Manuel Castells na FGV

O espantalho Steinbruch

Por Miguel do Rosário

07 de junho de 2018 : 18h35

No Portal Disparada

Ciro Gomes, PSB, PP e as alianças complexas: o espantalho Steinbruch

Por Luiz Roque Miranda Cardia

Recomeçou a polêmica em torno da possibilidade de Benjamin Steinbruch ser o vice de Ciro Gomes nas eleições presidenciais. Em abril, limite para a filiação partidária de quem quisesse concorrer em outubro, foi um corre-corre dos partidos atrás candidatos e dos políticos atrás de partidos. Benjamin Steinbruch filiou-se ao PP, e foi levantada a hipótese dele ser candidato a vice-presidente na chapa de Ciro numa aliança do PDT com partidos do centrão.

Tanto o nome do empresário paulista, como a aproximação com partidos do chamado centrão foram motivo para muitas críticas, supostamente à esquerda, contra Ciro. Muitos militantes petistas rejeitam a aliança com o PDT, acusando Ciro de ser de direita ou de querer compor com a direita nas eleições, o que é muito curioso para um partido que teve como vices o empresário mineiro José Alencar, e Michel Temer. Talvez a aliança genuína de esquerda seja com Henrique Meirelles, que foi ministro de Lula por 8 anos, e com o MDB, que afinal de contas é um partido aliado de longa data dos petistas. Com certeza são mais confiáveis que Ciro.

Mas a resistência ao nome de Steinbruch não é só de setores “à esquerda”. Muitos apoiadores de Ciro tem medo de um empresário que enriqueceu com privatizações, e que é a favor da reforma trabalhista, ou de um partido bastante fisiológico do centrão como o PP. São fatos verdadeiros. Esse tipo de aliado traiu a Dilma e a derrubou. No entanto, já defendi que o problema dos governos do PT não foram as alianças, mas sim a falta de projeto e o próprio moralismo dos petistas, combinação desastrosa que chamei de “pseudo-pragmatismo“. Já defendi também que a aliança com o centrão é a aliança com o Brasil profundo dos rincões dominados pelas máquinas fisiológicas, que dependem do orçamento do Estado, que apesar de conservadoras ou reacionárias, não são em si neoliberais. No entanto, esse centrão passou a ser liderado pela direita neoliberal quando o lulismo colapsou.

Esse é o problema. Quem lidera o centrão? Qual o projeto a ser negociado e imposto aos outros setores da aliança? Quem detém a hegemonia? Ciro parece bastante ciente dessas questões: “Eu vou negociar com quem o povo brasileiro eleger. Mas a aliança tem que ter hegemonia clara.”. Foi o que ele disse no Roda Viva.

As duas grandes notícias do dia são sobre o afastamento de Steinbruch da vice-presidência da FIESP, necessário para que possa concorrer nas eleições, e que Márcio França disse a Rodrigo Maia, que o PSB vai apoiar Ciro Gomes à presidente. São duas notícias aparentemente desconectadas. Não são.

O PSB é a noiva da eleição a ser disputada pelo PDT de Ciro, e pelo PT e o espólio de Lula. O PSB prioriza abertamente seus projetos regionais, e uma candidatura presidencial tem de servir aos candidatos a governador. O PDT já fechou com Márcio Lacerda em Minas Gerais. O governador do DF, Rodrigo Rollemberg já deixou claro seu desejo de que o PSB apoie Ciro. Mas os socialistas dos dois maiores estados governados pelo partido, São Paulo e Pernambuco, ainda estão na dúvida entre PT e… PSDB!

Em Pernambuco, do governador Paulo Câmara que lidera a fração hegemônica do PSB, a situação é muito complexa, e envolve até o PCdoB, como explicado por Ricardo Cappelli. Paulo Câmara fica num dilema entre a aliança com o PDT de Ciro que já o apoia, e o PT, que saiu do governo pernambucano, filiando Marília Arraes, a também neta do histórico líder socialista, o falecido governador Miguel Arraes, com o intuito de lança-a contra a reeleição do primo. Ela já aparece na frente nas pesquisas, e a fidelidade do eleitorado pernambucano a Lula é altíssima. Apoiar Ciro pode ser muito arriscado.

