Cafezinho 2 minutos: Posse de Bolsonaro e alegações finais contra Lula

Petrobrás vende campos de petróleo por 0,3% do valor

Por Tadeu Porto

28 de novembro de 2018 : 22h55

A entrega do país segue a passos largos.

A Petrobrás acabou de entregar de mão beijada três campos de petróleo na Bacia de Campos, Rio de Janeiro.

Vejam bem: Os campos de Carapeba, Vermelho e Pargo foram vendidos por de US$ 370 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhões).

Segundo estudo do Dieese, o valor é praticamente irrisório se comparado com o potencial dos três campos.

Com base nos dados públicos fornecidos pela ANP, as reservas atuais (de outubro de 2018, última informação presente no site) dos campos de Pargo, Carabepa e Vermelho são de 1,5 bilhões de barris de petróleo e 6,7 bilhões de metros cúbicos de gás natural.

Ou seja, a Petrobrás abriu mão de um campos que equivaleriam, pelo preço atual do Barril, a R$ 441 bilhões.

A maior empresa do país vendeu seu futuro por, aproximadamente, 0,3%.

Tadeu Porto

Colunista do Cafezinho e diretor da Federação Única dos Petroleiros e do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense.

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36 comentários

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Nelson

01 de dezembro de 2018 às 22h48

Há alguns defensores tão fanáticos do “deus” mercado a comentarem por aqui que nem se dão o trabalho de ler o texto com a atenção devida.

O autor diz, claramente, que o Dieese fez um estudo e é, portanto, desse estudo que ele importou os dados que expõe no texto. Não é achômetro.

O Dieese é uma instituição que já tem mais de 60 anos de atuação, com credibilidade comprovada.

Ah, claro. Não faltarão os que, para denegri-la, ousarão afirmar que se trata de uma instituição dominada pela esquerda e por sindicalistas e que, portanto, não pode ser confiável.

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Zé gota

30 de novembro de 2018 às 10h31

vejo com tristeza e muita preocupação, o que estão fazendo com o Brasil, vejo muita gente defender o que não entende no ramo do petróleo, vejo também que acreditam numa agência que desde que foi criada só causou prejuízos ao país, acompanho o desenvolvimento do projeto do pré e pós sal, um projeto ambicioso e que nenhum país nunca bancou e deteve a tecnologia para tal, inclusive, os usa, sempre buscaram roubar, a exemplo o caso da Halliburton, quando roubo pastas e computadores com informações ultra secretas sobre, vejo que o montante investido neste programa, ainda não foi pago, mas, a partir do momento em que foi distribuído para o país, estados municípios, gerou muita renda e empregos (mesmo com todos os desvios)…vejo muita gente inocente ou maldosa emitindo parecer sobre e sem o mínimo de entendimento/conhecimento, desta forma, qualquer imbecil, inclusive eu, pode fazer igual…o Brasil está outra vez sendo roubado pelas multi e com apoio de gente sem o mínimo de respeito ao país e a serviço dastas empresas, enfim, vi quando um barril de petróleo custava alguma coisa entorno de U$48,00 o governo querer vender o nosso por míseros U$0,08 este mesmo barril e ainda, com um presente de tempo, ou seja, pagar somente após algum tempo de exploração… isso é crime de lesa-patria. temos um governo que não atende aos anseios do seu povo, e aí que parece, teremos outro ainda menos…era FHC por exemplo, sob a enrolação de pagar dúvidas, Vale do Rio Doce com valor estimado de 100 bilhões, foi entregue por 3,3 bilhões, o dinheiro nunca apareceu, a dívida do aumentou… quanto custou construir um único poço no pre-sal, alguns milhões de dólares e agora estão sendo entregues de mão beijada, onde entregam e recompram após o refino, além de pagar bem mais caro, a geração de empregos, será onde, no Brasil é que não, e quem ganhará com isso, todos os políticos e os mega empresários, com raras exceções, alguns brasileiros consorciados. os dados da ANP, sempre deve tudo ser manipulado, senão, os indícios de falcatruas logo apareceriam, enfim, é sim, os funcionários e sindicatos da Petrobrás, quem efetivamente sabe das reais informações e não órgão e políticos que atuam contra o país

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Gustavo

30 de novembro de 2018 às 05h04

Boa noite,

Tenho poucos conhecimentos sobre petróleo ao contrário de alguns usuários e seus comentários.

