Coletiva de Rodrigo Maia (ao vivo) sobre medidas contra a crise

Charge: Gilberto Maringoni

A retroescavadeira antifascista e os rumos da esquerda

Por Pedro Breier

07 de março de 2020 : 19h00

No dia do instantaneamente histórico episódio da retroescavadeira antifascista eu assisti, logo antes de dormir, ao vídeo da cena em que Cid Gomes avança contra os policiais amotinados e, em seguida, é baleado. Fiquei sabendo do vídeo por meio de um grupo de amigos no Whatsapp. Um dos amigos, militante de esquerda, havia comentado que nada justificava dirigir um trator pra cima de pessoas. Depois de ver as imagens chocantes, deitei em minha cama e permaneci um tanto atônito até pegar no sono.

Somente no dia seguinte fui entender o contexto daquela situação absurda. Os vídeos e os relatos da movimentação de Cid durante o dia do ocorrido tornaram evidente, para mim, que os atos criminosos de policiais encapuzados motivaram as ações e, por fim, o ato heroico. As acusações de “coronelismo” e “atitude eleitoreira”, inclusive por parte de pessoas de esquerda, são estapafúrdias. O senador colocou-se em uma linha de tiro, assumiu o risco de morrer para defender as liberdades de cidadãos que estavam sendo aterrorizados por policiais encapuzados. Se Cid está disposto a um ato desses apenas para garantir alguns votos, que surjam mais políticos eleitoreiros; estamos precisando.

Mais tarde, no mesmo dia, em outro grupo de amigos no Whatsapp, este com tendências mais à direita, algum meme sobre o assunto foi enviado e outro amigo questionou os motivos para o ato aparentemente tresloucado de Cid. Contextualizei o acontecido com as informações que tinha obtido ao longo do dia e o assunto passou a ser o perigo que representavam os atos criminosos dos policiais.

Conto tudo isso para ilustrar a importância da disputa de narrativas em um episódio emblemático como este. Os filhos do presidente da República, por exemplo, contribuíram para a construção da narrativa que apresenta Cid como um maluco inconsequente e os policiais criminosos como vítimas. Eduardo Bolsonaro escreveu no Twitter que a atitude de Cid foi insensata e que ele expôs “militares e familiares a um risco desnecessário”. Flávio Bolsonaro foi ainda mais longe ao afirmar que Cid provocou a reação “em legítima defesa de pessoas que estão reivindicando melhores salários”. A centralidade da guerra da informação para os embates políticos contemporâneos torna ainda mais lamentável a postura vacilante do PT e de suas principais lideranças diante do episódio da retroescavadeira. A nota do partido em solidariedade não a Cid, mas ao governador petista Camilo Santana — que, ao que consta, não levou tiro algum — foi um escárnio. Mas não surpreendeu. Mais uma vez o partido dos trabalhadores coloca seus cálculos políticos à frente do enfrentamento ao autoritarismo.

O PT demonstrou ter visão curta e autocentrada ao levar às últimas consequências uma estratégia suicida nas eleições de 2018 que resultou na entrega do poder central para um estúpido com tendências fascistas. (Para quem já estiver com os dedos posicionados para digitar que, sendo assim, Ciro não deveria ter saído do país no segundo turno das eleições de 2018, digo que foi realmente um erro do pedetista; mas não há como comparar um ato que seria simbólico, uma vez que o resultado do primeiro turno era virtualmente irreversível, com uma postura que poderia realmente ter mudado o resultado da eleição.) Toda agremiação política luta de forma constante por hegemonia, é evidente, mas essa tendência natural não impede eventuais gestos de grandeza e sabedoria política. Na Argentina, Cristina Kirchner, que, assim como Lula, liderava as pesquisas mas tinha uma alta rejeição, abriu mão de ser cabeça de chapa para, nas suas palavras, “convocar os mais amplos setores políticos e sociais” a se juntarem a ela e o então candidato a presidente, Alberto Fernandéz. Resultado: Mauricio Macri foi derrotado.

