História: Brizola na Unicamp em 1987

Marcia Tiburi deixa o Brasil após ameaças de morte. Imagem: Reprodução

Do ódio ao exílio: quem tem medo de Marcia Tiburi?

Por Guto Alves

11 de março de 2019 : 19h48

Conheci Marcia Tiburi há alguns anos na fila de embarque de um aeroporto, no dia de seu aniversário. Um sorriso no rosto e a simpatia no abraço já mostraram muito sobre quem era Marcia. Desde aquele dia até hoje, muita coisa mudou no Brasil. No Brasil daquela ocasião, Marcia era uma celebrada autora, defensora dos direitos humanos, professora e filósofa. No Brasil de hoje, com Bolsonaro presidente, seu nome estampa manchetes com a notícia de que teve que se retirar do país devido a ameaças constantes que vinha recebendo.  Não é coincidência.

Atendendo a um convite de Lula, Tiburi resolveu candidatar-se a governadora do Rio de Janeiro no ano passado pelo Partido dos Trabalhadores. Atendendo a um convite seu, eu embarquei nesta jornada ao seu lado. Se até então eu tinha por ela uma admiração pela pensadora que é e pela pessoa amiga e generosa que eu conhecia, passei a admirá-la com a paixão de quem viu de perto, minuto a minuto, a entrega, a força e a garra de Marcia durante o difícil processo que foi atravessar esta campanha.

Que não seria fácil, todos nós sabíamos. Somos brasileiros conscientes do estado caótico e fragilizado das instituições nacionais, sobretudo a tão mencionada e “celebrada” democracia.  Quando se decide participar de um pleito carregando no peito a estrela vermelha do PT no auge do antipetismo e com Lula preso, pensa-se saber o que é que vem por aí, mas todo o horror vivido durante os quarenta e cinco dias de campanha que tivemos não só atendeu às nossas expectativas, como superou todas elas.

Era imensa a minha vontade de tentar transmitir ao eleitor aquela Marcia que eu conhecia e se tornava cada dia maior. Eu vi a transformação de uma pessoa em nome de um projeto, em nome do que ela acreditava que poderia fazer pelo estado do Rio. Em cada estudo sobre os valões fluminenses, eu via vontade de transformar. Em cada comunidade que visitávamos, eu via força no seu olhar de quem tentava amparar, ainda que por breves minutos, a dor da miséria daquelas pessoas.

Crua e nua nos jogos de poderes da política, Marcia embarcou topando seguir o roteiro que rege uma campanha eleitoral. Gravou programas de TV, discursou em palanques, caminhou pelas ruas com bandeiras, gritou em microfones, defendeu seu programa de governo. Iniciava seus dias ainda pela madrugada e os encerrava também nela. Era incansável na missão de cumprir com aquilo que tinha se proposto e de atender a tantas vozes que agora entoavam seu nome, seguravam suas bandeiras e esperavam dela a solução.

Por muitas vezes, eu, que a acompanhava em cada atividade e compromisso durante todo este período, pensei que ela não fosse aguentar. E com uma força descomunal, ela conseguia ir adiante. Juntos, visitamos os lugares onde a miséria se faz presente. Viajamos num carro blindado a muitos lugares do Rio de Janeiro, sobretudo a região metropolitana e a baixada fluminense. Encaramos de perto o olhar da tristeza daqueles que são abandonados pelo estado.

Não cabe em apenas um texto toda a experiência que vivemos e o que aprendi caminhando ao lado de Marcia Tiburi, mas se paro para pensar, cenas lindas me surgem na memória. Lembro-me do carinho de Marcia com cada mulher que lhe abordava, com cada uma das “meninas das bandeiras”, cuja função ela gostaria de ter abolido devido ao sol escaldante do Rio. Vejo Marcia se agachando para olhar nos olhos daqueles a quem ela pedia voto. Lembro do seu sorriso de vergonha quando saímos pela primeira vez para distribuir material de campanha.

Por inúmeras vezes vi Marcia chorando por se sentir impotente diante da destruição que toma conta do estado do Rio de Janeiro. Ouvi outras incontáveis vezes ela dizer “Nós temos que ganhar essa eleição, olha como essa gente vive!”. Vi seus olhos incharem ao conversar com as mães da Rocinha, da Tavares Bastos, de São Gonçalo, de Padre Miguel. Vi Marcia se empolgar com o interesse das mulheres por política, sobretudo as mulheres negras. Senti sua emoção quando nos encontramos com a mãe de Marielle e Marcia proibiu o uso de seu nome em todos os seus atos de campanha. “Não vou usar Marielle”, ela disse.

