Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

As placas tectônicas se mexem!

Por Miguel do Rosário

13 de dezembro de 2013 : 09h19

O ex e atual presidentes da república talvez quisessem algo mais discreto. A Globo talvez esperasse uma reação envergonhada. O que aconteceu, no entanto, surpreendeu a todos. A militância petista presente à abertura do 5º Congresso do partido, realizada ontem, em Brasília, recebeu as suas maiores lideranças com inflamados gritos de guerra.

A coragem, como se diz, contamina. E nada melhor para unir uma comunidade política do que um inimigo externo, ainda mais se há convicção de que este agiu com má fé, mau caratismo e arbitrariedade, como é o caso da grande mídia.

Tem alguma coisa se mexendo nas placas tectônicas da política nacional. Na postura corajosa da militância petista e do próprio presidente do partido, Rui Falcão, havia um pouco do calor das milhões de pessoas que saíram às ruas, nos meses de junho a julho, gritando um refrão desconcertante:

“A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura!”

Em 2014, teremos o aniversário de 50 anos do golpe de Estado. Iremos “comemorar”? Ou iremos usar a data para esmagar, de uma vez por todas, os resquícios da ditadura?

Este ano, descobrimos que os generais receberam milhões de dólares para apoiar o golpe de Estado e que Juscelino Kubischek foi assassinado.

Este ano, duas escolas, uma no Rio, outra em Salvador, decidiram, via eleições internas diretas, mudar de nome. Em Salvador, a escola Emilio Garrastazu Medice deu 406 votos para Marighella e 128 votos para Milton Santos. Nenhum voto para a ditadura. No Rio, o Colégio Estadual Presidente Costa e Silva decidiu mudar seu nome para Abdias Nascimento, um dos mais importantes representantes do movimento negro nacional, e que ocupou a Secretaria de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras durante o governo Brizola.

O Brasil está perdendo o medo daqueles que apoiaram o regime militar e com ele se tornaram poderosos. E que tentam manter as benesses conquistadas durante o tempo de exceção, através de uma tática ainda mais vil que a truculência dos milicos: manipulando as informações.

Isso não é brincadeira. Os falcões americanos deram um golpe contra a paz mundial com mentiras sobre a existência de armas de destruição em massa no Iraque. A informação foi manipulada e o mundo perdeu mais de um milhão de vidas, além da tunga de dois trilhões de dólares no contribuinte americano.

A irresponsabilidade da nossa mídia, repito, não é brincadeira. Não é mais uma questão de “bater” no PT. Eles agridem a democracia, de um lado, e prejudicam a nossa economia, de outro. E, assim como em 1964, por um punhado de dólares…

Ontem, por exemplo, aconteceu uma coisa muito grave. Houve um ridículo ataque especulativo à Petrobrás e aos interesses nacionais, felizmente abortado pelo Fernando Brito, do Tijolaço.  Baseado na informação de um site apócrifo, um coxinha que faz “contribuições” para o site da Forbes, provavelmente de graça, noticiou que a Petrobrás tem 31% de chance de falir. A grande mídia e o PSDB, ambos sem nenhum compromisso com a verdade, com a Petrobrás e com o Brasil, repercutiram a irresponsabilidade.

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Brito logo descobriu que o mesmo site, fonte da “previsão”, estima que a Vale, a maior empresa de minério de ferro do planeta, tem 59% de chance de falir. Ou seja, é quase um site de pornochanchada financeira, tocado por algum robozinho mal programado.

Aliás, não se trata mais apenas de irresponsabilidade e incompetência. Há interesses muito mais obscuros por trás dessa campanha sistemática contra o Brasil. A quem interessa comprar tão facilmente uma previsão, baseada em informações falsas, de que a Petrobrás, a jóia da nossa coroa, tem chance de falir? Em informações falsas, repito!

Os americanos, agora sabemos, fugiram de Libra porque planejavam um assalto político mais vantajoso no México, onde um governo conservador lhes garantiu a chance de explorarem petróleo com desenvoltura e truculência imperialistas.  Mas ainda continuam por aqui, patrocinando manipulações, para que os fluxos mundiais de investimento fiquem só com eles, não com a gente.

*

Abaixo, reproduzo chamada na capa, fác-símile da página 3, e o texto da matéria, do Globo de hoje, para registro histórico.

