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Evo denuncia tentativa de golpe

Por Miguel do Rosário

24 de outubro de 2019 : 11h41

Morales denuncia tentativa de golpe e declara estado de emergência

Publicado em 24/10/2019 – 07:42

Por RTP* La Paz

O presidente da Bolívia, Evo Morales, considerou nessa quarta-feira (23) que as acusações de “fraude” contra os resultados eleitorais preliminares constituem tentativa de “golpe de Estado” e declarou estado de emergência. O país tem sido palco de intensos confrontos desde que foram divulgados os resultados eleitorais provisórios, que indicam vitória de Morales no primeiro turno.

Três dias depois de as urnas terem encerrado e de terem sido anunciados os resultados preliminares das eleições presidenciais, Morales quebrou o silêncio e afirmou que está “em marcha um golpe de Estado” por parte dos seus adversários políticos.

Eleições gerais

As eleições gerais bolivianas ocorreram no domingo (20). O presidente Evo Morales disputa a recondução ao 4º mandato, tendo como principal opositor Carlos Mesa. Para vencer no 1º turno, um candidato deve ter mais de 40% os votos, com diferença de mais de 10% do segundo colocado. Após o encerramento da votação, teve início o que é chamado no país de “contagem rápida”, por meio da transmissão de dados ao Tribunal Supremo Eleitoral.

A transmissão foi interrompida na noite de domingo, quando Morales vencia por uma margem um pouco menor do que os 10% necessários para a vitória no 1º turno. A contagem foi retomada no fim da segunda-feira. Considerando votos do exterior, Morales ganharia por uma pequena margem. A suspensão gerou a saída de integrantes do TSE.

Diante do quadro, opositores ao atual presidente promoveram atos contra sedes do Órgão Eleitoral Plurinacional (OEP). Segundo a autoridade, devido às manifestações violentas, as atividades nos tribunais regionais em seis estados – Santa Cruz, Potosí, Chuquisaca, Beni, Tarija e La Paz – foram suspensas.

Mais informações na TV Brasil:

Internacional
Morales denuncia tentativa de golpe e declara estado de emergência

Publicado em 24/10/2019 – 07:42

Por RTP** La Paz

O presidente da Bolívia, Evo Morales, considerou nessa quarta-feira (23) que as acusações de “fraude” contra os resultados eleitorais preliminares constituem tentativa de “golpe de Estado” e declarou estado de emergência. O país tem sido palco de intensos confrontos desde que foram divulgados os resultados eleitorais provisórios, que indicam vitória de Morales no primeiro turno.

Três dias depois de as urnas terem encerrado e de terem sido anunciados os resultados preliminares das eleições presidenciais, Morales quebrou o silêncio e afirmou que está “em marcha um golpe de Estado” por parte dos seus adversários políticos.
Eleições gerais

As eleições gerais bolivianas ocorreram no domingo (20). O presidente Evo Morales disputa a recondução ao 4º mandato, tendo como principal opositor Carlos Mesa. Para vencer no 1º turno, um candidato deve ter mais de 40% os votos, com diferença de mais de 10% do segundo colocado. Após o encerramento da votação, teve início o que é chamado no país de “contagem rápida”, por meio da transmissão de dados ao Tribunal Supremo Eleitoral.

A transmissão foi interrompida na noite de domingo, quando Morales vencia por uma margem um pouco menor do que os 10% necessários para a vitória no 1º turno. A contagem foi retomada no fim da segunda-feira. Considerando votos do exterior, Morales ganharia por uma pequena margem. A suspensão gerou a saída de integrantes do TSE.

Diante do quadro, opositores ao atual presidente promoveram atos contra sedes do Órgão Eleitoral Plurinacional (OEP). Segundo a autoridade, devido às manifestações violentas, as atividades nos tribunais regionais em seis estados – Santa Cruz, Potosí, Chuquisaca, Beni, Tarija e La Paz – foram suspensas.

