Entrevista de Lula à TVT

Martha Rocha: “não serei vice de ninguém”

Por Redação

06 de novembro de 2019 : 16h39

Em entrevista exclusiva ao Cafezinho, a Delegada Martha Rocha, deputada estadual pelo PDT e pré-candidata a prefeitura do Rio de Janeiro, deixou bem clara sua posição para 2020.

“Não serei vice de ninguém. Não dá pra se chamar pra uma conversa sob a perspectiva de que outro será seu vice. Por isso falo de “contrato de adesão”. Por isso, quero dizer: hoje, o PDT terá uma candidata e ela será Martha Rocha. Estou à disposição do PDT. Se houver uma mudança nesse contexto, que não acredito que haverá, (…) acho que o PDT terá que arranjar outra pessoa para ser vice. Eu não serei vice de ninguém. Mas respeito e acho que todas as candidaturas são legítimas”.

O destinatário de Martha, embora ela sempre tenha cuidado de não personalizar a crítica, é o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL), também pré-candidato à prefeitura do Rio, e que tem feito uma intensa articulação para que haja uma candidatura única da esquerda em 2020.

O canal A Trinca, em parceria com o Cafezinho, entrevistou Marcelo Freixo há alguns meses.

“É legítimo ao Brizola Neto, ao Alessandro Molon, ao Marcelo Freixo, como é legítimo à Martha Rocha ter sua candidatura. Não vejo nada de irregular nisso. Só digo que em algumas tentativas de articulação, a proposta que se traz nunca é a proposta de olhar para o outro como o titular da campanha”, ponderou a deputada.

Martha, no entanto, elogiou o PSB e o PCdoB, pela “capacidade de diálogo”:

“Acho que esses três partidos, PSB, PCdoB e PDT, pelo menos sinalizam uma capacidade de diálogo. Porque o que vemos em outros cenários é mais ou menos um contrato de adesão. ‘Vem pra cá’, mas na condição de uma adesão. ‘A titularidade é minha’, dizem. Não é isso que queremos construir. Queremos construir uma ponte de conversa e acho que esses três partidos, por si só, têm na sua história uma capacidade de interlocução e estão tentando construir um cenário que seja diferente”.

Martha criticou a postura do prefeito de Marcelo Crivella no caso da Linha Amarela. O prefeito mandou destruir os equipamentos da concessionária da Linha Amarela, encampando à força as praças de pedágio, que passou a não mais ser cobrado.

“Eu quero saudar a memória de Brizola, que não permitiu que se tivesse qualquer tipo de pedágio na Linha Vermelha”, explicou a deputada.

Ela se dispôs a rever a existência do pedágio na Linha Amarela, mas dentro dos marcos do “Estado democrático”, respeitando as decisões do Poder Judiciário e os procedimentos adequados para cancelamento de contratos.

“Nós podemos até analisar essa possibilidade de não ter o pagamento de um pedágio, de uma tarifa, seja lá o que for, mas não da maneira como a prefeitura conduziu. No meu modo de ver, foi uma condução eleitoreira, porque ele achou que isso lhe renderia votos, e a gente vive um sentimento de insegurança jurídica. Quem é que vai querer firmar qualquer tipo de contrato com uma prefeitura que resolve a seu modo tomar as suas decisões?”, opinou a deputada.

Sobre a possibilidade da eleição municipal se polarizar excessivamente, sobretudo após a aparente determinação do presidente Jair Bolsonaro de lançar um partido novo, e ter um candidato muito próximo às suas ideias no Rio de Janeiro, a deputada declarou o seguinte:

“Eu não tenho medo da polarização da campanha. Não tenho medo disso, até porque tenho muito orgulho do candidato do PDT, que é Ciro Gomes, e não tenho menor dúvida que Ciro, se eleito, transformaria esse país. (…) Agora, quero dizer o seguinte: quero olhar para a cidade, quero ser um candidato que apresentará propostas para a cidade. Mesmo que de alguma maneira, nessa análise que você bem colocou, que essa eleição possa ser polarizada, na minha campanha eu vou estar discutindo a cidade do Rio de Janeiro”.

A última pesquisa de intenção de voto conhecida, a do Instituto Paraná Pesquisa, com entrevistas feitas entre os dias 11 a 15 de outubro, mostra a deputada em segundo lugar na corrida pela prefeitura do Rio, com 17% das intenções de voto, atrás apenas do ex-prefeito Eduardo Paes, que teria 28%. Freixo pontua 15%.

Neste link, você poderá ler a transcrição completa da entrevista.

