Pelo contrário. Lula oscilou de 40% para 41%, movimento tecnicamente nulo, mas politicamente expressivo: indica que a base petista não se deixou contaminar por um caso que a mídia tentou transformar em escândalo. No segundo turno, o mesmo Datafolha aponta o presidente com 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro, diferença dentro da margem, mas com tendência favorável a Lula.

Uma eleição com dez pontos de folga a cinco meses do pleito não está decidida, mas seu desenho é claro. Flávio Bolsonaro herdou o espólio eleitoral do pai, mas não herdou sua capacidade de polarizar com Lula. O senador permanece estagnado na casa dos 30%, sem romper o teto. Enquanto isso, o presidente mantém um piso de 40% que nenhum adversário conseguiu arranhar.

O caminho de Flávio para crescer não é mais convencer quem já está com ele. É furar a bolha. E o Datafolha de junho indica que, até agora, ele não sabe como fazer isso.

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Lula e Flávio Bolsonaro já disputam eleição com clima de segundo turno https://www.ocafezinho.com/2026/06/20/lula-e-flavio-bolsonaro-ja-disputam-eleicao-com-clima-de-segundo-turno/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/20/lula-e-flavio-bolsonaro-ja-disputam-eleicao-com-clima-de-segundo-turno/#respond Sat, 20 Jun 2026 17:42:19 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=259970 A disputa eleitoral entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) já assume contornos de segundo turno, segundo análise da Folha de S.Paulo. O cenário se intensificou após o impacto do caso ‘Dark Horse’, que revelou conversas comprometedoras entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, além das investigações envolvendo o Banco Master.

Lula, ao retomar a condição de favorito, aproveitou o momento para reforçar suas bandeiras de campanha, como a defesa do fim da escala 6×1, e ampliar a popularidade através de ações governamentais. Apesar de um início de ano mais favorável para Flávio, o presidente conseguiu estabilizar sua avaliação, ainda que de forma modesta.

Mesmo com os escândalos, Flávio Bolsonaro mantém-se como o nome mais competitivo da direita. A pesquisa Datafolha aponta que ele está dez pontos atrás de Lula no primeiro turno, mas ainda preserva a lealdade de uma parcela significativa do eleitorado bolsonarista e de direita. Contudo, enfrenta uma crise de confiança em setores estratégicos, como evangélicos e eleitores mais escolarizados.

No primeiro turno, Lula lidera no Sudeste por quatro pontos, enquanto Flávio tem uma vantagem de apenas sete pontos no Sul. Entre eleitores com ensino superior, Lula supera Flávio em seis pontos. A disputa é acirrada entre os homens, com um empate de 37% para ambos no primeiro turno.

As esperanças de Flávio estão no segundo turno, onde ele recebe uma migração significativa de eleitores interessados em derrotar Lula. Ele ganha 12 pontos em setores como homens, eleitores mais escolarizados e no Sul. Este cenário pode antecipar um confronto direto entre os dois candidatos já no primeiro turno, caso os eleitores percebam a inevitabilidade desse embate.

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Congresso dos EUA pede investigação de candidato colombiano por vínculos suspeitos https://www.ocafezinho.com/2026/06/20/congresso-dos-eua-pede-investigacao-de-candidato-colombiano-por-vinculos-suspeitos/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/20/congresso-dos-eua-pede-investigacao-de-candidato-colombiano-por-vinculos-suspeitos/#comments Sat, 20 Jun 2026 14:52:43 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/20/congresso-dos-eua-pede-investigacao-de-candidato-colombiano-por-vinculos-suspeitos/ 12 Comentários 🔥]]> Nos Estados Unidos, um grupo de 11 legisladores democratas solicitou uma investigação aprofundada sobre o candidato presidencial colombiano Abelardo de la Espriella. A preocupação dos congressistas está centrada em possíveis vínculos do candidato com as Autodefesas Unidas de Colômbia (AUC), um grupo paramilitar classificado como terrorista por Washington, além de alegações de irregularidades financeiras envolvendo empresas fantasma na Flórida.

Os legisladores enviaram uma carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e ao procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche. No documento, eles criticam o apoio público da administração Trump a De la Espriella, que disputa a presidência contra o candidato de esquerda Iván Cepeda. A carta destaca que, em vez de apoiar o candidato, o governo dos EUA deveria investigar suas conexões com organizações criminosas e transações financeiras suspeitas.

Entre as acusações, está a de que De la Espriella manteve relações próximas com líderes das AUC, representando-os legalmente, e que fundou a organização Fipaz, supostamente financiada pelo grupo paramilitar para expandir sua influência política. Além disso, o candidato e sua esposa são associados a pelo menos 14 empresas fantasma na Flórida, usadas para aquisições imobiliárias de alto valor com fundos de origem duvidosa.

Os congressistas também criticam a intromissão dos EUA nas eleições colombianas, argumentando que tal interferência viola o direito internacional e a soberania nacional. Eles exigem que a administração Trump cesse qualquer intervenção no processo eleitoral colombiano, alertando que De la Espriella pode representar uma ameaça aos interesses dos EUA na região.

