Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Venezuela: uma oposição nada republicana

Por Tulio Ribeiro

15 de agosto de 2017 : 15h33

Imagem:Lilian Tintori(esposa de López), Antonieta Mendoza(mãe de López) recebem senadores do Brasil, em Caracas.

Era 1997, o conglomerado econômico da família Capriles tinha um problema: o representante dos seus interesses na política, deputado Armando Capriles do COPEI(1), decidira não renovar seu mandato. O grupo resolveu lançar o primo do parlamentar, Henrique Capriles Radonski. Afinal, era de suma importância se manter no governo da aliança COPEI – AD, que governou a Venezuela por quarenta anos.O objetivo era defender o projeto do conglomerado na área de lazer, comunicações e na distribuição da maior empresa de alimentos industrializados dos Estados Unidos: Kraft Foods Inc.

Capriles se graduou em direito com especialização na questão tributária, passou pela Universidade Andrés Bello, UCV (Universidade Central da Venezuela) e pela Universidade Columbia, em Nova York. Sua descendência russa-polonesa não o impediu de deixar o judaísmo para juntar-se ao catolicismo, religião amplamente majoritária na Venezuela. Eleito em 1998 pelo Estado de Zulia e, pelo mesmo partido do seu primo, foi escolhido vice-presidente do congresso, alcançando a administração do parlamento por poucos meses, antes do presidente Hugo Rafael Chávez Frias aprovar a Lei Habilitante, convocando a Assembleia Nacional Constituinte.

Depois da ascensão do chavismo ao governo, no ano 2000, constituiu um novo partido, o “Primero Justicia”, com o objetivo de demonstrar “modernidade” em contra ponto ao seu antigo. Assume a prefeitura de Baruta (região metropolitana de Caracas), com 62,69% dos votos, conseguindo a reeleição em 2004. Quatro anos mais tarde vence o pleito para governador de Miranda, também na área da grande capital. Volta a ser governador, posteriormente ao perder eleição para Chávez, e depois para Maduro (com a morte do presidente eleito) em 2013.

Dentro da tentativa de golpe a Chávez, que contou com a participação de Capriles, contribui com um fato nada republicano. Diante da escalada de vandalismo, o então prefeito de Baruta em 12 de abril simplesmente negou fornecer destacamento policial para garantir a segurança da embaixada de Cuba que se encontrava numa área de sua jurisdição, a representação diplomática foi invadida e vasculhada a pretexto de estarem com exilados políticos, uma ação ordenada dentro do movimento golpista.

O quadro político aproximou as duas lideranças da oposição ao chavismo. O processo de formação do partido contou com recursos vindos da petroleira PDVSA, através de um cheque emitido por Antonieta Mendoza(2) , então gerente de serviço de petróleo e gás da PDVSA e mãe de Leopoldo Lopez, outro líder da oposição venezuelana. Os recursos provindos da companhia foram depositados numa ONG que se transformou no “Primero Justicia”. Assim como o governador, López teve participação no golpe de 2002, seu grupo reteve o então ministro da justiça, Ramón Rodrigues Chacin, o que provocou uma condenação no judiciário, anistiada posteriormente. Em 30 de maio de 2013 a Promotoria Pública lhe imputou a responsabilidade em mais dois crimes(3) : tráfico de influência na doação da PDVSA, e o segundo se refere a crime de responsabilidade, por não ter repassado um fundo participativo da PDVSA para programa social, quando era prefeito de Chacao.

Leopoldo Eduardo López Mendoza é economista, formado pela Universidade de Harvard, foi prefeito de Chacao entre 2000 a 2004 e reeleito até 2008. Em seu retorno a Venezuela, passa a exercer a função de analista financeiro, assessorando a diretoria de planejamento da PDVSA, a mesma empresa que sua mãe trabalhava. A sua família tem uma história dentro do Estado, seu avô, Eduardo Mendoza foi secretário de agricultura (1945-1948) do governo Rômulo Betancourt, e seu tio, Rafael López Ortega, ministro da educação do presidente López Contreras (1935-1941).

No campo de luta política, Capriles e López militaram no mesmo partido, apesar do segundo defender claramente o rompimento com a democracia como possibilidade de chegar à presidência, o primeiro somente chega a esta prática em 2017. Insatisfeito com sua reduzida participação após uma eleição interna, López abandona o partido em 2006, fundando o “Voluntad Popular” e o movimento “La Salida”, com objetivo de depor o chavismo do poder, mesmo este sendo eleito democraticamente.

A tônica do seu discurso era o incentivo a mobilizações violentas contra o governo e marchas no sentido de chegar ao Palácio Miraflores,o que vai gerar um dos maiores registros de violência da história venezuelana. O “La Salida” produziu em fevereiro de 2014, 43 mortos , em torno de 800 feridos e 1853 detidos. Em setembro de 2015 veio a condenação de López a 13 anos e 5 meses de prisão, convertidos em domiciliar em julho de 2017.

