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Comissão do Impeachment vem marcada pelo estilo Cunha: golpista e trapaceira

Por Miguel do Rosário

08 de abril de 2016 : 18h01

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Análise Diária de Conjuntura – 08/04/2016

Os golpistas bem que tentaram se livrar de Eduardo Cunha, na tentativa de travestir um crime contra a soberania popular, contra o voto de milhões de brasileiros, contra a democracia, com roupas “legais” e uma narrativa de “luta contra a corrupção”.

Não conseguiram. [/s2If]

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Inclusive porque talvez não tenham se esforçado muito, já que dificilmente o impeachment prosperaria sem a falta de escrúpulos de um Eduardo Cunha, um gênio do mal que não tem reputação a guardar, e que, por isso, se presta a atropelar regimentos, regras, leis, bom senso, tocando um processo de impeachment a toque de caixa, enquanto prorroga indefinidamente o seu próprio julgamento no conselho de ética.

O posicionamento de Rodrigo Janot, procurador-geral da República, confirma tese que vinha circulando há tempos na internet: Janot integra o núcleo do golpe. Com isso, várias peças no quebra-cabeça se tornam mais claras.

A presença de Janot no golpe explica a guinada profundamente golpista da Lava Jato, por exemplo, transformada em uma operação fortemente instrumentalizada politicamente, cujas ações se ajustam, milimetricamente, à agenda do golpe.

Tanto é que se pode esperar, tranquilamente, novas ações da Lava Jato até o momento da votação do impeachment.

A ameaça de Eduardo Cunha, de que entrará com novos processos de impeachment caso a votação marcada para o dia 17 não prospere é sinal de que ele sentiu o cheiro de derrota, e tenta consolar suas tropas brandindo novas batalhas.

A verdade, porém, é que a derrota na votação do impeachment, dia 17, terá um impacto tão profundo na conjuntura política brasileira que será inviável, para Cunha, começar tudo de novo. Primeiro: é desrespeito com o próprio parlamento. Segundo, representaria uma molecagem tão explicitamente canalha, que isolaria o movimento do impeachment aos núcleos mais radicais e fanatizados.

Neste momento, a comissão de impeachment está reunida. É uma sessão absolutamente golpista. O relator da comissão, Jovair Arantes, um deputado do PTB ligado a Carlinhos Cachoeira, já tinha o relatório preparado antes de receber a defesa da presidenta Dilma, feita pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Tanto é que não deu nem um dia para analisar a defesa da presidenta.

É tudo uma farsa, cheia de excepções e atropelos, cuja narrativa apenas se mantém de pé por causa do apoio editorial dos grandes meios de comunicação, que abafam qualquer tipo de crítica.

A tática dos golpistas agora é a guerra psicológica, tentando criar uma atmosfera de vitória para uma votação na qual a oposição tem poucas chances de vencer.

Claro que tudo pode acontecer. As acusações de próceres da oposição contra o pagamento de propina a deputados para votarem em favor do governo serve, na verdade, de manto para o jogo sujo dos golpistas, suspeitos desde já de transformarem o impeachment num balcão de negócios.

Na segunda-feira, haverá grande manifestação no Rio de Janeiro, com a presença de Lula e Chico Buarque.

A política muda a cada minuto.

Mas a guerra de narrativa, a mais importante a meu ver, foi perdida pela mídia.

Caso o golpe aconteça (toc, toc, toc), ele ficará indelevelmente manchado pelo jogo sujo de Eduardo Cunha, aliados corruptos, PSDB e mídia.

O risco de golpe produziu um campo político antigolpe extremamente sólido, unificado e forte, que tenderá a crescer de maneira extraordinária em caso de golpe real.

Ressabiados com possível derrota do plano A, o impeachment, os golpistas já preparam o terreno para o plano B, a cassação via TSE.

Gilmar Mendes já iniciou seu périplo pelos jornalões, fazendo dobradinha com a Lava Jato, alardeando uma corrupção “jamais vista”… deitando falação fora dos autos sobre um processo que ele ainda vai julgar.