Abaixo, o vídeo da entrevista:

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16 comentários

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Miramar

07 de novembro de 2019 às 18h26

Quem acusa a Martha Rocha de apolítica procure primeiro conhecer a história dela. Aproveite também é pesquise pelos policiais antifascistas. O grupo reúne muitos policiais de centro esquerda, esquerda e até comunistas. Parem com esse medinho infantil da polícia.

Responder

Miramar (cirista desde 1998)

07 de novembro de 2019 às 15h13

Para os que acham que a honestidade e a decência são valores burgueses e gostam de acusar pessoas que sequer conhecem, lembro que a delegada Martha Rocha foi uma das muitas policiais sérias que avançaram em suas carreiras durante os anos do gverno Brizola. Não é a única, o Coronel Cerqueira foi outro deles. Aliás, seria interessante os bravos revolucionários de apartamento e redes sociais buscassem informações sobre os muitos policiais progressistas que nunca sequer deram um tapa em alguém,pelo simples fato de repudiar a tortura. Sim, existem policiais que repudiam a tortura.
Não temos nenhum compromisso com a unidade “de esquerda.” Somos democratas comprometidos com um projeto nacional de desenvolvimento representado pela figura de Ciro Gomes. Aquele que recebeu o voto de Brizola em 2002, mesmo estando filiado a outro partido. O mesmo Brizola que durante a CPI dos Correios disse que o Presidente Lula deveria se afastar do cargo até serem concluídas as investigações. O Ciro discordou, disse que quem não deve não teme. Quem será que estava certo?
Todo “esquerdista” acha que quem não gosta do PT é bolsonarista. Todo bolsonarista acha que quem faz oposição ao desgoverno é petista. Só que nossa simples existência física mostra a mentira de ambas as ideias. Nunca houve um ser humano que pudesse me convencer de que o PT possui uma única característica que o torne superior ao bolsonarismo. São monstros que se retroalimentam.

Em tempo: o sério e decente Marcelo Freixo não faz parte da ala do PSOL que é puxadinho do PT. Não voto nele simplesmente por falta de identificação ideológica. Mas poderia ser uma opção de segundo turno…se ele chegasse lá.

Responder

    Alexandre Neres

    07 de novembro de 2019 às 15h46

    Bem, então você troca mais de partido do que de roupa. Não à toa vota no Ciro, pois denota uma aversão aos partidos políticos, à política, e, tal qual Tony Blair e Bill Clinton, acha que o problema está na política, que é um covil de safados, bastando que os homens decentes, primos do cidadão de bem de camisa verde-amarela, se unam em torno de um gestor competente para que os problemas todos sejam resolvidos. Não existe este troço de antagonismo entre classes, só é necessário que os bons caminhem juntos com o mesmo ideal. Nada mais a cara do discurso do mito. Quanta baboseira!

    Ainda passa recibo disso e defende a candidatura apolítica de coronéis, delegados, sargentos e quejandos. Dê uma olhada a sua volta e veja o mal que essa turba faz nessa legislatura, que tá repleta dessa fauna. E depois ainda tem a pachorra de dizer que o petismo e o bolsonarismo é que são parecidos? Você já refletiu acerca de que tal qual o mito está seguindo a trilha da ultrapolítica? Só um analfabeto político não consegue distinguir a extrema-direita de uma esquerda moderada, desvelando que comprou o discursinho chinfrim da Globo pelo valor de face e fica reproduzindo como um autômato.

    Realmente, não se pode cobrar da terceira via algo como a unidade da esquerda. O objetivo da terceira via é atacar a esquerda e, por via de consequência, favorecer a extrema-direita, pois na prática foi a grande responsável pelo surgimento desse espectro mundo afora ao se utilizar dos mesmos métodos da direita neoliberal quando esteve no governo. Economicistas, autoproclamavam-se o novo, tanto Tony Blair quanto Clinton, com suas políticas neoliberais, fizeram com que os eleitores fossem buscar outras alternativas para sair do arrocho mercadista que estavam sofrendo. Queimaram o filme do partido trabalhista inglês e do democrata americano, que só agora estão conseguindo ressuscitar por meio de novas velhas lideranças resgatando utopias.

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      Miramar

      07 de novembro de 2019 às 18h15

      Rapaz, meu comentário havia para o Paulo César Cabelo que insinuou a ligação da Martha Rocha com os milicianos. Logo ela que está na lista negra das milícias a mais de vinte anos, tendo mais de uma vez sobrevivido a atentados como o que vitimou Marielle. O último deles foi ano passado, fartamente divulgado pela imprensa.
      Respondendo a você, não sou filiado a nenhum partido político a mais de vinte anos. Logo não posso trocar de partido mais que de camisa. Acho a multiplicidade de partidos importante em uma democracia, mas também acho urgente uma reforma política e partidária. Me recuso a me autodenominar “de esquerda” enquanto o PT existir. Mesmo com o termo centro-esquerda tenho problemas, embora saiba que a minha visão de mundo possa ser classificada dessa forma sem grandes erros. Mas prefiro o termo progressista moderado.

