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Bolsas caem em todo mundo

Por Miguel do Rosário

15 de janeiro de 2016 : 18h30

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Análise Diária de Conjuntura – Tarde – 15/01/2016

O capitalismo mundial volta a experimentar profunda crise, com as bolsas caindo no mundo inteiro.

A novidade é que desta vez a China, que até então vinha escapando dessas turbulências, entrou na roda.
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No Brasil, a bolsa experimentou também forte queda, puxada por Vale e Petrobrás. A estatal vive dias inglórios, em virtude da queda recorde do preço do petróleo, que chegou a ser cotado a US$ 29 durante o pregão.

O dólar comercial, por sua vez, subiu 1,57% na relação com o real, atingido R$ 4,05.

O imperialismo americano conseguiu a proeza de praticamente destruir a OPEP (Organização dos Países Produtores de Petróleo), em virtude da desestabilização que promoveu no oriente médio e da cooptação da Arábia Saudita, que passou a ignorar o acordo com seus vizihos e a vender petróleo sem nenhum tipo de controle.

Com isso, os EUA produziram crise profunda não apenas em países islâmicos que eles consideram seus adversários, em especial o Irã (cujas sanções deverão ser retiradas em breve), mas também na Rússia, na Venezuela, além de atingir as pretensões petroleiras do Brasil.

No caso do Irã, o país deverá experimentar o levantamento das sanções contra sua economia num momento em que seu principal produto de exportação, encontra-se com preço mais baixo em muitos anos.

No caso do Brasil, o problema concentra-se na Petrobrás, a qual, no entanto, tem muita gordura para queimar, além da vantagem de obter lucros na venda de derivados.

Do ponto-de-vista da produção, contudo, a estatal nunca foi tão competente: em 2015 bateu outro recorde de produção, que atingiu 2,128 milhões de barris por dia, superando a meta da companhia.

Pena que os negócios com petróleo não dependam apenas da competência das empresas, mas do jogo bruto da geopolítica global.

Diante do cenário adversário, o Brasil deverá deslocar o eixo de seus investimentos, saindo um pouco do petróleo e sua indústria e aplicando no setor de mobilidade urbana, com ênfase no transporte ferroviário, como trens de superfício, vlts, metrôs, etc.

A mídia brasileira, que é o partido da elite, tenta faturar com a crise, como de praxe, empurrando um problema de dimensão mundial para o governo, que vê como adversário político de seus projetos de manter as coisas como sempre foram.

Em café da manhã com jornalistas, o segundo do ano, a presidenta Dilma mencionou o principal trunfo do governo: a liberação de crédito dos bancos públicos, que se ampliou muito após o pagamento na íntegra das chamadas “pedaladas fiscais” 2015. Todo o dinheiro injetado pelo Tesouro nos bancos, para quitar as pedaladas, agora pode se converter em crédito para ativar a economia.

Dilma também acenou para os investidores internacionais com uma reforma da previdência, um tema explosivo em qualquer país, mas que precisa ser enfrentado por todos os governos, por causa do aumento do tempo de vida das populações. No caso do Brasil, o aumento da longevidade foi brutal, e naturalmente pesa na previdência.

Por outro lado, a presidenta deixou claro, na entrevista, que o governo passará a dar mais atenção a questão do emprego, rompendo com a frieza que predominou sob a gestão de Joaquim Levy à frente da Fazenda. Isso pode significar o anúncio de créditos para obras de infra-estrutura e projetos de moradia popular, que tem potencial para gerar grande número de postos de trabalho em pouco tempo.

No front político, Ricardo Ferraço, um dos senadores do PMDB mais alinhados à oposição e à extrema direita ideológica, anunciou sua saída do partido. A decisão marca a derrota da ala golpista do PMDB, e a consolidação de Renan Calheiros como principal liderança da legenda.

O discurso de Ferraço é abertamente golpista, mas choroso, nervoso, derrotado. Faria mais sentido se fosse pronunciado meses atrás. Hoje, soa apenas como o discurso de alguém que perdeu espaço no partido.

Ele convocou o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, a seguir o seu caminho; ao fazê-lo, porém, cometeu um erro grosseiro. Se Hartung sair do PMDB, estará se alinhando a um movimento golpista já derrotado, e se isolando perigosamente em relação ao conjunto dos governadores, os quais, em sua maioria esmagadora, não querem o golpe. Se não sair, Hartung deixará Ferraço isolado, além de derrotado duas vezes.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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2 comentários

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Wagner Moraes

15 de janeiro de 2016 às 20h25

Miguel Rosário, acho que se deve considera, do poto de vista do cenário econômico e politico mundial, o interesse que China tem numa deflação mundial, com a derrubada dos preços do petroleo que provoca alto do dolar no mundo. Não deve ser entendido, apenas como resultado da politica externa estadunidense. China também se beneficia de tudo isso. 4 trilhoes de dolares em titulos estadunidenses.

Responder

    Hell Back

    15 de janeiro de 2016 às 23h22

    A China tenta enxugar o excesso de dólares para manter a sua moeda, o renminbi, desvalorizado e assim tornar as suas exportações competitivas.

    Responder

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