Só me soa muito estranha a conta feita pelo artigo em questão porque as ações da Petrobras totalizavam 366 bilhões de reais em outubro de 2018 e a conta realizada afirma que apenas esses três campos valem mais do que o valor de mercado da empresa inteira considerando todos os seus campos e demais negócios

Há coisa estranha aí… Achar que a ANP manipula dados é uma teoria mas se a conta estivesse certa seria esquisito o mercado estar precificando algo tão longe assim da realidade.

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    Tadeu Porto

    06 de dezembro de 2018 às 14h29

    Aí companheiro! Segue a nota técnica completa do Dieese com as informações que coloquei no texto: https://sindipetronf.org.br/component/k2/item/download/229_037e8cd01d7f3ba71a47b64e4a39b9a2. É claro que a conta é primária, mas o choque é para chamar a reflexão e o debate. Basicamente, temos certa clareza que a posição da Petrobrás é mais ideológica que técnica, por isso não é impossível encontrar falhas como essa. Não à toa, esse projeto saiu depois da vitória das eleições da agenda neoliberal.

    Passar os campos maduros para a frente a parte da gestão da Petrobrás quer há muito tempo e não somos ingênuos de achar que a geopolítica do petróleo não tem influência nisso. A empresa tem seguido uma lógica de “player” secundário no mundo do petróleo, sendo que é a companhia estatal o país da maior descoberta de petróleo do século XXI.

    Por fim, não tenho tanto tempo para acompanhar comentários assim. Quando quiser um debate mais profundo, por favor, me procure no Twitter (@tadeuporto) que discutimos por lá! :)

    Responder

CAR-POA

29 de novembro de 2018 às 17h51

AOS COMENTÁRIOS DOS DEFENSORES DO “LIVRE MERCADO” QUE COLOCAM OS PRIVADOS COMO “COITADINHOS” : EXISTEM 3 FATOS FUNDAMENTAIS QUE DEVEM SER LEVADAS EM CONTA.
1- NENHUM EMPRSÁRIO FAZ NEGÓCIO QUE NÃO LHE DÉ LUCRO (PORTANTO ESTE PODERIA SER EXPLORADO PELO ESTADO E DAR LUCRO TAMBÉM)
2- A ÁREA DE ENERGIA É ESTRATÉGICAMENTE FUNDAMENTAL PARA O ESTADO ( os tontos dirão:–em USA o petróleo está em mãos privadas—- porém quando eles precisam garantir o petróleo delas ,invadem o país que o possui,vide Irak,Libia,etc A próxima Venezuela).
3-O DESCUBRIMENTO DO PRE-SAL COLOCOU O BRASIL NA MIRA DA RAPINHAGEM ,E ELES CONSEGUIRAM.
MORO AFUNDOU ECONÓMICA E POLÍTICAMENTE A PETROBRAS E PARENTE COMPLETOU O SERVIÇO.
POR QUE ESTAMOS DISCUTINDO SE FOI BARATO OU FOI CARO QUANDO O “ROUBO” É TÃO CLARO????

Responder

    Eu Mesmo

    29 de novembro de 2018 às 18h37

    afff
    teu comentário é completamente sem pé nem cabeça.

    Responder

      CAR-POA

      30 de novembro de 2018 às 14h01

      Tentei ser absolutamente BÁSICO,PRIMÁRIO,ÓBVIO para que IGNORANTES COMO VC pudessem entender o ÓBVIO.
      Vejo que não consegui.

      Responder

Mateus

29 de novembro de 2018 às 10h12

Queria saber que fonte esse colunista usou porque da ANP é que não foi.
Pelos dados oficiais eles têm por volta de 1 bilhão de barris in place. Mas isso não é reserva.
Está errado duas vezes.

Responder

    Adalberto

    29 de novembro de 2018 às 10h48

    É assim que a esquerda “informa”.

    Responder

    CAR-POA

    29 de novembro de 2018 às 17h57

    O “COLUNISTA” É DIRETOR DO SINDICATO.Aí vc dirá–tá explicado,ele tem interesse político—,mas,e se vc pensar o contrário???por exemplo : quem tem melhor acesso a informação? o sindicato dos trabalhadores que geram estes números? ou os “dados oficiais” aos quais vc presta tanta confiabilidad???????
    Qual sería o nteresse de um governo golpista e entreguista em alterar os números ?????pensando…tic tac ..

    Responder

      Eu Mesmo

      29 de novembro de 2018 às 18h39

      Sem entrar no mérito de se agora os dados oficiais são confiáveis ou não, mas o fato é que nos tempos petistas eles eram menos confiáveis do que são agora.

