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“Caixa preta” do BNDES mostra que financiamento de exportação de serviços foi 100% pago

Por Redação

16 de setembro de 2019 : 12h14

UA nota do BNDES, divulgada hoje, prova que os empréstimos do banco à exportação de serviços, por parte das grandes empresas brasileiras, foram todos pagos.

Olhe o gráfico abaixo: foram liberados US$ 10,5 bilhões e US$ 10,3 bilhões já foram pagos.

No BNDES

Nota sobre financiamento à exportação de serviços
15 de setembro de 2019

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) traz a público hoje (15/9) informações sobre operações de financiamento à exportação de serviços, tema que vem ganhando repercussão em publicações. Esta divulgação vem esclarecer fatos e está em linha com o conjunto de ações em curso adotadas pelo BNDES para se tomar cada vez mais transparente perante a sociedade brasileira.

Diante da complexidade dos dados, eles são aqui explicados na forma de um resumo didático das operações de financiamento à exportação de serviços por empresas brasileiras com dados de 1998 até junho de 2019, sendo que, em 2017, os desembolsos foram interrompidos. Veja esclarecimentos a seguir:

– No período, foram liberados US$ 10,5 bilhões em desembolsos para empreendimentos em 15 países, sendo que US$ 10,3 bilhões retornaram em pagamentos do valor principal da dívida e dos juros.

– Do total de pagamentos, 89% foram liberados para empreendimentos em seis países. São eles, em ordem decrescente de valores: Angola (US$ 3,273 bilhões), Argentina (US$ 2,006 bilhões), Venezuela (US$ 1,507 bilhão), República Dominicana (US$ 1,215 bilhão), Equador (US$ 685 milhões) e Cuba (US$ 656 milhões).

– Entre as empresas que exportaram os serviços, 98% do valor total foi destinado a obras de cinco delas: Odebrecht (76% do total), Andrade Gutierrez (14%), Queiroz Galvão (4%), Camargo Corrêa (2%) e OAS (2%).

– Ao todo, 148 operações foram realizadas, com prazo médio de 11 anos e dois meses para pagamento dos financiamentos. O maior prazo foi concedido pelo Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) para o projeto do Porto de Mariel, em Cuba, que será pago em 25 anos. Esse caso também foi o único que incorreu em 100% do risco soberano de um país, por aceitar como mitigador de risco de crédito uma conta corrente em Cuba.

– Embora o programa de financiamento à exportação de serviços de engenharia tenha sido criado em 1998, 88% do total de US$ 10,5 bilhões em desembolsos ocorreram no período compreendido entre 2007 e 2015.

– Em 2003, em decorrência da Resolução número 44 aprovada pelo Conselho de Ministros da Camex, Argentina, Equador, Venezuela e República Dominicana tiveram seu custo de financiamento diminuído. Isso ocorreu porque a norma mitigou riscos de crédito das operações na proporção de até 7 (pior nota) para 1 (melhor nota).

– A partir de janeiro de 2018, surgiram inadimplementos nos pagamentos de Venezuela (US$ 374 milhões), Moçambique (US$ 118 milhões) e Cuba (US$ 62 milhões), em um valor total de US$ 554 milhões até 30 de junho de 2019.

– Em 2016, quando começaram as controvérsias envolvendo empresas brasileiras exportadoras de serviços de engenharia, o BNDES, em acordo com o Ministério Público Federal (MPF), passou a exigir das empresas a assinatura de um Termo de Compliance (Conformidade), com rígidas regras de governança, como condição para liberação de recursos. Após essa medida, o BNDES reteve US$ 11 bilhões que estavam previstos para serem desembolsados, referentes a 47 operações ativas.

Contexto

A exportação de serviços, quando bem aplicada, é reconhecida mundialmente como importante instrumento de um país para estímulo à geração de empregos, ao aumento da atividade industrial e à obtenção de saldos positivos em balança comercial.

No Brasil, esses financiamentos são determinados pela administração direta do Governo Federal, que estabelece as operações, os países de destino das exportações, as principais condições contratuais do financiamento (como valor, prazo, equalização da taxa de juros e seguros) e os mitigadores de risco soberano do país que sedia a obra de engenharia.

