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Marcia Tiburi. Foto: Guilherme Santos/Sul21

A fakenews do “ataque” de Ciro à Marcia Tiburi

Por Miguel do Rosário

16 de setembro de 2019 : 14h11

A irritação de petistas com Ciro Gomes é perfeitamente compreensível.

Ciro está fazendo críticas muito duras ao PT e a Lula. Eu concordo com algumas dessas críticas, outras não.

Entretanto, é incontestável que os petistas também atacam Ciro Gomes, duramente, sistematicamente, há muito tempo. Os ataques podem não vir diretamente das lideranças; é uma coisa que emerge de baixo, de um setor da militância e dos sites mais vinculados aos interesses do partido, mas isso, no final, não faz diferença, porque o clima de animosidade que se produz é o mesmo caso a crítica viesse de um dirigente.

É normal, portanto, que os petistas rebatam Ciro Gomes. É normal que ataquem Ciro Gomes. Que jurem de pé junto que nunca irão votar nele. Que digam que ele “já era”, que está “morto” politicamente, que se “autodestruiu”, “marinou”.

Nos últimos meses, a quantidade de vezes que petistas “mataram” Ciro Gomes é imensa.

Isso é da política.

Eu acabei de publicar, aqui no Cafezinho, a resposta do deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, à entrevista de Ciro Gomes à BBC. O Cafezinho está aberto para o debate, e procuramos respeitar petistas, trabalhistas, e até mesmo liberais e conservadores.

O debate precisa acontecer, sem papas na língua, sem patrulhamentos, sem melindres excessivos. A conjuntura não nos permite ser demasiadamente sensíveis.

Entretanto, promover fake news é errado.

Se Ciro tivesse, de fato, agredido ou “atacado” Marcia Tiburi, eu seria o primeiro a me revoltar contra esse fato, porque conheci a Marcia na campanha de 2018 e pude testemunhar que é uma pessoa extremamente doce, que não merece, de maneira nenhuma, receber qualquer tipo de tratamento hostil por parte de ninguém.

Eu votei em Marcia Tiburi e apoiei sua campanha aqui no Cafezinho.

O fato, porém, é que não houve agressão nenhuma. Ao contrário, Ciro elogiou Marcia Tiburi.

Reproduzo o trecho em que ele fala de Marcia incluindo um pouco antes e um pouco depois, para ninguém dizer que estou descontextualizando:

BBC News Brasil – O senhor acha que o PT faz algo semelhante?

Gomes – Rigorosamente a mesma coisa. Quantos votos teve a candidata a governadora do Rio de Janeiro nas eleições passadas? Você tem ideia? Rio de Janeiro é a maior concentração de artista por metro quadrado, intelectuais, engenheiros, do Brasil. É a sede da Globo, da ABI, enfim, de tudo o que é progressista.

Sabe quantos porcento PT tirou lá? Dois por cento. Porque a Marcia Tiburi, que é uma figura respeitável, queridíssima e tal, faz apologia do cu na televisão. Eu tenho até vergonha de citar e isso não quer dizer que não haja uma grande interessante questão nesta tese da Marcia Tiburi, mas foi o que dominou o debate no Rio de Janeiro. Você quer uma governadora que faz apologia?

O trecho em que Ciro fala de Marcia está no minuto 16:23. O player abaixo já está no ponto.

***

Ciro mencionou um fato que preocupou muito o PT e a campanha de Marcia Tiburi desde o início. Deu na coluna da Monica Bergamo, na Folha, em junho de 2018:

“O PT ficou assustado com a repercussão, nas redes sociais, do vídeo em que a filósofa Marcia Tiburi, pré-candidata ao governo do Rio, declara num festival de literatura, em 2017, que “o cu é uma coisa muito boa na vida das pessoas. E o cu sobretudo é laico, é das coisas mais laicas que há nesse mundo”.

A fala de Marcia Tiburi sobre o “cu” é a fala de uma escritora, uma filósofa, exercendo sua liberdade de expressão, feita muito antes dela cogitar ser candidata a governadora. É uma frase de quem procura se distanciar ao máximo do conservadorismo moral que vem asfixiando, nos últimos anos, o debate político brasileiro. É uma belíssima e corajosa “apologia do cu”, e um grito de liberdade.

O vídeo, contudo, se tornou uma peça de propaganda negativa contra Marcia Tiburi e, por extensão, contra toda a esquerda dita “identitária”.

Não vou me aprofundar aqui no debate, ultracomplexo e delicado, sobre a questão identitária, que é central na política contemporânea. Jair Bolsonaro foi eleito, em boa parte, porque conseguiu emplacar a narrativa, falsa mas, por alguma razão, convincente, de que a esquerda tem obsessões identitárias. Daí a facilidade com que fake news como “mamadeira de piroca” e “kit gay” se disseminaram por algumas redes.

Também não vou debater com a própria Marcia Tiburi, que reagiu chamando Ciro de “coronel mimado”. Ela, sim, “atacou” Ciro Gomes, usando inclusive um adjetivo “coronel” que muitos consideram preconceituoso contra o nordeste. Ela está no direito dela. Como filiada ao PT e ex-candidata do PT ao governo do Rio, Marcia Tiburi acabou assimilando essa irritação orgânica – e, como já disse, justificável – de grande parte do petismo contra as falas de Ciro. Além do mais, do jeito que o fato foi interpretado por alguns sites, como “ataque vil, rasteiro, grosseiro”, seria difícil mesmo que ela não se sentisse ofendida. É possível que tenha formado opinião através dessas interpretações da entrevista antes mesmo de assisti-la.

Esse ódio petista a Ciro nasceu muito antes do líder trabalhista começar a fazer as críticas mais duras ao PT que tem feito nos últimos meses. É antigo. Eu sofri isso na pele já em abril de 2018, quando ousei escrever alguns artigos mencionando a possibilidade do campo progressista se unir em torno de Ciro. Fui linchado nas redes petistas com muita violência – mas também defendido, publicamente, por quase todos meus amigos petistas, é justo notar. Mas isso também não é assunto desse post.

Quanto ao artigo de Jean Wyllys, é apenas lamentável que alguém que ganhou emprego numa universidade americana para pesquisar “fake news” acabe, ele mesmo, reproduzindo fake news.

Se é para combater fakenews, então temos que ser coerentes e não usar de notícias falsas a nosso favor.

No caso, Ciro Gomes NÃO atacou Marcia Tiburi.

Ciro fez um alerta que intelectuais progressistas tem feito há algum tempo. Não é questão de asfixiar ou esconder as causas identitárias, mas apenas de tomar o cuidado para não mostrá-las de maneira caricatural, divisiva, antipopular.

As lutas identitárias, e nisso concordo em parte com Jean Wyllys, são parte integrante das lutas populares, mas elas tem de ser vistas, efetivamente, como populares. Isso não acontecerá com discursos em prol do “cu”; sim, isso vale não apenas para políticos, ou para momentos eleitorais, mas também para intelectuais que almejem participar do debate político de maneira propositiva, com objetivo pragmático de combater o fascismo e o conservadorismo.

Não é possível mais negar que alguns discursos, por mais bem intencionados que sejam, acabam por promover uma imagem caricatural tanto da política identitária quanto do intelectual preocupado com questões identitárias. A linguagem, a forma, a postura, são tão importantes quanto o conteúdo.

