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Inflação fica em 0,35%, maior taxa para maio desde 2016

Por Redação

24 de maio de 2019 : 20h16

IPCA-15 foi de 0,35% em maio

Editoria: Estatísticas Econômicas

24/05/2019 09h00 | Atualizado em 24/05/2019 09h00

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,35% em maio, resultado bem inferior ao de abril (0,72%) e a maior variação para um mês de maio desde 2016 (0,86%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,27%.

O acumulado em 12 meses foi de 4,93%, acima dos 4,71% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2018, a taxa foi de 0,14%.

Os grupos Artigos de residência (-0,36%) e Comunicação (-0,04%) tiveram deflação de abril para maio. Já Alimentação e bebidas (0,00%) e Educação (0,00%) mostraram estabilidade. Os demais grupos oscilaram entre 0,16% (Despesas pessoais) e 1,01% (Saúde e cuidados pessoais). Este último grupo, juntamente com os Transportes (0,65%), teve o maior impacto sobre o índice do mês: 0,12 ponto percentual (p.p.).

O grupo Saúde e cuidados pessoais (1,01%) mostrou uma leve desaceleração em relação a abril (1,13%). A alta foi influenciada principalmente pelos remédios (2,03%), refletindo parte do reajuste anual, em vigor desde 31 de março, com teto de 4,33%. Destacam-se também o plano de saúde (0,80%) e os artigos de higiene pessoal que, após ficarem 2,61% mais caros em abril, subiram 0,62% em maio.

O grupo dos Transportes subiu 0,65% em maio, mas desacelerou em relação a abril (1,31%). Essa desaceleração foi puxada pela queda de 21,78% nas passagens aéreas que representaram o impacto negativo (-0,09 p.p.) mais intenso no índice do mês.

As altas nos Transportes vieram da pressão exercida pelos combustíveis (3,30%), particularmente a gasolina (3,29%), maior impacto individual (0,14 p.p,) no índice, com variações entre 1,09% na região metropolitana de Salvador e 9,85% em Goiânia. O etanol (4,00%) também pressionou (0,04 p.p.) o índice, principalmente em Goiânia (16,45%).

Ainda em Transportes (0,65%), destaca-se a variação dos ônibus urbanos (0,54%), em função dos reajustes de 8,11% (desde 2 de abril) em Salvador (4,74%), e de 7,50% (desde 19 de abril) em Goiânia (6,25%). O ônibus intermunicipal (0,33%) contemplou reajustes entre 3,30% e 7,50% em Salvador (2,05%) em vigor desde 6 de maio e o metrô (1,02%) o reajuste de 6,98% na tarifa no Rio de Janeiro (4,07%) a partir de 2 de abril.

Em Habitação (0,55%), o item energia elétrica subiu 0,72% em maio, acima do registrado em abril (0,58%) considerando a bandeira tarifária amarela, em vigor desde 1º de maio, com a cobrança adicional de R$ 0,01 por kwh consumido. As regiões pesquisadas apresentaram variações que vão desde a queda de 2,10% em Goiânia até a alta de 6,34% na região metropolitana de Fortaleza, considerando o reajuste de 7,39% em vigor desde 22 de abril.

Outras áreas com reajuste foram: Recife (4,03%), 5,56% desde 29 de abril; Salvador (4,63%), 6,21% a partir de 22 de abril e Rio de Janeiro (-0,30%) onde foram concedidos reajustes médios de 11,53% e 9,72% nas concessionárias, vigentes desde 15 de março. No dia 1º de abril, esses reajustes foram reduzidos para 8,80% e 7,30%, respectivamente.

Ainda em Habitação, o resultado do gás encanado (-0,37%) reflete a redução média de 1,40% nas tarifas no Rio de Janeiro (-0,71%) desde 1º de maio. A variação de 0,43% na taxa de água e esgoto se deve aos reajustes de 4,72% em São Paulo (0,73%), em vigor desde 11 de maio; de 2,99% em Brasília (1,69%), desde 1° de abril e de 15,86% em Fortaleza (4,07%), a partir de 24 de março.

Cabe destacar que a Petrobras reajustou em 3,43%, nas refinarias, o preço do gás de botijão (0,89%) a partir de 5 de maio.

Responsável por cerca de 25% das despesas das famílias, o grupo Alimentação e Bebidas (0,00%) ficou estável em maio, após a alta de 0,92% em abril. A alimentação fora subiu 0,48% e a alimentação no domicílio recuou 0,26%, após apresentar alta de 1,43% em abril. Os destaques ficam com o feijão-carioca (-11,55%), as frutas (-3,08%) e as carnes (-0,52%). No lado das altas sobressaem o tomate (13,08%) e a batata-inglesa (4,12%).

Regionalmente, os preços em 8 das 11 áreas pesquisadas desaceleraram de abril para maio. O menor índice foi da região metropolitana do Rio de Janeiro (-0,06%) – única com deflação – em função das quedas nas passagens aéreas (-25,43%), na refeição fora (-1,57%) e nas frutas (-6,38%). Já o maior resultado foi em Goiânia (1,10%), onde, além da alta nos preços da gasolina (9,85%) e do etanol (16,45%), houve também reajuste de 7,50% na tarifa de ônibus urbano (6,25%), vigente desde 19 de abril.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 13 de abril e 15 de maio de 2019 (referência) e comparados aos vigentes entre 16 de março e 12 de abril de 2019 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta e na abrangência geográfica.

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1 comentário

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Paulo

24 de maio de 2019 às 22h20

Parece que abril bateu recorde de carteira assinada…

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