Certa vez, quando voltávamos de uma caminhada no subúrbio do Rio, depois de termos visto cenas de puro descaso e muita miséria e abandono, Marcia teve uma crise de choro dentro do carro. “O que vai ser dessa gente? Quem vai cuidar dessas pessoas?”, me perguntou aos prantos. Numa visita a Duque de Caxias, parou um discurso no meio porque cruzou com o olhar de uma mãe esperançosa que a assistia. Novamente, chorou em silêncio. Quando conseguiu seu ônibus de campanha, o Tibus, celebrou: poderia levar com ela o maior número de mulheres possível e não andaria mais de carro sozinha, e sim com todas elas.

Em Brasília, quando fomos para o registro da candidatura de Lula, andamos perdidos a pé pela cidade abarrotada de manifestantes pela liberdade de Lula, além dos olhares de repreensão que recebemos no aeroporto, tivemos momentos de muito carinho e amizade. Por todos os lados, pessoas paravam Marcia pedindo fotos e declarando afeto. Em verdade, é preciso ressaltar quanto amor Marcia inspirou por onde passou, atravessando o ódio de quem a afrontava, e quanto amor também recebeu. Lembro que em Brasília, perto de perdermos o voo e longe de conseguirmos um Taxi, ganhamos carona de uma fã que não parava de chorar enquanto nos levava ao aeroporto.

Em certa ocasião, eu passava pela rua quando um carro parou ao meu lado e o vidro escuro se abriu. Era Marcia, chorando, me pedindo que entrasse. O que foi? Perguntei aflito. “A vida é muito miserável”, ela me respondeu aos prantos. Em um dos muitos atos de campanha, Marcia havia encontrado com um grupo de crianças que lhe pediram ajuda. Duas das crianças já tinham também seus próprios filhos. Crianças criando crianças nas ruas do Rio de Janeiro. Nestes momentos, que foram muitos, nossos olhares se cruzavam e nós chorávamos. Chorávamos porque sabíamos que a vitória daqueles que não se importam com estas crianças se aproximava. Chorávamos porque era pesado demais. Chorávamos porque éramos cúmplices na dor.

Ao longo do caminho, quando conhecíamos mais do estado e do jogo da política, ainda que exauridos fisicamente, ganhamos mais voz, força e garra para seguir em frente. Minha fonte era Marcia. A dela, eu sei, era o povo. Marcia se descobriu uma grande interlocutora com a voz das ruas. Era lá onde gostava de estar, com as pessoas, dialogando, escutando. Com as mulheres da periferia, com os homens das favelas, com as crianças das ruas que corriam ao seu encontro.

Com uma equipe de trabalho pequena, abandonada por muitos, Marcia nunca deu um passo atrás durante todo o processo eleitoral. Foi muito duro assistir de perto uma pessoa tão doce e sensível enfrentar monstros tão cruéis e poderosos. Na era da desinformação, uma incansável força-tarefa tinha que dar conta de combater robôs e uma indústria de fake News que disseminavam absurdos escabrosos sobre ela.

Quanto mais a mensagem positiva de sua campanha e seu programa de governo se espalhavam, mais Marcia era atacada covardemente por aqueles que se escondem em suas casas, mas se mostram valentes nas redes sociais. Algumas postagens em sua página de campanha chegaram a receber mais de mil comentários de ataques contendo ameaças, calúnias e difamações, tanto a direita quanto à esquerda: o que não faltou a Marcia foi fogo amigo. De cabeça erguida, Marcia tentava encarar tudo com bom humor, sabendo que era só o início do um Brasil triste que se consolidaria meses depois com a posse de Jair e sua bolsomonarquia.

Vi Marcia ser atacada durante caminhadas. Vi Marcia ser atacada durante falas em locais públicos. Vi Marcia ser atacada durante as gravações de seus programas de TV. Vi o MBL editar, manipular e disseminar vídeos que a difamavam. Ouvi e li, ao seu lado, palavras e agressões tão malvadas que não me sinto a vontade para reproduzir aqui a baixeza dos xingamentos que a ela direcionavam.