Do mesmo modo que López provoca uma nova condenação, Capriles aumenta sua ficha corrida, mas num polo distinto, o tributário. Através de sonegação fiscal na sua gestão no governo estadual nos anos de 2011, 2012 e primeiro trimestre de 2013 a “província” de Miranda recebeu recursos do governo inglês e polonês sem declarar para Receita Federal. Apesar de não gerar a perda do cargo, inabilitou(5) o governador (06/04/2017) para a gestão pública por 15 anos.

Em meio às batalhas construídas pela oposição, desde 12 de abril de 2014 a família de Doris Elena Lobo(4/6) não tem mais sua presença, ela é uma das 43 mortes provocadas pela “La Salida” de Leopoldo López. É difícil apontar isenção diante de parte de uma comunidade internacional que atribui prisão política a um líder partidário que na cobiça de chegar ao poder, provocou mortes previsíveis. Mesmo que a oposição reivindique um papel democrático na história que não possui, a verdade que se apresenta é sua prática de repetir o modelo violento e terrorista. Seja 2002, 2014 ou 2017, a cartilha é a mesma, tanto para López como Capriles, servir ao norte mesmo que sacrificando vidas.

FONTES
1) Diaz, Luiz Carlos (coordenador). Golpe al Vacio. Caracas: Lugar Común, Cooperativa Editorial, 2012.
2) Haslam, Elisabeth (coordenadora). De Punto Fijo a la revolución bolivariana (1958 – 2003). Parroquia Altagracia, Caracas: Centro Nacional de História, 2012.
3) Silva, Flavio T. R. A política de Estado sobre os recursos do petróleo – o caso venezuelano. São Paulo: Editora Pillares, 2016.

Link-notas

1)COPEI(partido socialdemocrata)-Comitê da política Eleitoral Independente,fundado em 1940 ,dividiu com outro partido,Acción Democratica o poder entre 1958-1998.atualmente são partidos importantes no campo da oposição,como Primera Justicia e Voluntad Popular.
2)www.vulcano.wordpress.com/2013/02/07/primera-justicia-deso-el-cheque-de-pdvsa-hasta-los-de-caldez-vmaro
3)www.eluniversal.com.co/cartagena/internacional/fiscalia/-imputa-cargo-opositor-venezuela-leopoldo-lopez
4)www.infobae.com/2015/02/12/1626403-uno-uno-son-los-43-muertos-las-protestas-contra-el-regime
5)www.cnnenespanol.cnn.com/2017/04/07inhabilitan-por-15-anos-al-opositor-venezoelano-henrique-capriles-radonski/
6)www.albaciudad.org/2014/04/conozca-los-26-fallecidos-a-un-mes-del-inicio-de-las-protestas-opositoras-la-mayoria
-son-victmas-de-las-barricadas/

Tulio Ribeiro

Túlio Ribeiro é graduado em Ciências econômicas pela UFBA,pós graduado em História Contemporânea pela IUPERJ,Mestre em História Social pela USS-RJ e doutorando em ¨Ciências para Desarrollo Estrategico¨ pela UBV de Caracas -Venezuela

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34 comentários

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Leonardo Rayper

16 de agosto de 2017 às 20h14

A verdade é que na Venezuela não existe democracia. Nem pela situação e nem pela oposição. Em 2002 foi o golpe contra Chavez e as acusações estão nesse artigo. Já hoje temos o golpe executado por Maduro (adiou as eleições de 2016 e hoje quando as condições estão favoráveis resolveu antecipá-las). A constituinte que foi imposta sem consulta a população e que é de unanimidade governista decidirá quem poderá disputar eleições. Fora que independente de qualquer coisa, ela decidiu ficar dois anos vigente como suprapoder. Complicado defender…

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    Miguel do Rosário

    16 de agosto de 2017 às 22h14

    Democracia pura não existiu e nunca existiu em nenhum lugar do mundo.

    Responder

      Leonardo Rayper

      19 de agosto de 2017 às 11h21

      Sim concordo. Em qualquer democracia terá alguma dose autoritária e em qualquer totalitarismo terá alguma coisa democrática. Na pureza nenhum dos dois se aguenta.

      Em todo caso existem situações que me provocam dúvidas sobre a democracia na Venezuela.

      O STJ declarou a assembléia em desacato por ter empossado três deputados opositores que supostamente teriam fraudes em suas eleições.