Comparemos sua postura com a de Lula. Em uma entrevista do fim do ano passado, Lula disse o seguinte sobre Ciro Gomes:

Uma das coisas que ele diz publicamente é que eu não deixei o PCdoB se aliar a ele. Você acha que o jogador do São Paulo ia deixar o jogador do Corinthians marcar um gol, só para agradar o Corinthians? O PT estava numa disputa, foi construir a sua aliança política e convenceu os outros partidos a vir junto. E o Ciro acha que o PT deveria ficar sentado e dizer “vai, todo mundo com Ciro, vai todo mundo com Ciro”? Mas que brincadeira que é essa?

O espírito de Lula e da direção petista está bem resumido nas palavras acima. Para ambos, a eleição de 2018 tratou-se de mais uma disputa política comum, na qual o PT buscou aliados como sempre fez. Percebe-se que não houve qualquer preocupação com a alta rejeição do partido e a consequente dificuldade de angariar apoio em setores mais amplos da sociedade. Resultado: escorreu pelo ralo a última chance de impedir a ascensão do bolsonarismo ao poder. Ressalte-se que, além da questão envolvendo o PCdoB, o PT trabalhou para impedir o apoio do PSB a Ciro em troca da… neutralidade do partido nas eleições.

Essas reflexões sobre as estratégias petistas são necessárias para pensarmos sobre os melhores caminhos para as próximas disputas eleitorais. O PT ensaia apoiar candidatos de outros partidos na eleição municipal deste ano em algumas cidades, como Marcelo Freixo (PSOL) no Rio de Janeiro e Manuela D’ávila (PCdoB) em Porto Alegre. Parece um recuo estratégico para não correr o risco de isolar-se no campo da esquerda. Ainda assim, diante do histórico do partido, soa como falsa a declaração da sua presidenta, Gleisi Hoffmann, de que o PT pode apoiar Flávio Dino (PCdoB) para a presidência em 2022.

Ainda mais importante em um debate sobre os rumos da esquerda é aquela questão fulcral que às vezes deixamos de lado: qual o melhor projeto para o país? O projeto petista tem inegáveis méritos — que o digam as milhões de famílias que pela primeira vez tiveram acesso a coisas essenciais para uma vida digna como luz, água, comida e educação — os quais podem ser verificados na experiência prática do período em que o partido governou o país. Assim como tem seus defeitos e limites, os quais também podem ser aferidos na prática. Política econômica predominantemente ortodoxa, incapacidade (ou falta de vontade) de fazer reformas estruturais como a tributária e a política, nomeações de conservadores para cargos de poder em quase todas as esferas do judiciário (com destaque para o desastre das nomeações para o STF), inação frente à desindustrialização do país e ausência de enfrentamento político e comunicacional mínimos para construir uma resistência às investidas golpistas da direita foram alguns dos limites do projeto petista, os quais foram fulcrais para que chegássemos a este quadro assustadoramente deteriorado em que nos encontramos.

Não há qualquer sinal de que o partido reconhece os erros ou de que revisará seus objetivos e métodos. Pelo contrário: qualquer menção a uma autocrítica é prontamente rechaçada por suas principais lideranças. Some-se a isso a tendência irremediável para o hegemonismo e temos uma sinuca de bico. Muito embora o PT seja o maior partido de esquerda do país e tenha uma base eleitoral considerável, não parece haver outra opção para os setores da esquerda não convergentes com o petismo que não, como diz o próprio Lula, partir para a disputa. Pelas movimentações até aqui, parece que o PDT e o PSB entenderam isso; o PCdoB e o PSOL demonstram, ao aproximarem-se do partido dos trabalhadores, divergir dessa análise. O fato é que, apesar do perigo fascista, a briga entre os partidos da esquerda deve prosseguir como acontece em um Gre-Nal ou Fla-Flu: sem ilusões de fidalguia. 

 

Pedro Breier

Pedro Breier é graduado em direito pela UFRGS e colunista do blog O Cafezinho.

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43 comentários

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Aureliano

10 de março de 2020 às 08h46

AS OPOSIÇÕES AINDA ACREDITAM QUE É A CEGONHA QUEM TRASPORTA AS CRIANÇAS.

Minha neta de 4 nos, que mora com os pais, brincava com uma menina de 5 anos numa área que fica ao lado do salão de festas do condomínio onde moro.