“Eu sou forte, não se preocupe comigo”, ela dizia. E, de fato, força é um de seus maiores atributos. Talvez seja a força que provém da inteligência. Ao fim de todos os dias, depois de tantos atos de campanha, o que Marcia fazia era ir pra casa estudar. Estudar para saber mais do povo, conhecer melhor o que poderia oferecer até mesmo aqueles que a achincalhavam e a linchavam virtualmente.

No dia das eleições, fomos juntos votar em um colégio tradicional no Flamengo. Ali, o horror dos horrores. Vaiada desde que saiu do carro, por pouco não foi agredida pelo ódio fascista daqueles que ali estavam. Uma senhora que aparentava ter idade para ser sua mãe, encostou seu rosto no dela para gritar, odiosamente, que ela não iria ganhar nunca, chamando-a de imunda. Meu peito apertava, Marcia se assustava, mas seguia em frente. Naquele dia, respiramos aliviados, horas depois, pois havia acabado o inferno da corrida eleitoral. Ela cozinhou pra mim e rimos como dois amigos. Essa Marcia, pensei, os maldosos deveriam conhecer antes de espalharem inverdades.

Qual o pecado de Marcia Tiburi, afinal?

Enquanto eu, ingenuamente, pensava que conhecendo Marcia como eu conhecia as pessoas teriam uma outra percepção e menos ódio, me peguei pensando: afinal, por que odeiam tanto alguém que não conhecem? Qual o pecado de Marcia? A resposta é o medo. As pessoas têm medo de seres humanos como Marcia Tiburi. Um medo que nasce da inveja, mas medo. Uma mulher poderosa, que impõe suas ideias, escritora de sucesso, acadêmica premiada, personalidade relevante. Sua figura impunha medo e recebia o troco.

Quando Marcia sacode o establishment e escancara, sem medo, suas convicções, sendo mulher, ela extrapola o lugar que é concedido a ela no sistema de castas fascista que vem se tornando o Brasil. Com a eleição de Jair Bolsonaro ao poder, perde a esquerda, mas perde muito mais a direita brasileira. Quando o escárnio do horror se legitima com a faixa presidencial, qualquer possibilidade de soberania democrática, inclusive a pregada pela direita liberal, e de respeito aos direitos individuais desaparece. E figuras como Marcia, cuja existência e atuação questionam naturalmente este sistema, se tornam alvo fácil. Não é mais sobre direta e esquerda.

Deixa de ser apenas cruel e assustador quando as leviandades atingem o patamar das ameaças físicas. Deixa de ser apenas uma dor de cabeça quando você não tem mais a segurança de participar de um evento literário sem esquemas de proteção. Passa-se ao que devemos chamar o que se vive a partir de agora: um estado de exceção.

Derrotada nas eleições, a vida seguindo como escritora e colunista, Marcia não pode mais continuar com sua vida normalmente. Tornou-se alvo daqueles que nominam o período atual de “Nova Era”. Nesta nova era, jornalistas são ameaçados pelo presidente via twitter. Nesta nova era, parlamentares renunciam ao posto por ameaças de morte. Nesta nova era, pensadoras como Marcia Tiburi e Débora Diniz podem até dizer o que pensam, mas precisam buscar um lugar seguro para viver e preservar a integridade física.

A reação debochada daqueles que também a atacam é a prova de que há em curso um estado de exceção. Quando percebe-se que o direito à liberdade de expressão é atacado de forma tão doentia pelo exército de seguidores iludidos do bolsonarismo (que é nada, mas um nada perigoso), é preciso ter cautela para analisar os contextos.

Vejamos: vivemos sob a tutela de um governo mentiroso, reunido ao redor de uma figura medíocre, inapta e inconsequente, que governa cercado de seus filhos e se dirige à nação utilizando o Twitter como um adolescente usa para resolver conflitos de sala de aula. O Governo brasileiro virou um picadeiro sem graça, onde tudo é possível dentro do absurdo. Neste estado pós-democrático, onde a verdade não vale mais nada, ou melhor, onde se cria verdades convenientes, a desinformação tem sido a maior e mais perigosa das armas.

O modus operandi explícito é o da inconsistência e da bagunça organizada. Tudo parece muito desordenado, no entanto segue uma cartilha que nos levará ao pior. Enquanto o presidente tuíta absurdos e leva seus 3,4 milhões de seguidores a reações raivosas, contradizendo seus próprios atos e induzindo a erro o povo que o elegeu, o projeto de poder bolsonarista cresce na “surdina”, cercado pela equipe de governo mais militarista desde o período da Ditadura Militar.

