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A conjuntura política Frankstein

Por Miguel do Rosário

27 de novembro de 2015 : 16h18

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Análise Diária de Conjuntura – 27/11/2015

Na definição de um amigo, a conjuntura política nacional tornou-se uma espécie de Frankstein, um monstro incompreensível, agressivo, dotado de membros e cabeça oriundos de diversos corpos.

A prisão do senador petista Delcídio Amaral e do banqueiro Andre Esteves provocou perplexidade tanto no Congresso (governo e oposição) quanto na elite econômica.

Andre Esteves era amigo do Aécio. Por que a imprensa, que tratou José Carlos Bumlai apenas como “amigo de Lula”, não noticiou que Andre Esteves era “amigo de Aécio”, ou antes, era seu padrinho de casamento e havia pago sua lua de mel em Nova York?

Estou aqui em Belo Horizonte, participante de um seminário sobre mídia promovido pelo Sindicato de Professores das Universidades Federais de Belo Horizonte e Montes Claros (Apubh). Como sempre acontece quando venho à BH, os relatos sobre a brutalidade de Aécio Neves e seus amigos no Judiciário contra a liberdade de imprensa são estarrecedores. O jornalista Modesto Carone ficou preso um ano sem sequer uma acusação, apenas porque editava um jornal (o Novo Jornal) que fazia críticas e denúncias à gestão do tucano em Minas.

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Ainda há graves denúncias contra Aécio e seus familiares, que nunca foram devidamente apuradas. Quando há muita pressão social, as autoridades abrem inquérito, apenas para satisfazer a opinião pública, mas arquivam sempre.

Semana passada, o Ministério Público de Minas arquivou inquérito contra o aecioporto. É sempre assim.

No Valor, foi publicada matéria há poucos dias, com uma análise sobre as perspectivas de aprovação de leis importantes para o governo. O título é “Mudança na meta fiscal tem alta chance de aprovação” e estima que existe forte chance de aprovação, para o governo, de leis que ajudarão a estabilizar a política brasileira.

É claro que os terremotos da Lava Jato bagunçam todos os cenários, prejudicando inclusive a recuperação econômica.

Entretanto, a economia, mesmo sob o impacto do terrorismo político da mídia, tenta entrar nos eixos. Hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV) publicou o IGP-M, que é um dos índices de inflação mais importantes do mercado, depois do IPCA, do IBGE.

Segundo a FGV, a inflação em novembro ficou em 1,52%, o que representa uma desaceleração substancial em relação aos 1,89% registrados em outubro.

Hoje o Banco Central publicou o seu boletim Nota de Política Monetária, em que analisa a evolução do crédito e da inadimplência.

Tanto o crédito quanto a inadimplência estão estáveis. A inadiplência cresceu apenas 0,2% em dozes meses. Não é nenhum fim do mundo, considerando que foram os piores doze meses em muito tempo, sobretudo em função do terrorismo midiático e da instabilidade política.

Na análise anterior, eu trouxe dados divulgados pela Nota do Setor Externo do Banco Central, divulgada ontem. É incrível como houve manifestações agressivas contra isso. As pessoas tem ódio que se divulgue dados positivos sobre o Brasil.

Os números, contudo, podem ser conferidos na página do BC. Reitero algumas informações divulgadas lá. Os investimentos diretos no país, segundo o BC, injetaram 6,7 bilhões em ingresos líquidos em outubro. É um valor recorde. Em 12 meses, foram US$ 71 bilhões, outro recorde. Quem diz é o Banco Central, com base em documentos do registro da entrada desses valores.

Os coxinhas não acreditam, ou fingem não acreditar. Um deles comentou que era dinheiro da China. Não é. A China promete muito, mas na prática ainda tem investido pouco no Brasil. No ranking de países que mais investem no Brasil, em participação no capital das empresas nacionais, a China está em 24º lugar. Neste quesito, os maiores investidores no Brasil tem sido, por ordem de importância, Países Baixos (Holanda), Espanha, Estados Unidos, Luxemburgo, Japão, França, Reino Unido, Alemanha e Noruega.

Ou seja, o mundo continua investindo pesado no Brasil, apesar do terrorismo político da nossa mídia, porque ele sabe que há, no país, enorme potencial de crescimento econômico.

As reservas internacionais brasileiras totalizaram US$ 371 bilhões em outubro, aumento de US$ 360 milhões em relação ao mês anterior.

A dívida externa bruta do Brasil totalizou US$ 350,3 bilhões, redução de US$ 355 milhões em relação a setembro.

Ou seja, em meio à maior crise política dos últimos anos, nossas reservas internacionais estão crescendo e nossa dívida externa, caindo.

Mais importante: a dívida externa de curto prazo declinou US$ 588 milhões, para US$ 63,8 bilhões.

Ou seja, os fundamentos da economia brasileira não apenas se mantém sólidos, como estão ainda mais sólidos do que antes.

A inflação está alta, mas em queda. Reservas em alta. Dívida externa em baixa. O Banco Central, pela primeira vez em bastante tempo, decidiu não elevar os juros, o que é um sinal de que poderá iniciar, a partir de agora, um movimento de redução das taxas.

A taxa Selic está em 14,25%. É muito alta! Mas já chegou a 45% na gestão de Armínio Fraga, durante o governo FHC!

Na verdade, esses 14,5% ainda é menor do que as taxas médias anuais de todo o período FHC!

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O apocalipse que a mídia vende é uma mentira. A economia brasileira é sólida. Crises, sempre haverão, porque são inerentes ao regime capitalista. Quantas crises econômicas os Estados Unidos já não viveu? As próprias crises apontam saídas.

O nosso problema é essencialmente político. Sobre isso falaremos em outras análises.[/s2If]

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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1 comentário

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reginaldo

28 de novembro de 2015 às 11h58

Eu tenho a impressão que o governo não sabe o peso da mídia neste contexto todo.

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