Mais informações na TV Brasil:

* Emissora pública de televisão de Portugal

Com informações do repórter Jonas Valente, da Agência Brasil

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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Paulo

24 de outubro de 2019 às 23h47

“Relatório publicado pela Anistia Internacional deveria ter sido um terremoto em todos os jornais do planeta. Mas não foi. Por quê?

A Anistia Internacional publicou, em 20 de setembro de 2018, um detalhado e chocante relatório intitulado ‘Esta não é forma de vida: A segurança pública e o direito à vida na Venezuela’.
A partir de dados da procuradoria geral do país, o relatório revela que, entre 2015 e junho de 2017, foram registradas 8.292 execuções extrajudiciais na Venezuela, ou seja, assassinatos perpetrados pelo Estado venezuelano mediante as suas forças de segurança, tanto militares quanto policiais.

Números e fatos
Execuções – Os assassinatos são assim distribuídos pelo levantamento:

2015: 1.777 execuções (10% do total de homicídios daquele ano)
2016: 4.667 execuções (22% dos homicídios)
2017 (só até junho): 1.484 execuções.

Perfil – A quase totalidade das vítimas (95%) é masculina. 60% tinham de 12 a 29 anos e moravam nas áreas mais pobres do país. O perfil das vítimas, segundo a Anistia Internacional, é sobretudo de trabalhadores, pais de filhos pequenos, mortos em casa e na presença da família.

Feridos – Além das mortes registradas, a Anistia Internacional ressalta que, para cada pessoa morta, sobrevivem de três a quatro pessoas feridas em decorrência da violência perpetrada pelo próprio Estado venezuelano. Com isto, estima-se que, em 2016, de 65 mil a 87 mil pessoas foram feridas pela violência armada do regime.

Índice de homicídios – Em 2016, a partir de um total de homicídios superior a 28 mil, a taxa venezuelana de 91,8 assassinatos para cada 100 mil habitantes só foi superada, em todo o planeta, pela de El Salvador, com 103 assassinatos para cada 100 mil habitantes. A média mundial é de 8,9.

Números subestimados – É provável que os dados sejam ainda piores, já que a Anistia Internacional não considera confiáveis os dados do governo venezuelano. Caracas nem sequer contabiliza as mortes cometidas pelas forças de segurança governamentais. O governo da Venezuela não publica estatísticas sobre homicídios desde 2005. O Ministério Público, até setembro deste ano, ainda não tinha divulgado nenhum dado sobre os homicídios cometidos no país em 2018.

Impunidade – O relatório da Anistia Internacional aponta que 98% dos casos de violações dos direitos humanos na Venezuela, bem como 92% dos crimes comuns, não são julgados no país. Esta realidade não se aplica somente aos homicídios: há também uma infinidade de denúncias não investigadas de abusos de autoridade, invasões e destruição de casas, privações de liberdade, tratamentos cruéis e ameaças.

Refugiados venezuelanos – A Anistia Internacional enfatiza que a Venezuela vive uma “séria crise de direitos humanos há vários anos”, o que está na raiz do ‘crescimento dramático’ do número de pessoas que se veem forçadas a deixar o país: a ONU o calcula em 2,3 milhões desde 2014. A título de comparação, a mesma ONU estima em 4,8 milhões o total de refugiados da guerra na Síria desde 2011.

Responsabilidade do Estado – O relatório destaca explicitamente a responsabilidade do Estado venezuelano por essas mortes e pela violência em geral no país, ressaltando as medidas repressivas adotadas pelo regime de Maduro.

Comparação com outros regimes autoritários/ditatoriais na América do Sul
Se ficarmos só nos 2 anos completos que estão contidos nesse período abordado pelo relatório da Anistia Internacional (2015 e 2016), estaremos falando de 6.444 pessoas assassinadas em direta decorrência da repressão violenta praticada pelo governo de Nicolás Maduro.