 

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NO GLOBO
Com Lula e Dilma, Congresso do PT se transforma em ato de apoio a mensaleiros condenados

Ex-presidente cita caso de helicóptero pego com cocaína e diz que imprensa dá mais atenção ao mensalão
Em discurso, Rui Falcão diz que mensalão foi ‘tsunami de manipulação’

FERNANDA KRAKOVICS E LUIZA DAMÉ

Publicado:
12/12/13 – 18h15
Atualizado:
12/12/13 – 23h01

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BRASÍLIA – Com as presenças da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o 5º Congresso do partido, aberto na noite desta quinta-feira, foi transformado em um ato de apoio aos petistas condenados no julgamento do mensalão. Com Lula e Dilma no palco, a plateia gritou em coro: “Dirceu, guerreiro do povo brasileiro”, “Genoino, guerreiro do povo brasileiro”, e “Delúbio guerreiro, do povo brasileiro”. Lula começou seu discurso afirmando que não falaria de mensalão, mas depois de apelos da militância se referiu ao caso como “a maior campanha de difamação”:

– Eles tinham medo do Lula, agora têm que enfrentar a Dilma e o Lula, agora têm que enfrentar um partido que na maior campanha de difamação faz um PED (Processo de Eleição Direta) e coloca mais de 400 mil militante para votar – disse Lula, citando as eleições internas do PT, que elegeu novos dirigentes no mês passado.
O ex-presidente também comparou o caso do helicóptero de um parlamentar pego com cocaína à repercussão do emprego de Dirceu.
– Nosso partido tem sido vítima das suas virtudes e não só de seus defeitos. Somos criticados pelas coisas boas que fazemos, não só pelos erros. Se for comparar o emprego do Zé Dirceu no hotel com a quantidade de cocaína no helicóptero, pelo menos houve uma desproporcionalidade na divulgação do assunto – disse Lula, em referência à cocaína encontrada no helicóptero que pertence à família do senador Zezé Perrella (PDT-MG).
Antes de falar, a plateia havia gritado, em coro:
– Lula, guerreiro, defenda os companheiros.

Dilma: ‘couro duro’
Dilma, em seu discurso, não citou o mensalão, mas relembrou a afirmação de Lula de que há momentos em que se adquire um “couro duro” com os ataques sofridos pelos oponentes.
– Adquirimos um couro duro. Esse couro duro é que nos permite que olhemos sempre para nossas origens, para o fato de que somos um partido que representa uma causa, uma ideia e que não pode nesses momentos difíceis, onde o couro fica duro, esquecer quem somos. É isso que nos mobiliza, e faz com que enfrentemos todas as dificuldades e saibamos que a vida é dura – disse Dilma.

Ela citou os protestos que acontecerem no país neste ano, e disse que o PT é um partido que ouve o que pedem as ruas e que o governo dela tem a mesma postura.
– Jamais nos esqueceremos daquilo que conquistamos, por isso sabemos que são importantes alguns momentos do país. Não somos um partido que deixa de ouvir os movimentos populares, que deixa de ouvir as manifestações. E por isso não podemos ser um governo que não escuta as ruas e as manifestações.
Dilma afirmou que nenhum outro partido fez tanto pela transparência e combate a corrupção. Ela defendeu uma reforma nas instituições políticas e afirmou que é preciso buscar mais ética.
– É algo que o PT sempre defendeu – disse.

Rui Falcão: ‘tsunami de manipulação’
O presidente do PT, Rui Falcão, abordou o julgamento em discurso. Falcão disse que os petistas foram condenados injustamente e sem provas. Ele afirmou que o julgamento foi um “tsunami de manipulação” e que o processo foi político, para manipular a população contra o PT.

– É o típico caso da manipulação realimentando a mentira e da mentira realimentando a manipulação. A história vai provar que nossos companheiros foram condenados sem provas, em um processo nitidamente político, influenciado pela mídia conservadora – disse o presidente da legenda, que reforça que não foi usado dinheiro público no mensalão.

Como foi dito ontem na Câmara pelo deputado João Paulo Cunha (PT-SP), um dos condenados, Falcão afirmou que o julgamento é uma situação de “dois pesos e duas medidas” e que opositores seguem sem punição por outros casos. Ele cita o suposto mensalão mineiro, que teria entre os participantes políticos do PSDB.

– Surpreendentemente, o suposto sentimento de punição e justiça continua sem alcançar determinados setores e partidos, o que caracteriza uma inegável situação de dois pesos e duas medidas. Por que o silêncio de mais de uma década, no martelo dos juízes, no famoso mensalão do PSDB mineiro? – afirmou Falcão.

As denúncias de formação de cartel no metrô se São Paulo, que atingem o governo paulista e políticos do PSDB, também foram citadas pelo petista. Falcão disse, no discurso, que o governo de Lula e de Dilma foram os que mais combateram a corrupção.

– Não faremos uma campanha no estilo mar de lama como nossos adversários estão acostumados, e na qual, aliás, foram treinados por seus ancestrais. Mas se enganam os que pensam que vamos levar injustiça e desaforo para casa.

Participaram do Congresso do PT os ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Aloizio Mercadante (Educação), Alexandre Padilha (Saúde), Tereza Campello (Desenvolvimento Social), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Miriam Belchior (Planejamento), Eleonora Menicucci (Políticas para as Mulheres) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais).