De repente ela observa que a mãe da garota está grávida, e pergunta:

“Quando sua mãe vai lhe dar um irmãozinho? Já sabe se é menino ou menina? Minha mãe me deu um irmãozinho faz dois meses.”

Essa conversa é a propósito do que disse Bolsonaro sobre fraude nas eleições de 2018 quando ele foi eleito presidente. Tá na cara que isto é uma provocação, mesmo que a gente saiba que a eleição foi fraudada pelo próprio Bolsonaro e pelos meio de comunicação que ele diz abominar, e pelo fato de Moro, o fascista mais perigoso desse país, ter colocado na cadeia o Lula para evitar que ele concorresse e, na sequência, o próprio Moro fosse nomeado ministro da “justissa”..

Essa declaração de Bolsonaro é mais uma cortina de fumaça para escamotear os graves problemas econômicos que o Brasil está enfrentando, com a água já batendo na bunda de muitos empresários que tem seus negócios no Brasil, na bunda da classe média e do povão. Mas o óbvio não pode ser escamoteado por uma simples cortina de fumaça: o desgoverno Bolsonaro-Guedes-Moro é um TREMENDO FRACASSO.

Mas o mais perigoso disso tudo é que, com essa declaração estapafúrdia de fraude, Bolsonaro está se preparando para acusar de “fraudulenta” a eleição de 2022, caso ele NÃO seja reeleito presidente desse PUTEIRO em que ele e sua familícia transformaram essa república bananeira que os desavisados insistem em chamar de Brasil. E ai teremos que usar muitas retroescavadeiras.

E as oposições continuam esperando pela cegonha, ou seja, por uma eleição limpa em 2022, quando nem minha neta de 4 anos acredita mais nesse pássaro de bico longo.

E minha neta concluiu o óbvio na conversa com a coleguinha: “meu irmãozinho saiu da barriga da minha mãe”.

Todos os atos de terrorismo, de ódio, desagregação das instituições, agressões contra Deus e o mundo são gestados na cabeça de Bolsonaro e das pessoas do seu marketing político. Só não vê quem não quer ou é burro.

Você acredita que teremos eleições limpas em 2022? Se sua resposta for positiva, você continua acreditando em cegonha e em outras idiotices do tipo Papai Noel. Pelo jeito, as oposições continuam.

Responder

Karla

09 de março de 2020 às 18h57

O PT segue à risca sua tática eleitoral para perseverar na sua hegemonia. Não há nenhuma chance de configuração à esquerda de uma “Geringonça” à brasileira inspirada na composição portuguesa derrotou a direita lusitana. Em Portugal o PS equacionou um arco de governação com o PCP e o Bloco de Esquerda.
O que permitiu recuperar as perdas e direitos sociais subtraídos pela “troika”. No Brasil, o projeto autoritário de poder prometido com a Aliança pelo Brasil segue impávido colosso perante uma oposição desorientada e anímica.

Responder

Paulo

09 de março de 2020 às 08h40

REDES DE FAKE NEWS BOLSONARISTAS CONTINUAM SEM PARAR NO WHATSAPP.

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Alan C

08 de março de 2020 às 19h23

Na eleição o PT pensou da seguinte forma: quero ganhar a eleição, se eu perder pro bozo, dane-se, não tenho motivos pra ajudar um adversário, no caso Ciro Gomes.

É discutível mas até ai tudo bem, ou estaria tudo bem se o PT tivesse o mesmo comportamento em relação a Ciro ter saído de férias quando o jogo eleitoral acabou pra ele, afinal de contas Ciro tb não tinha motivos pra ajudar o PT.

Resumo: Quando o PT faz com os outros tá tudo bem. Quando os outros fazem a – MESMÍSSIMA – coisa com o PT, a petezada mimada chora.