      Se isso é verdade porque então não se investigou essas fraudes ? E se resolveu a questão ? Por que o STJ nunca emitiu nenhum comunicado sobre o que seria necessário para a Assembléia sair do desacato ? Não acredito que seria interesse ter uma assembléia em desacato porque muitas leis deixam de ser discutidas e aprovadas e deveria ter havido no mínimo um apelo do governo para que a situação fosse regularizada. O que se viu foi uma tentativa do judiciário de tomar pra si os poderes da Assembléia (e o que quase aconteceu). Por que não se trabalhou para regularizar ? Sem fazer qualquer menção ao caráter dos deputados da assembléia, eles foram eleitos com muitos mais votos que o próprio Maduro ou a Constituinte. Não teria sido democrático que todos tivessem se esforçado para fazer valer isso ?

      Responder

        Miguel do Rosário

        19 de agosto de 2017 às 15h51

        Leonardo, esse tipo de pergunta requer mais do que especulações de internet. A democracia enfrenta ameaças muitíssimo mais sérias no Brasil.

        Responder

    Flávio

    16 de agosto de 2017 às 22h24

    Talvez vc não saiba,mas eleições na Venezuela não tem data fica pra governador,ela segue um intervalo depois de uma data.
    A eleição pra governador será em outubro.
    No começo do ano só o psuv tinha cumprido os requisitos.
    Venezuela teve 21 eleições em 18 anos.
    O carter atestou a democracia venezuelana.
    Siga no Cafezinho ,a melhor forma de se informar.

    Responder

      Leonardo Rayper

      19 de agosto de 2017 às 11h03

      Estou começando a seguir o site até pra formar uma opinião mais imparcial e escutar todos os pontos de vista para formar opinião. Sei que as eleições são flexíveis, mas já vão quase um ano de quando elas poderiam ser realizadas. Soa estranho o CNE adiar as eleições por 10 meses (dez/2016 até out/2017) quando a oposição tinha maioria para deixá-las para agora quando a constituinte tem o poder pra dizer quem poderá se candidatar.

      Poderíamos sugerir dificuldades logísticas para fazê-lo em meio ao caos econômico, mas a constituinte que interessava ao governo foi feita rapidamente sem problemas pelo mesmo CNE. Não soa no mínimo esquisito ? Sobre a PSUV ser o único partido a cumprir os requisitos também soa estranho. Se tivemos tantas eleições, porque apenas o PSUV teria atendido os critérios no início do ano ? Teríamos tido alguma mudança nos mesmos e apenas o PSUV conseguiu ?

      Responder

    Flávio

    16 de agosto de 2017 às 22h25

    Fixa*

    Responder

Luciana

16 de agosto de 2017 às 12h05

Mas que oportuno a matéria,desconstruir as mentiras das tvs brasileiras….

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Vania

16 de agosto de 2017 às 11h52

Texto que ajuda a gente entender que eles são marginais antes de golpistas

Responder

Augusto

16 de agosto de 2017 às 11h48

texto muito esclarecedor do amigo tulio

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Viviane

16 de agosto de 2017 às 10h47

A verdade é crua esta oposição venezuelana parece uma série de gângster

Responder

Viviane

16 de agosto de 2017 às 10h45

A verdade é crua,está oposição venezuelana parece uma série de gângster

Responder

Mauricio Trajano

16 de agosto de 2017 às 13h41

Quando o fascismo se junta.

Responder

Leonardo Leão

16 de agosto de 2017 às 07h36

O que impressiona é que as pessoas que controlam os grandes meios de comunicação aqui e no mundo, todas, sabem disso.
E danam-se a falar que é uma ditadura, preso político, adotando o discurso de sanguinários inconsequentes, apenas para tomar o controle do petróleo da Venezuela.
O povo que se lixe!
E eles sabem que se não agirem rápido, diante da barbárie eminente, a informação circula e eles não se sustentam mais nesta narrativa.

Responder

Rodrigo

16 de agosto de 2017 às 01h03

Ainda tem gente de confunde estes golpistas como democratas

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Rosalete Baldessarini

16 de agosto de 2017 às 03h39

#forçamaduro

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Nil

15 de agosto de 2017 às 23h26

Vendem vidas, desenvolvimento humano por dinheiro

Responder

Fernanda

15 de agosto de 2017 às 22h21

Não é à toa que os nossos golpistas estão apoiando esse grupo!
Tipo de informação histórica que nos ajuda a entender como a Venezuela chegou à situação atual. Sempre muito esclarecedor. Parabéns.

Responder

    Eloiza Augusta

    15 de agosto de 2017 às 23h55

    Muito boa suas colocações!

