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Brasília - Os ministros do Comercio exterior, Armando Monteiro, do Planejamento, Valdir Simão, da Fazenda, Nelson Barbosa e da Agricultura, Katia Abreu , durante coletiva no Planalto (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Notas anti-apocalípticas: Governo anuncia medidas de crédito para injetar R$ 83 bilhões na economia

Por Redação

29 de janeiro de 2016 : 13h15

por Wellton Máximo, na Agência Brasil*

Para impulsionar a produção e recuperar o crescimento, o governo anunciou hoje (28) medidas de estímulo ao crédito que injetarão R$ 83 bilhões na economia. Algumas ações de estímulo foram anunciadas mais cedo pela presidenta Dilma Rousseff, no encerramento da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão.

A medida que, segundo o governo, terá mais impacto sobre a economia é a agilização da aplicação dos recursos do Fundo de Infraestrutura do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) em empreendimentos da área e a simplificação da emissão de debêntures de infraestrutura, que liberará até R$ 22 bilhões. Essa medida, no entanto, necessita de aprovação do Congresso Nacional.

Em segundo lugar, está a autorização para que parte da multa rescisória do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), paga em demissões sem justa causa, possa ser usada como garantia para o crédito consignado – com desconto das parcelas diretamente no salário – por trabalhadores do setor privado. A expectativa do governo é que a medida resulte na injeção de R$ 17 bilhões em crédito.

Em seguida, vem a abertura da linha de crédito para refinanciar as prestações do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) e do Programa de Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame), que deverá resultar em empréstimos de R$ 15 bilhões.

O governo também anunciou o reforço da concessão de crédito por bancos públicos com taxas menores que as de mercado. Os principais setores beneficiados serão as micro e pequenas empresas, a construção civil, os exportadores e o agronegócio.

A retomada da linha de pré-custeio agrícola do Banco do Brasil deverá injetar mais R$ 10 bilhões e a aplicação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em Certificados de Recebíveis Imobiliários deverá impulsionar o crédito habitacional também em R$ 10 bilhões.

A reabertura da linha do BNDES para financiar capital de giro de empresas com garantia do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) e com redução das taxas de juros deverá resultar na liberação de mais R$ 5 bilhões. Por fim, o aumento do prazo máximo de pagamento e a redução da taxa de juros da linha de pré-embarque de produtos exportados injetará R$ 4 bilhões.

Segundo o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, as medidas não resultarão em custo para o governo porque os financiamentos terão taxas de mercado e o governo está apenas simplificando procedimentos e reduzindo riscos, o que ajuda o próprio mercado a reduzir as taxas de juros. “Em relação ao crédito, a maior parte das iniciativas são administrativas. Sem gerar custo adicional para os contribuintes brasileiros. Queremos usar melhor os recursos disponíveis”, declarou.

Com 47 empresários e 45 representantes da sociedade civil e das centrais sindicais, o Conselhão é um fórum de discussão sobre medidas a serem adotadas para recuperar o crescimento econômico. Depois de um ano e meio sem reuniões, o colegiado foi reativado recentemente pela presidenta Dilma. Segundo o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, deverão ser feitas quatro reuniões no ano. A próxima será em abril.

* Colaboraram Paulo Victor Chagas e Sabrina Craide

Edição: Luana Lourenço

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13 comentários

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Enio

30 de janeiro de 2016 às 14h04

A elite criminosa tem MEEEEDO do povo brasileiro com Lula 2018. #LulaEuConfio

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Wilson Menezes

29 de janeiro de 2016 às 20h18

dizem que PSDB e depois PT tiraram dinheiro da Previdência e jogaram no caixa único para gastos. Que se ferre o fundo da Previdência Social. Agora, o mesmo com o FGTS? Vão raspar esse fundo também??

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Wilson Menezes

29 de janeiro de 2016 às 20h18

dizem que PSDB e depois PT tiraram dinheiro da Previdência e jogaram no caixa único para gastos. Que se ferre o fundo da Previdência Social. Agora, o mesmo com o FGTS? Vão raspar esse fundo também??

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    Roberto Penno

    29 de janeiro de 2016 às 23h27

    Dinheiro da previdência construiu Brasilia, Itaipu,…mas ela é superavitária. Precisa reforma sempre. Na europa ninguém se aposenta antes dos 60 anos, aqui fhc com 38…

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Hell Back

29 de janeiro de 2016 às 17h10

Não fujam do assunto. E o triplex do Lula como é que fica? Essas notas anti-apocalípticas não são só prá despistar?
Bem feito pro Lula. Se ele tivesse comprado um apartamento no mesmo condomínio do apartamento do FHC em Paris, nada disso estaria acontecendo. rsrsrs

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José Ubaldo Regino Júnior

29 de janeiro de 2016 às 18h17

Agora a crise passa. Parabéns à equipe econômica Brasileira.

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Raimundo Freitas Freitas

29 de janeiro de 2016 às 18h16

A grande maioria dos Economistas de renome, acha que mais uma vez não vai dar certo. Provavelmente é golpe!

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Jakelan Da Keithen

29 de janeiro de 2016 às 16h22

Isso só incentiva o rentismo. Empresas não vão contratar e nem aumentar a capacidade por um dinheiro que vai sumir no final de 2016.

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Luiz Tsutomu Nakagawa

29 de janeiro de 2016 às 15h54

ETA PROPAGANDA ENGANOSA, CREDITO SÓ SERVIRÁ PARA PAGAR O NEGATIVO, PORTANTO O QUE SOBRARÁ PARA ENTRAR NA ECONOMIA BRASILEIRA?

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