O resultado não pode ser mais catastrófico. Estes que temem Marcia Tiburi, Diniz, Jean e tantos outros, estes que celebram o exílio de quem teme pela própria vida, estes pensam ter vencido neste jogo, mas estão prestes a descobrir que são peças descartáveis no tabuleiro do fascismo. Não há lugar para eles quando não há lugar para quem quer defendê-los de sua própria mediocridade. Não haverá lugar para eles quando o fascismo parar de brincar e resolver jogar de verdade com os peões brasileiros.

Com tristeza imensa eu acompanhei a saída de Marcia do Brasil. Com o peito apertado eu me despedi, pois sei o que significa assistir pensadores terem de deixar seu país quando viver nele se torna insustentável. É difícil ver Marcia ter que optar morar longe seu país, pelo qual tanto lutou e luta. Sei de sua dor, sei da dor que sofrerá o país. Neste cenário dominado pelo caos, é forte a mensagem que nos transmite com sua decisão. Mas fico feliz por saber que ela busca, mais uma vez, com mais força, com mais garra, seguir, onde quer que esteja, pensando e registrando nossos tempos, nossas barbáries e lutando por sua existência de mulher num mundo tão misógino que a expulsou de seu próprio país.

Guto Alves

Guto Alves, 27, é jornalista e produtor no Rio de Janeiro Twitter: @gutoalvesp

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47 comentários

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Magno

22 de março de 2019 às 16h14

Quem Vai pagar o salário dela lá na França? O Maridão dela vai fazer uma graduação por lá n~]ao é? Então somos nós, o povo brasileiro que pagamos o exílio? Assim é fácil! Kkkkk!

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Jorge

18 de março de 2019 às 12h14

Entendo a dor dela. Por ser um bom trabalhador e portanto, perseguido e repudiado pelo PT, tive que sair do meu pais em busca de uma vida melhor.

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Marcelo Oliveira Soares

16 de março de 2019 às 09h55

Qualquer pessoa sensata, de qualquer espectro político execra essa mulherzinha ridícula. Que nunca mais volte ou que morra em algum atentado em Paris. É fácil ser comunista em país capitalista. O duro é trabalhar, tanto no capitalismo quanto no comunismo.

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Leandro

13 de março de 2019 às 08h30

Que vá tarde, um maconheiro petista a menos no Brasil.
Márcia é um zero a esquerda, tanto que nem os maconheiros petistas votaram nela, vão alegar que foram ameaçados pelas milícias. Ou fumaram maconha na véspera e perderam os últimos neurônios vivos na cabeça e não lembraram o número dela para digitar na urna.
Vão fazer algo novo: trabalhar

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João Evangelista

13 de março de 2019 às 06h07

Um monte de imbecil que não sabe nem o que é socialismo,falando de esquerda.Acéfalos alfabetizados por memes,pequenos burgueses preconceituosos…passam o dia a sonhar,eroticamente,com certo torneiro mecânico. Os bolsominions adoram homens de farda e milicianos, cruzes!

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LEILA ROSANA BRAGA OZORIO

12 de março de 2019 às 20h32

Sério? Exílio? Tem gente que realmente acredita que eles estão se exilando? Paris é exílio? Ameaça de morte? Ora façam o favor. Eles podem voltar a hora que quiserem. Somos um país livre. Eles têm dinheiro. É fácil ser esquerdista num país aonde vc tem o direito de ir e vir sem pedir autorização das autoridades. Poder comprar o que quiser sem cotas.

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Oblivion

12 de março de 2019 às 20h11

Desconfio que o Nelson tenha escrito a resposta para me atacar, julgando que eu não sou de esquerda por ter criticado a estratégia ridícula, inocente e mesquinha do pt na última eleição. Caro Nelson, discordo de tua opinião, tem muita gente inteligente de direita e de extrema direita. Claro que o governo tupiniquim não pode ser usado como exemplo, mas só como um exemplo irrefutável, lembre de quantos nazistas eram inteligentes e de extrema direita ao mesmo tempo. O tipo de afirmação que fazes além de também extremamente infantil só serve pra perder tempo com pessoas como o Jaguara com discussões inúteis. Melhor seria usar o tempo para ler mais sobre a política dos países citados pelo Lúcio.