    Responder

Francisco Aquino

16 de agosto de 2017 às 01h15

RAZÕES PORQUE VOU VOTAR NO BOLSONARO!
1- O LULA ODEIA ELE
2-A DILMA ODEIA ELE
3-O FHC ODEIA ELE
4-O AECIO ODEIA ELE
5-O CIRO GOMES ODEIA ELE
6-O JEAN WILLIS ODEIA ELE
7-O PT ODEIA ELE
8-O PSDB ODEIA ELE
9-O PSOL ODEIA ELE
10-O SUPREMO ODEIA ELE
11-A GLOBO ODEIA ELE
12-A RECORD ODEIA ELE
13-A MARIA DO ROSÁRIO ODEIA ELE

Motivos pelo qual escolhi meu candidato a Presidência para 2018:

1° ele é cristão ;
2° militar;
3° 100% honesto;
4° fala a verdade doa a quem doer;
5° armamentista;
6° defende a família e os bons costumes;
7° é contra a legalização das drogas;
8° é de direita;
9° tem os melhores projetos para segurança pública;
10° é a favor da diminuição da maioridade penal;
11° é totalmente contra o fim da PM;
12° é contra a legalização do aborto;
13° defende um País com mais setores privados e menos estado;
14° menos interferência do estado na vida das familias;
15° é favor do aumento de pena e castração química para estupradores;
15° apoia o fim do MST e sindicatos pelegos e subservientes;
16º Nao ha discriminação homossexual como qualquer tipo de discriminação, é contra a ideologia de género e kit gay nas escolas;
17º é contra a lei de migração;
18º tem as melhores ideias pra economia;
19° o único que tem ideias para geração de empregos, usando os minérios que existem em abundância no Brasil ;
20° projetos pra criar excludentes de ilicitude, com objetivo de proteger o cidadão de bem;
21º nunca teve seu nome envolvido em corrupção;
22° é a favor de trabalho forçado pra criminosos;
23° é contra doutrinações nas escolas;
24° contra a implantação de religiões anti-cristãs nas escolas;
25° esta preocupado com as escolas e hospitais, não com presídios.
26° não vai sustentar ONGs que defendem a vagabundagem.

#BolsonaroPresidente2018

Responder

Francisco Aquino

16 de agosto de 2017 às 01h14

Responder

Nil

15 de agosto de 2017 às 21h52

Estes traidores da pátria que vendem vidas por dinheiro.
Golpistas

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Tessalia

15 de agosto de 2017 às 21h27

Só tranqueiras defendendo outra tranqueira. Não que Maduro seja grande coisa atualmente, mas só pelo fato das figuras que aparecem apoiando o Capriles, tais como Aécio, Caiado, Aluísio 300 mil e outros cretinos de marca maior, já dá para entender que esse Capriles deve ser outro similar aos que o defendem.

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Eufrazio Silva de Oliveira

15 de agosto de 2017 às 22h58

O NAVIO DE PETRÓLEO SAI DA ÁFRICA E LEVA 45 DIAS PARA CHEGAR NOS ESTADOS UNIDOS E O NAVIO DE PETRÓLEO SAI DA VENEZUELA E LEVA 3 DIAS PARA CHEGAR NOS ESTADOS UNIDOS . O QUE ISSO TEM QUE HAVER COM O CONFLITO INTERNO NA VENEZUELA ?

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GBL

15 de agosto de 2017 às 19h52

Parabéns pelo esclarecimento do papel beligerante e lesa-pátria dessa dupla de vendidos. abs

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Erialdo Do Gás Nobre

15 de agosto de 2017 às 22h43

Ditadura Venezuela apoiada por vcs cada dia que passa a esquerda vai se auto destruindo..

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Ana Maria

15 de agosto de 2017 às 21h30

Que eles fiquem para sempre na oposição, porque do contrário, o povão só vai se ferrar.

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Julio Spina Napoleao II

15 de agosto de 2017 às 21h19

A GLOBO É INCOMPATÍVEL COM A DEMOCRACIA.

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Maria Barth

15 de agosto de 2017 às 20h15

E foram à venezuela uns cretinos como o Aécio, Caiado e Agripino prestar solidariedade ao incitador à violência, Leopoldo Lòpez, com um avião do estado brasileiro, para darem pitaco na política do quintal alheio. Capriles perdeu as eleições presidenciais em 2014; ele e sua camarilha não aceitaram os resultados das urnas ( tipo o Mineirinho) e apelaram para várias ações violentas que resultaram em dezenas de mortes. Agora, se fosse o Aécio que tivesse levado as eleições e o Lula tivesse convocado atos violentos, como a turma do Leopoldo Lòpez fez, ah! aí seria outra conversa, né? Os golpistas da Venezuela e do Brasil andam juntinhos. Só não acredito em amizade verdadeira.

Responder

rita

15 de agosto de 2017 às 16h44

turma complicada, eles se merecem. …bom pra aprender

Responder

Marcos

15 de agosto de 2017 às 16h11

Quantos anos de condenação tem esta turma?

Responder

Brito

15 de agosto de 2017 às 16h10

Isto não passa no PlimPlim
Só no Cafezinho

Responder

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