Responder

    Clever Mendes de Oliveira

    09 de março de 2020 às 10h19

    Alan C (domingo, 08/03/2020 às 19h23),
    Não é bem assim. A reação do PT ao não apoio explícito de Ciro Gomes tem sido diferente das acusações que o Ciro Gomes lança ao PT. A reação do PT fica visível na explicação de Lula que o Pedro Beier transcreveu. Ela só disse que o PT é maior do que o PDT (O PT também atribui a derrota a não presença de Ciro Gomes em apoio ao segundo turno a Fernando Haddad, o que é falso, mas é só uma acusação política). O Ciro Gomes ao contrário, acusa o PT de tudo.
    É claro que sob o ponto de vista político o Ciro Gomes está certo em atacar o PT para que o lado que apoiou o Bolsonaro e que venha a ficar arrependido mantenha-se anti petista e tenha a ele como alternativa. Politicamente ele está certo, mas o analista político precisa saber fazer a distinção entre a análise política e a análise técnica. Justificar os achincalhes do Ciro Gomes no comportamento do PT, não é indicativo de boa análise.
    E a responsabilidade de Ciro Gomes não ter ido ao segundo turno não pode ser atribuída só ao PT. O PT é responsável pelos votos que o PT teve. O maior responsável por Ciro Gomes não ter ido ao segundo turno é do próprio Ciro Gomes que não soube como obter mais votos do que o PT.
    O que você pode acusar o PT é de não ser um partido democrático. Um partido democrático é aquele que acredita no processo democrático de composição de interesses conflitantes sendo conduzido pelo princípio do toma-lá-dá-cá, ou seja, do fisiologismo que é a única forma não autoritária de se compor interesses conflitantes. E ao que parece, o PT é conduzido ainda pela declaração de Lula logo após a Constituinte de que havia 300 picaretas no Congresso Nacional.
    Se for isso, é provável que Lula cansado de ter que fazer uso da habilidade de conciliação dele tenha buscado na ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff, alguém com formação técnica e não política, uma alternativa para enfrentar o Congresso que, sendo a base do sistema democrático, é essencialmente fisiológico.
    E diante da derrota da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff para o Congresso, o PT viu nos militares uma segunda alternativa para enfrentar o Congresso. Como sabia que os militares já conheciam o Bolsonaro que iria ser expulso do Exército e utilizou o subterfúgio da eleição para a Câmara dos Vereadores como mecanismo de escapar da expulsão, então o PT apoiou de forma dissimulada a eleição do Bolsonaro sabendo que ele seria conduzido com rédeas curtas pelos militares.
    É um risco esse processo, pois os militares não sabem conduzir a política democrática que em qualquer lugar do mundo é essencialmente democrática. Na eleição Mourão falou que não ia ter toma-lá-dá-cá. Bolsonaro sempre enfatiza para os seguidores dele que não há toma-lá-dá-cá (o que é mentira, mas os seguidores acreditam).
    Então vai-se caminhar para uma ruptura pela impossibilidade de os militares conviverem com um processo totalmente contrário ao modelo de administração dele com base na hierarquia e na disciplina. É torcer para que o PT volte a acreditar na democracia e também para que os militares se retraiam ao perceber que não há mais espaço no mundo político para a administração com base na disciplina e hierarquia que viceja entre militares.
    Abraços,
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 09/03/2020

    Responder

    James

    09 de março de 2020 às 10h40

    O PT estava sob forte perseguição (lawfare) e não podia, de forma alguma, legitimar o discursos dos golpistas que colocaram Lula na prisão pela prática de “atos de ofício indeterminados”, retirando, de graça, a sua candidatura.
    Se eles queriam tirar da eleição o candidato que estava em primeiro lugar em todas as pesquisas, então teriam que sujar as mãos declarando-o inelegível.
    O PT, simplesmente não tinha escolha, ao contrário do Ciro que foi para Paris, no segundo turno, porque quis. Ninguém o obrigou a fazer isso.
    O fato do seu apoio não ser suficiente para mudar o resultado da eleição pouco importa: o PT jamais lhe cobrou a vitória na batalha, mas apenas que não desertasse na luta contra o fascismo.

    Responder

      Miramar

      10 de março de 2020 às 00h24

      É impressão minha ou vocês estão vindo de forma organizada para cá?
      O que querem? Transformar isso aqui num chiqueiro como Brasil247?
      Você repetiu o mesmo comentário feito pouco abaixo, mudando pouquíssimas palavras. O que é isso? Tentativa de ganhar pelo cansaço?
      Quando vocês vão entender que o Ciro, o antifascista consequente, não sobe mais no palanque da ralé petista?
      Bolsonaro nunca teria sido um candidato viável se o PT não existisse.