Versões de Lula para o mensalão
Em 2005, em meio à crise do mensalão, o ex-presidente Lula fez um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV dizendo que se sentia traído pelos acontecimentos divulgados, e pediu desculpas ao povo brasileiro.
Mais tarde, Lula passou a divulgar diversas versões sobre o caso, desde que fora uma mera repetição de atitude comum aos políticos brasileiros, o uso de caixa 2 nas campanhas eleitorais, até que tudo não passara de uma tentativa golpista de tirá-lo do poder. Lula prometeu ainda provar, quando saísse da Presidência da República, que o mensalão simplesmente não existiu.

ZÉ DIRCEU E GENOINO.4

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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19 comentários

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Cinthia

13 de dezembro de 2013 às 15h22

Miguel,

Eu hj estive numa consulta médica, médico particular, muito respeitado e extremamente bem conceituado na sua área. E eis que lá pelas tantas ele puxou assunto relacionado à política. Qdo eu elogiei a presidenta, ele começou a falar coisas que me deixaram chocada!! Pq uma coisa é vc ler abobrinhas na internet e outra bem diferente é ouvir pessoalmente de alguém, ainda mais qdo esse alguém é uma pessoa que vc admira.
Pois ele falou que a gente pensa que o país está bem, mas na verdade está quebrado; que a Petrobrás está quebrada… “uma empresa que dez anos atrás estava bem (oi?), hoje está quebrada, precisando pegar empréstimos pra se manter de pé”. Disse que FHC não conseguiu eleger José Serra e perdeu a força pq contrariou os que verdadeiramente mandam neste país (empresários, mídia, outros políticos – não sei quais). E vc imagine a minha cara totalmente pasma ao escutá-lo falando essas coisas sem ser de brincadeira.
Ele tb falou que na próxima eleição o PT vai sair do poder pq agora está contrariando aquele mesmo grupo que o FHC contrariou (??) com essa política de enviar gente do mst para ser treinada em Cuba e voltar para cá como se médicos fossem somente para plantar nas pessoas pobres a ideia do comunismo e aos poucos irem implantando o comunismo no Brasil. Eu fiquei chocada, pasma, estarrecida pq achava que quem acreditava nessas coisas eram essas pessoas que ficam comentando em blogs da veja, enfim.
Eu perguntei pra ele se o PT não seria capitalista demais pra querer implantar o comunismo aqui… rs! Olha, eu fiquei muito chocada, mal sabia o que dizer. E estou realmente pasma até agora, por isso senti necessidade de compartilhar essa ‘experiência’. Deus meu!!
Saí de lá me perguntando: quantos médicos além deste não estarão fazendo esse tipo de campanha em seus consultórios?

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    Miguel do Rosário

    13 de dezembro de 2013 às 17h41

    Que coisa, hein, Cinthia. Esse pessoal me parece muito mau educado, isso sim, porque eles vão atropelando as gente com seus discurso sem se importar se vamos nos sentir ofendidos ou não. Eu não faço isso. Não saio falando de política sem antes estabelecer uma interação maior.

    Obrigado por compartilhar a experiência.

    Responder

Chico Melo Melo

13 de dezembro de 2013 às 17h12

Paulo Pericles, vc tem razão. Mais nós militantes, iremos fazer a nossa parte e com certeza sairemos vitoriosos, tanto no executivo como no legislativo.

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Manuel Conceiçao

13 de dezembro de 2013 às 13h38

VAMOS COMEÇAR A COLOCAR ADESIVOS DO PT EM NOSSOS CARROS E NA FACHADA DAS NOSSAS CASAS!
VAMOS PARA AS RUAS COM A BANDEIRA DO PT.
ESTÁ NA HORA DA MILITANCIA DO PT VOLTAR ÀS RUAS.
A GLOBO VAI TENTAR MELAR A COPA E AS ELEIÇOES.
NAO VAMOS CRUZAR OS BRAÇOS.
VAMOS LEVAR CARTAZES CONTRA AS MANIPULÇOES A GLOBO.
A MAIOR INIMIGA DO PT E DO POVO BRASILEIRO É A REDE GLOBO.
ABAIXO A REDE GLOBO!

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Manuel Conceiçao

13 de dezembro de 2013 às 13h25

A militancia do PT tem que tomar as ruas… imediatamente. Vamos começar as eleiçoes de 2014 agora!
Vamos mostrar ao povo a importancia do PT continuar no PT.
A Globo e a oposiçao prepara um golpe para 2014.
Nao vamos cruzar os braços… vamos para as ruas com as bandeiras do PT.

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Reginaldo Henrique Dos Santos

13 de dezembro de 2013 às 14h58

Concordo em gênero, número e grau Gustavo Kaye!