É interessante comparar esses números assombrosos com os de outros regimes autoritários/ditatoriais que já estiveram em vigor em outros países da América do Sul.

Obviamente, não se trata de uma comparação que possa relativizar contextos: uma única dessas mortes, cometida pelo regime que fosse, já seria uma absoluta barbaridade, injustificável de qualquer ponto de vista. Trata-se apenas de uma comparação numérica, mas não por isso menos significativa – e o caro leitor conclua dela o significado que em consciência achar pertinente.

BRASIL
Segundo o relatório da Comissão Nacional da Verdade, instituída durante o governo de Dilma Roussef e que realizou um levantamento ao longo de dois anos e sete meses de trabalho, 424 pessoas foram assassinadas no Brasil por ‘agentes públicos, pessoas a seu serviço, com apoio ou no interesse do Estado brasileiro’, entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988, incluindo mortes cometidas no exterior. Atenção: não estamos falando apenas dos 21 anos de governo militar (1964 a 1985), mas de um total de 42 anos que abrangem quase duas décadas anteriores e mais três anos posteriores a esse período.

Os números foram levantados principalmente por expoentes da esquerda brasileira, que costuma apresentar-se como a mais interessada em revelar os fatos ocorridos sob o regime militar no país. Um detalhamento desses mesmos números consta no livro ‘Dos Filhos Deste Solo’, cujas mais de 600 páginas foram escritas pelo deputado petista Nilmário Miranda, secretário dos Direitos Humanos no governo de Luis Inácio Lula da Silva, e pelo jornalista Carlos Tibúrcio. Trata-se de uma co-edição da Boitempo Editorial e da Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT.

É imprescindível observar que essas 424 mortes perpetradas ao longo de 42 anos estão incluindo não só execuções diretas, mas também vítimas de acidentes, pessoas que se suicidaram, pessoas que morreram no exterior e até casos de justiçamento, ou seja, assassinatos de militantes cometidos por outros militantes que atuavam no mesmo bando por considerá-los ‘traidores’. Dos 424 casos elencados, os comprovadamente assassinados são 293 – e, mesmo assim, incluem os mortos na Guerrilha do Araguaia, que envolveu pessoas armadas e dispostas a matar ou morrer. O levantamento realizado chega a detalhar a vinculação desses 293 mortos com os seus respectivos grupos ideológicos e/ou partidários: ALN-Molipo (72 mortes, sendo 4 por justiçamento); PC do B (68, sendo 58 no Araguaia); PCB (38); VPR (37); VAR-Palmares (17); PCBR (16); MR-8 (15); MNR (10); AP (10); POLOP (7) e Port (3).

Comparação Brasil – Venezuela

Ao se colocarem os números brasileiros e venezuelanos lado a lado, constata-se que a Venezuela dita ‘democrática’ de Nicolás Maduro matou diretamente, em 2 anos, 15,2 vezes mais pessoas que o total de 424 mortos atribuídos ao Estado brasileiro em 42 anos. Se acrescentarmos os dados parciais de 2017, a Venezuela matou 19,5 vezes mais gente. E, se restringirmos as vítimas brasileiras às 293 comprovadamente assassinadas, observamos que a Venezuela matou, em 2 anos e meio, 28,3 vezes mais pessoas do que o Estado brasileiro em 42 anos. E estamos desconsiderando os números venezuelanos faltantes sobre o resto de 2017, todo 2018 e os anos anteriores a 2015.

Se extrapolássemos a média apenas do período de 2 anos completos que é citado no relatório da Anistia Internacional (2015 e 2016) e imaginássemos que a Venezuela mantivesse durante 42 anos o mesmo ‘comportamento democrático’ que o seu governo atribui a si próprio atualmente, teríamos o congelante resultado de 270.648 pessoas assassinadas em nome da ‘democracia’ socialista de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.”

Fonte: Aleteia.

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