      Responder

    Batista

    09 de março de 2020 às 10h49

    ‘Imprecionante!

    O ‘capitavírus’ é politicamente transmissível.

    Responder

    El Bartho

    09 de março de 2020 às 13h12

    Conquistar o respeito é muito difícil, já para perdê-lo…

    Responder

Essa é facil...

08 de março de 2020 às 11h07

Que texto mais comédia (como diria a malandragem antiga) como esses partidos votaram na reforma da previdência e trabalhista? isso é que é esquerda rs… o PT está longe se ser perfeito é até bem ruinzinho (voto nele só pelo LULA) mas a trairagem é bem menor. Agora salvar o Brasil do facismo só esquerdinha pequeno burguesa mesmo, se o povo (a maioria da população é negra e mulher) quer ser facista vão fundo e aguentem a bucha e sem mimimi.

Responder

James

08 de março de 2020 às 07h34

O articulista afirma que “O PT demonstrou ter visão curta e autocentrada ao levar às últimas consequências uma estratégia suicida nas eleições de 2018 que resultou na entrega do poder central para um estúpido com tendências fascistas.”
Mas esquece que o PT estava sob forte perseguição (lawfare) e não podia, de forma alguma, legitimar o discursos dos golpistas que colocaram Lula na prisão pela prática de “atos de ofício indeterminados”, retirando, de graça, a sua candidatura.
Se eles queriam tirar da eleição o candidato que estava em primeiro lugar em todas as pesquisas, então teriam que sujar as mãos declarando-o inelegível.
O PT, simplesmente não tinha escolha, ao contrário do Ciro que foi para Paris, no segundo turno, porque quis. Ninguém o obrigou a fazer isso.
O fato do seu apoio não ser suficiente para mudar o resultado da eleição pouco importa: o PT jamais lhe cobrou a vitória na batalha, mas apenas que não desertasse na luta contra o fascismo.

Responder

    Miramar

    08 de março de 2020 às 13h28

    Respondendo a sua réplica de mais abaixo, eu preciso dizer que você acertou só a metade: eu como ” cirista” falo ” impropérios” contra os petistas, mas verdade seja dita: nunca trabalhei com a ideia de que o Ciro tivesse apoio dos petistas. Não voto no Ciro para que ele faça um governo petista, mas queseu projeto nacional de desenvolvimento. A verdade é que não somos pessoas que querem a mesma coisa mas que divergem nos métodos. Somos pessoas que querem coisas totalmente diferentes.
    E parem de dizer que quem se recusa a seguir bovinamente os ditames da cambada não participa da luta contra o fascismo. A oposição petista é simplesmente uma piada. Vocês simplesmente esperam que a população sofra as consequências da política desastrosa atual e, como um passe de mágica, sinta saudade dos anos dourados petistas. Não há a menor hipótese disso acontecer.
    A ideia de que Bolsonaro é fascista, e a única forma de combater o fascismo é votando no PT é a melhor forma de mergulhamos no… fascismo.

    Responder

      James

      09 de março de 2020 às 10h48

      Eu nunca disse que quem não é petista não luta contra o fascismo. O PCdoB do Flávio Dino, por exemplo está sempre na luta. Por falar nisso, no movimento do 8M aqui na minha cidade, eu estava nas ruas engrossando as fileiras contra a discriminação das mulheres e o governo do Bozoasno. Havia muitos partidos e movimentos sociais lá. Tinha bandeiras do PT, PSTU, PCdoB, PSOL, CUT, Levante Popular da Juventude. Mas não tinha nenhuma bandeira do PDT, porque será? Onde está a militância antifascista do Ciro?

      Responder

        Miramar

        09 de março de 2020 às 18h52

        Jura pra mim que essa micareta “dasizquerda” é o que você chama de luta contra o fascismo?
        Quanto a “militância antifascista do Ciro” têm um convalescendo no hospital.
        Aliás, sua defesa do PC do B me ajuda a ficar com raiva deles. Quer dizer que eles são bons porque fazem em o que os petistas esperam deles? Uma pena,o Flávio Dino é um bom quadro, mas desse jeito não dá. Já falei que com petista na palanque não voto no Flávio Dino nemem possível segundo turno.