Problematizar essa questão, como fez Ciro, é fundamental, se quisermos, um dia, voltar a ganhar eleições.

Se é para fazer uma crítica à fala de Ciro, seria que Marcia não pontuou, como ele disse, 2% nas eleições, e sim quase 6% dos votos válidos. Marcia Tiburi obteve 447 mil votos no primeiro turno.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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81 comentários

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Gabriel

04 de outubro de 2019 às 12h17

A ideia geral tá bem passada: O Ciro tem respeito pela Márcia Tiburi (inclusive, estive em um debate em que ele se expressou bem sobre o caso, esclarecendo como filosoficamente a Márcia Tiburi pode acrescentar de fato). Mas o Ciro, justamente como macaco velho da política, também sabe que usar falas soltas assim, como as que Márcia fez sobre o cú, ou também sobre entender o assalto como um mecanismo natural do pobre conseguir equilibrar a injustiça social por ele sofrida, são falas que não comunicam com o zeitgeist, ou o espírito desta época do povo carioca. Isso era pra ser óbvio, infelizmente Tiburi apostou no apoio de uma parcela minoritaria. De uma forma, acabou negando sua própria disputa política, com uma visão teatral desta, academicista demais, e deu de bandeja argumento pra um Crivela da vida se autoeleger.

Responder

AROLDO FONSECA

20 de setembro de 2019 às 11h14

petista é doente!

Responder

Sena EQ

19 de setembro de 2019 às 15h13

Prezado Rosario, muito te admiro e até contribuo esporadicamente com o site. Apoio vc em 99% mas nessa do Ciro vc resvalou. Trata-se de uma figura muito complicada q nem merece comentários. Foi efetivamente um sarcasmo e uma agressão contra a Marcia Tiburi, só não entendo o porque, mas tratando-se dessa figura controversa… acho que nem ele entende o que disse…..

Responder

    Redação

    19 de setembro de 2019 às 15h17

    Obrigado, Sena. Respeito sua opinião, mas humildemente, mantenho a minha opinião de que não houve ataque nenhum. Ao contrário, houve elogio e a citação de um fato que marcou a campanha de 2018 no Rio de Janeiro, e que devemos discuti-lo.

    Responder

Ricardo

18 de setembro de 2019 às 23h04

O Ciro morde e assopra, isso é um fato.
Mas ele também fala a verdade.
Eu não estou nem aí se a verdade te ofende, ou não.
O ponto que deveria estar sendo discutido é que o Wilson Witzel teve 41% dos votos e essa idi ota do PT teve 5%.
O ponto é: por que o povo rejeita tanto essa esquerda lacradora?
E não interessa quem ficou ofendido e por quê, sinceramente não estou minimamente preocupado com as sensibilidades emocionais de Jean ou Tiburi.

Responder

Ricardo

18 de setembro de 2019 às 23h03

O Ciro morde e assopra, isso é um fato.
Mas ele também fala a verdade.
Eu não estou nem aí se a verdade te ofende, ou não.
O ponto que deveria estar sendo discutido é que o Wilson Witzel teve 41% dos votos e essa idiota do PT teve 5%.
O ponto é: por que o povo rejeita tanto essa esquerda lacradora?
E não interessa quem ficou ofendido e por quê, sinceramente não estou minimamente preocupado com as sensibilidades emocionais de Jean ou Tiburi.

Responder

Mário César dos Santos Oliveira

17 de setembro de 2019 às 18h38

Que fake news foi feita contra o Ciro?????
Os sites de esquerda reproduziram a fala exata do Ciro e apontaram o moralismo conservador dele tanto ali e como em outras situações como quando ele criticou a marcha das mulheres contra o Bolsonaro ou se esquivou de responder se apoia ou não adoção de crianças por casais gays. A Cynara mesmo apontou esse conservadorismo em outras figuras de esquerda como o Rui Costa até.
Agora tem quem não veja o conservadorismo do Ciro seja ou por também ter sua dose de conservadorismo ou porque fica achando que o Ciro é a salvação da pátria e precisamos passar pano em tudo quanto é merda que ele falar ou fazer.
Eu votei no Haddad, mas convenci muita gente indecisa a votar no Ciro no primeiro turno, mas pra mim já deu. Ele é muito personalista, causa muita divisão, não ajuda em nada e perderia pro Bolsonaro no segundo do mesmo jeito. E, francamente, não entendo porque esse blog insiste tanto em defender tanto um candidato que já falou que não vai regulamentar mídia….

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    Sena

    19 de setembro de 2019 às 15h17

    Exatamente meu caro… Acho q o Rosario deveria sair dessa ….. Pegou um barco errado…. A figura Ciro é útil ao pais mas não tem como imagina-lo presidente…. Possui uma personalidade similar a do bolsonaro….

    Responder

Erick Nogueira

17 de setembro de 2019 às 12h18

Miguel,

O que vc postou é exatamente o que eu li na mídia progressista. Não teve fakenews alguma. Aquilo foi um ataque, afinal por que jogar o conservadorismo contra o Márcia e o PT por uma declaração que ela fez qdo sequer era candidata?

Na boa, a fakenews foi do seu amado Ciro, pois ele me fez crer que a Márcia fez apologia ao cu em horário eleitoral.

Obrigado por me mostrar mais uma mentira oportunista de Ciro.

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    Redação

    17 de setembro de 2019 às 13h58

    Ele não falou que ela fez apologia no horário eleitoral. Ela fez apologia num evento público, e foi uma apologia muito bem feita, a meu ver. Mas isso acabou virando instrumento em mãos dos conservadores contra a esquerda identitária e contra sua candidatura, que enfrentou muitas dificuldades, apesar de ter um bom tempo de TV.

    Responder

Divina de Jesus

17 de setembro de 2019 às 09h25

Na matéria o cronista destaca em negrito a parte em que Ciro diz que a Marcia é “uma figura respeitável, queridíssima”, mas o fato é que ele diz que ela “faz apologia do cu na televisão”, esse aposto com o elogio é apenas uma escolha textual que aparentemente tenta amenizar o ataque, mas é só um aposto.
O que a frase diz é “a Marcia Tiburi faz apologia do cu na televisão”. Não vejo como isso não ser um ataque! Pelo menos não nesse trecho, porque não vi a entrevista da BBC, mas imagino que ele não tenha dito nada que retire ou se desculpe pelo ataque em outro ponto porque se o tivesse feito o cronista teria destacado, provavelmente em negrito.
Vamos fazer um paralelo para explicar melhor meu argumento: Nessa frase: Meu vizinho, um senhor muito sério e trabalhador, é um assassino em série. O fato de estar dito aí que o vizinho é “um senhor muito sério e trabalhador” retira da frase a acusação de que ele é um assassino? Acho difícil que alguém diga que sim! Agora reveja a frase do Ciro, será que o cronista do qual estou falando não mudaria seu discurso?
Continuando: Depois a matéria diz que foi a Márcia Tiburi que atacou Ciro ao chamá-lo de “Coroné” e que essa palavra é uma ofensa aos nordestinos. Mais uma vez não concordo!
O discurso de Ciro em outras ocasiões já me lembrou o dos “Coronés” mesmo. E essa palavra absolutamente não é uma ofensa aos nordestinos, principalmente porque a imensa maioria dos nordestinos não são “coronés”, são vítimas deles. E acho que alguns (ou muitos) dos “coronés” do Nordeste sequer são nordestinos.
Tudo bem que o Ciro diz, mais abaixo no mesmo trecho, que pode haver uma questão interessante na tese da Márcia, ele não afirma que haja, não nega que ela “fez apologia”, apenas diz que “não quer dizer que não haja”, isso colocado como uma hipótese é quase uma ironia, ou soa como tal. Do tipo “Até pode ser, mas eu é que não engulo essa”.
Não, desculpe, mas o Jean Willis não espalhou Fake News!

