Entrevista de Haddad ao SBT

Doleiros do Rio delatam corrupção na… Lava jato

Por Miguel do Rosário

19 de maio de 2018 : 11h03

A história, sempre irônica, começa a aprontar das suas. A toda poderosa Lava Jato, que usou e abusou de delações forjadas em seus porões, com uso de informações igualmente forjados de bancos de dados manipulados pelos delatores ao sabor dos interesses das investigações, começa a ser vítima de seu próprio veneno.

Os doleiros presos na operação Lava Jato do Rio delataram esquemas de corrupção dentro da Lava Jato, com intermediação de um conhecido advogado lavajateiro, Antonio Figueiredo Bastos, sobre o qual o Cafezinho já escreveu muitas histórias.

Sempre é bom lembrar que as denúncias oferecidas pelo advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Durán, todas embasadas em provas certificadas por órgãos oficiais espanhois, de que o amigo de Sergio Moro, o advogado Carlos Zucolotto, teria cobrado US$ 5 milhões para que a Lava Jato fizesse um “abatimento” de US$ 10 milhões na multa cobrada a Tacla, essas denúncias ainda não foram esclarecidas!

***

No Jornal GGN

Delação premiada: doleiros denunciam venda de proteção no Paraná

A INDÚSTRIA DA DELAÇÃO PREMIADA
SAB, 19/05/2018 – 10:00
ATUALIZADO EM 19/05/2018 – 10:05

A descoberta foi da Operação Lava Jato do Rio de Janeiro, não a de Curitiba. O repórter, Ricardo Galhardo, que não faz parte dos grupos de policiais-repórteres que cobrem a Lava Jato.

Segundo matéria do Estadão, Advogado de delatores é acusado de cobrar propina. O advogado em questão é Antônio Figueiredo Bastos, o campeão das delações premiadas, que acabou se tornando celebridade após sair na capa da revista Veja fumando charutos caros.

Os doleiros Vinícius Claret, o “Juca Bala”, e Cláudio de Souza, acusados de integrar o esquema comandado pelo “doleiro dos doleiros” Dario Messer, disseram ao MPF do Rio de Janeiro que Bastos cobrava US$ 50 mil mensais a título de taxa de proteção, para garanti-los perante “o Ministério Público Federal e a Polícia Federal” de Curitiba.

Diz a matéria: “Enrico passou a dizer que o escritório deveria pagar US$ 50 mil por mês para fornecer uma proteção a Dario e às pessoas ligadas ao câmbio. Que essa proteção seria dada pelo advogado Figueiredo Basto e outro advogado que trabalhava com ele”, diz trecho da delação feita por Souza aos procuradores Eduardo Ribeiro Gomes El Hage e Rodrigo Timoteo da Costa e Silva, da Procuradoria da República no Rio”.

Outros doleiros também pagavam a referida taxa.

“Segundo as delações, Enrico não dava detalhes da “proteção” e integrantes do esquema chegaram a se desligar da operação por desconfiar da cobrança. “Os pagamentos foram feitos de 2005/2006 até 2013. O colaborador não recebia qualquer tipo de informação verossímil de Enrico. A exigência de tais pagamentos fez com que Najun Turner (doleiro) se desentendesse com Dario e Enrico, pois o mesmo se recusava a pagar”, diz outro trecho da delação de Claret.

A nova delação poderá explicar muitos desdobramentos da Operação Banestado, inclusive o fato de doleiros apanhados continuarem a delinquir sem serem incomodados até a Lava Jato.

Voltaremos com mais informações.

Leia aqui a série A Indústria da Delação Premiada.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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9 comentários

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Thiago Melo Teixeira

25 de maio de 2018 às 14h35

Um dia teremos uma PF séria nesse país que fará uma mega operação de investigação nos bastidores desses lavajateiros.

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Lili M Brenner

22 de maio de 2018 às 14h53

A única maneira de “acabar” com as tais e possíveis “teorias de conspiração” é ouvindo Tacla Duran!
Ao final e ao cabo teremos uma ideia do quanto possa ser surreal essa teimosia do “Savonarola de Curitiba” em não ouvir alguém que já esteve no epicentro dos escândalos que desembocam na Lava-Jato.
De minha parte, SIM, eu quero ouvir Tacla Duran!

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Billy Jean

20 de maio de 2018 às 16h06

Como tem alienado e maluco nesse país, acho que isso se deve à luta antimanicomial que soltou esse bando de Petralha com teorias conspiratórias pra fingir que o rei dos burros de 9 dedos é inocente…

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    Anderson

    25 de maio de 2018 às 09h24

    É de dar pena quando aguém se coloca acima dos alienados e burros, mas se apoia numa postura, e modo de se expressar, que é alienada e burra!

    Responder

Jeff

19 de maio de 2018 às 13h14

Notícia bombástica que vão tentar enterrar o quanto antes possível.

Golden dollar, petro dollar, narco dollar.

Empire builders.

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Lorenzo

19 de maio de 2018 às 12h20

Minha nossa senhora …
O mercado de delações é pago em DOLLAR.
In God We Trust .

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Geovani

19 de maio de 2018 às 11h54

Como desmascarar de vez, esse bando que tomou de assalto a justiça brasileira?

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Reginaldo Gomes

19 de maio de 2018 às 11h48

O que os cagüeta brasileiro ainda não perceberam , é o amor que a cia/fbi tem por eles.
O amor que a cia/fbi tem por eles, é o mesmo amor que ela tem pelo Edward Snowden , que cagüetou ela pro mundo inteiro.

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Ricardo

19 de maio de 2018 às 11h23

É eleger uma grande bancada progressista no Congresso e instaurar uma CPMI da Lava-Jato.

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