Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Uma semana turbulenta

Por Miguel do Rosário

17 de fevereiro de 2016 : 12h43

[s2If !current_user_can(access_s2member_level1) OR current_user_can(access_s2member_level1)]Análise Diária de Conjuntura – 17/02/2016

Está sendo uma semana bastante turbulenta, como já era esperado, já que todas as tensões políticas acumuladas desde o final do ano passado, estão explodindo agora.

A manifestação em Barra Funda, São Paulo, com presença de militantes pró e anti Lula, é a cara do momento. [/s2If]

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Um membro do coletivo Jornalistas Livres registrou a frase de um dos manifestantes anti-Lula, trajando camisa amarela e segurando cartaz com pixuleco: “Temos a Veja que é nossa voz.”

As imagens captadas pelo repórter Marcos Alves, do Globo, mostram ativistas anti-Lula segurando cartazes com dizeres hostis ao comunismo e pedindo intervenção militar. Em inglês…

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Segundo relatos, manifestantes anti-Lula são ridícula minoria, enquanto os pró-Lula superam duas mil pessoas.

O promotor paulista que está perseguindo Lula, Cassio Conserino, e que acaba de ser censurado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), decidiu dar entrevista coletiva em que desafia a autoridade do CNMP, ou seja, infringindo novamente a ética e a própria constituição, que obriga membros do MP a respeitarem decisões do CNMP. Na coletiva, Conserino reitera a atitude delinquente que levou o CNMP a derrubar o depoimento de Lula: ele faz prejulgamento.

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O Globo publica hoje uma entrevista com Jorge Picciani, presidente do PMDB no estado do Rio, na qual ele responde a seguinte pergunta:

Picciani: O que o senhor acha do governo Dilma?

Não tenho enxergado crime de responsabilidade nos fatos que imputam a ela. Em 2018, vou defender que o PMDB tenha candidato. Se não tiver, vou procurar um candidato que seja alternância de poder. Se todo mundo que for mal avaliado for tirado do governo, eu acho que hoje não fica nenhum governador e saem 4.900 dos 5 mil prefeitos.

Picciani é um dos pilares de uma direita não-golpista, e que tem uma meta para 2018. Uma ruptura agora atrapalharia seus planos.

A chamada principal da entrevista é uma crítica ao governador Luiz Fernando Pezão, mas se a lermos com cuidado, é apenas uma jogada astuta de Picciani para ampliar sua presença no governo do Estado, além de se cacifar como articulador principal, junto com o próprio Pezão, na liderança do PMDB na Câmara.

Muita coisa vai depender desta eleição, que divide o PMDB em dois pólos bastante hostis: golpistas e não golpistas. O governo licenciou o ministro da Saúde, Marcelo Castro, para votar em favor de Leonardo Picciani, o adversário do grupo de Eduardo Cunha. Pezão e Eduardo Paes também lideraram secretários para que voltem à Câmara e votem em favor de Picciani.

Só que agora há outra front de batalha, para onde já estão se movendo as forças golpistas: é o TSE, onde será julgada a validade da eleição presidencial de 2014. Em editorial hoje, O Globo joga lenha na fogueira, e se posiciona abertamente e previsivelmente contra o governo.

Entretanto, há muita confusão nesse tema. Mais uma vez, setores golpistas tentarão criar uma novidade jurídica para atingir seus objetivos, e usarão os holofotes para atropelar qualquer crítica. A novidade é criminalizar o caixa 1.

No front econômico, más notícias chegam de toda a parte. O IGP-10, índice de inflação medido pela Fundação Getúlio Vargas para os primeiros dez dias do mês, registrou alta de 1,55% em fevereiro, contra 0,69% em janeiro. Em fevereiro de 2015, a variação foi de 0,43%. Em 12 meses, o IGP-10 registrou alta de 12,05%.

Há um ou outro ponto positivo no IGP-10, contudo. A inflação foi puxada muito pelo milho, tarifa de ônibus, tomate. Mas alguns itens ainda mais importantes para a alimentação registraram queda de preço, como aves, suínos e carne bovina. A inflação do item aves (cujo principal produto é o frango) registrou queda de 4,62% em fevereiro, depois de já ter caído 0,92 em janeiro. O preço da carne bovina caiu 1,54% em fevereiro, depois de ter sido reajustada para cima em 1,19% em janeiro.

 

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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2 comentários

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Sertanejo/PE

17 de fevereiro de 2016 às 14h36

Esses coxinhas não passam de um bando de debiloides.

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Mauricio Gomes

17 de fevereiro de 2016 às 13h58

Tem que dar um pau nesses coxinhas e adoradores de ditadura militar. Viva Lula!

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