Em São Paulo, o governador Márcio França até aqui foi fiel a Alckmin, porém terá como adversário João Doria do PSDB, outra situação complicada. Estes são os dois estados que vem atrasando um acordo do PSB nacional com o PDT de Ciro. Mas hoje, a conversa nos bastidores é que em São Paulo a aliança pode ser destravada. França montou uma coligação bastante grande de partidos pequenos e médios para, sentado na cadeira de governador, com bastante tempo de TV, enfrentar o poderosíssimo tucanato oligárquico de São Paulo. No entanto, falta um partido grande para realmente torná-lo viável, já que o MDB tem Skaf como candidato, e o DEM deve apoiar o aliado histórico tucano.

Tempo de TV do PP. Aliança de Steinbruch e Ciro Gomes

PP é o partido com o terceiro maior tempo de TV e fundo partidário

Se a filiação de Steinbruch no PP causou alvoroço em abril, os novos rumores, de composição da legenda do piauiense Ciro Nogueira com seu xará cearense Ciro Gomes, fazem Márcio França brilhar os olhos com a possibilidade da entrada de PDT e PP em extensa coligação para enfrentar João Doria. Esse destravamento transformaria Ciro no franco favorito do campo da política contra o candidato da anti-política no quadro nacional. Com PDT, PSB, PP, rapidamente ele torna-se um centro gravitacional para PCdoB, Solidariedade e por aí vai.

Isso é que é aliança complexa, que expressa a heterogeneidade do Brasil. Liderar as maiorias desse país continental, nesse sistema eleitoral dominado por máquinas regionais, realmente é papel para profissionais. Como Lula, diga-se de passagem, que era o gênio das alianças, de Renan Calheiros em Alagoas, à Manuela Dávila no Rio Grande do Sul.

A própria “polêmica” em torno do nome de Benjamin Steinbruch é apenas um espantalho criado pela esquerda, e estimulado pela direita, para semear pânico nos apoiadores do pedetista. Steinbruch é um amigo pessoal de Ciro, que já o colocou numa posição estratégica no setor privado, a presidência da Transnordestina, subsidiária da CSN. E apesar das posições reacionárias em relação aos trabalhadores, o empresário é inimigo aberto do neoliberalismo e não é de hoje, basta conferir suas colunas na Folha de São Paulo que sempre atacaram o rentismo e a desnacionalização da economia brasileira, inclusive levados a cabo pelos governos petistas.

O fato é que na formação de maiorias políticas complexas no Brasil é preciso compor com setores heterogêneos mesmo. O que importa não é o nome do vice, mas atrair um grande partido como o PP, enraizado no interior do país, não apenas com bastante tempo de TV, mas com máquinas partidárias importantes, como é o caso do Piauí, estado no qual o PP faz parte do governo do PT. O que importa, portanto, não é o nome Steinbruch estar na chapa, mas atrair, tanto um setor empresarial produtivo inimigo do neoliberalismo, como uma força importante do quadro partidário brasileiro.

O lulismo, a despeito de suas dissidências esquerdistas (e até de petistas de alta cúpula até hoje), e apesar da sua falta de projeto, tanto para a economia, como para a reforma da institucionalidade do Estado brasileiro, foi um exemplo de formação de maiorias políticas sólidas e complexas, como tem de ser no Brasil.

O PDT com a presidência, o PP com a vice-presidência, e o PSB com suas forças regionais, podem realmente criar um novo bloco de poder nacional, com hegemonia clara de um Presidente da República forte, como é tradicional no Brasil de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek que governavam com o PTB e o PSD, com os sindicatos e com os latifundiários.

Evidentemente existirão contradições. Essa é a força do nosso presidencialismo “plebiscitário”, herdeiro do populismo latino-americano. Cabe à mobilização popular impor os interesses das classes mais baixas, e à grande liderança popular arbitrar os conflitos. Essa foi a forma pela qual a participação do povo na política gerou os direitos sociais, tendo como grande símbolo a CLT, ou a soberania nacional, como a defesa da Petrobras. A despeito do que pensam os intelectuais paulistas herdeiros da Revolução de 32, o populismo é o exato contrário da manipulação política, o populismo é a imposição dos interesses nacionais e populares.

