Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

‘O PT e a esquerda não podem cair na viagem mística do PSOL. Temos que ir para uma retórica além da denúncia do golpe’

Por Redação

13 de julho de 2016 : 23h03

Charge: Vitor Teixeira

A polêmica do PT apoiar a candidatura de Luiza Erundina, ou seguir pelo caminho do pragmatismo e sustentar a candidatura de Marcelo Castro, com vistas à cassação de Eduardo Cunha e retomar um mínimo de governabilidade no Câmara, caso a presidenta Dilma retorne após a decisão do Senado, está suscitando um bom debate na rede.

Segue abaixo comentário do leitor Tiago ao post: Opinião: PT, PCdoB e Psol deveriam se unir em torno de uma única candidatura de esquerda.

***

Prezados, gostaria de salientar o seguinte ponto.

Mesmo que unida por trás da candidatura da Erundina, vejo grande perigo da esquerda se isolar num testimonialismo do tipo “não ganhamos, mas temos as mãos limpas”. De fato, todos sabemos que mesmo com o apoio do PT, PCdoB e toda a esquerda, a chances da Erundina presidir a Câmara são nulas.

Vejo até pessoas fazendo campanha pela Erundina na internet, como se fosse uma eleição direta. É só para terem a consciência tranquila, ao tempo que garantem que de fato, nada mudará.

O que quero dizer é o seguinte. O PT e a esquerda não podem cair na viagem mística do PSOL. Não adianta querer ter razão, ou ficar com a consciência tranquila de que estamos fazendo o certo, se ao mesmo tempo nos condenamos a ter 15% dos votos nas eleições.

No mais, temos que ir para uma retórica além da denúncia do golpe. Uma retórica de esquerda pós golpista.

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40 comentários

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Rachel

23 de julho de 2016 às 17h34

Concordo.
Hoje fiz faxina na cozinha . Fui obrigada a me sujar. Tomei um banho e agora estamos limpas a cozinha e eu. Não dá para limpar a merda sem por as mãos nela, caras-pálidas. Sinto muito.

Responder

    Roberto

    27 de julho de 2016 às 19h12

    O problema aqui é gente que não quer tomar banho depois de NÃO fazer faxina na cozinha!

    Responder

Bárbara Pascoal

15 de julho de 2016 às 10h25

Desculpa aí PT… mas ter ‘mãos limpas’ na política é fundamental!
O PT realmente não aprende.

Responder

Levi Saraiva

14 de julho de 2016 às 21h50

E tome “pauta bomba” na cabeça do trabalhador, né PSOL?

Responder

regina lian

14 de julho de 2016 às 21h28

Infelizmente o PT mostrou que não aprendeu nada com tudo que aconteceu!!!! O que vimos ontem foi só mais do mesmo. Triste! Principalmente pra mim, que ajudei a legalizar esse partido…..

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C.Pimenta

14 de julho de 2016 às 21h17

Com um antigolpista como Marcelo Castro, apesar de ser do PMDB, pelo menos as pautas contra os direitos sociais e trabalhistas não seriam colocadas em votação como serão com Maia. E a cassação de CUnha não iria para as calendas gregas como irá com o deputado do DEM na presidência. Agradeçamos a Erundina (em campanha para a prefeitura de SP) e a Orlando Silva (não sei por quê) termos perdido a real oportunidade de vermos um deputado que votou contra o golpe na presidência da Câmara dos Horrores. É a triste realidade a que chegamos.

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Orlando Cardoso

14 de julho de 2016 às 21h09

Bom mesmo é ter as mãos sujas

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    Grampola

    15 de julho de 2016 às 01h30

    O bom mesmo é usar das mesmas armas que o inimigo.