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Jorge Domingos do Nascimento jr

12 de março de 2019 às 19h10

Vá suma lixo de esquerda não faz falta para o brasil

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Maria

12 de março de 2019 às 17h53

Chorei com cada palavra, senti a dor dentro do peito de cada passagem e me sinto parte dessa caravana de Marcia. Todos os lugares retratados, as criancas e seus rostinhos estampado o abandono; as mulheres mães, avós e todos os moradores das favelas, das ruas do rio de janeiro, a mesma estampa vejo aqui no interior, assim chorei e choro junto! Gratidão linda marcia ♥️ não poderiam mesmo entender tamanha força, coragem, amor e nobreza ♥️ já entrou para história querida mestra♥️

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Evaristo

12 de março de 2019 às 16h54

Belo texto Guto, os filhos do bolsonarios, gente doente e perigosa, como os que muito comentam aqui, tem medo da Márcia e de quem diz a verdade, pois ratos fogem da luz. Parabéns à Márcia e o Brasil vai se livrar cedo ou tarde desses sociopatas que colocaram na presidência um débil mental, cujo nome é Jair Messias Bolsonaro.

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Arquibaldo Epaminondas

12 de março de 2019 às 14h29

Como pode ums mesma raça, a humana, promover a secessão bruta e idiota? Esquerda? Expliquem os entendidos o que realmente significa. Esquerda nas América Central e do Sul significa brincar de Robin Wood; a esquerda sabe tudo, sabe das demandas individuais de cada um, tem a solução para os problemas e, o que fazem quando chegam ao poder? Se corrompem, se aliam aos corruptores, tiram um pouco de quem trabalha de verdade para dar a quem já nasce reivindicando direitos(?) para manutenção de sua leal e irracional massa de manobra. A esquerda caviar brasileira arrota ser vítima de perseguição, de ter sido torturada durante governos militares mas, de verdade, é oriunda de famílias abastadas, tradicionais, da elite – os mais ‘influentes’, os outros pegaram uma aba nesse chapéu e viraram sindicalistas, enriqueceram às custas de trabalhadores de verdade e continuam fingindo que faz parte da massa. Os políticos de esquerda, populares, pelo povo, por que não abrem mão de seus salários, de suas verbas de gabinete, de seu auxílio aluguel e tantos outros benefícios ‘garantidos por lei’ mas pornográficos, e ajudam os necessitados que eles arrotam defender? Ninguém da esquerda luta realmente pelo ser humano, pela sua dignidade, pela sua independência, reivindicando instrução decente, oportunidade de trabalho, capacidade de se autossustentar sem depender de ‘benefícios’, que do pagos por quem trabalha. É como disseram: esquerdistas burgueses, que ‘fogem’ para a França às custas de dinheiro público.
E o termo ‘direita’ usam apenas para confrontarem quem vê que a solução é trabalhar, e não ficar de mi mi mi defendendo ‘minorias’ que são “vítimas contumazes”, crias do PT para serem massa de manobra e ter o pseudônimo de ‘militantes’.
Mais trabalho, mais estudo e sem desclassificar o semelhante: só assim cresceremos como pessoas e cidadãos – pois hoje, quem mais “reivindica” tolerância é o último mais intolerante.

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Alberto

12 de março de 2019 às 14h21

4,29%, este foi o percentual de votos da Tiburi para o governo do estado do Rio de Janeiro, sexto lugar! Não representa nada!

A esquerda ainda não entendeu que o Luladrão está preso? Babacas!

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Adriano

12 de março de 2019 às 14h01

Boa tarde!
Hoje saiu na imprensa que ela está indo para Paris porque o marido dela é juiz e receberá auxílio do governo (com nossos impostos) para ficar 2 anos lá…
Se for isso, onde fica a narrativa?

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Alberto

12 de março de 2019 às 13h34

Cada dia que leio algo sobre esquerda fico a pensar: como podem ser tão estúpidos??!!
A narrativa dos adeptos do quanto pior, melhor, não se sustenta mais. No texto, pode-se observar a hipocrisia e a fraude intelectual, as mazelas possuem uma origem, a orcrim travestida de partido político. A cantilena é a mesma e sempre repetida à exaustão, só que não se exaurem. A esquerda e seus puxadinhos andam na contramão dos desejos do povo brasileiro. Democracia é isso, alternância de poder. Aos comentarista esquerdopatas sugiro que voltem para a escola, aprendam a escrever, depois, tirem uma carteira de trabalho. Comecem a fazer algo útil pelo país que ajudaram a afundar.

