Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Durante a palestra Brasil, Qual Será o Seu Futuro?, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou não ser pessimista em relação ao país. Segundo ele, o Brasil tem um "potencial enorme" (Wilson Dias/Agência Brasil)

Surpresa! Instituto FHC arrecadou milhões com lei que os tucanos, agora, tentam atacar

Por Miguel do Rosário

28 de maio de 2016 : 09h28

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Instituto de FHC foi beneficiado por lei que PSDB quer investigar

No blog de Fernando Molica

O Instituto Fernando Henrique Cardoso arrecadou quase R$ 12 milhões com base na Lei Rouanet, mecanismo de incentivo fiscal que 25 deputados do PSDB querem investigar em uma CPI. As doações foram feitas entre 2005 e 2011, nos governos dos petistas Lula e Dilma Rousseff.

Parlamentares do partido de FHC foram os que mais colaboraram com assinaturas para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito proposta, ontem, por dois deputados do DEM e que já tem número de adesões suficientes para ser instalada.

Entre as empresas que fizeram doações estão o Itaú, a Ambev, a VBC Energia (do grupo Camargo Corrêa) e o Credit Suisse.

O instituto que leva o nome do ex-presidente tucano recebeu R$ 11,967 milhões de grandes empresas para dois projetos: Preservação, catalogação e digitalização do Acervo Presidente Fernando Henrique Cardoso e Tratamento técnico e difusão dos acervos Presidente Fernando Henrique Cardoso e Antropóloga Ruth Cardoso.

As prestações de contas dos dois projetos foram aprovadas pelo Ministério da Cultura em 2011 e 2015, no governo Dilma.

O Itaú foi o que mais colaborou com o IFHC: as doações de diferentes empresas do grupo (entre elas,a Dibens Leasing e a Provar Negócios de Varejo) somaram R$ 3,6 mihões – todo o valor poderia ser abatido do imposto de renda devido pelo conglomerado.

Outros grandes doadores foram a Ambev (o grupo colaborou com R$ 2,2 milhões) e a VBC Energia (R$ 1,7 milhão).

O Safra Leasing e a Embraer doaram R$ 1 milhão; o grupo financeiro Credit Suisse, R$ 600 mil; a Sabesp, empresa de economia mista ligada ao governo paulista, R$ 500 mil.

Em 1997, no governo de FHC, a Telebras – estatal que seria privatizada no ano seguinte – doou, também com base na Lei Rouanet, R$ 224.999,98 para a edição do livro ‘Fernando Henrique Cardoso – História da Politíca Moderna no Brasil’.

A proposta de edição foi apresentada por Sonia Sabat Morgensztern e aprovada em 1996, no segundo ano do mandato do tucano na Presidência.

Os projetos e as doações estão disponíveis no site do Ministério da Cultura.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

4 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

persianas horizontais

07 de julho de 2017 às 10h32

Eu tenho foi navegando on-line mais 3 horas hoje,
no entanto, eu nunca encontrei qualquer artigo interessante como
o seu. É bonita vale a pena o suficiente para mim. Na
minha opinião , se todos web proprietários e blogueiros
feitos bom conteúdo, como você fez, o líquido será muito mais úteis que alguma vez antes.

Responder

Marcio,São José dos Campos, SP

28 de maio de 2016 às 22h07

FHC Conseguiram trazer da escuridão de volta, o Pilantra Mor que chamou todos os brasileiros de vagabundos, e se enriqueceu com as privataria tucana

Responder

Marivane

28 de maio de 2016 às 19h47

FHC pode é gente boa. Um filho com cada amante e D. RUTH se revira no túmulo

Responder

gilberto

28 de maio de 2016 às 11h10

Somente o precedente do “não vem ao caso” para patifaria do PSDB e agregados justificaria esse destemor de propor investigações!

Responder

Deixe um comentário