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Staline com rivotril

17 de setembro de 2019 às 07h45

Eu sou eleitor de Ciro Gomes e a parte que Ciro fala sobre a candidata como ” alguém respeitada, queridisssima” me pareceu uma ironia rsrsrs

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marcio luiz

17 de setembro de 2019 às 07h40

Parabéns ao jornalista Miguel do Rosário pela profissionalismo, felizmente o CIRO GOMES está a anos luz a frente do povo brasileiro e suas falas são sempre pensando que será entendido e interpretado de forma correta, mas são poucos no meio jornalistico que tem essa capacidade.

Responder

ulisses fagotti

17 de setembro de 2019 às 03h36

Graças a Deus que ainda existem comunicadores isentos e lúcidos como voce Miguel. Eu vi a entrevista de Ciro e realmente ele em nenhum momento ofendeu a Sra Marcia , ao contrario . O que Ciro advoga e eu concordo , e que temos que entender que a soma das agendas identitárias nao sao maiores que a agende basica de um povo que passa fome, precisa de emprego , saúde , educação e segurança . Para proteger as identidades dos fascistas precisamos primeiro estar no poder .Grande abraço. Parabéns pela matéria .

Responder

ulisses fagotti

17 de setembro de 2019 às 03h30

Graças a Deus

Responder

Paulo Teixeira

17 de setembro de 2019 às 02h46

Ao escrever, “…petistas, trabalhadores, liberais e conservadores,…” percebe-se a “imparcialidade”. Pq não dizem “peemedebistas, pedetistas, ou não colocam os nomes dos outros partidos? É sempre petistas na hora a querem expor suas imparcialidade !! E tbm escondem briguinha de blogs nesta notícia. Lamentável.

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Maria

17 de setembro de 2019 às 00h55

Resumindo, o Brasil não está preparado para o cu.

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Netho

16 de setembro de 2019 às 23h57

Vale a pena ler o “Editorial” assinado por Mino Carta em Carta Capital desta semana, como também a comprovação por especialistas da UNICAMP da fraude na Previdência com dados fraudados que invertem o cálculo atuarial comprovando, ao contrário do Posto Ipiranga, que a previdência é SUPERAVITÁRIA.
Mino foi o primeiro a arrancar de Lula a confissão reconhecendo o erro dele e do PT.
Mino vai além e discorda do amigo Lula em relação ao futuro.
CONFIRA:
“Na minha opinião, duas passagens da memorável entrevista de Lula a esbanjar energia, publicada na semana passada, me tocam profundamente. Quando declara: “A Dilma, o PT, eu, todos erramos e colhemos o que plantamos”. E mais, constata que o Brasil deveria imitar a Argentina. O grande e querido amigo me perdoe, mas o PT insiste no erro, a não ser nas terras livres do Nordeste”.

Responder

Felipe

16 de setembro de 2019 às 22h58

Enquanto os ditos de centro esquerda, progressistas ou até mesmo, de um modo geral, os democratas estiverem inseridos nesse campo de batalha desorganizado e acéfalo (como podemos ver aqui nos comentários), Bolsonaro e seus asseclas, ou acepipes como diria Weintraub, seguirão emburrecendo o país e deixando-o à míngua.

É preciso uma união forte em torno da pauta democrática e progressista, e vejo no Ciro uma figura importante nesse meio, apesar de haver diversas reticências quanto ao seu modo de se expressar.

Quanto ao PT, vejo um partido muito enfraquecido e estigmatizado, o que poderia prejudicar ainda mais o debate contra a extrema direita, se é que ele é possível. No mais, o confronto Ciro x PT apenas tira o foco que deveria pertencer a uma oposição consistente contra esse governo com ares de ditadura.

Responder

Paulo

16 de setembro de 2019 às 22h18

O Ciro Gomes não precisa ficar se explicando ao PT ou aos petistas. Hoje são duas forças irreconciliáveis (excluindo-se apenas as coligações locais), e a bem da verdade, os petistas nunca quiseram nada com o Ciro. Então considero que o melhor que ele fez foi sair da imensa sobram que o PT sempre fez em todas as forças da esquerda, e procurar o seu próprio lugar ao sol.

#CirolivredoPT

O que ele disse sobre a Márcia está muito claro, e não foi ofensa. Foi apenas a constatação do óbvio: uma candidata que tem um vídeo circulando pela internet, onde ela “faz a apologia do cu”, seria muito usada contra ela e contra seu partido na campanha. Esse tema tem um apelo muito positivo nos debates intelectuais e acadêmicos, mas é um barrio de pólvora a favor do conservadorismo moralista num ambiente religioso.

Foi somente isso que ele quis salientar: que o PT escolheu como candidata, uma mulher que trazia consigo um barrio de pólvora que iria detonar e explodir sua própria campanha.

O erro do Ciro foi achar que algum petista iria entender isso, já que eles não consegue entender nem sequer um gráfico.

Responder

    Redação

    16 de setembro de 2019 às 23h50

    Sim. Fake news e calúnia braba.

    Responder

    Marcos Videira

    17 de setembro de 2019 às 12h08

    ANTONIO CARLOS: Infelizmente, o DCM e o Brasil 247 não são veículos jornalísticos, quando se trata da Política. São veículos de propaganda do PT e tem divulgado fake news contra Ciro Gomes. Por que ? Intuo que Ciro Gomes está colocando em risco o projeto de poder do PT. Fique esperto, meu irmão.