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Celio

12 de março de 2019 às 13h19

Ameaças existem para ambos os lados, isto é política, mais que isso, está é a educação dos brasileiros, educação que não mudou nas últimas gestões e não vai evoluir rapidamente.
Não duvido que ela é mesmo o Jean foram ameaçados, o candidato e atual presidente também foi, aliás ele sofreu um atentado de fato.
Pessoas alienadas não dependem de posição política

Responder

Marcelo

12 de março de 2019 às 12h49

Que bosta de texto…

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Sergio Araujo

12 de março de 2019 às 12h07

Essa è a transtornada que queria criar um governo paralelo porque nào gostou de quem ganhou as eleiçoes…??

Responder

Cristiane Brasileiro

12 de março de 2019 às 11h41

Comovente, ler o relato de um homem jovem que viu tão de perto a trajetória da Márcia nas eleições – e foi muito além da superficie, da fofoca maldosa, da inveja banalizada e do vergonhoso “fogo amigo”. Bravo! E que a Márcia siga nos inspirando com sua força, sua coragem e sua lucidez.

Responder

Roque

12 de março de 2019 às 11h16

Como se diz hoje, a “narrativa” de Marcia Tiburi para ir morar em Paris não revela toda a verdade.

Ela é casada com o juiz Rubens Casara, que conseguiu uma licença remunerada de dois anos no TJ do Rio, para fazer um pós-doutorado na capital francesa.

A esquerda Nutella adora Paris…

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    Justiceiro

    12 de março de 2019 às 12h02

    Pois é. A princípio, ela não iria com o marido de vez, mas como viu que Wyllys ganhou alguma visibilidade – mesmo na imprensa marrom -, fugindo e se dizendo ameaçado, Marcita também pegou o vácuo e fez o mesmo.

    Vai pra Paris a procura dos idiotas de esquerda e, dizendo-se perseguida, pode ganhar alguma grana dos otários franceses. E ainda vai palestrar.

    Responder

Reinaldo

12 de março de 2019 às 11h01

Gostaria que algum esquerdopata explicasse por que essa ninguém escolheu a França, um pais capitalista que oprime negros imigrantes e imigrantes de qualquer lugar, que se sustentam na burguesia? Por que não ficou na Venezuela, Cuba, Nicarágua ou aquilo outro país que tenha o mesmo viés ideológico que ela sustenta?
Ah, não sabem explicar, esquerdistas doentes? Normal, vcs não são nada mesmo, fiquem no seu lugar nenhum que tá muito bom pra vcs.

Responder

    lucio

    12 de março de 2019 às 11h13

    reinaldo,
    a frança é bem pouco capitalista

    Responder

Rosa

12 de março de 2019 às 10h02

Bolsonaristas ajudaram a destruir e vender o pais. Defensores de milicianos,
#OAssassinoMoraAoLado

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Justiceiro

12 de março de 2019 às 09h19

Agora é moda. Qualquer insignificante inventa que está sendo perseguido e vai morar fora do país, mas na Europa e na Zona do Euro, que ninguém quer ir para uma Europa pra morar na Bulgária ou Albânia.
Venezuela? Cuba? Nicarágua? Quá! Socialista gosta é de luxo!

Jean Wyllys, eleito com 24 mil votos (votação de vereador da Baixada Fluminense), que só se elegeu por conta do maldito coeficiente partidário, inventou que estava sendo perseguido, que não podia andar nas ruas etc e tal. E caiu fora e foi morar na Espanha diz que por causa do idioma. É que em Cuba e na Venezuela se fala o mandarim.

Mária Tiburi, se tinha alguém que ficou com raiva dela, foram os próprios petistas, já que ela foi abandonada pelo PT, que optou apoiar outro candidato.

Os dois, Tiburi e Wyllys, não passam de dois ilustres desconhecidos. Quem iria perder tempo com esses dois?

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    Nostradamus ( psiquiatras para malucos fascista & porrete )

    12 de março de 2019 às 09h56

    E daí seu fora da lei ? Vai continuar batendo em mulher ? Não vai dignificar a corporação a que pertence e vai continuar na milícia política atacando sem argumentos, sem escrúpulos, diminuindo seus adversários ? Quem iria perder seu tempo com esses dois ilustres desconhecidos… você pergunta… quanta burrice junto, ignorante. Mal formado, mal educado, não teve educação na infância ? Ô idiota, tu acreditas que trabalhador ou socialista não podem escolher o melhor ou o que quiser ? O direito de escolher é só para milicianos, PF, laranjas, bolsonaristas, fascistas, fiscais de c u, mentirosos ?