    Responder

      Roberto

      27 de julho de 2016 às 19h13

      Bom mesmo é usar das mesmas armas que o inimigo…

      e apontar para o mesmo alvo que eles

      Responder

nelodecarvalho

14 de julho de 2016 às 18h25

Culpar só o PT e a Esquerda de se ter um Congresso Nacional inservível, que nos momentos difíceis não da opção ou alternativa para se solucionar eventos como o da eleição de um Presidente da Câmara ou Presidente do Senado, é querer agir como os coxinhas ignorantes e analfabetos que tudo culpam ao petismo, até pelas desgraças pessoas. A culpa de tudo isso, também, tem o eleitor burro, que faz de seu gesto de votar um ato indiferente ou até canalha. Quem vota mal não pode esperar que os políticos que nos representam façam milagres pela própria besteira de se votar mal.

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    Roberto

    27 de julho de 2016 às 19h14

    Durante 14 anos anos ajudaram a eleger deputado pastor. Agora reclama por serem conservas!

    Responder

Luís F B

14 de julho de 2016 às 16h57

A questão é “simples”: especialmente agora, neste momento golpista de destruição envernizada da democracia, é imperativo retomar a mobilização popular!!! E isto não se dará com a insistência eterna em acordos palacianos e/ou de ocasião, a um pseudo-pretexto de não-isolamento – pelo contrário: isto levou ao golpe!!!!!!!!!!!!!!!!

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Carlos de Undertown

14 de julho de 2016 às 15h10

oi “cafezinho” essa noticia, nao sei se é esse o termo tecnico, é ruim para eu ler. porque do meu ponto de vista maos limpas esteticamente eu gosto mais. se isso significa ficar minoria! que seja. mas essa diferença que separa o pisol dos demais é tão agradavél que naturalmente vai influenciando a contra parte. o que essa esquerda do pt precisa entender é que ela esta bem junto da cloaca catartica de fim de seculo fim do milenio sera o psol que influenciara oque é o devir de toda as possibilidades futuras de um mundo cada vez com uma tecnologia mais facinante

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    Guilherme Silva (Guirma)

    18 de julho de 2016 às 10h38

    Agora entendi o que o autor quis dizer com o tal “misticismo do piçol”!!!

    Responder

Cidadão

14 de julho de 2016 às 15h16

Concordo com a matéria! No congresso (ninho de cobras) é preciso fazer alianças até com inimigos! Isso é política! Mas em eleições fora fora, com participação popular não dá mais pra fazer coligações com a Direita!
Agora nas eleições municipais,. A ESQUERDA tem que acordar e se unir!
A Direita está atuando com força total, no RJ já foram assinados 11 candidatos só este ano! Quem está no.poder no estado do Rio não quer mudança na política!
A eleição na câmara simboliza isso!
O impeachment da Dilma É o símbolo disso a Elite não quer mudanças!

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Eduardo Londero

14 de julho de 2016 às 13h31

Perdemos, não salvamos o dia, vamos nos ralar, nem contribuímos para o menos pior, mas somos limpinhos e cheirosos viu?

Responder

Raffael Regis

14 de julho de 2016 às 11h14

mas que perigo é esse? não entendo qual a imensa adversidade que pode haver no fato da esquerda não mais compactuar com as velhas raposas do congresso. não existe real necessidade de aliança com o PMDB, os partidos de esquerda podem e devem se unir entre si. política não é só toma-lá-dá-cá, ainda existe ideologia e militância no brasil.

Responder

    Eduardo Londero

    14 de julho de 2016 às 13h30

    O risco é a irresponsabilidade de jogar 12 anos de conquistas no ralo.
    Para quem tem estabilidade, está bem de vida no funcionalismo isso pode parecer algo distante e abstrato.
    Para quem depende de emprego de carteira assinada não.

    Responder

      regina lian

      14 de julho de 2016 às 21h20

      Até parece que dá pra confiar nos caras né??????

      Responder

Maria Thereza G. de Freitas

14 de julho de 2016 às 10h41

todo mundo esqueceu que Erundina não ficaria muito tempo na câmara, pois vai ser candidata a prefeita. A quem serviu essa candidatura? Estávamos em uma disputa para ver quem é mais limpinho & cheiroso? O Castro, pelo menos, votou contra o golpe. Mas, o comentário já perdeu a validade. Deu no que deu.