    Responder

DARCY BRASIL

16 de setembro de 2019 às 20h35

Enquanto eu escrevi um comentário sofrível, apressado, como esse que agora tento produzir catando milho em um celular, e tendo que brigar ainda com o meu corretor de texto que a todo momento modifica o que escrevi alterando o sentido, leio que você escreveu muito bem a propósito de um tema que, para mim, é central desde a campanha de 2010, e que se convencionou designar, tal como se faz nos EUA, como “questões identitárias”. Pretendo um dia verter um texto mais bem elaborado sobre esse tema, mas me empolguei a afirmar que parte de minha argumentação corresponde a que você desenvolveu aqui em seu texto. Lá no meu comentário sofrível tentei explicitar que a luta identitária é a arena para onde a direita deseja nos levar, como um cego que tenta levar os adversários para a escuridão, para poder lutar em vantagem. A esquerda comete o erro de ter pressa de derrotar em campanhas políticas eleitorais preconceitos que levaram séculos para se consolidar, tendo pilares religiosos poderosíssimos para sustentá-los. Nessa arena, temos ficado sempre em paz com as nossas consciências, por termos defendido uma causa justa como o direito de um casal homoafetivo se beijar publicamente, mas fomos e seremos derrotados politicamente pela direita que saberá, como soube, com grande facilidade, explorar a seu favor os preconceitos seculares marcados fundamente no espírito de milhões de homens que, desde crianças, foram instruídos pelo senso comum das religiões que legitimam tais preconceitos. Essa luta levará ainda dezenas de anos, e não pode ser vencida pela esquerda em embates políticos-eleitorais. Me arrisco a dizer que, para mim, me parece mais fácil realizar uma Revolução Democrática e Popular do que superar esses preconceitos. Sobre Ciro Gomes, reconheço que você, como membro do PDT, legitimamente deve também se esforçar por “passar o pano” em seus erros políticos recorrentes. Porém, eu, que não sou petista nem cirista, entendo que Ciro escolheu conscientemente um lugar que ele acredita existir, que supostamente galvanizaria o apoio conjugado do antipetismo e do antibolssonarismo, em mais uma equivocada tentativa de encontro de uma pretensa terceira via, tal como os alquimistas tentaram um dia encontrar a pedra filosofal. No Brasil, desde, pelo menos, 1945, só existem dois campos políticos se confrontando. Muita gente confunde a oferta de candidaturas em uma eleição presidencial com multiplicidade de campos, quando, na verdade, o que sempre existiu foram várias candidaturas desses dois únicos polos, que não são artificiais, postos que refletem objetivamente os interesses da burguesia e do proletariado. Esses campos, por sua vez, refletem, em cada momento histórico, o grau de maturidade da luta de classes. Quando Brizola e Lula disputaram as eleições de 1989, o fizeram como representantes do mesmo campo, e não como duas vias distintas. Que bom teria sido se tivesse ido Brizola e não Lula para o segundo turno naquela eleição, pois teria derrotado Collor (sinto muito por ter que reconhecer isto somente 30 anos depois). Ciro, ao deliberar atacar cotidianamente o PT, deriva, quer tenha consciência disso ou não, para o campo da direita, e, realmente, torna muito pouco provável um apoio futuro da corrente petista à sua candidatura. Como bem salientou Ricardo Capelli, se as eleições presidenciais fossem realizadas hoje e o PT lançasse um candidato, este fatalmente chegaria ao segundo turno, e disputaria (para perder na minha opinião) com um candidato do outro campo, aquele que Colkor, FHC e Bolsonaro representaram, que não seria Ciro, pois este escolheu pertencer a um campo de forças imaginário, que existe apenas como miragem produzidas pela luta de classes entre os dois campos principais. Reforço a necessidade de uma Frente Ampla e Democrática e, diante dessa luta fratricida entre os lulistas e os ciristas, a necessidade dos interesses maiores do povo brasileiro terá que buscar, não uma terceira via, porque não existe, mas um nome que consiga reunir em torno de si o apoio unitário de nosso campo. Temos que continuar trabalhando para construir a Frente Ampla, para levar a luta para as ruas, deixando que a própria Frente Ampla nos indique, no futuro e peli seu próprio processo de construção na luta,de resistência contra o fascismo, quem será o nome adequado para representá-la em 2022, se conseguirmos frustrar a tentativa de golpe de estado que os milicianos desejam perpetrar.

Responder

    Edson

    16 de setembro de 2019 às 22h05

    Frente Ampla= Bajular o PT, engolir e esquecer Todos os Erros e Omissões que eles NUNCA vão Reconhecer, para na hora da Campanha ser chutado pela Direção, que Lançarão outro Poste, ou o mesmo, forçando aos demais partidos desta dita Frente, a Disputa pela Vice na Chapa. Detalhe: o PT sabe que não têm mais Maioria para Vencer no Segundo Turno.
    No mais… O que é ser de ESQUERDA mesmo??? O PT é Esquerda?? O PT foi Esquerda quando esteve no Poder???
    O PT não me Engana mais. Fiquem a vontade para se Iludirem…

    Responder

    Paulo

    16 de setembro de 2019 às 22h25

    Concordo com muito do que você disse mas o último datafolha mostrando vitória de Haddad , fora da margem de erro , desmente sua tese de que o PT disputaria o segundo turno para perder , hoje.

    Responder

NeoTupi

16 de setembro de 2019 às 19h54

O que Ciro fez foi querer estigmatizar Marcia Tiburi (pra estigmatizar o PT, obviamente) e reduzi-la a candidata da “apologia ao c…”. Se iso não é ataque de ultra-política (agressão) contra Tiburi, não sei o que é.

Ciro troca o debate politizado pela fofoca polêmica para desconstruir o “inimigo”. É ultra-política no lugar da política. O mesmo que o bolsonarismo faz, o MBL fez.

E teve fake-news sim. Ciro mentiu ao dizer que “ela fez apologia do c… na TV”. Como você mesmo explica, não foi na tv. Do jeito que Ciro disse, se eu nao fosse do Rio e não estivesse inteirado do assunto, pensaria que ela passou a campanha falando em c… E isso nem foi tão explorado na campanha assim, porque ela não chegou a ser uma candidata com “perigo” de ganhar.

Responder

    NeoTupi

    16 de setembro de 2019 às 22h50

    Corrigindo:
    E isso nem foi tão explorado na campanha assim PELOS ADVERSÁRIOS, porque ela não chegou a ser uma candidata com “perigo” de ganhar.

    Responder

    Zé gotinha

    17 de setembro de 2019 às 07h50

    Não amigo, Ciro tá fazendo uma triste constatação: a cidade mais progressista do Brasil, o Rio de janeiro, preferiu votar num pastor da universal do que na apologista do ânus, daí vc imagina o tamanho da crise de representação que tomou conta da esquerda

    Responder

      NeoTupi

      17 de setembro de 2019 às 16h38

      Temos pontos de vista de diferentes. Mas ainda que você estivesse certo, a análise de Ciro estaria errada, porque na última eleição o Crivella não conseguiu nem eleger o filho deputado federal (ele esperava que seria o mais votado do Rio).

      Responder

Marcos

16 de setembro de 2019 às 19h51

Ciro deveria ter lembrado que o vídeo de Tiburi foi tirado totalmente de contexto. Ela não estava falando de cu na campanha e ele quis, sim, tirar um sarro com o partido.
Não lembro qual presidente americano das antigas disse que se você fosse fazer alguma coisa que precisasse justificar depois, não fizesse. E o texto de Miguel do Rosário é uma grande justificativa

Responder

Rodolpho

16 de setembro de 2019 às 19h36

O Ciro peca pela forma, não pelo conteúdo. Mais uma vez ele faz criticas e debates pertinentes, mas que são ofuscados por polêmicas.

Eu concordo com ele que o processo do PT de impor Lula candidato mesmo sabendo que ele nunca concorreria a eleição, em razão da lei da ficha limpa, foi fraudulento, pois induzia o voto em alguém que não concorreria, e isso foi ruim para a própria construção de Haddad como candidato.
Mas discordo quando ele diz que Haddad é uma fraude, embora eu acredite que ele estivesse se referindo ao processo eleitoral, passa uma ideia controversa, como se o Haddad fosse uma fraude como político ou pessoa, o que não é verdade, já que o próprio Ciro o considera um amigo.