    Responder

      Reinaldo

      12 de março de 2019 às 11h06

      KKKKK hilário como inicia seu comentário!! KKKK
      Um petralha chamando o não.petralha de FORA DA LEI (?) Kkkkkkkk vc é um piadista KKKK
      Mas não só pelo início,as pelo texto inteiro, vc fez meu dia mais feliz, obrigado, boçal! Kkkkkkk

      Responder

Charles Leonel Bakalarczyk

12 de março de 2019 às 08h55

Que triste ver milicianos e apoiadores de milicianos agredirem a Marcia aqui nesse espaço, desfilarem com seu ódio, violência e ignorância. Não trazem argumentos, agridem, latem, rosnam.

Responder

Professor

12 de março de 2019 às 07h30

Quem defende bandido, é igualmente bandido. Quem toma partido de imbecil, se identifica com seus pares.
Me apontem um país de “esquerda que seja livre e próspero. Não tem. Portanto, corha de esquerdopatas, Jean covarde deu fuga. Agora, a estúpida do “cu laico” Marcia tb se vai. Vcs são inimigos da nação, juntamente com Gleisi estúpida e Maria do Rosário débil mental. Ahh, e lembrando que: Lula continuará preso, babacas.

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    Nostradamus ( porrete & porrete )

    12 de março de 2019 às 08h43

    Defender a vida não é retórica como um abaixo coloca… Ter medo é insuportável quando se conhece os ameaçadores… O G1 noticiou agora a prisão de dois policiais. um deles é o suspeito de ter matado Marieli. E mora no condomínio do fiscal de c u chefão da família. Agora é mais vídeos dos cachorros até que depois da páscoa acabarão por ter batido com a língua nos dentes… IMPEACMENT !!!

    Responder

    lucio

    12 de março de 2019 às 10h41

    frança, alemanha, suecia, noruega, dinamarca, etc. sao paises de tradiçao e legislaçao muito de esquerda. e nao me paressem morrer de fome.
    a carga tributaria é muito maior que no brasil, salario minimo altissimo, diferencias de renda baixas. os empresarios nao tem liberdade de despedir os trabalhadores como e quando quiser.
    na australia quem nao trabalha ganha um gordissimo salario social e come e dorme de graça.
    na europa quase nao existe saude e escola particular, é tudo do governo e de graça.
    em todos estes paises os setores chave da economia (bancos, energia, grande industria) sao controlados pelo governo, diretamente o indiretamente.

    Responder

    Jorge Domingos do Nascimento jr

    12 de março de 2019 às 19h05

    Boaaaa

    Responder

Ferdinando

11 de março de 2019 às 22h34

Primeiro lugar, Tiburi não é filósofa, é bacharela em filosofia, o que é algo como a distância entre a Terra e Saturno. Segundo, fugiu miseravelmente de debater com Kim Kataguiri numa radio gaúcha. Professora de filosofia quarentona com MEDO de debater com um estudante de 22 anos. VEXAME !!! Terceiro, Tiburi considera a Venezuela de Maduro um paraíso na Terra, mas vai morar em PARIS kkkkkkkkkkkkkkkkk Essa esquerda é uma PIADA PRONTA.

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    David

    12 de março de 2019 às 00h20

    Pra este reles bozominion “filósofo” só o astrólogo de quinta categoria, gurú de merda nenhuma! 🤦🏽‍♂️🍊🍊👉🏼👉🏼👌🏽

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      reinaldo

      12 de março de 2019 às 12h20

      Percebe seu comentário sem lê nem cabeça? É típico de um esquerdista burro e drogado.

      Responder

Zé Maconha

11 de março de 2019 às 22h32

É provável que esses “comentaristas” bolsonaristas que vem aqui todo dia estejam entre esses criminosos que ameaçam matar pessoas a mando do miliciano Jair Bolsonaro.

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Cris Campos

11 de março de 2019 às 22h19

Concordo com o Guto em tudo. Só acho que ele esqueceu de contar que Márcia também foi maltratada pelo partido que lhe ofereceu a candidatura. A certa altura, por conchavos políticos tentaram convencê-la a desistir. Ela não aceitou, no que fez muito bem. Essa parte deve ter doído tanto quanto a condição das crianças de rua.