Responder

    Raffael Regis

    14 de julho de 2016 às 11h09

    o mandato da presidência da câmara é tapa buraco, até janeiro apenas. ela poderia presidir tranquilamente. a disputa não é apenas a presidência da câmara mas também a segunda pessoa na linha sucessória. se o temer viajar, se acidentar, ficar doente ou impossibilitado de exercer seu cargo, quem assume agora é o DEM.

    Responder

      Maria Thereza G. de Freitas

      14 de julho de 2016 às 11h33

      a eleição é em outubro. tem campanha, tem gravação de programa, debates.iria presidir de madrugada? mais do que a primeira na linha sucessória, é quem vai pautar os temas que estão aí pra acabar com a gente.O fato é que não havia solução boa pro país. É um retrocesso só. Poderíamos apenas ter tentado alguém não tão ligado ao EC (se é que há). Mas, já são águas passadas e o “novo” presidente já deixou claro ao que veio. Então, pra mim, é #foratemer e apostar na possibilidade do senado agir com um pouco menos de irresponsabilidade.

      Responder

        Raffael Regis

        14 de julho de 2016 às 16h14

        aí seria o caso de elencar prioridades. se ganha a presidência, não concorre à prefeitura.

        Responder

          Maria Thereza G. de Freitas

          14 de julho de 2016 às 16h38

          seria o lógico. mas não é o mundo deles/as.

          Raffael Regis

          14 de julho de 2016 às 21h04

          eu não seria tão taxativo em relação a isso. o PSOL não é um partido movido às mesmas ganâncias de DEM e PMDB.

          Maria Thereza G. de Freitas

          14 de julho de 2016 às 22h15

          pode ser, nem duvido. mas faz uma atrapalhação dos diabos e sempre pro mesmo lado.

      washington f rodrigues

      14 de julho de 2016 às 16h20

      Se ela/psil não quisessem somente os holofotes, as esquerdas poderiam pelo menos ter votado em um homem digno, apesar de ser do pmdb, porém mostrou lealdade.

      Responder

    Orlando Cardoso

    14 de julho de 2016 às 21h10

    E o mandato é só de seis meses

    Responder

Bruno Rocha Garcia

14 de julho de 2016 às 09h03

Massa, vamos acusar o PMDB de golpe e para combater isso vamos nos aliar ao PMDB.

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Elias Helou

14 de julho de 2016 às 00h45

Ah, claro. O pragmatismo ataca novamente. E tome aliança com o PMDB, certo?

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Renan de Andrade

14 de julho de 2016 às 00h40

Conversa fiada… o PT era pra ter dado uma mensagem para a sociedade sobre que lado está: do lado daqueles que querem renovar a política ou do lado dos que querem manter esse tal pragmatismo que levou a política a isso. Foram tão egocêntricos que não cogitaram as chances enormes de Dilma não voltar. Esfacelaram o começo de uma unidade de esquerda pós-golpe e ainda colocam culpa no PSOL… o nome disso é cretinismo. O PT morreu hj pra mim. Não desperdiço mais meu voto com covardes que se acham os donos da verdade e unicos representantes da esquerda. Agora, só quero a volta da Dilma por um motivo: novas eleições.

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    Dulce Mara Corrêa

    14 de julho de 2016 às 02h19

    Falou tudo que eu queria. Fui! #VoltaDilma (só porque pra mim fica cada vez mais claro que Dilma não é PT e PT não é Dilma).