      Tenho orgulho de ser eleitor do Ciro a mais de vinte anos, e não vejo o que isso tem de ilegal. As mudanças de partido de Ciro estão mais do que explicadas para quem tem boa vontade de conhecer opiniões diferentes. Mas cito apenas duas que acho sintomaticas: em 2005 (auge do mensalão), Ciro saiu do PPS, ir que esse rompeu com o governo Lula. Em 2014, o PSB rompeu com o governo Dilma. Ciro sai do partido. Não vi nenhum petista na época se queixando dessas escolhas.
      Aliás do ponto de vista programaticamente estrito, não há diferenças substâncias entre PPS , PSB, o PDT e até o PSDB. Falo estritamente do programa, não da história posterior dessas agremiações nem da história de seus filiados “famosos”.

      O termo “terceira via” é pra lá de datado, não é não? Não se resume a Tony Blair ou a Bill Clinton, mas também ao governo Fernando Henrique, com quem Ciro Gomes rompeu radicalmente ainda em 1995. A carta de desfiliação de Ciro do PSDB, deu origem ao livro O próximo passo – uma alternativa prática ao neoliberalismo. Faço um desafio a você: Leia esse livro é encontre alguma contradição com o Ciro de 1997 e o atual. E me apresente um – um só – livro crítico ao neoliberalismo escrito por algum petista.

      O que você ganha em colocar palavras na boca dos outros? Quando foi que você viu o Ciro usar o termo “gestor” e ” técnico não político” para se definir a si próprio. Você já viu pelo menos uma palestra do Ciro inteira na sua vida?

      O PT não é esquerda moderada nem aqui nem na China ( sem trocadilho). Trata-se de um partido em que qualquer pessoa que o acompanha sabe que encara a democracia como um meio e não um fim em si mesmo. O desprezo e o ódio que os petistas tem pela democracia só encontra paralelo no Bolsonarismo. Aliás, a despeito de alguns bons programas sociais como o bolsa família (pensado pelo “neoliberal” Ricardo Paes de Barros e pelo então governador petista Cristovam Buarque – ambos sacos de pancadas do petismo) não vejo absolutamente nenhuma diferença substancial entre o petismo e o Bolsonarismo, a começar pelo comportamento das militancias. São monstros que se retroalimentam. Votar nulo em uma eleição que os dois sejam as únicas opções é para mim uma questão de ética pessoal. Não há nada de indecente em ser decente.

      Quanto ao importante conceito sociológico e luta de classes, fico com o Delfim Neto: ” Marx foi um gênio como diagnosticador. Mas os remédios que propunha matam. Agora, segue fundamental como leitura.” Eu poderia citar o Nelson Rodrigues “Que grande besta era o Marx!”, mas não concordo. Mas a frase é divertida.

      Responder

        Miramar

        07 de novembro de 2019 às 18h21

        Em tempo, no momento em que desafiei você a mostrar um livro crítico ao neoliberalismo escrito por um petista, eu quis dizer um livro MELHOR. Cartilha de militante não é livro.

        Responder

Miramar (cirista desde 1998)

07 de novembro de 2019 às 15h03

Para os desonestos e mentirosos que gostam de acusar pessoas que sequer conhecem, lembro que a delegada Martha Rocha foi uma das muitas policiais sérias que avançaram em suas carreiras durante os anos do gverno Brizola. Não é a única, o Coronel Cerqueira foi outro deles. Aliás, seria interessante os bravos revolucionários de apartamento e redes sociais buscassem informações sobre os muitos policiais progressistas que nunca sequer deram um tapa em alguém,,pelo simples fato de repudiar a tortura. Sim, existem policiais que repudiam a tortura.
Não temos nenhum compromisso com a unidade “de esquerda.” Somos democratas comprometidos com um projeto nacional de desenvolvimento representado pela figura de Ciro Gomes. Aquele que recebeu o voto de Brizola em 2002, mesmo estando filiado a outro partido.
Todo “esquerdista” acha que quem não gosta do PT é bolsonarista. Todo bolsonarista acha que quem faz oposição ao desgoverno é petista. Só que nossa simples existência física mostra a mentira de ambas as ideias. Nunca houve um ser humano que pudesse me convencer de que o PT possui uma única característica que o torne superior ao bolsonarismo. São monstros que se retroalimentam.