Responder

Geraldo Magela

11 de março de 2019 às 21h18

Independente de nossa divergência política, gosto da Márcia, pelo pouco que conheço dela. Espero que ela encontre paz para viver e escrever e compartilhar com o mundo a sua inteligência.

Responder

Ultra Mario

11 de março de 2019 às 20h58

Estratégia manjada dos fascistas. Perseguem, constrangem, e aí se a vítima é afetada, ela não era ninguém, está sendo vitimista, bla bla bla. Não tendo algo positivo para defender, resta atacar os críticos.

Mas esses IMBECIS ainda não se tocaram que isso não vai aumentar o salário deles. Isso não vai abrir vagas de emprego e nem vagas nas faculdades. Isso não vai diminuir as filas de postos de saúde. E muito menos tornar o país mais seguro.

Um dia vão se tocar, tarde de mais, mas vão. Aí, assim como os que constrangeram, irão com o rabo entre as patas para o exterior, ser tratados como cachorros por quem já superou esse fascismo idiota e infantil.

Pura burrice. Como a própria Marcia dizia, o fascista é BURRO.

Responder

Paulo

11 de março de 2019 às 20h37

Confesso minha ignorância sobre a candidata, mas, mesmo acreditando no articulista, que constrói um enredo até pungente e humano, com o pano de fundo devastador de alguém que se vê forçado a abandonar sua pátria, por força de ameaças, não é de bom tom se olvidar que Lênin, Che Guevara, Mao, Fidel e outros, no começo, pareceram também criaturas doces e cheias de empatia, sendo que um ainda é um mito entre jovens desinformados…

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Bolsonaro

11 de março de 2019 às 20h28

Seguindo Jean Wyllys, Marcia Tiburi adota retórica de ameaças para sair do país. Ao que parece a estratégia dos políticos irrelevantes da esquerda é a mesma: Fingir ameaças para viver na Europa como se tivessem relevância. Pra Cuba ninguém vai!!!

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    Garibaldi

    12 de março de 2019 às 08h59

    Se o caso da Marielle não for ameaça suficiente não sei o que é. Não sei porque esses bolsonaristas insistem em comentar nos blogues de esquerda. Sempre idiotas flagrantes. Acham que todos são tapados como eles, ou querem só sujar o ambiente.

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Renato

11 de março de 2019 às 20h25

Quem tem medo de Márcia Tiburi ? Aquela que obteve a mísera 7ª colocação e apenas 5,85% dos votos na eleição para o governo do Rio ? NINGUÉM !

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    Bolsonaro

    11 de março de 2019 às 20h30

    A mulher ta fugiu da própria sombra a 4 meses, como ninguém sentiu falta ela resolveu se manifestar kkkkkkkk Ridícula!

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Oblivion

11 de março de 2019 às 20h17

Então sr Guto Alves. Concordo com todos os elogios à Márcia Tiburi e acredito em tudo que foi dito da batalha durante a campanha. Não acompanhei a eleição no rio, mas acompanhava o programa de entrevistas que Márcia Tiburi fazia, então sei que é uma pessoa inteligente, cabeça aberta, intelectual, etc, um prato cheio pra espíritos de porcos odiar e tentar difamar a todo custo. Porém, meu caro, sei que é muito duro pra vocês admitir, mas lula, gleise e cia, com suas estratégias inocentes, ridículas e mesquinhas (eleição sem lula é fraude, Haddad é Lula, etc…) Tem grande culpa em tudo isso. Se eles tivessem enxergado que a forma mais eficiente de combater o fascismo tupiniquim (neoliberal e antinacional) era formando uma chapa ciro-haddad, talvez nada disso tivesse acontecendo.

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    nelson

    11 de março de 2019 às 21h07

    bando de zé ruela bolsobostas desnorteados, a ESQUERDA é a INTELIGENCIA DO MUNDO a direita a bosta do verme.

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      jaguara

      12 de março de 2019 às 07h44

      Sim, Cuba, Coreia do Norte,Vietna e Venezuela estao cheios de premios nobel, tecnologia e bem estar social. Enquanto isso os paises de “extrema-direita” como Alemanha, Suica, EUA, Suécia as pessoas passam fome e vao para as faculdades sem saber matemátcia básica

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        lucio

        12 de março de 2019 às 10h26

        frança, alemanha, suecia, dinamarca, noruega, etc. sao paises com legislaçao e tradiçao economica de esquerda.

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