Sobre as pautas identitárias, Ciro está sendo o único político relevante da esquerda a propor essa reflexão, ele nunca disse que essas pautas são ruins ou não são importantes, pelo contrário, mas ele diz que considera um erro condicionar a isso o debate com o eleitor, principalmente o conservador. É fácil chamar o “pobre de direita e conservador” de burro ou de facista, mas é preciso mostrar que a política vai além da pauta de costumes e que as decisões econômicas ou políticas tem um impacto muito brutal na vida dessas pessoas. O PT teve diálogo com eleitorado conservador e evangélico durantes seus governos, e mesmo assim conseguiu importantes avanços sociais e nessas pautas.

Entretanto essa discussão ficou resumida a suposta ofensa. O Ciro poderia ter sido mais delicado, embora não seja seu estilo. Mas a resposta da “esquerda” à crítica foi um misto de raiva com desonestidade intelectual, não teve discussão ao tema, apenas ofensas (essas sim de verdade), como Jean Wyllys que sempre sofreu com fake news e preconceitos, fazer um texto todo baseado em mentiras, e chamar Ciro de coronel (termo que considero preconceituoso, já que sou nordestino), aparentemente para ele o preconceito e as mentiras só são ruins quando o atingem.
O mesmo pode ser dito da Márcia Tiburi, mas ela não me surpreende, uma vez que nas eleições passadas ela sugeriu de modo bem infantil, que os eleitores de Ciro votassem em branco para ajudar Bolsonaro no segundo turno.

Responder

Ciro Bezerra

16 de setembro de 2019 às 19h31

Parabéns!!!! Esclarecimento tão lúcido quanto as críticas do Ciro Gomes!!!
👏👏👏👏👏👏👏

Responder

Wellington

16 de setembro de 2019 às 19h01

Essa mulher è favoravèl ao assalto a mào armada e justamente se candidata no Rio de Janeiro, nào hà lugar melhor se duvida…e tem gente que fica atè escutando o que ela diz…temos certeza que o Brasileiro è gente normal…?

Responder

CezarR

16 de setembro de 2019 às 18h52

É evidente que é fake, mas é apenas mais desses sites que eu pensava ser de esquerda, mas são petistas. Dino é hoje amado pelos petistas, se ousar alçar voo solo, será trucidado por essa “blogosfera”

Responder

Andrezão Costa

16 de setembro de 2019 às 18h46

Parabéns pelo texto Miguel, está muito difícil construir uma alternativa do campo democrático por conta desse egemonismo que o pt insiste em postular a qualquer custo, inclusive através de facke News como esta!!!

Responder

Sandro Cabral

16 de setembro de 2019 às 18h18

Só sei que no PT não voto mais.
#Ciro2022 pq eu penso no país e quero que esse tenha um projeto para geral desenvolvimento e riqueza.

Responder

Jailson Bastos

16 de setembro de 2019 às 17h33

Parabéns pela matéria!

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João do Amor Divino de Santanna e Jesús

16 de setembro de 2019 às 17h17

Nosso Ciro deveria ter em conta que o identitarismo e os antigos psolitas e atuais são potenciais aliados em nossa cruzada de destruir o PT e o Lula.

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Emiliano

16 de setembro de 2019 às 17h10

Você acredita mesmo que não houve deboche, crítica, exposição indevida e descontextualizada da fala da Márcia Tibiri, propositalmente, pelo Ciro.
Você acredita que ele não foi ardiloso, maquiavélico ao citar uma situação isolada e que nada tinha a ver com a campanha?
Tão tá.

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    William Alves da Silva

    16 de setembro de 2019 às 17h59

    Ele esta justificando o fracasso eleitoral dela, o vídeo dela fazendo exaltação ao cu foi usado durante a campanha, o Ciro esta errado na analise dele? Diante do cenário atual é como ele disse tem que deixar essas pautas identitárias em segundo plano e focar no que interessa para o povo pobre

    Responder

      NeoTupi

      16 de setembro de 2019 às 21h29

      Não sei como vocês acham Ciro inteligente. Ele tem péssima pontaria eleitoral.

      Ele parece uma familiar que conheço. Se você conversar 5 minutos com ela, fala mal de 10 pessoas, muitas amigas, sem você ter perguntado nada disso a ela. A conversa já é desagradável por natureza, e você sai com a certeza de que na sua ausência ela falará mal de você também.

      A pergunta foi se ele era a favor de uma frente de esquerda. Disse não, e começou falar mal do PT. Até aí é do jogo (dele, que encafifou que será eleito pelo antipetismo). Mas seguiu divagando e, do nada, critica a defesa de pautas identitárias, ao mesmo tempo em que critica o Crivella, e ainda ataca alguém que nem tinha contencioso com ele e nem está no centro do palco político, como Márcia Tiburi.

      Com uma resposta conseguiu irritar o eleitor simpatizante do Lula (nem digo o petista de carteirinha, pois isso seria o obejtivo dele), gente do PSol, PCdoB, evangélicos, feministas, LGBTs, sem falar nada produtivo para um cidadão comum que não seja cirominion. Tanto é que até Jean Willis, que não foi citado, saiu em defesa de Tiburi.

      Quantos votos ele ganha e quantos ele perde com uma resposta desta?

      Óbvio que se ele está na oposição, falar mal do Bozo é o esperado. Falar mal do PT é o risco que ele quer correr. Agora ficar falar mal de todo mundo, começa a ser aquele tio casmurro e chato pra caramba.

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    Oblivion

    16 de setembro de 2019 às 18h53

    Emiliano, eu acompanhava o programa de entrevistas da Marcia. Com certeza se trata de uma pessoa progressista, e agredito que seria ótimo te-la como uma vereadora, deputada ou até senadora. Mas no poder executivo? As proprias pautas do programa de tv dela seriam bombas pra campanha negativa e conservadora…. Tudo bem que pior que o que temos aí (de Brasilia ao Rio) com certeza ela nao seria; mas nao dá né… O pt prefere perder a eleição do que apoiar alguem (seja ciro, na federal; ou molon, psol, ou pdt, no Rio / por exemplo). Na sede do psl deveria ter uma estatua do Lula livre ou a estrela do pt em posição de destaque. Por que eles estão no poder hoje por conta dessa politicagem de quinta que o pt promove…. E ainda se dizem progressitas.

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    Mister Mu

    17 de setembro de 2019 às 08h01

    Não amigo, Ciro fez uma constatação da crise de representatividade da esquerda, desconectada do povo, da moral simplória deste, mal elaborada, sob influência direta das igrejas evangélicas e o seu fundamentalismo do livro sagrado, Ciro tá dizendo que a estratégia precisa acompanhar a mentalidade dominada pela influência fundamentalista das igrejas com sua ideologia importada da igreja americana

    Responder

Marcos

16 de setembro de 2019 às 17h05

Parabéns pelo texto Miguel. e Este debate das questões identitárias e as bandeiras universais das esquerdas precisam acontecer para procurar somar e não dividir.