Em tempo: o sério e decente Marcelo Freixo não faz parte da ala do PSOL que é puxadinho do PT. Não voto nele simplesmente por falta de identificação ideológica. Mas poderia ser uma opção de segundo turno…se ele chegasse lá.

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Paulo Cesar Cabelo

07 de novembro de 2019 às 06h59

Fico pensando , quantos mendigos que furtaram para comer , quantos usuários de drogas que não fizeram mal a nimguém , quantos negros pobres que estavam no lugar errado , essa candidata ” progressista ” torturou ao longo de sua carreira?
Quantos milicianos trabalham sobre as ordens dela?
Quantos PMs assassinos de criança estão a solta porque ela se recusou a investigar?
Ela é membro da polícia do RJ , a polícia mais assassina e corrupta do mundo.
Quero mulheres negras , professores , gays , favelados , músicos , artistas , intelectuais , como candidatos.
Tudo que o Brasil não precisa é de mais policiais na política.
Também não precisamos de novas Tábatas roubando votos da esquerda.
Provavelmente esses 17% são gente que pensa que ela tem apoio do Bolsonaro.
Muito feliz que ela não seja vice do Freixo.
Freixo combate milicianos , não os encobre.

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    Redação

    07 de novembro de 2019 às 12h28

    Seu comentário é criminoso. Depois vem acusar os bolsominions de fake news. Você faz igualzinho.

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Alexandre Neres

07 de novembro de 2019 às 00h00

Bem, vou meter o meu bedelho por que esta senhora está sempre por aqui. É meio óbvio, mas vou tentar colocar os pingos nos “is”.

Preliminarmente, ah, que saudade do Brizola! e do trabalhismo que ele representava. Hoje, infelizmente, o PDT vestiu a camisa do neotrabalhismo. Ciro, que se autoproclama “gestor” e homem decente, apesar de ter transitado por todo o espectro político e saber como ninguém de que modo a linguiça é feita, surfa na onda da antipolítica e, fazendo coro à Globo, fica o tempo todo batendo no PT, talvez para tentar camuflar o papelão que representou no segundo turno em 2018, quando foi flanar na Europa, colocando suas questões pessoais acima do país. E o pior, Brizola já tinha aberto a picada, mostrado como se faz em 1989. Nem sequer pestanejou, apoiou o sapo barbudo, mesmo com todas as desavenças e divergências que ocorreram entre os dois. Foi uma pena que Brizola não chegou no segundo turno, mas eleição se ganha no voto e não porque o candidato se acha a última bolacha do pacote. Não estou me referindo ao gaúcho.

Para Ciro Gomes, além do PT, existem dois outros adversários. Pelo fato de ser boquirroto e virulento, na linha de outros que têm por aí, talquei?, bate muito no PCO (pasmem!) e também no PSOL, dizendo que é um puxadinho do PT. A obsessão dele com o PT, que decerto merece um estudo psicanalítico, também faz lembrar uma certa famiglia.

O candidato natural da esquerda no Rio de Janeiro, até por causa do recall das últimas eleições, todo mundo sabe quem é, vou até me abster de declinar seu nome. Então, creio que não precisarei de desenhar, acho que é muito claro por que recorrentemente a delegada tem matérias a torto e a direito neste blogue para plantar sua candidatura e ver se cola.

Marielle vive!!!

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Marcos Videira

06 de novembro de 2019 às 18h13

Não sou do Rio e não conheço o histórico de Marta Rocha. Com base nessa entrevista, minha percepção é a de que trata-se de uma pessoa sensata, equilibrada, democrática e que pretende resgatar o que um dia foi a Cidade Maravilhosa que orgulhava a todos os brasileiros, que era o nosso cartão postal pro exterior. A imagem do Rio hoje é de uma tragédia miliciana.
Entendo que ela está absolutamente correta em focar sua eventual campanha em um projeto de recuperação da cidade, da mesma forma que Ciro tem um projeto de recuperação do Brasil.

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Arthur

06 de novembro de 2019 às 18h07

Não sou do Rio e nem pedetista então não vou falar nada.
Só acho que a esquerda precisa de união em torno de candidaturas progressistas e democratas e mesmo assim será difícil dadas as circunstâncias fascistas que estamos vivendo.

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Alexandre Neres

06 de novembro de 2019 às 17h11

Nada mais característico dos tempos estranhos em que estamos vivendo do que candidatos com a alcunha “Delegado”, “Coronel”, “Major”, “Tenente” e quetais. É antipolítica na veia, precisamos ser redimidos por uma autoridade que venha acabar com a bagunça política que aí está.

Não voto no Rio nem a conheço, a bem da verdade, mas fica o mal-estar.

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