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Lucro líquido da Petrobras cresce 317% no acumulado do ano

Por Miguel do Rosário

06 de novembro de 2018 : 12h35

Na Agência Brasil

Petrobras fecha terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 6,6 bilhões
Publicado em 06/11/2018 – 08:49

Por Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

A Petrobras fechou o terceiro trimestre do ano com um lucro líquido de R$ 6,6 bilhões, resultado mais de 2.300% superior aos R$ 266 milhões obtidos no mesmo período no ano passado.

Assim, a estatal encerra os primeiros nove meses do ano com um lucro líquido de R$ 23,6 bilhões, crescimento de 371% em relação a igual período de 2017.

O resultado reflete maiores margens na comercialização de derivados no mercado interno e o aumento das exportações, além da alta do preço do barril do óleo no mercado externo e da depreciação do real frente ao dólar.

Os números foram divulgados hoje (6) pelo presidente da empresa, Ivan Monteiro, e indicam que o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu o recorde histórico de R$ 85,7 bilhões, com margem de 33%.

Segundo a Petrobras, o resultado “decorre de maiores margens nas exportações e vendas de derivados no Brasil, impulsionadas pelo aumento do Brent [petróleo cru] e pela depreciação do real”.

Além disso, contribuíram para esse resultado “o aumento nas vendas de diesel, a disciplina de controle de gastos e as menores despesas com juros, por conta da redução do endividamento”.

Para Ivan Monteiro, o resultado só não foi ainda maior em razão de acordos firmados em setembro para encerramento das investigações iniciadas nos Estados Unidos, abrangendo R$ 3,5 bilhões, o que reduziu os riscos para a estatal.

Excluindo-se esses acordos, bem como os efeitos da Class Action (ação coletiva), o lucro líquido seria de R$ 10,3 bilhões no trimestre e R$ 28 bilhões no acumulado do ano.

“Nossos resultados financeiros comprovam que já estamos colhendo uma série de frutos decorrentes de nossa recuperação. É o terceiro trimestre seguido em que registramos lucro líquido”, disse o presidente da companhia.

A avaliação de Ivan Monteiro é que a empresa arrumou a casa. “A retomada do nosso crescimento é positiva não só para a Petrobras, como também para o país, uma vez que a empresa gera recursos para a sociedade por meio de tributos e participação nos lucros, contribuindo para o desenvolvimento do Brasil pela cadeia de valor do nosso negócio”, afirmou.

Endividamento

Outro ponto abordado pelo presidente da estatal como positivo envolve a redução contínua e segura do endividamento da empresa.

Segundo os números divulgados, o endividamento líquido da companhia caiu 14% nos primeiros nove meses deste ano em relação a dezembro do ano passado, atingindo US$ 72,9 bilhões em setembro último, “o menor nível desde 2012”, disse Monteiro.

Com a queda do endividamento, a despesa com o pagamento de juros caiu de US$ 5,7 bilhões nos nove primeiros meses de 2017 para US$ 4,5 bilhões no mesmo período de 2018. Paralelamente à redução do endividamento, a gestão ativa da dívida possibilitou o alongamento do prazo médio para 9 anos, com taxa média dos financiamentos de 6,2%.

A relação entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado (geração de caixa) prosseguiu em queda, passando de 3,67 em dezembro de 2017 para 2,96 em setembro de 2018. Excluindo-se os recursos provisionados para o acordo de Class Action, a Petrobras apresentaria relação entre dívida líquida e Ebitda de 2,66, perto da meta anunciada no planejamento estratégico de reduzir para 2,5 vezes até o fim de 2018.

Melhor resultado

“Além de ter sido o melhor resultado da empresa desde 2011, se a gente excluir do resultado os dois acordos feitos no âmbito internacional com as autoridades americanas, o lucro líquido teria sido de R$ 28 bilhões e a dívida líquida de US$ 73 bilhões, mantendo a meta de ter um valor abaixo dos 70 bilhões dólares até o final de uma relação [dívida/geração de caixa] no menor nível desde dezembro de 2012”, ressaltou Monteiro.

O Balanço da Petrobras indica, ainda, que o Fluxo de Caixa Livre permaneceu positivo pelo décimo quarto trimestre consecutivo, totalizando R$ 37,5 bilhões no acumulado do ano devido ao aumento da geração operacional.

Houve, ainda, maior realização de investimentos nos nove primeiros meses do ano, somando R$ 32,3 bilhões, total 10% superior ao mesmo período do ano anterior. E 89% foram destinados para a área de exploração e produção.

A Petrobras informou ainda que, nos primeiros nove meses do ano, gerou R$ 116,2 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais, além das participações governamentais, e mais R$ 10,6 bilhões em participações nos lucros, atingindo R$ 126,8 bilhões.

* Matéria alterada às 10h56 para acréscimo de informações

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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5 comentários

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Carlos Lima

07 de novembro de 2018 às 00h24

Amigo Miguel, essa informação é ridículo, em relação a 2017 foi mais de 34% a menos de lucro, sem contar o conteúdo nacional e estaleiros, que gerariam milhões de empregos diretos e indiretos. Essa notícia é uma sacanagem estatística.

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Brasileiro da Silva

06 de novembro de 2018 às 22h57

Depois de 13 anos de administração voltada para a corrupção, voltamos a normalidade.

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Paulo

06 de novembro de 2018 às 17h28

Tá certo que a sucessão de Governos petistas quase colocou a Petrobrás na lona, e, nesse contexto, é bom vê-la se recuperar rapidamente. Mas o que eu gostaria realmente de saber é quando a Petrobrás servirá aos brasileiros. Sim, porque já lá se vão 65 anos de existência e o preço dos combustíveis só sobe, enquanto outros países produtores (e mesmo que importem, como os EUA) têm preços bem melhores. Do jeito que a coisa vai, os combustíveis só baixarão quando os derivados de petróleo se tornarem uma mercadoria obsoleta…

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Roque

06 de novembro de 2018 às 13h03

Ainda bem que o Temer vai deixar uma herança bem melhor para o Bolsonaro. Bem diferente da herança maldita deixada pela estocadora de ventos…

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