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Netho

16 de setembro de 2019 às 17h03

Especialista em política comparada e na relação entre populismo e democracia, o cientista político chileno Cristóbal Rovira Kaltwasser não se mostra surpreso com o fato de que a popularidade do presidente Jair Bolsonaro tenha caído já no início de seu Governo e se estancado em cerca de 30%.
O mesmo fenômeno acontece com Donald Trump nos Estados Unidos, explica.
Contudo, a estratégia de ambos os mandatários de radicalizar o discurso para manter essa base mínima unida pode ser suficiente para que ganhem outras eleições, segundo explica o professor da Universidade Diego Portales do Chile em entrevista ao EL PAÍS.
Caso o mandatário brasileiro consiga sua reeleição, é provável que isso aconteça “não por seus méritos, mas porque a oposição segue debilitada”, argumenta.
O lulo-petismo continua refém do Lula Livre, quando até o mundo protozoário já sabe que existem pelo menos mais duas condenações engatilhadas para os próximos meses de outubro e novembro.
O PT tem um problema que atende pelo codinome de “Italiano”.
Não há horizonte eleitoral para o PT e Lula vencerem o segundo turno.
2014 já deixara tal cenário claro.
2018 confirmou o cenário trágico.
Insistir com o lulo-petismo em 2022 é apostar na crônica da catástrofe previamente anunciada.

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    Iremar

    16 de setembro de 2019 às 19h31

    Concordo com você, embora ache que o discurso do Ciro Gomes nada contribua, basta ver como caminha o grande governador do Maranhão, Flávio Dino segue firme, podendo ser a grande opção para 2022, embora precise muito de todo campo progressista para isso e em especial do apoio do PT, porque sabendo do tamanho do PT e da força da militância, não se deve desprezar isso, como aparentemente faz o Ciro Gomes, que na minha opinião, seria um grande presidente, mas infelizmente, sem apoio do maior partido de esquerda, jamais será eleito, porque dificilmente ele vai consegui os votos da direita, porque nesse momento político que vivemos, não existe centro, nem centro de direita, ou é direita, ou extrema-direita ou esquerda, com certeza a direita e extrema-direita jamais apostaria no Ciro, eu lamento, pois como falei antes, acho que ele tem tudo para ser um grande presidente, mas atualmente aposto minhas fichas no Dino, embora saiba que pra isso, o PT vai precisar dar espaço pra ele e como ele não joga a bandeira Lula Livre no chão, tem chance de consegui esse apoio, uma coisa temos certeza, o Lula nunca mais vai poder fazer campanha pra esquerda, dado a força do golpe continuado.

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Wagner

16 de setembro de 2019 às 16h54

Ciro somente argumentou que as pautas identitárias, principalmente estas que afrontam os costumes da população, não deveriam ser prioritárias na campanha e no plano de governo, não desmerecendo sua importância. Ele está correto, pois se isso impede de se alcançar o poder, de nada tem efeito lutar por tais pautas, pois sem poder, não se consegue concretizar mudanças. A ptzada é especialista em distorcer os assuntos e criar confusões. Ô povinho difícil, logo se vê que vai dar Bolsonaro de novo em 2022.

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Justiceiro

16 de setembro de 2019 às 16h53

Não liga, Miguel. Os petistas são assim mesmo; você pode apresentar um caminhão de provas que eles fazem de conta que não existe.

O vídeo de Márcia sobre o cu laico, está disponível na internet. Basta os petistas buscarem. Mas como eles tem medo da verdade, preferem atacar o coronel.

Lula foi ao triplex, pediu elevador privativo porque tem preguiça de subir dois lances de escada, tirou foto com Léo Pinheiro no imóvel. Marisa ia ao triplex com frequência, pediu cozinha internacional, pediu sauna, foi com os filhos visitar o imóvel…….mas os petistas dizem que o triplex não é de Lula.

huashuashuashuashuashuashuas

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Francisco

16 de setembro de 2019 às 16h45

Quem com cu fere, com cu será ferido e nessa Ciro deixou-se precocemente ser descoberto, além do raso envolvente e encantador, por essa nova safra de neófitos por ele ‘encantada’, nessa nova temporada do ‘ego político’ em busca da saga de consagrar-se ‘Presidente do Brasil’.

Que não será, como Tancredo, ‘ego político’ como Ciro, porém mais discreto, conciliador e ‘safo vaselina’, não foi. Está certo que no caso, graças a forças do universo que conspiraram para no último minuto dos descontos não ter sido por conspirar em beneficio próprio contra as Diretas, como Ciro, muito menos equipado que Tancredo, jamais será.

Por isso o Cafezinho com Miguel vem em socorro tentando salvar a lavoura do ‘cu ao vento’, causado por Ciro (o inevitável ‘Ciro no Pé’), caso contrário passaria batido. Ciro é um político de 61 anos com a mesma cabeça ególatra da juventude militando com a família filiada a ARENA, renomeada para PDS pela extinção do bipartidarismo criado pela ditadura, ao ser sovada pelo povo através de votação maciça no MDB, na eleição de 1974. Quando Ciro é filiado pelo pai, em 1982, para ser candidato, a ARENA já era o PDS, o primeiro partido dos sete aos quais se filiou, numa média de um a cada cinco anos, em sua repetitiva vida política: Entusiasmo, Ciro no pé, Queda e troca de partido, Novo Entusiasmo, Ciro no pé…

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    Deejay

    17 de setembro de 2019 às 08h09

    Deixa de ser idiota rapaz, Ciro nunca teve o PDS (vc diz ARENA mentirosamente, pois qndo ele entrou já era PDS) como identificação ideológica, mas apenas como ingresso na carreira política, e não por ele, mas pelo pai que o lançou por este partido e segundo as conveniências políticas de Sobral

    Responder

João Ferreira Bastos

16 de setembro de 2019 às 16h44

Ciro, com estes ataques busca o voto dos bolsolixos arrependidos, tucanos e democratas
A direita que migrou para o miliciano e que agora se arrependeu

Ciro ao recusar ser vice do LULA e sair atirando, sabia que a unica opção dele seria o voto antipetista.

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Luiz

16 de setembro de 2019 às 16h43

Meados da década de oitenta e eu conclui que o PT envaretava-se pela democracia burguesa. Já o PDT nascera assim, Darcy Ribeiro convidava, Brizola expulsava. Tem alguma coisa anacrônica no Ciro. Será o Jaime Lerner , o Juruna, quem será?

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Ze da real

16 de setembro de 2019 às 16h39

Aos ciristas do blog: comecem a procurar votos pra não apanhar novamente do PT. A esquerda no Brasil tem nome sobrenome e apelido: Luís Inácio Lula da Silva.
PS. Podem provocar um novo candidato também.

