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Como deputados e partidos realmente votaram na Reforma da Previdência?

Por Redação

02 de agosto de 2019 : 11h57

No OLB (Observatório do Legislativo Brasileiro)

Como os Deputados realmente votaram na Reforma da Previdência
Postado por OLB em 31/07/19

O texto principal da reforma da Previdência foi aprovado na Câmara dos Deputados sem grandes surpresas. Partidos opositores do governo, apesar de defecções, votaram em peso contra a reforma, mas foram derrotados pelos 379 votos pela aprovação em primeiro turno da PEC 6/2019. Esse resultado elástico esconde, no entanto, uma série de 27 votações nominais que ocorreram na sessão de aprovação do texto, no dia 10 de julho.

Para avaliar o posicionamento dos 513 parlamentares em relação à reforma da Previdência, analisamos no âmbito do Observatório do Legislativo Brasileiro (olb.org.br) todas as 27 votações. Utilizamos para isso uma metodologia que permite colocar cada parlamentar em uma escala de apoio à reforma, de -10 a 10: deputados com pontuações maiores tiveram atuação mais favorável à reforma; já notas menores indicam atuação contrária.

Nosso estudo mostra que houve diferenças nítidas entre parlamentares e partidos, como mostra o gráfico abaixo. Nele, cada parlamentar é representado por um ponto e a escala horizontal indica sua pontuação, com pontos mais à direita indicando posicionamentos mais pró-reforma. Quando mais distantes um do outro, mais dois parlamentares divergiram.

Embora a maioria do plenário tenha votado a favor do texto final, esse apoio variou ao longo da sessão. Nas votações de alguns requerimentos feitos pela oposição, a maioria pró-reforma chegou a ter menos de 300 votos ao passo que, em outras, passou dos 400. O grupo grande de parlamentares próximos uns dos outros no centro da escala do gráfico reflete esses posicionamentos cruzados. Aécio Neves (PSDB-MG), por exemplo, não entregou tanto apoio à reforma quanto o Pastor Marco Feliciano (Podemos-SP).

Nos extremos, a Deputada Adriana Ventura (NOVO-SP) e o Deputado Leonardo Monteiro (PT-MG) foram os a que mais atuaram a favor e contra a reforma nas votações nominais, respectivamente. Além disso, é possível ver que a polêmica em torno da Deputada Tábata Amaral (PDT-SP) é, em grande parte, exagerada. Como indica o gráfico, ela aparece mais próxima de parlamentares da esquerda do que da direita, que apoiaram a reforma, ainda que tenha de fato votado a favor da aprovação do texto principal.

E os partidos, como se posicionaram? Com a nossa metodologia, também é possível visualizar claramente essa informação. No gráfico abaixo, PT, PC do B e PSOL formaram um bloco bastante disciplinado na oposição à reforma, seguidos de PSB e PDT. Ao longo da escala, temos os demais partidos ficam dispostos mais ou menos no centro da escala. O que mais chama a atenção é o posicionamento do NOVO, que o foi o partido que em média entregou mais apoio à reforma, bem mais que o próprio partido do presidente, o PSL. Entre os membros do Novo, os deputados Paulo Ganine (RJ), Lucas Gonzales (MG), Tiago Mitraud (MG) e Marcel van Hattem (RS) aparecem na lista dos parlamentares com preferências mais intensas pela reforma, além da já citada Adriana Ventura.

O comportamento parlamentar é ainda pouco compreendido pelo público em geral. Em parte, isso se deve à complexidade dos procedimentos regimentais. Há, contudo, maneiras de traduzir essas informações de forma a torná-las compreensíveis sem ao mesmo tempo apelarmos para grandes simplificações. É isso o que fazemos no Observatório do Legislativo Brasileiro.

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9 comentários

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LUPE

04 de agosto de 2019 às 13h18

Caros leitores

Pelo o que eu entendi,
somente a verdadeira esquerda lutou contra este crime contra os brasileiros.

Quem são os verdadeiros defensores do Brasil e dos brasileiros?

Quem são os vendidos (e comprados) por R$ 40.000.000 (quarenta milhões )
e são os traidores dos brasileiros?

Responder

Paulo

02 de agosto de 2019 às 21h54

Ou seja, o Novo já nasceu velho e fisiológico, muito provavelmente…a impressão que se tem é que poucos parlamentares, à direita e à esquerda, votam por convicção, realmente.

Responder

    Adevir

    02 de agosto de 2019 às 22h55

    Velho e fisiológico?? Moderno para ti deve ser votar com o que está aí e q não funciona mais, né?

    Responder

      Paulo

      02 de agosto de 2019 às 23h05

      Quem se propôs o “novo” foi o atual Governo. Pois bem, eu indago, então: o que existe de novo em mentir e apresentar a conta aos servidores e aos mais pobres, enquanto poupa, deliberada e sub-repticiamente, militares e ruralistas? Sou a favor de se reformar a Previdência, mas não nos termos da proposta apresentada…

      Responder

        Adevir

        03 de agosto de 2019 às 12h54

        Os mais pobres estão agradecendo a essa reforma, pois poderão manter as esperanças de terem uma aposentadoria básica paga pelo governo. Sem ela, é certo que eles ficariam chupando no dedo. Os servidores públicos tem muito a abrir mão mesmo, pois sempre foram os mais beneficiados. A ampla maioria tem folgadas condições de poupar e montar suas próprias reservas para a velhice. Aos militares a crítica é válida.

        Responder

          Ulisses

          03 de agosto de 2019 às 18h48

          Quando os mais pobres vão aposentar? Trabalhadores braçaís vão encarar o trabalho até os 65 ou 70 anos? Hipócrita e canalhas sobram neste vale de lágrimas!

          Adevir

          03 de agosto de 2019 às 19h06

          Ulisses, como vc gostaria q fosse? Na prática já é assim q funciona hj para os mais pobres.

          Paulo

          03 de agosto de 2019 às 22h59

          Você é pobre e está agradecendo? ” Os servidores públicos tem muito a abrir mão mesmo, pois sempre foram os mais beneficiados. A ampla maioria tem folgadas condições de poupar e montar suas próprias reservas para a velhice.” Ok, mas você não é liberal? Um liberal deveria prezar pelo respeito contratual. O combinado não sai caro, Adevir! E a mentira não se justifica nunca.

          Adevir

          04 de agosto de 2019 às 11h50

          Paulo, na verdade eu sou servidor público federal. Claro q a gente sempre tem q presar pelo respeito aos contratos, mas de que adianta isso se claramente uma das parte não poderá honrá-lo. Veja o que os bancos fazem quando renegociam dívidas com os inadimplentes. Rasgam o contrato antigo e fazem um novo. Eles poderiam muitas vezes executar o contrato, mas nós não teríamos essa opção.


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