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novembro 2017

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O calendário, o relógio e a mudança dos ventos na política brasileira

Escrito por , Postado em Redação, Wellington Calasans

Por Wellington Calasans, para O Cafezinho

O desespero da Lava Jato e da Globo nos seus dias de agonia diante da opinião pública contrasta com a tranquilidade de Lula, sobretudo após os resultados das recentes pesquisas de opinião pública divulgadas que dão ao petista uma esmagadora vantagem na corrida presidencial 2018.

Tacla Durán e o escândalo da FIFA destruíram em poucos dias a esperança dos moralistas sem moral de que manteriam a narrativa e a pauta do debate político até o próximo ano. Nas cordas, acuados com o desmonte das próprias imagens, forjadas na mentira, tentam desesperadamente uma reação, mas usam a tática manjada de apontar o dedo para a “corrupção dos outros”.

Moro (lava Jato) e Globo escolheram o inimigo errado, Lula, e agora são devorados pela revolta popular que ajudaram a criar. O desmonte do estado social e da soberania nacional são maiores do que o discurso moralista do “combate à corrupção” que insistem em usar. O “rouba, mas faz” é resgatado por aqueles que foram enganados pela Globo. O bombardeio jurídico-midiático perdeu a força.

Quem sempre acreditou em Lula, está mais forte para lutar. Percebeu que venceu uma difícil batalha da narrativa e agora parte para o ataque aos detratores. A recente iniciativa do PT de cobrar da PGR uma ação contra a Globo por conta do escândalo da FIFA é um exemplo disso. Mostrar ao povo que a justiça e a imprensa são a mesma coisa é a mais inteligente das estratégias.

A cleptocracia no poder é engolida pela falta de propostas para o povo e a visível incapacidade de tirar o país da crise. As mentiras contadas pela Globo de que “a corrupção do PT” era o maior problema do Brasil é desnudada pelas malas de dinheiro, Tacla Durán, FIFA e parcialidade da justiça. O povo quer trabalhar, estudar e comer e isso lembra os anos recentes de Lula e Dilma.

O calendário e o relógio jogam ao lado de Lula e de todos os políticos que defendem a revogação dos atos de um governo rejeitado por 97% dos brasileiros. Lula avança na preferência da classe média com um discurso nacionalista de conciliação e de reconstrução nacional. A bipolaridade, tão necessária em uma sociedade analfabeta política, joga “a turma do atraso” no lado dos entreguistas.

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