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Pedro

16 de setembro de 2019 às 16h27

Petistas, podem falar mais do Ciro, digam que morreu, que marinou, falem mal, mas deixem ele em evidência!! Obrigado

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Netho

16 de setembro de 2019 às 16h22

Ciro e Cid Gomes sempre foram ótimos para o PT quando eram os únicos que torpedeavam o “Caranguejo” que atende por Eduardo Cunha na Planilha da Odebrecht.
Ciro Gomes e Márcia Tiburi combinam, inteiramente.
As expressões anais dos dois foram utilizadas de modo politicamente incorreto.
Ambos esqueceram que só os pacóvios entendem a dicção freudiana do reto.
Ambos deixaram o reto na reta para a plebe rude e ignara ulular.
O fato é que a extrema-direita e a direita continuam fazendo a roda da política e da economia girar a seu favor.
O centro-esquerda e a esquerda permanecem reféns da tese delirante-demencial do “Lula Livre”.
Justo Lula que pediu a Mino Carta para fazer uma pesquisa sobre a árvore genealógica do Judiciário desde a Independência.
Lula tinha um péssimo hábito. Lia nada.
Houvesse lido “Os donos do Poder” do maior presidente da história da OAB, Raimundo Faoro, jamais teria tomado a decisão de render-se aos seus algozes.
Jamais teria confiando no STF, desde a Independência sempre foi considerado um “puxadinho da Casa Grande”.

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Rui Lima

16 de setembro de 2019 às 16h04

É preciso reconhecer que, conforme as pesquisas sempre indicavam, o Ciro seria o único candidato capaz de vencer o Bolsonaro no segundo turno. Portanto, logo após o resultado do primeiro turno, o Haddad deveria ter desistido, em favor do terceiro colocado, Ciro Gomes. É um engano achar que Haddad venceria se Ciro o apoiasse no segundo turno.

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João Paulo

16 de setembro de 2019 às 16h00

Parabéns pelo esclarecimento.

A PTzada não tem memória e se acham ainda representantes da esquerda no país. São sim uma organização criminosa. Envergonham o pensamento progressista e subjulgam a inteligência do eleitorado.

Lula não é inocente. Um vício no processo pode anulá-lo, mas existem outros tantos.

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    Paulo

    16 de setembro de 2019 às 17h27

    Você é um bolsominion se passando por eleitor do Ciro.
    Acha que engana quem.
    Um eleitor do Ciro jamais seria tão ingênuo.
    O fato de serem muitos processos só prova , ainda mais , a perseguição política.
    Enquanto isso Bolsonaro usa o cargo para proteger filhos e amigos comprovadamente corruptos.
    As rachadinhas do Queiroz , o dinheiro na conta da Michele , há provas.
    Se você me apresentar UMA prova contra o Lula eu defenderei a sua prisão.
    O fato de bolsominions se passarem por eleitores de Ciro pra atacar Lula só prova como o coportamento de Ciro favorece a direita.

    Responder

Alexandre Neres

16 de setembro de 2019 às 15h56

Estava lendo o livro Sobre o Autoritarismo Brasileiro”, da brilhante Lilia Schwarcz, quando abordando as capitanias hereditárias no país trata do clã Ferreira Gomes. Ciro e Bolsonaro são de certa forma parecidos com um estilo mercurial e autoritário, fora a influência que Olavo exerce sobre ambos com a escatologia. Lamentável e desnecessário o ataque desferido contra alguém da estatura de Marcia Tiburi. Se quer dialogar com o eleitor neopentecostal de Bolsonaro, não se utilize de escadas. Nada mais careta que o macho-branco-de-meia-idade-heteronormativo sempre no comando.

Querer tapar o sol com a peneira, desconversar sobre o que Ciro Gomes fez, isto é, fazer uma redução caricatural de um discurso elaborado e sofisticado que é o da Márcia Tiburi, traduzindo-o em termos simplistas para alcançar o eleitor conservador. Por exemplo, não gosto nem um pouco do PT do Rio, mas a Marcia no meio daquele deserto era um oásis com seu refinamento. Acho que o Ciro tinha tudo pra somar no campo democrático e popular, precisamos de homens públicos desse jaez, mas ele faz questão de meter os pés pelas mãos, tal qual um coroné machista com vistas a abiscoitar votos. Triste.

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Evaldo Martins

16 de setembro de 2019 às 15h55

Miguel, o Ciro se queima pela boca. Se fosse um cara que tivesse projeto político, e não pessoal, não teria saltado tanto de partidos.
Agora não reconhecer que o Lula está preso injustamente e por um processo totalmente viciado é ser muito burro mesmo, nunca vai levar os fotos de eleitores petistas. E sem votos de eleitores petistas, que foram construídos por anos de luta, nenhum candidato de esquerda ganhará eleição !

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Marcos Videira

16 de setembro de 2019 às 15h53

A divulgação de fake news pelo PT é reconhecida. A campanha de Haddad foi condenada pela Justiça Eleitoral. A direção do PT fez tudo o que pôde contra Ciro e o tratou como o único inimigo no primeiro turno. O PT preservou Bolsonaro (o candidato ideal pra derrotar).
O PCdoB nunca vai tornar pública a chantagem do PT porque é um partido que historicamente sempre busca a unidade dos progressistas. Mas um dia alguém do PCdoB ficará de saco muito cheio e vai despejar a verdade na cara de muita gente. Vai ter o mesmo efeito do The Intercept.
Se o PT está combatendo Ciro com essa virulência observada, significa que Ciro está colocando em risco o projeto de poder do PT. Por isso, entendo que está na hora de Ciro IGNORAR o PT, levar seu projeto ao povo e viabilizar um caminho alternativo à polaridade Lula-Bolsonaro.

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foo

16 de setembro de 2019 às 15h47

Concordo com você, o comentário de Ciro sobre Márcia Tiburi foi tirado de contexto.

E os comentários sobre Lula?

Infelizmente Ciro optou por uma estratégia de surfar no antipetismo.

Considerando que Lula está preso, é uma atitude mesquinha e covarde.

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    antonio carlos

    16 de setembro de 2019 às 16h11

    O Cafezinho é siro desde criancinha… Sempre vai amenizar os deslizes dele e, obviamente, aproveitar para lançar farpas no PT.
    Um reparo: o siro não está surfando no anti-petismo: ele está INSUFLANDO o anti-petismo. É mais culto e ilustrado mas as semelhanças com o bozo são inúmeras… inclusive na tática de campanha.

    Responder

Ricardo Medeiros

16 de setembro de 2019 às 15h46

Graças a Deus um artigo lúcido. Petistas estão cegos de ódio. Não podem ser criticados? Ciro está certo quando disse que o PT é de centro direita, pois a Dilma ao vetar a @AuditoriaCidada da dívida pública deixou claro que estava do lado dos banqueiros em detrimento do povo brasileiro. Lula ao não democratizar os meios de comunicação aumentou a sede pelo golpe. Acredito que nos próximos 12 anos o PT não conseguirá seguira melhorar sua imagem e deve largar o osso do poder, abandonar o protagonismo e apoiar outro candidato.

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Paulo

16 de setembro de 2019 às 15h41

A Marcia se sentiu atacada , tanto que respondeu ao Ciro.
Mas Miguel , um homem branco , heterosexual , de classe média alta , disse que não foi ataque.
O nome disso é mansplaning.
Como Jean disse , os esquerdo-machos adoram falar em nome das mulheres dos gays e dos negros.
Se isso viesse do Bolsonaro seria menos feio pois ele não tem inteligência para compreender o que ela diz , ao contrário do Ciro.
Ciro jogou pra platéia de conservadores toscos falso-moralistas e incels , tenho certeza que ele tem inteligência pra compreender o que ela queria passar.

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    Zairo

    16 de setembro de 2019 às 23h02

    Kéfera, é você?