As responsabilidades diretas do Governo no processo incluem a obtenção de aprovações pela empresa brasileira exportadora de serviços junto ao Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações (Cofig) e ao Conselho de Ministros da Camex, ambos compostos por representantes dos ministérios.

Já com essas aprovações, o processo chega ao BNDES em sua parte final, onde é enquadrado e analisado. Quando aprovado e com a contratação feita entre a empresa brasileira e o cliente no exterior, ocorrem os desembolsos e o acompanhamento da execução do projeto.

No momento, as operações de financiamento à exportação de serviços feitas pelo BNDES estão sob análise de diversas autoridades legais. O BNDES ativamente colabora com apurações no Tribunal de Contas da União (TCU), na Controladoria-Geral da União (CGU) e na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em curso na Câmara dos Deputados.

O BNDES ratifica seu firme propósito de cooperar com os órgãos competentes e abrir todas as informações questionadas pela sociedade brasileira. A divulgação de informações concretas como estas colabora com um debate mais produtivo do papel da instituição no país.

A transparência é um princípio fundamental à gestão pública do país e um norte para o BNDES recuperar sua credibilidade. As lições aprendidas com o passado tornam o banco mais eficiente para os cidadãos brasileiros e colaboram para sua ação em favor de negócios que levem ao desenvolvimento.

Uma apresentação gráfica com os dados aqui apresentados pode ser encontrada aqui: https://www.bndes.gov.br/arquivos/exportacao/bndes-apresentacao-exportacoes-servicos-20190915.pdf

Mais detalhes de todas as operações de financiamento às exportações de serviços podem ser obtidas na planilha “Operações de exportação pós-embarque – serviços de engenharia (1998 a 30.06.2019)” no seguinte
endereço: https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/transparencia/centraldedownloads

Ilustrações:

 

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16 comentários

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Fernando Simplício

17 de setembro de 2019 às 18h31

Os dados citados anteriormente, não representam nem 10% do que Lula, Dilma e o PT construíram ou proporcionaram só em meu Pernambuco, em apenas pouco mais de 12 anos de governo.

Viva Lula, Dilma e o PT!

Responder

Fernando Simplício

17 de setembro de 2019 às 18h29

Os dados citados anteriormente, não representam nem 10% do que Lula, Dilma e o PT construíram ou proporcionaram só em meu Pernambuco, em apenas pouco mais de 12 anos de governo.

Viva Lula, Dilma e o PT!

Responder

    Fernando Simplício

    17 de setembro de 2019 às 18h43

    Que que isso, cafezinho, suprimiu meu comentário anterior, onde relacionei os feitos dos governos do PT, por quê?

    Responder

Maikon

17 de setembro de 2019 às 16h00

Os eleitores do Bozo realmente não tem cérebro, e como tal, não sabem ler. A reportagem informa justamente que os investimentos feitos em países estrangeiros foram devolvidos, ou seja PAGOS, mas há um débil mental perguntando se foram pagos e outro acéfalo dizendo que os eleitores da esquerda deveriam pagar. Já são os analfabetos funcionais que o presidente deles quer que sejam.

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    Paulo

    17 de setembro de 2019 às 16h22

    “”A partir de janeiro de 2018, surgiram inadimplementos nos pagamentos de Venezuela (US$ 374 milhões), Moçambique (US$ 118 milhões) e Cuba (US$ 62 milhões), em um valor total de US$ 554 milhões até 30 de junho de 2019.” É só ler. Só ler. Não precisa nem mesmo interpretar, ainda que pelo critério puramente gramatical, o mais simples, em hermenêutica…

    Responder

    Michelle Tobias

    17 de setembro de 2019 às 16h33

    Reportagem altamente tendenciosa, Cuba ainda vai pagar e a Venezuela já disse que não vai pagar, mesmo com tudo isso, inegavelmente Lula e o PT se beneficiaram de propinas e corrupção, com inclusive; dinheiro já recuperado pela Lava-jato.