      Responder

        Nelson

        01 de dezembro de 2018 às 22h26

        “Sem entrar no mérito de se agora os dados oficiais são confiáveis ou não, mas o fato é que nos tempos petistas eles eram menos confiáveis do que são agora.”

        Você tem certeza absoluta do que está a dizer, meu chapa? Ou você diz isso, porque foram a mídia hegemônica e seus comentaristas, supostos especialistas em tudo – deformadores de opinião, na verdade -, que te “informaram”.

        “Informaram” da forma como estão acostumados a fazer: a forma goebbeliana. Ou seja, tal mídia repete à exaustão determinada versão de um fato até que as pessoas encasquetem que tal versão é o espelho da realidade.

        Uma mentira repetida 100 vezes acaba se tornando uma verdade inquestionável, dizia Joseph Goebbels, ministro da Propaganda do nazismo.

        Responder

Eu Mesmo

29 de novembro de 2018 às 10h03

Como o Estado participa na exploração de petróleo em outros países?
Néli Pereira e Rafael Barifouse Da BBC Brasil em São Paulo

17 outubro 2016 https://www.bbc.com/portuguese/brasil-37613325

(…)

Mas como o Brasil se insere no contexto global dos modelos de exploração de petróleo? Qual é o peso de empresas estatais na atividade? E o que determina o papel assumido pelo Estado em diferentes países?

“A maioria dos governos dá algum tipo de privilégio para suas estatais. É raro, ainda que não inédito, um ambiente de exploração em que haja competição total com empresas privadas”, diz Patrick Heller.

(…)

Entre os diferentes modelos adotados no mundo, Heller posiciona em um extremo a Arábia Saudita, o terceiro maior produtor de petróleo do mundo em 2015.

(…)

No outro extremo, está o maior produtor global no ano passado, os Estados Unidos, onde não existe uma petrolífera estatal.

(…)

“Em países do Oriente Médio, onde a rentabilidade é alta e o risco é baixo, o Estado resolve fazer tudo diretamente. Nos Estados Unidos, Reino Unido e Noruega, onde o risco é alto, se compartilha isso com empresas privadas por meio de concessão, que, em troca, pagam tributos, como royalties, participações especiais e bônus de assinatura”, afirma Pompermayer.

(…)

“O mais comum é se adotar modelos diferentes de acordo com circunstâncias diferentes. A maior parte dos países se vale da concessão, que tende a predominar em países desenvolvidos e na maior parte dos sul-americanos”, afirma Leães.

(…)

Responder

    Nelson

    01 de dezembro de 2018 às 22h31

    “No outro extremo, está o maior produtor global no ano passado, os Estados Unidos, onde não existe uma petrolífera estatal.”

    Se não há estatal, ainda assim o Estado garante os gordos lucros das grandes petroleiras privadas, às custas dos contribuintes estadunidenses, é óbvio.

    Dá uma olhadinha no post publicado pelo Rosário em 26 de maio deste ano. O título do post já diz tudo: “WASHINGTON POST: 45% DA PRODUÇÃO AMERICANA DE PETRÓLEO É SUBSIDIADA”.

    Responder

Rodrigo

29 de novembro de 2018 às 08h10

Obrigado Alan por esclarecer o assunto, realmente o comentário do colunista havia sido raso.
Muito espanta o fato de não verem que 1,4 bilhões e muito pouco para três campos de petróleo, um dos ativos mais rentáveis do mundo, mesmo considerando os custos de exploração.
Raso também é o fato de não verem que petróleo, assim como energia de uma forma geral, é algo estratégico para o Estado, que pode controlar a economia como um todo, papel que não pode ser dado indiscriminadamente a iniciativa privada, vide que cerca de 80% das petrolíferas do mundo são estatais. Este papo de liberalismo a americana é piada. Os Estados Unidos usaram, e usam, a força do Estado, ainda a maior potencia do mundo, para apoiar suas empresas estratégicas, mas pregam a abertura de outros mercados.
Corrupção se inibe com fiscalização, não com eliminação de ativos de um pais. Odebretch e demais empreiteira envolvidas em corrupção em nosso pais não são estatais. Enron, nos EUA, atolada em fraude tambem não era estatal. Siemens, envolvida no cartel de trens em São Paulo é privada…e por ai vai.
Temos parar com este complexo de vira lata de dizer que tudo do estado brasileiro é ruim e tudo que é privado e bom. Desde quando o interesse privado é desenvolvimento do pais ou melhora de condições de vida. O interesse privado é o lucro.

