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Dívida pública federal fecha 2019 em 4,24 trilhões de reais

Por Redação

28 de janeiro de 2020 : 16h11

A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou hoje o Relatório Anual da Dívida 2019, com informações atualizadas sobre a dívida pública até dezembro do ano passado.

A notícia boa é que o custo da dívida está caindo muito, em virtude da queda dos juros Selic.

A má é que o governo não está conseguindo alongar as dívidas. O prazo médio da dívida pública federal (DPF) caiu para 4 anos em 2019, contra 4,1 anos em 2018.

Para o governo, é importante elevar o prazo das dívidas.

***

Dívida pública pode alcançar até R$ 4,75 trilhões em 2020

Números foram divulgados pelo Tesouro Nacional

Publicado em 28/01/2020 – 15:21
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Brasília

Agência Brasil — Depois de encerrar 2019 próxima de R$ 4,3 trilhões e em nível recorde, a Dívida Pública Federal (DPF) deverá chegar ao fim de 2020 entre R$ 4,5 trilhões e R$ 4,75 trilhões. Os números foram divulgados hoje (28) pelo Tesouro Nacional, que apresentou o Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública em 2020.

De acordo com o PAF, que apresenta metas para a dívida pública para este ano, o governo criou um espaço para aumentar a fatia de títulos corrigidos por taxas flutuantes como a Selic (juros básicos da economia) e de papéis corrigidos pelo câmbio, caso a instabilidade no mercado financeiro se intensifique. Nesse caso, cairia a parcela da dívida prefixada (com taxas de juros fixas e definidas antecipadamente) e vinculada à inflação.

Segundo o documento, a fatia dos títulos prefixados deverá encerrar o ano entre 27% e 31% da DPF. Atualmente, a participação está em 31%. A parcela corrigida por índices de preços deverá ficar entre 23% e 27%. Hoje está em 26%.

A parcela da DPF vinculada à taxa Selic (juros básicos da economia) deverá encerrar 2020 entre 40% e 44%, contra os 38,9% registrados atualmente. Já a participação da dívida corrigida pelo câmbio, considerando a dívida pública externa, deverá encerrar o ano entre 3% e 7%. O percentual atual está em 4,1%. Os números não levam em conta as operações de compra e venda de dólares no mercado futuro pelo Banco Central, que interferem no resultado.

Em 2019, a DPF registrou o aumento de títulos corrigidos por taxas flutuantes, que subiram de 35,5% em dezembro de 2018 para 38,9% no mês passado. Segundo o Tesouro, a tendência é que a participação dos papéis vinculados à Selic diminua a partir de 2021 e continue a cair à medida que o resultado fiscal do governo melhore.

Em tese, os títulos corrigidos por taxas flutuantes aumentam o risco da dívida pública, porque a Selic pressiona mais o endividamento do governo quando os juros básicos da economia sobem. No entanto, com a queda recorde dos juros básicos no ano passado, o aumento da participação desses papéis beneficiou o Tesouro porque ajudou a segurar o pagamento dos juros da dívida pública.

Quando o Banco Central reajusta os juros básicos, a parte da dívida interna corrigida pela Selic aumenta imediatamente. A taxa de juros dos papéis prefixados é definida no momento da emissão e não varia ao longo do tempo. Dessa forma, o Tesouro sabe exatamente quanto pagará de juros daqui a vários anos, quando os papéis vencerem e os investidores tiverem de ser reembolsados.

O Plano Anual de Financiamento também abriu uma margem para diminuir o prazo da DPF. No fim de 2019, o prazo médio ficou em 4 anos. O PAF estipulou que ficará entre 3,9 e 4,1 anos no fim de dezembro. O Tesouro divulga as estimativas em anos, não em meses. Já a parcela da dívida que vence nos próximos 12 meses encerrará 2020 entre 20% e 23%. Atualmente, está em 18,7%.

Segundo o Tesouro, o governo tem dois mecanismos de segurança para garantir a capacidade de financiamento em caso de crise econômica que não permita ao Tesouro lançar títulos no mercado. Em primeiro lugar, o governo tem reservas internacionais suficientes para pagar os vencimentos de R$ 11,5 bilhões (US$ 2,83 bilhões) da dívida pública externa em 2020. Além disso, o governo tem um colchão para cobrir pouco mais de seis meses dos vencimentos da dívida pública interna, que totalizarão R$ 808,2 bilhões este ano.

Por meio da dívida pública, o Tesouro Nacional emite títulos e pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos. Em troca, o governo compromete-se a devolver os recursos com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic, a inflação, o câmbio ou ser prefixada, definida com antecedência.

Edição: Lílian Beraldo

 

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13 comentários

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Wellington

29 de janeiro de 2020 às 19h49

O deficit foi o menor dos ultimos 5 anos.

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wendel arruda campos

29 de janeiro de 2020 às 19h15

pois é alan c, depois do golpe a 1 lei aprovada foi legalizar a “pedala” a segunda foi desvincular a selic das operações bancárias, ou seja, é só pra inglês ver, mas em relação aos títulos a maioria tá em torno de 6%, esses que vão de 9 a 23% é pra uns poucos que “entendem” o mercado. O povão mesmo tá perdendo por que a inflação real é bem maior que isso, pequenos investidores são gravemente afetados pela alta de alimentos, combustíveis,medicamentos e.t.c.