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Gustavo Kaye

13 de dezembro de 2013 às 14h55

A imprensa só é livre se há democratização da comunicação. Se não há, a imprensa livre é figura de retórica para famílias historicamente golpistas e contra governos populares abusarem da manipulação e do uso da autocensura para direcionarem o jornalismo para seus interesses e contra o interesse público. Em minha opinião… a imprensa no Brasil hoje é livre para mentir, manipular, se indignar seletivamente, atacar seus inimigos, proteger e blindar os corruptos amigos, enfim, acabar com o verdadeiro jornalismo. Sob o olhar complacente dos jornalistas, que não reagem, pois perderam seus mecanismos de defesa e muitos aderiram ao sistema patronal por comodidade ou necessidade… Desalentador!

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Bartolomeu Lupepic

13 de dezembro de 2013 às 14h44

Sem democracia, não existe imprensa livre?

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Miguel Do Rosario

13 de dezembro de 2013 às 14h43

Sem democracia, não existe imprensa.

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Paulo Pericles

13 de dezembro de 2013 às 14h08

Acho que a esquerdas devem por obrigação moral ganhar de fato essas eleições faz mais deputados e senadores , para que possamos fazer de fato um profunda reforma no MP e no judiciário!

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Bartolomeu Lupepic

13 de dezembro de 2013 às 13h21

Sem imprensa livre, não existe Democracia.

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    maria maria

    13 de dezembro de 2013 às 12h28

    e com imprensa monopolica, mentirosa e fascista matamos a democracia. Todos os países desenvolvidos tem regulacao da imprensa. A constituicao brasileira proibe monopolios, é crime.

    Responder

Luiz M Barros

13 de dezembro de 2013 às 10h28

O que alimenta o PIG?
A mais convicta ideologia de que “os pobres o são pela sua própria culpa”. Que democracia é um sistema do “povo mas não pelo povo e menos ainda para o povão”. Em outras palavras de que são pobres pois não agem de acordo com as “regras” impostas pelo sistema. Pelos egoístas, pelos competidores desonestos que lançam mão de quaisquer motivos para manterem a desigualdade de renda das famílias e daqueles que por ingenuidade e má fé os apóiam repercutindo.
Daí a importância da blogosfera progressista como Luz para fulminar as trevas disseminadas peço PIG (partido da imprensa golpista)
Se após uma leitura de um post como este ainda não optarem pelos valores do novo ciclo de humanidade, farão jus às conseqüências de não evoluírem para a felicidade, permanecendo na psicopatologia que trás sofrimento e isolamento do conjunto.

Responder

Manuel Gomes

13 de dezembro de 2013 às 12h10

aos poucos voltaremos aos eixos

Responder

Gil

13 de dezembro de 2013 às 09h47

Na verdade, a larga maioria dos brasileiros votaram no partido criado para dar sustentação a ditadura, a Arena. Os desfiles (horríveis) de voluntários apoiando o golpe eram aplaudidos nas ruas. Eu estava no 1º ano do ginasial* e lembro dos professores desfilando com armas emprestadas pelo exercito. Lembro da cara deles.
Vai se fazer o que agora? Caçar os eleitores da Arena também?
Tem que punir torturadores e parar de buscar problemas com quem tenha “apoiado” a ditadura, isto é, a larga maioria da população brasileira a época, empresas, empresários, profissionais de todas as espécies.

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    Miguel do Rosário

    13 de dezembro de 2013 às 10h24

    Mentira, Gil. Saíram pesquisa do Ibope dizendo que Jango tinha alta aprovação popular. Enganaram a população. Você é prova viva disso. Não falo em “caçar” ninguém, mas de reestabelecer a verdade histórica e aprovar leis que restabeleçam o que foi destruído no regime: a pluralidade das informações, a liberdade de expressão.

    Responder

    Luiz Settineri

    13 de dezembro de 2013 às 11h28

    Desculpe, Gil, mas vivi na mesma época que vc. Meus pais até depositaram ‘ouro para o bem do Brasil’, mas a grande maioria de nosso povo estava do outro lado. Lembro ainda do ‘juramento à bandeira’, obrigatório, que foi por nós ensaiado: “A merda lá em casa está desta altura, ninguém aguenta mais esta ditadura’! Declamávamos com fervor!
    Deve ser só caso de escolha de amigos… Os meus detestavam a ditadura, desde seu início, os seus…
    E Viva o BraSil, viva LULA, viva Dilma! Vida longa ao PARTIDO DOS TRABALHADORES!

    Responder

      sonia divina

      14 de dezembro de 2013 às 01h23

      minha mãe era janista roxa apos a renuncia… Jango!todos ficamos chocadissimos com o golpe apesar de ser criança sabia que seria serio pois minha familia ficou revoltada e com medo

      Responder

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