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Transporte agora é principal item da inflação e principal gasto dos brasileiros

Por Redação

11 de outubro de 2019 : 11h59

Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF 2018) do IBGE, divulgada há alguns dias, o transporte ultrapassou a alimentação no orçamento das famílias brasileiras.

E agora o mesmo IBGE informa que o grupo Transportes passa a ser o componente número 1 no cálculo da inflação (IPCA).

Tanto no transporte como na alimentação são fortemente influenciados pelos preços dos derivados de petróleo (diesel, gasolina, gás de cozinha, gás natural).

E o Brasil está reduzindo sua produção interna de derivados e importando mais e mais, sobrecarregando a balança de pagamentos do país.

O pré-sal está sendo vendido para petroleiras internacionais, que remeterão seus lucros e dividendos, além do petróleo, para o exterior.

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Grupo Transportes passa a ser o principal componente do IPCA a partir de 2020

Editoria: Estatísticas Econômicas

11/10/2019 10h00 | Atualizado em 11/10/2019 11h26

Agência IBGE — O grupo Transportes vai se tornar, a partir de janeiro de 2020, o principal componente do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), respondendo por 20,8% do indicador. É a primeira vez que este grupamento supera Alimentação e bebidas, que agora participa com aproximadamente 19% da taxa.

Com 377 produtos e serviços, a nova estrutura de ponderação do IPCA, baseada nos resultados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, vai ser incorporada a partir dos resultados de janeiro de 2020, previstos para serem divulgados no início de fevereiro pelo IBGE. São seis subitens a menos que na estrutura atual, baseada na POF 2008-2009 e em vigor desde janeiro de 2012.

Transporte por aplicativo, Integração transporte público, Serviços de streaming e Combo de telefonia, internet e TV por assinatura são alguns dos 56 novos subitens que compõem a cesta. Aparelho de DVD, Assinatura de jornal e Máquina fotográfica, entre outros, deixam de ser pesquisados.

Entre as 16 áreas que compõem o índice, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro foi a que mais perdeu participação na nova estrutura, passando de 12,06% para 9,41%. São Paulo (de 30,67% para 32,32%) e Brasília (de 2,80% para 4,09%) foram as que mais ganharam participação.

Transportes tornam-se o principal componente do IPCA, mas perdem participação

Mesmo se tornando o principal componente do IPCA, o grupo Transportes perde participação em relação à atual estrutura de ponderação do índice, passando de aproximadamente 22,0% para 20,8%. Houve redução no peso do item Transporte público, que passa de 4,50% para 3,16%.

Adicionalmente, foram incorporados os subitens Integração transporte público (0,07%) e Transporte por aplicativo (0,21%).

Por outro lado, o peso de veículo próprio (11,66%), mostra o comprometimento dos orçamentos das famílias com despesas associadas à aquisição e/ou manutenção de veículos, como emplacamento e licença, seguro, multa, estacionamento, manutenção e conserto, peças e acessórios etc.

São Paulo aumenta sua participação na composição do IPCA

Além de se manter como a área de maior peso dentre as 16 que compõem o índice, São Paulo ganhou participação na nova estrutura do IPCA, passando de 30,67% para 32,32%. Rio de Janeiro (de 12,06% para 9,41%) e Belo Horizonte (de 10,86% para 9,84%) perderam peso. Rio Branco, mesmo com ganho de participação de 0,09 ponto percentual, se mantém com o menor peso.

Novas tendências de consumo modificam a cesta de produtos do IPCA

Produtos e serviços de alta tecnologia, consumo prático, vida saudável e estética, além dos gastos com “pets” são algumas das tendências de consumo que contribuíram para alterar a cesta de produtos das famílias. No IPCA, 56 novos produtos e serviços passam a integrar o índice. Outros, como Aparelho de DVD, Assinatura de jornal, Fotocópia, Máquina fotográfica, Revelação e cópia, deixam de ser pesquisados ou foram agregados a outros subitens.

Serviços de streaming (0,08%), Transporte por aplicativo (0,21%), Combo de telefonia, internet e TV por assinatura (1,81%) e conserto de aparelho celular (0,07%) são alguns dos produtos e serviços tecnológicos que passam a ser pesquisados.

No caso do consumo prático, destacam-se alimentos como Macarrão instantâneo (0,03%) e Polpa de fruta congelada (0,01%).

Já Conserto de bicicleta (0,18%), Sobrancelha (0,11%), Atividade física (0,40%) Cabeleireiro e barbeiro (1,09%) e Depilação (0,06%) são exemplos de serviços relacionados à vida saudável e estética.

Também se destacam novos subitens que foram agregados em função do aumento de sua importância, como Tratamento de animais (clínica) (0,30%) e Serviço de higiene para animais (0,13%).

O IPCA é o índice oficial de inflação no Brasil. Abrange 16 áreas e reflete a cesta de consumo das famílias com rendimento mensal de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte dos rendimentos.

INPC tem 61 novos produtos e/ou serviços

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) passa a contar com 61 novos subitens, como ar condicionado e vinho consumido no domicílio. Ao todo são 368 produtos e/ou serviços pesquisados, quatro a menos que na cesta atual.

Embora tenha havido alterações nos pesos dos grupos, Alimentação e bebidas se mantém como o principal grupamento na composição do índice, passando de aproximadamente 27,3% para 21,5%. Assim como no IPCA, o grupo dos Transportes teve ganho de participação de cerca de 1,8 ponto percentual.

Já a composição dos pesos regionais, definida a partir do critério de população residente urbana, se manteve semelhante à atual. São Paulo permaneceu como a área de maior peso (24,60%) e Rio Branco, embora tenha aumentado sua participação, segue como a área de menor peso no índice (0,72%).

O INPC abrange 16 áreas e engloba famílias cujo rendimento monetário disponível é de 1 a 5 salários mínimos, sendo a pessoa de referência assalariada em sua ocupação principal.

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