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Nelson Barbosa, há um golpe em curso, sabia?

Por Miguel do Rosário

24 de março de 2016 : 18h31

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Análise Diária de Conjuntura – 24/03/2016

Hoje vou fazer uma análise fechada para assinantes, para convencer mais leitores a fazerem uma assinatura. E tambem porque hoje vou trazer alguns fatos sensíveis neste momento. São algumas críticas duras que preciso fazer ao governo, mas que é melhor tratarmos com discrição para não botar mais areia no caminhão dos golpistas. 

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A principal crítica é a seguinte.

Em plena crise política, com o futuro do governo por um fio, e dependendo da mobilização do campo progressista, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, mandou para o Congresso, na última segunda-feira 21, um projeto de lei profundamente conservador. É o Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/2016, que pode ser votado já na próxima terça-feira 28. 

É mais um daqueles inexplicáveis tiros no pé que o governo vem dando em si mesmo desde que iniciou a nova gestão. 

Há reformas que precisam ser feitas, mas o momento pede um mínimo de inteligência e sensibilidade política do governo. 

A instabilidade política tem sido o principal problema da economia brasileira. E ela apenas será vencida se o governo conseguir reunir um mínimo de sustentação social, que compense a situação difícil no parlamento e na mídia.

Além disso, a economia enfrenta problemas que pedem soluções urgentes. 

Nelson Barbosa está traindo, além disso, um acordo político firmado entre a presidenta Dilma e o novo ministro da Casa Civil, Luis Inácio Lula da Silva, que deverá ser reempossado semana que vem. 

Por que Barbosa está fazendo isso?

O acordo para ida de Lula ao governo seria uma mudança na política econômica. Esses projetos de austeridade fiscal seriam engavetados, e o governo se comprometeria a lançar uma agenda positiva, para gerar empregos rapidamente. 

As informações que eu tenho é que a própria presidenta pediu a Lula para entrar no governo e ajudá-la a superar a crise política e econômica. E ela deu carta branca para Lula mudar a política econômica. 

Essa é a razão pela qual a direita golpista não quer deixar Lula assumir. Ela tem medo de que ele consiga fazer o governo andar. 

Os movimentos sociais e a sociedade civil organizada tem conseguido protagonizar uma mobilização em prol da democracia sem paralelo na história contemporânea, sobretudo se considerarmos o fator tempo. 

Os golpistas apenas conseguem se reunir num domingo, para tirar selfies com polícia. A sociedade antigolpista tem se reunido diariamente, realizado milhares de debates em todo país, tentando conter o golpe midiático jurídico em curso.

Para esse golpe ser derrotado, o governo precisa oferecer uma narrativa de mudanças para o seu campo e para toda a população. 

A narrativa depressiva que o governo tem oferecido é uma armadilha da mídia. É o golpe, na verdade, que acua e amendronta o governo e o pressiona a seguir por um caminho que o afunda cada vez mais. 

O governo precisa se libertar dessa armadilha política em que a mídia o meteu. 

O Brasil precisa de um choque de otimismo!

Do que adianta os movimentos sociais conterem o golpe, se o governo se golpeia a si mesmo?

Dilma e Nelson Barbosa ainda não entenderam que a questão política é um elemento crucial? Sem estabilidade, sem emprego, todas as contas públicas irão par ao beleléu e, pior, a democracia será engolfada por muitos anos de instabilidade política e econômica?

As reformas fiscais e previdenciárias podem ser feitas mais tarde, num ambiente de maior serenidade, e o ideal é que o governo vá aprovando ponto a ponto, discutindo com a sociedade, mas sem trazer um pacotão que apenas serve para assustar o corporativismo estatal. Não é inteligente.

Tecnocracia tem limite, ministro!

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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