    Responder

angelo eduardo ribeiro alonso

17 de setembro de 2019 às 10h29

Impressiona o baixo nível argumentativo dos bozoasnos. A informação divulgada deixa patente que não houve o uso do BNDS para práticas ilegais. Tapados, a informação foi divulgada por um banco que está sob controle da familícia.
Quanto aos investimentos no exterior, a inteligência avisa que os equipamentos e máquinas usadas são brasileiros, portanto , o emprego gerado é aqui.
A industria naval fomentada pelo Lula e destruída pelos desgovernos golpistas exigia conteúdo nacional. Agora estamos comprando da Coreia. A industria petroquimica também foi desmobilizada. Agora compramos fertilizantes do Trump.
O carlixo está na ativa novamente. Só pode ser isso.

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    Paulo

    17 de setembro de 2019 às 16h21

    “A partir de janeiro de 2018, surgiram inadimplementos nos pagamentos de Venezuela (US$ 374 milhões), Moçambique (US$ 118 milhões) e Cuba (US$ 62 milhões), em um valor total de US$ 554 milhões até 30 de junho de 2019.” É só ler. Só ler. Não precisa interpretar…

    Responder

    Fernando Simplício

    17 de setembro de 2019 às 18h40

    A exemplo dos integrantes da ORCRIM lava-jato, os antipetistas e Bolsoasnos pregam a invenção de crimes para os petistas, mas a justiça de Deus é grande, e tarda, porém não falha.

    Responder

    Fernando Simplício

    17 de setembro de 2019 às 19h50

    A exemplo dos integrantes da ORCRIM lava-jato, os antipetistas e Bolsoasnos pregam a invenção de crimes para os petistas, mas a justiça de Deus é grande, e tarda, porém não falha.

    Responder

Guilherme Nagano

16 de setembro de 2019 às 18h30

E os 21 Bilhões desviados q o TCU detectou? Já foram pagos pela esquerda?

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Paulo

16 de setembro de 2019 às 17h17

Está provado o uso político do Banco para favorecer as “nações amigas”. Deviam exigir de cada petista filiado ao Partido e que receba do Erário, bem como aos envolvidos, que desembolsem regiamente, todo mês, parte de seus vencimentos para ajudar a cobrir o prejuízo por eles causado!

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chichano goncalvez

16 de setembro de 2019 às 12h50

O povo honesto quer saber: se as arvores que foram plantadas para criar coalas, foram pagas ? Os helicopteros para Ricos e Milionarios foram pagos ? Enfim os financiamentos para empresas particulares; Enquanto a financiar investimentos no exterior é altamente viavel, pois hoje o comercio esta interligado com todos os paises e quem não buscar no exterior alternativas, tende a ficar para traz.

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    Alan C

    16 de setembro de 2019 às 14h08

    Verba do BNDES para financiar empresas como a Embraer e Vale, que depois foram vendidas a preço de banana podre.

    Essa é o “liberalismo” da bozolândia que os liberais do mundo rejeitam.

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Wellington

16 de setembro de 2019 às 12h33

O jatinho de Huck e de Doria tambèm foram pagos.

Ditaduras amigas do Foro de Sào Paulo e da Africa usaram o dinheiro dos brasileiros (com juros baixos) como banco… de vomitar.

Considerando a podridào cronica dos envolvidos (Lula, Odebrecht, Cuba, Venezuela, …) alguem duvida que nào tenha rolado propinas gordas como era de costume…?

Pensando bem…no Brasil jà tem tudo sobrando, ferrovias, portos, estradas, ecetera….nào precisava esse dinheiro ser investido aquì mesmo…parabèns aos envolvidos.

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    Fernando Simplício

    17 de setembro de 2019 às 18h18

    Só tenho uma coisa a dizer: Lula livre e presidente novamente, pra além do que construiu internamente, como a Refinaria Abreu e Lima, que hoje trata 4 bilhões de litros de petróleo ano; duas termoelétricas; 2 estaleiros, que juntos, apesar do golpe, ainda construíram 22 navios e 1 plataforma; duplicou as BRs 101 (de Natal a Aracajú, que eu vi), a 232 e a 408; Fez a transposição do São Francisco; Construiu vários parques eólicos; trouxe a fábrica da Jeep e etc, e etc. Continuar fazendo muito mais e ainda continuar vendendo serviços.

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