Responder

Brasileiro da Silva

28 de novembro de 2018 às 23h56

Que blz. O investimento para extração, as plataformas, os funcionários, o transporte, o risco, os impostos e os royalties o cronista paga. Assim, e só assim a conta dele esta correta. Parabéns, “jenio” das finanças.

Responder

    Vitor

    29 de novembro de 2018 às 01h31

    Incrível que um diretor do sindicato consiga ser tão raso. Não é à toa que ninguém quer pagar essas porcarias e muitos estão à bancarrota. Olha o nível…

    Responder

      Brasileiro da Silva

      29 de novembro de 2018 às 01h33

      Esse é o nível….

      Responder

    Alan Cepile

    29 de novembro de 2018 às 12h13

    Moçada, esses 3 campos JÁ ESTÃO em produção, ou seja, as plataformas, os funcionários, o transporte, o risco, os impostos e os royalties já estão alocados, a Perenco só vai chegar e dar continuidade…

    Responder

      Alan Cepile

      29 de novembro de 2018 às 12h16

      Complementando, não está sendo dado um terreno para que o gringo construa sua casa, está sendo dado o terreno com a casa prontinha, só foi passada a chave.

      Responder

        Eu Mesmo

        29 de novembro de 2018 às 13h25

        São informações relevantes isso que vc diz. Bem que podiam estar no texto, para uma melhor compreensão do contexto da coisa.

        Responder

          Alan Cepile

          29 de novembro de 2018 às 14h34

          Eu mesmo, eu trabalho na área, então tenho algumas informações a mais, mas é claro que não sou o dono da verdade, tenho colegas que tb trabalham na área e defendem o plano de “desinvestimento” da Petrobrás (acho essa palavra muito engraçada!).
          Tem um custo nessa operação que é importantíssimo e nenhuma matéria de venda de campos exploratórios menciona, que é o descomissionamento das plataformas quando os campos forem decretados inviáveis, ou seja, quando o volume de óleo/dia não cobrir mais os custos operacionais.
          O descomissionamento é a desmontagem total da plataforma e é o custo mais alto da operação offshore, e neste caso são 7 plataformas, com certeza será um custo estratosférico que eu nem faço ideia do valor.
          Pra avaliar com algo perto de 100% de confiabilidade os valores envolvidos nesse negócio, o valor do descomissionamento deveria ser mencionado, mas nunca é.

          Responder

            Vitoe

            30 de novembro de 2018 às 13h46

            Alan, manda mensagem para o Miguel e passe a escrever os textos. Seus comentários são bem mais relevantes que o “artigo” do sindicalista…

            Responder

            Tadeu Porto

            06 de dezembro de 2018 às 14h32

            Aí companheiro! Segue a nota técnica completa do Dieese com as informações que coloquei no texto: https://sindipetronf.org.br/component/k2/item/download/229_037e8cd01d7f3ba71a47b64e4a39b9a2. É claro que a conta é primária, mas o choque é para chamar a reflexão e o debate. Basicamente, temos certa clareza que a posição da Petrobrás é mais ideológica que técnica, por isso não é impossível encontrar falhas como essa. Não à toa, esse projeto saiu depois da vitória das eleições da agenda neoliberal.

            Passar os campos maduros para a frente a parte da gestão da Petrobrás quer há muito tempo e não somos ingênuos de achar que a geopolítica do petróleo não tem influência nisso. A empresa tem seguido uma lógica de “player” secundário no mundo do petróleo, sendo que é a companhia estatal o país da maior descoberta de petróleo do século XXI.

            Por fim, não tenho tanto tempo para acompanhar comentários assim. Quando quiser um debate mais profundo, por favor, me procure no Twitter (@tadeuporto) que discutimos por lá! :)

            Aqui um detalhe: a representação petroleira tem cadeira num grupo de estudos de descomissionamento da UFRJ. O assunto é incipiente ainda, mas realmente requer muito debate. O futuro sobre isso ainda é bem incerto, como também é o fim dos combustiveis fósseis e o impacto da industria 4.0 no mundo do petróleo, que pode mudar completamente as relações de trabalho do mercado de óleo e gás.

            Responder

Eu Mesmo

28 de novembro de 2018 às 23h27

Afff….. Q continha de buteco mais sem vergonha essa aí eim…
E ir lá e arrancar o petróleo e gás não custa nada?? E a qualidade desse petróleo, que vale menos que o Brent?? Como fica? São só perguntas….