        Responder

      Essa é facil...

      09 de março de 2020 às 13h17

      Oposição quem faz é o PDT, como vota a tabata amaral entre outros? Em tempo não sou petista (mas como votam os deputados do PT), sou Lulista.

      Responder

        Miramar

        09 de março de 2020 às 18h56

        Então empatou, porque não sou pedetista, sou cirista. Desde 1998.

        Responder

    Fragolino

    08 de março de 2020 às 14h51

    A eleição de Bolsonaro tava no ar a muito tempo, desde o começo de 2018 pelo menos, a esquerda não tinha chance nenhuma nem com Lula.

    Responder

      Batista

      09 de março de 2020 às 11h49

      Fracolino, tem toda razão, Lula foi preso (‘babacas’), não por causa da eleição, na qual, sabemos todos, não tinha a menor chance, tanto que as pesquisas mostravam exatamente isso, né?

      Mas sim por ser, segundo ‘a justiça lavajateira e sua parceira, a sempre veraz Globo, da família Marinho e demais órgãos de desinformação adjacentes’, o ‘maior corrupto da história da humanidade’.

      Tanto que, diante da abundancia de provas, facilmente e rapidamente obtidas sem praticamente sequer ter que investigar seu núcleo familiar, nem era necessário aceitar a premiada delação ‘espontânea’ de Léo Pinheiro da OAS, que desde o primeiro depoimento, arrependido e desesperado em recuperar sua situação de cidadão probo, tentava acusar Lula incessantemente à turma da Lava Jato que não dava-lhe ouvidos, desinteressada que estava em acusar e prender Lula, como sabemos todos nós.

      Tal situação repetiria-se com Delcídio e Palocci, que coincidentemente também não conseguiram fornecer, como Léo, uma mísera prova que fosse contra ‘o maior corrupto da história da humanidade’, provavelmente por alguma arte demoníaca do ‘chefe de organização criminosa’, devidamente ‘escancarada e criteriosamente’ demonstrada no ‘seríssimo’, ‘competente’ e inesquecível powerpoint do Delanhol, que as fazia misteriosamente desaparecerem.

      Enfim, Lula é bandido tão comprovadamente sabido e provado que no lawfare que o condenou, a sentença é ‘estupidamente precisa’: Corrupção Passiva e Lavagem de Dinheiro, com provas irrefutavelmente não desmentíveis, quer o Ato de Ofício INDETERMINADO, quer a obtenção de bem por ATRIBUIÇÃO.

      Só mesmo, rindo!

      Responder

        Fragolino

        09 de março de 2020 às 19h04

        Se Lula é um criminal contumaz eu nào posso fazer nada, nem voce.

        Responder

        Marcio

        09 de março de 2020 às 19h16

        Lula se candidatou pessoalmente quando percebeu que os processos dariam merda e poder criar a narrativa da prisào politica como qualquer politico fàz quando é pego com as maos na nutella.
        Afinal de contas diante dos fatos o que podem inventar a nào ser a prisào politica…?

        Nào conheçe o Pilantra Maximo ainda…?

        Responder

          Batista

          10 de março de 2020 às 03h15

          Afinal de contas, diante dos fatos que revelam-se a todo momento, ao correr do tempo, como a manipulação de informações no Drousys divulgada na semana que passada, quando o Brasil tornar à democracia onde a justiça não seja mais seletiva e lavajateiramente adjetivada, tu, que jacta-se de conhecer o ‘pilantra máximo’, terá oportunidade de descobrir-se trouxa, no mínimo, caso hipócrita não seja, ao finalmente saber jamais ter conhecido os verdadeiros pilantras máximos, exatamente os que adestraram-no à ignorância política, de fato e não fruto do marketing da condenação praticado pelo consórcio jurídico-midiático lavajateiro.

          Coisas do Brasil à moda medíocre.

      Essa é facil...

