Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Outro lado da pesquisa da Pew: Dilma melhor que a oposição

Por Miguel do Rosário

04 de junho de 2014 : 09h20

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Ontem eu publiquei um post mau humorado sobre uma pesquisa do instituto Pew que aponta a disparada do mau humor dos brasileiros. Entretanto, eu analisei apenas os primeiros dados da pesquisa. Ao que parece, a mídia também ficou só aí.

Nem tudo são flores para os urubus. Aécio e Eduardo Campos podem guardar a champagne de volta no freezer. A pesquisa apurou como anda o humor do brasileiro em relação à oposição e descobriu que Dilma vai melhor que seus adversários.

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O Cafezinho Espresso – Análise Diária de Mídia e Política – 04/06/2014 – Exclusivo para Assinantes, favor não reproduzir

 

O outro lado da Pew

Nem tudo são flores para os urubus. Como pensaria Neymar Jr ao ver Hulk se aproximar pela ponta esquerda: tudo tem outro lado.

No caso da pesquisa Dew, o outro lado está no capítulo 2. Nela, há cinco gráficos. O primeiro é bem negativo para Dilma. Os outros quatro são relativamente positivos. O que concerne à eleição é bastante positivo para ela.

Brazil-Report-12

Esse gráfico mostra um péssimo quadro para Dilma. Ela é mal vista em relação a quase todos os temas. Sua melhor performance, ironicamente, é justamente no campo onde a mídia mais a critica, na economia, mas mesmo assim, apanha feio nesse item.

Os índices me parecem um tanto exagerados, mas como dizem os advogados, por amor ao debate, vou acreditar neles.

Brazil-Report-13

A situação de Dilma começa a aliviar a partir do gráfico acima. Ele também sugere que os pesquisadores talvez tenham feito a pesquisa em zonas ricas. Vejam só: entre os mais pobres pesquisados (lower income – baixa renda), uma forte maioria aprova Dilma: 58%, contra 41% que não.

A aprovação de Dilma segue uma escala acentuadamente classista: mais ricos (61%) e mais escolarizados (70%) rejeitam a presidente.

A presidente também desfruta de forte aprovação no meio rural (61%), revelando que o problema da presidente continua ser a metrópole, onde a mídia tem mais poder e onde os problemas de mobilidade urbana são mais graves.

O Pew informa que dividiu a renda no país da seguinte maneira: o “lower-income / baixa renda” são aqueles com renda familiar abaixo de R$ 900; renda média entre R$ 900 e R$ 2.349; renda alta, acima de R$ 2.350. O salário mínimo no Brasil é de R$ 724.

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Esse gráfico traz notícias positivas para a presidente. Seus principais opositores, Aécio Neves e Eduardo Campos, são vistos menos favoravelmente que ela. FHC, principal cabo eleitoral de Aécio, é visto desfavoravelmente por 67% dos brasileiros. Lula, por sua vez, é visto favoravelmente por 66% dos entrevistados. O “Silva” é Marina Silva, ela segue empatada com Dilma no índice de “favorável” (51%), mas tem menor rejeição (37%) que a presidente (49%). Só que Marina não é candidata a presidente, mas a vice de Campos.

Barbosa é o nome com segunda melhor pontuação na pesquisa Pew, depois de Lula. O presidente do STF tem 60% de favorável e 26% de desfavorável.  Ele também não é candidato, embora possa vir a ser um cabo eleitoral da oposição – manobra arriscada, porém, porque traria dano à sua imagem de “juiz imparcial”.

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Ótimos números para o governo. O Bolsa Família está fortemente consolidado junto ao imaginário do brasileiro como uma conquista social positiva.

Brazil-Report-16

Estes números apenas aparentemente são bons para a mídia. Segundo a Pew, em 2010, 81% dos entrevistados tinham a mídia como uma “boa influência” para o Brasil. Hoje esse número caiu para 69%. Os brasileiros estão mais céticos e mais desconfiados, o que é um sinal de avanço democrático. Em democracias avançadas, a mídia é vista com forte desconfiança.  Interessante notar que a instituição com pior avaliação é o sistema judiciário.