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Alan C

29 de janeiro de 2020 às 10h20

Cafezinho,

– a dívida só aumenta;

– o perfil dela é, sem precedentes, o mais danoso do mundo com parte dela vencendo em 4 dias;

– a forma de “pagamento” dessa dívida é a mais lesiva do mundo pro seu povo;

– a forma de “pagamento” é a mais rentável do mundo pros bancos, algo absolutamente inédito na história do mundo capitalista;

– a taxa SELIC é combinada entre o Banco Central e o mercado financeiro num brutal conflito de interesses (e este governo que aumentar isso dando autonomia ao BC);

– a SELIC é 4,5%, mas a taxa de juros sobre os títulos da dívida pública está em 9%, ou seja, o povo tem em mente 4,5% e o mercado trabalha com 9%, aumentando seus lucros estratosféricos e roubando a união e o povo;

– juros da dívida gerados de forma totalmente ilegal por meio do que o mercado chama (pra confundir) de securitização de crédito público usando empresas estatais gerando papéis financeiros com garantia estatal e juros de 23%, vinte e três por cento!…. A conversinha de estado mínimo é só um papo furado desses pseudo “liberais”;

– os juros de mercado (cartão de rédito, empréstimos, cheque especial, financiamentos de casa, carro, etc) são cobrados livremente, ou seja, é quanto o banco quiser, então repare que a SELIC baixa nunca beneficia o povo, é apenas um número fictício, alto ou baixo, pouco importa. Importante dizer que a regulamentação dos juros de mercado constava na constituição no artigo 192 e foi revogado pelo Lula numa das primeiras medias ao assumir em 2003. Estava pagando o apoio do Deus Mercado…

– as “operações compromissadas” (o mercado sempre inventa nomes complexos para esconder o ilícito) onde as sobras de caixa dos bancos são remuneradas diariamente numa operação única no planeta, é a transação financeira mais rentável e mais segura do mundo. Isso é uma bola de neve, pois quanto mais “operações compromissadas” gerando lucro nunca antes visto aos bancos, mais essa operação faz aumentar os juros, dando ainda mais lucro aos bancos. É uma operação ganha-ganha. Além desse quadro catastrófico para o país, esta operação gera escassez de moeda, ou seja, não tem verba pra nada no país além de lucro pra banco.

Todo esse esquema acima aumenta a dívida, que retro-alimenta o sistema de lucro aos bancos numa ciranda financeira que não tem fim e vc fica nessa de apenas publicar boletim de Banco Central??

Qual o propósito desse blog? Replicar boletins do Banco Central?? Pra isso podemos então apenas acessar os portais do PIG, certo?

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    Andressa

    29 de janeiro de 2020 às 12h48

    Se os bancos no Brasil fazem esses lucros tào facilmente porque sò tem 3 ou 4 (além da Caixa e Banco do Brasil)…? Deveria ter muitos mais. O acesso a novos bancos é restrito…? Seria bom se tivessem mais. HSBC cascou fora.

    Que os juros para quem compra casa ou carro baixaram um pouco, é um dado de fato.

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      ari

      29 de janeiro de 2020 às 19h58

      Experimente ler A Era do Capital Improdutivo, de Ladislau Dowbor. Talvez então vc entenderá pq existem tão poucos bancos no Brasil e e como o sistema financeiro sufoca o país

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wendel arruda campos

28 de janeiro de 2020 às 22h57

eu só queria entender essa boa notícia, já estamos com juros reais negativos e mesmo assim a dívida não para de aumentar, se tivesse um serviço alto seria melhor porque haveria um recurso pra tentar reverter a bancarrota que já não é questão de se, mas de quando vai acontecer. O problema que toda queda de juros deve vir acompanhada de investimento na economia real, tanto público como privado, com o governo usando os bancos ´públicos para financiar bons projetos, como a dilma fez.

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    Alan C

    29 de janeiro de 2020 às 10h23

    Acabei de fazer um comentário sobre isso, só falta o Cafezinho liberar…

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      Alan C

      29 de janeiro de 2020 às 11h51

      Pelo jeito não vai…

      Responder

Gilmar Tranquilão

28 de janeiro de 2020 às 18h12

Nossa, aumentou?? Sério mesmo?? Pq ninguém se surpreende?? Kkkkkk

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    Andressa

    28 de janeiro de 2020 às 18h31

    Muda de nome, poe capitaozinho do mato….Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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      Gilmar Tranquilão

      28 de janeiro de 2020 às 18h45

      Não sou o trouxa do Wellington, vulgo vc! kkkkkkkk

      Responder

Wellington

28 de janeiro de 2020 às 17h10

Com uma dívida imensa dessa, um país completamente quebrado e 65 mi de brasileiros no SPC não há a mínima chance.

“A cirurgia foi um sucesso mas o paciente morreu”.

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Evandro Garcia

28 de janeiro de 2020 às 16h39

“Gasto público é vida.”

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