O moralismo político que tomou conta da esquerda brasileira é um dos maiores entraves ideológicos à construção de novas maiorias, de uma nova hegemonia, de um novo populismo. Ter medo de fazer alianças é o mesmo que ter medo de tomar o poder.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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23 comentários

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André Luiz

08 de junho de 2018 às 16h47

Estranho, tudo que criticam no PT e no Lula, é elogiado no Ciro…Estranho, muito estranho…

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Luiz Paulo

08 de junho de 2018 às 13h37

Excelente artigo!
Sou eleitor convicto do Ciro Gomes e confesso ter grande resistência a nomes como Benjamin Steinbruch e Márcio Lacerda. Porém, a análise apresentada me abriu campo para refletir sobre aspectos que até então ignorava.
O próprio Ciro já disse não ser contrário a alianças em toda e qualquer circunstância (ressaltando a hegemonia moral que ele afirma que deve estar demarcada desde o início), porém, elas precisam ser estabelecidas com alguma finalidade que as justifique (mudanças estruturais, por exemplo).
Se tivermos em vista a capacidade aglutinadora do Presidente Lula, é imperioso reconhecermos uma virtude louvável e, até mesmo, necessária ante um sistema partidário tão fragmentado. Sua fragilidade, contudo, residiu justamente no fato de ter sido constituída sem nenhum projeto claro ou intenção de promover mudanças estruturais significativas (tributação, sistema político, previdência, etc). Sem mencionar a desatenção com os limites impostos pela moralidade, haja vista o espaço que foi dado a figuras como Eduardo Cunha, Geddel e Jucá (para ficarmos com apenas três exemplos).
Acredito ser esse o papel do jornalismo, independente de concordância, ou não, acredito que o autor merece agradecimentos por trazer informações tão complexas e dispô-las de maneira tão clara!

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John

08 de junho de 2018 às 11h26

O petista como todo esquerdista, mora na favela e nao aceita nada que nao seja uma mansao em Beverly Hills.

Daí passa séculos discorrendo sobre a exploracao de se morar na favela, como a vida é sofrida, como é tudo culpa dos ricos etc. etc., daí morre na favela. Daí o filho dele que nasceu na favela, continua o mesmo discurso.

Dai aparece um cara e diz: que tal morarmos num sobrado com água, luz e esgoto? E pronto, já vem os favelados com 7 pedras na mao, dizendo que o cara é de direita, que acha que lugar de pobre é num lugar pior etc. etc.

Já dizia Lênin: o esquerdismo é a doenca infantil do comunismo.

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paulino camargo

08 de junho de 2018 às 10h01

Será Lula ou será voto nulo. Este Ciro na primeira oportunidade se aliará ao que de mais ruim no Brasil.
Lula ou voto nulo.

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    Benoit

    08 de junho de 2018 às 11h48

    O Lula se aliou ao Ciro. Por isso o Ciro já fez parte de governos do PT. Voto nulo é volto no Bolsonaro e é voto para deixar o Lula na cadeia.

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    Marcelo

    08 de junho de 2018 às 14h27

    Putz, não vai votar nem em quem o Lula indicar??

    Se disser “Lula ou quem ele indicar” é uma coisa, mas Lula ou ninguém é muito inconsequente. Até porque o TSE provavelmente vai acabar não permitindo a candidatura dele. Vc está ajudando Bolsonaro

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Leandro_O

08 de junho de 2018 às 10h00

Benjamin Steinbruch no Roda Viva em 27/06/2005 : https://youtu.be/_naMsVeLPQM?t=2190

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    Leandro_O

    08 de junho de 2018 às 11h14

    Vide o que ele disse após 21′:25″.