*

A Pew também pesquisa a opinião dos brasileiros sobre os “protestos”. Os pobres e menos escolarizados desaprovam, os ricos e escolarizados aprovam, o que revela uma certa compreensão crescente da sociedade sobre o sentido político-partidário de algumas manifestações. Há também uma clivagem geracional forte: a juventude (18-29) tende a apoiar os protestos (52%), enquanto a maioria dos mais velhos (mais de 50) os vêem como uma coisa negativa. O campo desaprova protestos, as áreas urbanas apóiam. De qualquer forma, há uma divisão bastante equilibrada entre aprovação e desaprovação em todos os campos. Não há maioria substancial de apoio ou rejeição a manifestações em lugar nenhum. Um dado curioso é que a maioria das mulheres (51%) desaprovam os protestos, enquanto a maioria dos homens aprovam (também 51%). Este “conservadorismo” feminino (que aqui não deve ser interpretado no mau sentido), que eu sempre notei nas pesquisas, constitui um fator bastante favorável à Dilma, que tem uma imagem conservadora, de mulher séria e honesta. E é mulher.

ScreenHunter_3875 Jun. 04 08.51

*

Abaixo, três gráficos que revelam uma mudança brusca na percepção dos brasileiros, desde 2010.

ScreenHunter_3878 Jun. 04 09.06

Tradução: Crescente frustração com a direção do país e com as condições econômicas. Satisfeito / Insatisfeito. Current economica situation is / Situação econôimca está. Good / Boa X Bad / Ruim.

ScreenHunter_3877 Jun. 04 09.05

Observe que o “rising prices / preços crescentes” é, de longe, a principal preocupação dos brasileiros. Imagino que isso tenha a ver com o aumento da expectativa de consumo, que cresceu acima do poder aquisitivo. Além disso, há introdução de novos hábitos de consumo, sobretudo celular e internet, que passaram a pesar muito para as famílias.

ScreenHunter_3876 Jun. 04 09.00

Tradução: Menos vêem o Brasil como potência emergente. Brasil como uma das nações mais poderosas do mundo / será eventualmetne / já é / nunca vai ser. Repare que o percentual dos que responderam que o Brasil “nunca vai ser” cresceu de 20% para 37% de 2010 para 2014.

A íntegra da pesquisa Pew pode ser vista no documento embebido abaixo (ou aqui). Dêem uma olhada, porque traz comparações com a pesquisa feita em 2010 e algumas outras coisas que não estão no resumo.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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17 comentários

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Antonio Luiz

05 de junho de 2014 às 09h47

Como contribuição ao debate, anexo o link do site Muda Mais que, também, tece considerações sobre a pesquisa da Pew:

http://www.mudamais.com/divulgue-verdade/instituto-pew-quem-pia-no-nosso-terreiro

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Geuesle Gomes da Mata

05 de junho de 2014 às 11h28

Sempre melhor, é ela de novo 2014

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zuleica jorgensen

04 de junho de 2014 às 21h12

Estou logada e não consigo ler o texto inteiro. O que faço?

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    Miguel do Rosário

    04 de junho de 2014 às 21h48

    sua assinatura estava vencida, talvez por engano. já reabilitei. vou pedir para a monica verificar o que aconteceu. abs

    Responder

Vera Lúcia Piesanti Molinar

04 de junho de 2014 às 23h25

excelente essa charge, disse tudo. Vai Dilma!

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O que não tem censura nem nunca terá

04 de junho de 2014 às 19h50

Compartilhe, por favor:

Brasileiro de verdade, não vai ver a Copa na Globo.