As contas de Dilma, porém, já foram aprovadas diversas vezes. A delação da Andrade Gutierrez, empreiteira muito mais ligada ao PSDB do que ao PT, fala em caixa 1.

A Lava Jato e o TSE terão que trazer mais uma exceção a um judiciário que já atua como se estivéssemos num Estado de Exceção: criminalizar o caixa 1 eleitoral.

Não acredito que conseguirão. E terão ainda mais dificuldade de emplacarem essa tese no Supremo Tribunal Federal.

A verdade é que os golpistas estão perplexos com a reação democrática à tentativa de golpe.

A força da reação, que surpreende o núcleo golpista, se explica porque a esquerda já não está sozinha na luta contra o golpe: a ela se juntou os setores genuinamente liberais da sociedade.

Há liberais progressistas no país, talvez em maior número do que há esquerda propriamente dita. Liberais de verdade, e não esses fantoches conservadores de jornal, tão parecidos aos nossos liberais do século XIX, que açoitavam escravos de dia e faziam festinhas pela liberdade à noite.

Esses liberais de araque são na verdade obtusos e venais conservadores de espírito autoritário, que assistem à derrocada dos direitos e garantias, promovida pela Lava Jato, com a mesma cumplicidade com que os liberais novecentistas assistiam traficantes de escravos desembarcarem no porto do Rio.

Não são liberais. São oportunistas.

Assim como não são verdadeiros liberais os que sonham entregar nossos recursos e nossa soberania a potências estrangeiras.

Isso não é liberalismo, é entreguismo. [/s2If]

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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2 comentários

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Gustavo Horta

10 de abril de 2016 às 18h21

E ELES NÃO GOSTAM QUANDO IDENTIFICADOS AOS FASCISTAS, AOS NAZI-GESTAPO…PROPÕEM LINCHAR A SENADORA PETISTA E VÃO ÀS VIAS DE FATO EM CURITIBA

A direita e seus fascistas contumazes!!
Acorda Brasil!
É nisso que eles querem transformar o nosso país!

>> https://gustavohorta.wordpress.com/2016/04/03/mais-uma-fascista-apenas-mais-uma-na-quadrilha-que-tenta-de-apoderar-da-nacao-brasileira/

>> https://gustavohorta.wordpress.com/2016/04/08/e-eles-nao-gostam-quando-identificados-aos-fascistas-aos-nazi-gestapo-propoem-linchar-a-senadora-petista-e-vao-as-vias-de-fato-em-curitiba/

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Adansil Rover

10 de abril de 2016 às 00h19

O que mais me intriga é ver como um ladrão e mafioso, como este Cunha, consegue dominar completamente cerca de 180 deputados federais, que não passam de meros lacaios desta figura demoníaca. Ao que sabemos, o seu dinheiro podre, fruto dos roubos dos cofres públicos, comprou a eleição e a alma destes políticos, sem moral nenhuma. Mas o que é mais intrigante e preocupante é ver como este crápula tem todos os “deputados evangélicos” sob seu completo domínio. Sabemos que também foram eleitos graças ao dinheiro sujo deste salafrário. Mas estes políticos pastores se dizem servidores do SENHOR DEUS e servem fiel e cegamente a este ser diabólico e sem limites. Quer dizer que estes ditos pastores, na realidade não acreditam em nada daquilo que pregam, pois servem a este político inescrupuloso e extremamente maquiavélico. Isto não condiz em hipótese alguma, com os preceitos religiosos que pregam, pois estão servindo a dois senhores ao mesmo tempo. Ou seja, estão servindo a DEUS e ao diabo, ao mesmo tempo, como se isso fosse possível e se quer admissível. Só posso chegar a uma conclusão: o dinheiro podre deste ser abominável, comprou não só a consciência destes políticos, mas também as suas almas, se é que realmente eles creiam que exista uma.

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