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Haddad diz que não será candidato

Por Miguel do Rosário

30 de julho de 2018 : 09h12

O ex-prefeito de São Paulo, apontado por quase todos os analistas como o mais provável substituto de Lula, no caso do ex-presidente ser impedido, afirmou categoricamente, em entrevista a Exame, que não será candidato. Como prova de que essa é uma decisão definitiva, Haddad informou que volta a dar aulas esta semana, no Insper.

A declaração de Haddad pode ser um disfarce, uma maneira de neutralizar o aumento da boataria sobre seu nome nos últimos dias, na esteira de uma série de entrevistas que passou a dar à imprensa, expondo o programa de governo do partido.

Disfarce ou não, é uma afirmação que aprofunda o mistério sobre a estratégia do PT para as eleições de outubro, agora que o judiciário intensificou os sinais de que não autorizará a candidatura Lula.

Na Forum

28 DE JULHO DE 2018, 14H35
Haddad diz que não será candidato a nada neste ano

Fernando Haddad, coordenador da campanha de Lula, aponta as diretrizes da candidatura petista, como retomada das PPPs, combate ao juro alto e reforma tributária

Por Redação

Coordenador-geral da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad diz que seu trabalho nas eleições está no fim. Professor do Insper, ele diz que se dedicará a dar aulas após a conclusão do programa de governo petista. Haddad é o principal nome para substituir Lula caso a candidatura do ex-presidente seja impugnada pelo TSE com base na lei da Ficha Limpa.

Haddad comentou algumas das propostas econômicas do PT em entrevista concedida à revista Exame. Entre as principais medidas estão a retomada do programa de concessões públicas e Parcerias Público-Privadas (PPPs), o combate ao spread bancário por meio de tributação punitiva aos bancos com juros abusivos e defende que a Reforma da Previdência comece pelo regime público de estados e municípios.

O ex-prefeito de São Paulo também falou sobre a promessa do PT em revogar uma série de medidas do governo Temer: alguns aspectos da reforma trabalhista, entre eles, além de tocar uma reforma tributária focada na simplificação de impostos, por meio da criação de um Imposto sobre Valor Agregado.

Para Haddad, o foco tem que ser a retomada das obras paradas. “Pretendemos dar força ao programa de PPPs e concessões. Temos algumas iniciativas novas, como o projeto de troca de iluminação pública por LED em todo o país, por exemplo. Considerando os municípios e zonas urbanas do país, seria poupado o equivalente à produção de uma hidrelétrica média de forma constante. É um potencial enorme em termos ambientais e de segurança pública”.

De acordo com o coordenador da campanha petista, a crise enfrentada por Dilma Rousseff após 2015 foi uma sabotagem enorme a partir de 2015, patrocinada pela oposição para desestabilizar as instituições do país. “As pautas-bomba foram invenção de quem? [Faz referência ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB)]”, diz Haddad.

Na opinião do petista, a PEC dos gastos é inexequível. “Todo mundo reconhece que ela foi um tiro no pé, mesmo os economistas mais conservadores”, explica Haddad. Sobre a Previdência, Haddad diz que o foco não pode recair sobre os mais pobres e que a Reforma deveria começar pelos Estados e Municípios.

Confira a íntegra da entrevista no site da Exame

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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9 comentários

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NeoTupi

30 de julho de 2018 às 14h22

Gente, é só ligar o tico e teco para ver que Haddad tem de ser candidato a alguma coisa nestas eleições. Poderia ser a governador para fortalecer o palanque em SP, ou no mínimo a deputado federal para puxar votos para eleger bancada.
Se ele diz que não é candidato a nada é porque está a postos ou para ser vice de Lula, ou candidato do Lula a presidência se o judiciário confirmar a proibição do povo poder votar em Lula. É claro que nega ser plano B, porque senão atropelaria o plano A que é Lula.

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Vargas

30 de julho de 2018 às 11h38

Cartilha neoliberal aplicada a projetos de grande potencial para o desenvolvimento do pais e receita de desastre. Chega de cartilha neoliberal.

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Alan Cepile

30 de julho de 2018 às 10h47

PT está completamente perdido.

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    João Pessoa

    30 de julho de 2018 às 12h33

    Sim
    O Miguel deveria chutar o balde e parar de apoiar essa lixeira que se tornou o PT.
    Está claro que não existe mais uma projeto de Brasil, mas sim, um de poder.

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Fischer

30 de julho de 2018 às 10h24

E agora, Miguel? Sem Jaques Wagner e sem Addad, quem será o poste de Lula?
Acho que Lula vai deixar o PT morrer abraçado em sua prisão. Tudo porque Lula não quer que Ciro venha a se tornar o líder da esquerda.

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    João Pessoa

    30 de julho de 2018 às 12h31

    Perfeito.
    Lula sabe a força que Ciro tem.

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CezarR

30 de julho de 2018 às 09h37

Há algumas fontes que apontam que o “poste” do Lula será a Gleisi, após as recusas do Hadadd e do Jaques Wagner. Em resumo: esquerda fora do segundo turno.

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    Nostradamus ( consultoria política & psicológica )

    30 de julho de 2018 às 10h38

    Se for ela também poderá ser eleita no primeiro turno. Principalmente se vir com o Amorim de vice ou… versa… As almas agourentas do purgatório poderiam muito bem queimar junto com a vampirada na grande festa do povo, que teria seu estado democrático de volta. Ela tem peito para enfrentar essa maçonaria togada fascista jurídico-midiática… e muito mais!

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      CezarR

      30 de julho de 2018 às 11h15

      Gleisi, no primeiro turno? HAHAHAHAHAHHAHAHA! Olha, espero que eu esteja errado e você seja realmente um Nostradamus.

      Responder

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