    Responder

ibrahim

16 de setembro de 2019 às 15h36

o PT deveria ter apoiado a candidatura do PSOL ao invés de lançar a Tiburi. Total desserviço com o campo progressista. Acusam o Ciro de dividir a esquerda, mas quem tá fazendo isso a muito tempo são eles.

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    NeoTupi

    16 de setembro de 2019 às 22h48

    Critica sem noção política nenhuma.
    O PDT também lançou candidato próprio no Rio, Pedro Fernandes, para dar palanque a Ciro no estado. Só que Pedro Ferandes apoiou Bolsonaro no 2o. turno e hoje é secretário de Witzel.
    O Psol tinha candidatura própria a presidente, o Boulos, e o candidato a governador Tarcísio Mota que o apoiava.
    Márcia TIburi com vice do PCdoB foi lançada para Lula e depois Haddad e Manuela terem palanque estadual no Rio.
    É normal os partidos fazerem isso. O Psol nunca reclamou da candidatura de Tiburi nem o PT da candidatura do Psol, nem da do PDT.
    O único político que se acha ungido e acha que todo mundo tinha que retirar candidatura para ele ser candidato sozinho é Ciro.

    Responder

Carlos Marighella

16 de setembro de 2019 às 15h34

Toda hora algum cacique do PT ataca Ciro, a própria Tiburi, a Gleisi algumas vezes, Pimenta… Mas isso o lulopetismo acha normal, o fato é que esse assunto é o mais chato do universo.

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LUCIANO FERREIRA ALVES

16 de setembro de 2019 às 15h27

“O PT ficou assustado com a repercussão…” Quem é o PT? O Lula? O Haddad? Tem declaração de um ente não abstrato? Por favor, o Ciro mente em dois fatos numa mesma frase. Que o depoimento foi pra TV e que ela pontuou 2%. Mas isso tudo são detalhes, o que interessa é a questão identitária em que ele acusa, vou citar aqui: “Nosso povo é tolerante. Mas daí a você explorar essa tolerância com políticas públicas para afirmar um identitarismo de minorias que são mais próximas ao pensamento progressista, é falta de respeito”. Ou seja, todas as políticas afirmativas implementadas pelo PT nesses 14 anos junto a mulheres, negros e população LGBTQ+ foram explorar a tolerância do povo?? Se isso não é um ataque, não ao PT e sim às minorias, eu não sei o que é. “Passa pano” pro Ciro é tarefa árdua e inglória!

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Ioiô de Iaiá

16 de setembro de 2019 às 15h14

Independentemente da interpretação que se dê, cabe a pergunta: será que o Ciro acha que vai conseguir apoio da direita ou da esquerda com essas declarações polêmicas?

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Patrice L

16 de setembro de 2019 às 15h08

Só O Cirinho mesmo para fazer tanto contorcionismo e malabarismo assim.

O Ciro traz à baila o assunto – com que intenção mesmo, heim? – e vc diz que o Ciro está elogiando a Márcia!! Imagina se estivesse criticando…

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Vinicius

16 de setembro de 2019 às 15h03

Quem é esse tal de Ciro que só tem espaço no “cafezinho”? Fui.

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Thiago Gomes

16 de setembro de 2019 às 14h48

As discussões neste país estão totalmente niveladas por baixo.

Responder

MIRNA ROSA DE ASSIS BRASIL

16 de setembro de 2019 às 14h40

Nunca vi ninguém do PT atacando Ciro,nós militantes de esquerda sim,mas também não é atoa,o que ele fez em 2018,sabendo quem era e o que aconteceria com o país com o Bolsonaro,Ciro está igual aquele,conforme a música assim se dança.Uma hora defendia o Lula,elogiava o Haddad,logo depois ataca Lula e ataca Haddad.Das duas uma,Ciro é oportunista ou louco,pode ser Louco pelo poder também,Só sei dizer uma coisa ,em Ciro não da para confiar.Ser contra o Lula Livre,é não dar valor para a Democracia e o Estado de Direito.Ele não sabe o que é resistência?????

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    Gustavo

    16 de setembro de 2019 às 15h32

    Os discursos de petistas fanáticos é que são todos nivelados por baixo, basta ler comentários acima, não é debate político, não discutem com argumentos, é só “Ciro magoado”, “vai pra Paris”, é uma desonestidade gigantesca, simétrica aos minions. Inclusive o PT usou robôs tal qual o bolsonarismo. As páginas 247, DCM, seguem a mesma linha tosca da direção do partido chefiada pela Gleisi, que desde muito antes anunciava “Ciro nem com reza braba” e depois tem a canalhice de culpar Ciro num twitter por não subir no palanque do Haddad no 2o turno, mesmo tendo declarado apoio crítico no dia mesmo da apuração das eleições. Vi ao vivo. Gleisi é a prova da degeneração histórica do PT. Não se trata de Ciro ser um revolucionário, mas de fazer governo que retome a soberania nacional contra o atual desmonte, discurso esse defendido por Ciro desde 1994 no Roda Viva. A ignorância das redes está tomando conta do debate político e isso é muito grave.

    Responder

ZÉ da real

16 de setembro de 2019 às 14h27

Finado Ciro…. Marinou!!!!
Vai pro rodapé da história, junto com Moro, Delta etc. se ferrou!
Ciro deve achar a turma dele, pq na esquerda não há espaço para coronéis provincianos! Ou se cala, assumindo sua insignificância ou fale algo que agregue valor!
Gostaria muito de ver um governador nordestino! Mas meu voto esse cearense desbocado não tem mais!!!
Esperança agora é Flávio Dino!!!!

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    Benoit

    16 de setembro de 2019 às 17h08

    O Ciro se ferrou, como? Ele parece ter feito uma administração boa, fez uma carreira política excepcional, foi professor, foi deputado, foi governador, foi ministro, e continua sendo uma voz política importante no Brasil.

    Ele não foi eleito presidente do Brasil, mas acho que o Brasil precisava realmente muito mais dele do que ele do posto de presidente. É uma pessoa com muita experiência, capaz, e tinha um programa que ninguém com compromisso com o país poderiam ter dito ser um mau programa. Pelo contrário.

    Hoje quem está indo muito mal é o Brasil que fez uma escolha completamente irreal. Em vez de escolher uma pessoa que tinha agido de modo responsável durante anos, mostrado a sua capacidade, e que tinha apresentado um programa de governo sério, o Brasil elegeu um sujeito ridículo, primitivo, assustador, comprovadamente incapaz que nada fizera durante uma carreira de quase 30 anos além de embolsar dinheiro público junto com a família de um modo escandaloso. Entender isso não é fácil.

    Responder

    Jair Vieira

    16 de setembro de 2019 às 23h43

    O Miguel do Rosário tá ventando cobrir o sol com a peneira? O Ciro elogia para depois tentar desqualificar o outrem.
    Para quem se omitiu no segundo turno (Cirina e seus seguidores), o melhor a fazer seria o silêncio. Mas o Cirina é boquirroto…

    Responder

      ulisses fagotti

      17 de setembro de 2019 às 03h40

      Jair , veja a entrevista de Ciro na integra (se tiver paciência) antes de falar merda . Se nao gosta de Ciro e direito seu mas nao minta ou seja desonesto.

      Responder

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