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    Biana

    14 de julho de 2016 às 02h51

    O PT não morreu, mas precisa dar uma resposta sobre de que lado está para a população. Estas alianças infelizes já demonstraram o quanto são perigosas. Fazê´-las para ter número no congresso já ficou claro que é um preço que não vale a pena. Continuar a usar essa estratégia é macular sua imagem diante da sociedade. As alianças são partidárias e não pessoais. Se passar a prevalecer o pessoal acima do coletivo, é o fim da democracia. Nessas eleições municipais, é importante dar a devida importância as campanhas para vereador, e não fazer parceria com golpistas em hipótese alguma. O PT não pode ser tão acolhedor a ponto de aceitar qualquer um descompromissado com sua causa filiar-se e sair como candidato, pois estará perdendo sua identidade, e esse é o seu trunfo que o fez conquistar os votos para vencer 4 eleições presidenciais consecutivas.

    Responder

Cerenildes

14 de julho de 2016 às 00h20

Engraçado gente, a Júlia Cristina se parece com o alter ego do Miguel usando a canecalon da Sabatela! Arrasou no ridículo querida! rs

Responder

Gerson Oliveira

14 de julho de 2016 às 00h13

Boa noite a todos! Gostaria de discordar da análise do leitor Tiago. Entendo a necessidade de ser pragmático em meio a um congresso formado por deputados extremamente conservadores e de maioria corrupta e ávida por negociar seu apoio a quem pagar mais. Porém, fico me perguntando porque o PT, maior bancada da esquerda, iria premiar uma horda de golpistas do PMDB na presidência da Câmara para um mandato-tampão que vai até ano que vem. Mesmo que o Marcelo Castro – PMDB tenha se oposto sistematicamente ao planalto, é sempre “mais do mesmo”. É a política de se unir as elites pra apoiar um plano para os trabalhadores. Isso arranha a imagem do PT junto aos próprios militantes que os defende. E pra que? Pra ganhar a presidência de uma Câmara conservadora e retrógrada, que não vai facilitar em nada a volta da Dilma, desestabilizando o governo e a economia sistematicamente. Aí a esquerda perde e ficam os dois candidatos pró-Cunha e pró-planalto pro segundo turno e achata de vez o já desgastado e mínimo apoio a esquerda na casa. Qual é o clima da volta da Dilma? Eu prefiro perder alinhado com quem tem projetos mais afins!!!

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Andrei

13 de julho de 2016 às 23h49

Estou bem com minha “viagem mística”. Obrigado.

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Júlia Cristina

13 de julho de 2016 às 23h36

O Pisciani apoiava a Dilma. Agora está lá Bem feliz no Ministério do Temer…Até onde eu me lembro ele tb Votou contra o impedimento e tb criou quizumba no Pmdb por isso…Apoiar esse Castro fulminou o q restava de credibilidade do partido, a meu ver.Calculando. O impedimento, pelo jeito, vai se concretizar. O PT vai rodar. Vc vai ficar só uns meses de presidente tampão. O partido do poder, aliado do PSDB q tem grandes chances de chegar a ele, acenam pra vc. O q vc faz? Fica fiel a Dilma, q nem é do seu partido, q não tem a sua ideologia e q foi fulminada pela mídia… Acho que não…

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    Júlia Cristina

    13 de julho de 2016 às 23h41

    Não é uma questão de apoiar o Pmdb para q ele apóie o PT. É questão de apoiar o partido golpista, queimar-se com seu eleitorado e cronometrar quanto tempo levará para ele se virar contra o PT… De novo, novamente, mais uma vez, again…

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Cazador de Estafadores

13 de julho de 2016 às 23h27

Militantes não fazerem contas vá lá.agora os parlamentares purinhos sabem sim,assim como os jornalistas também purinhos.
A esquerda não dá um quarto do congresso será que os purinhos não sabiam disso?

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    Gerson Oliveira

    13 de julho de 2016 às 23h33

    Concordo com você, mas o que estou querendo dizer que não é hora de apoiar o PMDB. Isso diminui a Dilma, o PT/PCdoB/PSOL, e justifica esse governo usurpador, corrupto, voltado para as elites. Não é hora de mostrar a fraqueza de ter que se unir com o traidor no momento que tudo o que ele quer e se justificar no poder, pra sobreviver.

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