Não Vai Ter Copa na Globo! #NaoVaiTerCopanaGlobo

https://www.facebook.com/oquenaotemcensuranemnuncatera/photos/a.533414766729898.1073741828.532021320202576/682513065153400/?type=1

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Francisco Barbosa

04 de junho de 2014 às 16h08

OUTRO LADO DA PESQUISA ??? eh um trabuco no rabo da DILMOCREIA !!! kkkkkkkkkkkk se fuderam PeTralhas !!!!

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Francisco Barbosa

04 de junho de 2014 às 16h08

OUTRO LADO DA PESQUISA ??? eh um trabuco no rabo da DILMOCREIA !!! kkkkkkkkkkkk se fuderam PeTralhas !!!!

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Antonio Luiz

04 de junho de 2014 às 12h25

A pesquisa pode até ser verdadeira ou confiável atendo-se ao que ela propõe. Vejo que ela não se diferencia muito daquelas que são feitas por aqui, a não ser que agora são os americanos que diretamente fornecem guarida aos manipuladores locais. Exemplo parecido aconteceu e acontece com a sublime preocupação que têm os europeus The Guardian, Financial Times e etc em dar retaguarda à mídia brasileira em sua faina diária de desconstruir os feitos do governo brasileiro.

No caso desta pesquisa, afora outros aspectos, a coincidência está no fato de que se credita à “Dilma” tudo que se refere à administração da Nação como saúde, a criminalidade, educação, transporte público. Até parece que quando se elege um presidente no Brasil, governadores, prefeitos e etc seriam por ele automaticamente nomeados. Ou seja, neste caso a pesquisa atribui a Dilma responsabilidades que, em grande parte, não são apenas dela. Deduzo que a questão colocada ao entrevistado trazia consigo esse “desvio” metodológico, sobre o qual ele não teve o poder de questionar, como sempre acontece.

Resumindo, para mim esta pesquisa é apenas uma a mais que vem corroborar com o impune ambiente de pesquisas eleitorais no Brasil: corrompe-se fatos e consciências para se resgatar consciências desgarradas aos “novos” resultados obtidos.

Agora é também o PEW.br!

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Douglas S. Sousa

04 de junho de 2014 às 15h03

Governador Agnelo, CHAME OS 200 APROVADOS DA PCDF PARA O CURSO DE FORMAÇÃO, A POPULAÇÃO DO DF CLAMA POR MAIS SEGURANÇA. CONHEÇA O CASO: https://www.facebook.com/aprovadospcdf2014.blogspot.com.br

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sergio

04 de junho de 2014 às 11h24

Fui conferir um vídeo estrangeiro sobre “a febre do futebol” do brasileiro, com imagens de incríveis chutes e acertos em lugares difíceis, e me surpreendi com a quantidade de coxinhas falando mal e queimando a imagem do Brasil.. Junto aos coxinhas, alemães falando mal de nós e os canalhas coxinhas apoiando. Vejam por si mesmos:
https://www.facebook.com/photo.php?v=10152590654069179&set=vb.104653344178&type=2&theater

Eu gostaria de perguntar a Dilma Rouseff: E aí? Valeu a pena essa estória de Controle remoto???

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Diego Paes

04 de junho de 2014 às 13h13

poots Miguel, na segunda feira me senti bem assim “tôfraco”. Depois de mais de uns 4 meses ‘limpo’, resolvi ler Painel da Folha. Fiquei lendo umas 2h e bateu um desespero e depressão. Parecia que eu estava lendo sobre a Grécia ou algum país num pós-Guerra!.. sei lá!

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Grimalde Carvalho

04 de junho de 2014 às 12h52

kkkkkkkkkkkk

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Roberto

04 de junho de 2014 às 09h40

Você ta parecendo tucano com esse negócio de assinatura…
:)

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    Miguel do Rosário

    04 de junho de 2014 às 09h45

    Vou fingir que não ouvi isso, ok?

    Responder

Manelito Magalhaes

04 de junho de 2014 às 09h31

Ninguém assiste a copa na Globo. Pessoal, vamos dar uma pancada segura na infeliz da Rede Globo.
Nao assistam a copa na Globo. Vamos combinar isso.É importantíssimo

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