Responder

    Brasileiro da Silva

    29 de novembro de 2018 às 00h03

    Se o dono de um boteco fizer contas assim, ele fecha em 3 dias…

    Responder

      Eu Mesmo

      29 de novembro de 2018 às 00h12

      3 dias?? Ele nem abre….

      Responder

        Brasileiro da Silva

        29 de novembro de 2018 às 00h17

        Se for o cronista abre, e ainda acha que vai ficar rico….

        Responder

Paulo

28 de novembro de 2018 às 23h15

O Brasil não tem condições de explorar esses campos? Se não tem, por que vendê-los tão barato? Esses direitos de exploração são indefinidos no tempo e na quantidade de extração autorizada, podendo chegar ao exaurimento?

Responder

    Eu Mesmo

    28 de novembro de 2018 às 23h36

    Condições de explorar pode até ter. Dizem que a Petrobras domina essas tecnologias de exploração em águas profundas. A questão que eu pergunto é a seguinte: foi a Petrobras que vendou ou foi a ANP?? Pq pelo que eu saiba esses leilões são conduzidos pela ANP e a Petrobras participa se quiser. A Petrobras é uma empresa como qualquer outra. Seria bom livrar ela das mão do Estado para acabar com a cobiça dos políticos por ela.
    E outra: quando foi esse tal leilão? de 29/09/18??

    Responder

      Alan Cepile

      29 de novembro de 2018 às 00h33

      Muita calma nessa hora….
      Primeiro, esses campos NÃO SÃO em águas profundas, são campos antigos de antes do pré-sal ser descoberto e estão em águas rasas relativamente próximos à costa do RJ. O campo de Pargo, por exemplo, é da década de 70, os outros dois de 80.
      Segundo, o ativo é da Petrobrás, portanto a ANP não tem participação nisso. A ANP só vende, via leilão, campos potencialmente exploratórios sem dono e o risco operacional e financeiro do negócio ficam por conta da(s) operadora(s) que arrematar(em) esses campos.
      Terceiro, qualquer operadora pode participar dos leilões. Com a quebra do monopólio, a Petrobrás compete em igualdade de condições com as operadoras estrangeiras. Antes, mesmo que outra operadora adquirisse o campo, a Petrobrás obrigatoriamente seria parceira em (mínimo) 30%.
      Quarto, se dissermos a qualquer estrangeiro “Seria bom livrar a estatal do petróleo do seu país das mão do Estado para acabar com a cobiça dos políticos por ela” esse estrangeiro nos olhariam com uma ar de “coitado, esse cara tá completamente senil”, pois não há N-E-N-H-U-M precedente no mundo, ao contrário, nunca estivemos numa era onde as empresas internas foram tão protegidas pelos seus governos, a exceção é um país grandão que fica na América do sul….

      Responder

        Brasileiro da Silva

        29 de novembro de 2018 às 00h46

        Quinto: se falarmos para o estrangeiro que a empresa esta debilitada, com baixa condição de investimento, graças a corrupção, ele nos falaria: coitado desse povo que manteve durante 13 anos um governo corrupto.

        Responder

        Eu Mesmo

        29 de novembro de 2018 às 01h27

        Sobre o quarto ponto, empresa nenhuma precisa ter capital estatal. Eu sempre fico com o conceito norte-americano de empresa pública: que tenha capital aberto na Bolsa. Se eu a quero vou lá e compro ações dela e ganho (ou perco) dinheiro com ela. No mais, estatal é só pra virar teta dos ratos da política.
        Sobre o petróleo, ele sempre vai ser nosso, sempre vai estar lá e quem quiser explorá-lo terá que se submeter a nossa legislação e pagar os impostos conforme o nosso sistema tributário. No mais é só fiscalizar direito. Isso é que é papel do Estado. Quer mais o que??

        Responder

          Brasileiro da Silva

          29 de novembro de 2018 às 01h32

          3% para o partido?

          Responder

          Alan Cepile

          29 de novembro de 2018 às 10h11

          As regras do jogo podem ser discutidas, privada? Capital misto? Estatal?… Mas a questão específica aqui é que nenhum país vende seus principais e estratégicos ativos para um gringo, isso é básico para a soberania de um país, o Brasil está totalmente na contramão da tendência mundial. Vejam o que o Trump fez recentemente, impediu a venda de uma empresa americana para um grupo chinês simplesmente pq ele não quer a chinês dentro dos EUA comandando uma empresa, tá certíssimo o Trump, que mesmo louco foi muito sensato e protegeu a soberania americana, coisa que o Brasil deveria fazer, #SQN….

          Responder

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