O movimento foi liderado pelo representante de Illinois, Jesús “Chuy” García, e conta com o apoio de outros legisladores democratas, incluindo Greg Casar, Rashida Tlaib e Nydia Velázquez. Mais detalhes sobre o caso podem ser encontrados no portal da teleSUR.

Com informações de TELESURTV.

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Valdemar Costa Neto entrega a Michelle o poder de escolher vice de Flávio Bolsonaro https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/valdemar-costa-neto-entrega-a-michelle-o-poder-de-escolher-vice-de-flavio-bolsonaro/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/valdemar-costa-neto-entrega-a-michelle-o-poder-de-escolher-vice-de-flavio-bolsonaro/#respond Wed, 17 Jun 2026 16:46:13 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=259039 O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, decidiu que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro terá papel central na escolha do candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a corrida presidencial de 2026. A definição, revelada nesta quarta-feira pelo Diário do Centro do Mundo, descarta de forma explícita o nome de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, que vinha sendo cotada para compor a dobradinha bolsonarista.

A exclusão de Marques, uma economista com perfil técnico e passagem pelo governo Jair Bolsonaro, sinaliza que o PL optou por blindar a chapa com um nome que responda diretamente à lavagem de imagem da família Bolsonaro. A interlocução direta com Michelle Bolsonaro, que nunca exerceu cargo público eletivo mas se consolidou como figura de proa no bolsonarismo, transforma a escolha do vice em um ato de controle patrimonial do clã sobre o partido.

Valdemar Costa Neto, que cumpre pena em regime semiaberto após condenação no mensalão, justificou a manobra nos bastidores como uma forma de ‘manter a unidade’ da legenda. Na prática, o dirigente transferiu a Michelle um veto informal sobre qualquer nome que ameace a hegemonia do núcleo familiar na campanha. A ex-primeira-dama atua como fiadora da fidelidade do eleitorado evangélico e do discurso de vitimização que sustenta a popularidade do bolsonarismo após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro.

Daniella Marques, que presidiu a Caixa entre julho e dezembro de 2022, era vista como uma alternativa para atrair o mercado financeiro e sinalizar moderação econômica. Sua rejeição direta revela que o cálculo eleitoral do PL não passa por acenos ao capital, mas sim pela radicalização da base com uma chapa integralmente subordinada ao sobrenome Bolsonaro.

A movimentação ocorre enquanto Flávio Bolsonaro tenta se viabilizar como candidato competitivo em meio a investigações sobre transações financeiras suspeitas. O senador é alvo de apurações que envolvem o chamado ‘rachadinha’ e operações com imóveis, além de ter sido citado em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) com movimentações atípicas. O controle de Michelle sobre a definição do vice pode ser lido como uma tentativa de ancorar a chapa em alguém com lealdade absoluta, minimizando riscos de delação ou descolamento de narrativa.

A escolha do vice também tem impacto direto sobre a governabilidade de um eventual governo Flávio Bolsonaro. Se o nome escolhido for alguém sem densidade política própria, o Planalto ficará completamente refém do núcleo familiar e de seus operadores. Se for alguém com musculatura partidária, pode criar um polo de tensão logo no início do mandato. Michelle Bolsonaro, portanto, não decide apenas um nome: decide a arquitetura do poder bolsonarista em 2027.

A Conexão 2026 com essa costura fica evidente quando se observa o calendário partidário. O PL corre contra o relógio para registrar a chapa até a convenção e precisa exibir coesão após a derrota no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tornou Bolsonaro inelegível. A participação de Michelle na escolha do vice é um movimento para mostrar que o ‘mito’ segue no comando, ainda que nos bastidores, e que a candidatura de Flávio é uma extensão direta do projeto de poder do pai.

A decisão de Valdemar Costa Neto também afasta o risco de um desembarque do mercado na candidatura bolsonarista. A rejeição a Daniella Marques mostra que o PL não está disposto a ceder espaço para um discurso de responsabilidade fiscal que poderia desidratar o apelo populista da campanha. O recado é claro: a chapa será bolsonarista raiz, sem contaminações externas, ainda que isso custe apoios no andar de cima.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, precisa de um vice que não ofusque suas fragilidades. O senador carrega rejeição alta, falta de traquejo em debates e a sombra constante das investigações do Ministério Público. Um vice forte poderia se tornar um problema, como aconteceu com Michel Temer no passado. Michelle Bolsonaro, como guardiã da ortodoxia bolsonarista, deve optar por um nome subserviente, preferencialmente com apelo entre evangélicos e sem ambições próprias.

A blindagem eleitoral de 2026 passa, portanto, por uma costura que une o jurídico, o midiático e o eleitoral. A família Bolsonaro trata a indicação do vice como uma extensão de sua própria defesa política, descartando nomes técnicos e apostando em perfis que não criem fissuras no discurso de perseguição. O PL, sob comando de Valdemar, aceita o papel de coadjuvante em uma chapa que tem dono e dona.

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