    Responder

    Leandro_O

    08 de junho de 2018 às 11h39

    Até o Steinbruch tentou avisar (e o pessoal desce a lenha nele):

    Benjamin Steinbruch: Histórias ocorrem sempre e têm que ser apuradas. Essa questão, eu acho que tem que ser apurada o quanto antes, pois você tem indícios muito fortes. Acho que, na verdade, o presidente Lula tem que buscar a governabilidade dele na sociedade e não no PMDB [Partido do Movimento Democrático Brasileiro].

    http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/143/entrevistados/benjamin_steinbruch_2005.htm

    Responder

MARCOS FERREIRA LIMA

08 de junho de 2018 às 09h04

As ironias não procedem, Meireles e Ciro Gomes ocuparam cargo de confiança do presidente LULA, só poderiam tomar quaisquer atitudes com a autorização do CHEFE.
O Ciro presidente será ele a autoridade máxima.
O vice-presidente José de Alencar nunca diria este absurdo: “O exemplo dos Estados Unidos em que o trabalhador almoça ao mesmo tempo em que trabalha: “comendo sanduíche com a mão esquerda e operando a máquina com a direita. Tem 15 minutos de almoço, entendeu?”.
Steinbruch em que defendia a radical flexibilização das leis trabalhistas. A “inovação” pensada por ele consistia em flexibilizar a idade, jornada de trabalho, o que for possível para facilitar a exploração desenfreada como resposta à crise capitalista (DCM)

Responder

    J Fernando

    08 de junho de 2018 às 11h43

    Correto. O problema não é ele ser de direita. Isso não incomoda em um vice. Vice não apita, mas fala, concilia, atrai simpatias dos eleitores (José Alencar era muito querido, tinha muita empatia com o povão), faz alianças políticas e empresariais.

    O problema é que o nome Steinbruch remete imediatamente ao almoço de 15 minutos para o trabalhador.
    Vai afastar o eleitor mais consciente sim.

    Responder

      Marcelo Abb

      08 de junho de 2018 às 15h19

      Até o início de 2018, eu achava que o eleitor de esquerda era mais politizado, criterioso, crítico, sensato…

      Hoje vejo que difere muito pouco do eleitor da direita.

      Crucificar o cara por causa de um posicionamento específico, à respeito do horário de almoço? Acho isto de uma leviandade sem tamanho.

      Sou e sempre fui de esquerda, mas seria super favorável a um horário de almoço MÍNIMO de 15 minutos. Trabalho em uma estatal e te afirmo que 100% das pessoas gostariam de poder almoçar mais rápido para poder chegar mais cedo em casa. O que na prática acontece é que a pessoa tem uma hora para almoçar, mas almoça em 15 a 20 minutos, volta para a empresa e fica “trabalhando de graça” na hora do almoço.

      Gente, vamos pensar. Não é uma bobagem dessa que pode determinar o nosso voto e as nossas convicções.

      Quem faz isso é eleitor de bolsonaro com os nióbios, grafenos e estatutos de desarmamento da vida! Nós somos melhores do que isso!

      Responder

        J Fernando

        11 de junho de 2018 às 15h10

        Você trabalha numa estatal, não sei do seu horário, mas respeito. Respeito porque:
        Eu trabalho hoje em órgão público e, da mesma forma, se pudesse ter 15 minutos de almoço seria ótimo, por um motivo simples: sequer saio do meu setor para almoçar.
        Mas, meu tempo de gráfico, com trabalho ininterrupto, rígido, o horário de almoço era sagrado e ninguém, ninguém mesmo, pensava em diminuir o horário para sair um pouco mais cedo. A não ser que quisesse passar mal, almoçando rápido e voltando para o serviço pesado, para o cheiro das tintas, para o barulho das impressoras.
        Você acredita mesmo que é apenas um posicionamento específico? Presidente da FIESP, dono da CSN, Steinbruch não vai olhar mesmo para nenhum benefício dos trabalhadores.
        E, sim, são “bobagens deste tipo” que derrubam candidatos. Antes mesmo de ver qualquer proposta de Bolsonaro, eu já o detestei como candidato, devido ao posicionamento dele para com as mulheres. Levy Fidelix perdeu votos ao falar contra a união homoafetiva (“uma bobagem”, pois sendo ele evangélico, é o posicionamento correto). Cuidado com as “bobagens”.
        Em outras postagens, procure pelo meu nome, e verá que sou a favor de Ciro Gomes. Mas, não sou de deixar passar essas “bobagens”…

        Responder

Leandro_O

08 de junho de 2018 às 08h49

Miguel, você não entendeu duas coisas: 1. O PT só faz alianças com a direita, e só esse partido da esquerda pode fazer alianças com qualquer coisa vindo da direita – todo o resto é golpe. 2. O Brasil vai fazer a revolução. Não fez em nenhum dos anos em que o PT esteve mais forte, mas agora vai fazer, agora vai! Vide todas as chamadas de greve geral da CUT e o primeiro de maio que juntou dezenas de milhões de brasileiros ávidos por ser os primeiros no mundo a fazer a tal “revolução”. Afinal, se não considerar isso, as pessoas vão acabar achando que o cenário na verdade é aquele da mesma política se adaptando às atuais circunstâncias.

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Alexandre Pinto

08 de junho de 2018 às 02h42

Mais uma excelente análise

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Régis

08 de junho de 2018 às 01h04

Ciro Gomes é nacionalista e defensor da classe operária!
#somostodosotarios

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Ícaro Sandro

07 de junho de 2018 às 22h31

Li essa peróla no artigo do Luiz Roque Cardia que foi publicado hoje no Cafezinho. Parece que o Ciro deve favores ao Steinbruch. O Luiz Roque diz que são amigos, mas a gente sabe como é amizade de empresário e político. Prestem atenção: “A própria “polêmica” em torno do nome de Benjamin Steinbruch é apenas um espantalho criado pela esquerda, e estimulado pela direita, para semear pânico nos apoiadores do pedetista. Steinbruch é um amigo pessoal de Ciro, que já o colocou numa posição estratégica no setor privado, a presidência da Transnordestina, subsidiária da CSN. E apesar das posições reacionárias em relação aos trabalhadores, o empresário é inimigo aberto do neoliberalismo e não é de hoje, basta conferir suas colunas na Folha de São Paulo que sempre atacaram o rentismo e a desnacionalização da economia brasileira, inclusive levados a cabo pelos governos petistas.” Até parece que o que um empresário desses escrever é para ser levado a sério. Olha, o cara comprou a Vale a preço de banana na época das privatizações, na crista da onda do neoliberalismo selvagem. Aí vem um Luiz Roque e diz que Steinbruch é “inimigo do neoliberalismo”. Quer nos fazer de otários.

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    Curió

    08 de junho de 2018 às 09h19

    Concordo plenamente. E que historinha de o ” lulismo colapsou ” é essa ? Que conversa pra boi dormir é essa de ” espólio do lula ? Já o consideram morto estes medonhos ? Depois o Miguel não gosta de ser acusado de neoantipetista! Vocês do blog ainda vão botar o rabo da porca a perder, de tanto torcer e contorcer manipulático! Aproveitando a deixa…o Miguel, a despeito de grandes serviços prestados à democracia, ultimamente diz na nossa cara que uma melancia é um melão ” científica-grafo-comprovadamente ” porque este é redondo e tem a origem etmológica, mel… vão cachimbar formigas!

    Responder

    John

    08 de junho de 2018 às 11h23

    Nao culpe quem comprou por preco de banana, mas sim quem vendeu. O comprador nao é culpado.
    Se você tem outros motivos pra nao gostar do homem, nao use isso como exemplo porque nao faz o menor sentido.

    Eu estou na verdade feliz de que pelo menos um brasileiro comprou, ainda que por preco de banana. Pelo menos o dinheiro fica aqui. Nao é repatriado por alguma outra empresa estrangeira sem gerar nenhum investimento aqui.

    Responder

Icaro

07 de junho de 2018 às 22h24

Acho que o povo está começando a perceber que se não nos juntarmos para votar no Ciro Gomes, um candidato muito maluco e incoerente pode acabar ganhando as eleições.

Responder

    Curió

    08 de junho de 2018 às 09h03

    Deixa de história! Larga mão de papo furado!

    Responder

Ubirajara

07 de junho de 2018 às 22h06

Concordo com seus argumentos. Em um país com 200.000.000 de pessoas é impossível esperar que as composições políticas sejam as que você quer! Entretanto, algo me incomoda, este Steinbruch era da FIESP, a criadora do pato amarelo! Isso me incomoda, como se fosse um trauma do golpe!

Responder

Arcanjo Berramar Neto

07 de junho de 2018 às 21h42

O tempo para discutir política é de 1 a 2 minutos.
Horas para humorista sem graça fazer gracinha.
Horas para programas policiais
Horas para pregação religiosa.
Horas para apresentadores imbecis mitiotizaren o povo.

Degradação total.

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