      09 de março de 2020 às 13h18

      É mesmo? rs…

      Responder

        Fragolino

        09 de março de 2020 às 19h06

        Claro, os que votaram pro Haddad sào os mesmos que votariam pro Lula e que votaram para a Dilma ne época (bem sabendo que Dilma ou ninguem é melhor ninguem).

        Responder

NeoTupi

07 de março de 2020 às 23h33

Esse chororô de novo de negar que Ciro tinha 12% x 20% do Bozo em janeiro de 2018, e terminou com os mesmos 12% enquanto Bozo teve 46% de votos que não foram no Haddad e Ciro não soube capturar eu já cansei de comentar: se o PT não tivesse candidato seria muito mais provável Bozo vencer no 1o. turno do que Ciro ir ao 2o.

E o PT não trabalhou pela neutralidade do PSB, trabalhou para ter apoio em alguns estados em vez de ter adversário e fecharam acordo, porque o PSB achou mais vantajoso aliar-se ao PT do que ao Ciro. Fosse Ciro melhor líder para eleger governadores e bancadas do PSB, teria conquistado o apoio deles. Simples assim.

Partido e político que participou do governo Lula e não fez oposição de fato à política econômica na época, e vem criticar agora, não merece respeito nem voto. É oportunista igual engenheiro de obra pronta. O único partido de esquerda (com bancada) que tem legitimidade para essa crítica é o PSol que não participou do governo e criticou na época.

E desde quando o PT teve voto no congresso para aprovar reforma política, tributária e lei de comunicações? Nem com parte das bancadas do PDT e PSB podia contar, pois aceitaram deputados de direita para crescer, como ocorre até hoje com quem votou a favor da reforma da previdência governista.
Basta lembra do código florestal para confirmar que os governos do PT não tinham maioria progressista no Congresso. O governo Dilma mandou uma coisa, e a bancada ruralista depenou o projeto completamente. O que ocorreria com um projeto maravilhoso de Lei dos Médios? A maioria iria negociar com a Globo e as outras empresas e moldar o projeto ao interesse das emissoras. Até o Eduardo Cunha fez a “reforma política” dele em 2015, inclusive incluindo financiamento empresarial, depois declarada inconstitucional pelo STF.

No episódio da retroescavadeira quem teve postura mais tímida proporcionalmente ao envolvimento foi o próprio PDT. Aliás o PDT tirou de pauta esse assunto em menos de 3 dias. Se o PT quisesse ser mais realista do que o rei, o PDT iria reclamar de hegemonismo. Haja paciência.

A decisão de Kirchner ser vice, foi depois de ver o que aconteceu com Lula no Brasil. Se o lawfare tivesse perdido e Lula fosse eleito, talvez ela mesmo agisse diferente. Não sabemos.

E inação frente à desindustrialização? Toda vez que falar essa besteira mostre por favor o crescimento da indústria de 2003 a 2015 com pico em 2013 (o fato do setor de serviços ter crescido mais e ganho maior participação no PIB, não significa que a indústria não cresceu). Os governos do PT fizeram política industrial em diversos setores (conteúdo nacional no petróleo, 4g, leilões de energia, fez desonerações após a crise de 2008, etc), fez diplomacia comercial que aumentou as exportações de manufaturados para América Latina e África.

Por fim, se o PT faz tudo errado, então seria bom para vocês, não é? O caminho está aberto para Ciro ser carregado nos braços do povo como Lula foi e ainda é. Boa sorte.

Responder

    Abdel Romenia

    08 de março de 2020 às 19h42

    Leve Lula em praça publica sem pre aviso e sem acordo com clack pra ver onde vào parar os braços…kkkkkkkkkkkkkkkkk

    Responder

      Essa é facil...

      09 de março de 2020 às 13h23

      A RALÉ escolheu Barrabas…(Mané do acento grave rs…)

      Responder

Marcos Videira

07 de março de 2020 às 23h19

Apoiei Lula desde 1978. Sim. o Lula sindicalista. Mesmo quando, erroneamente, ele repudiava a Política e desprezava o movimento estudantil. A consciência política de Lula evoluiu: participou da fundação do PT e, ironicamente, chegou à Presidência graças à participação decisiva de quem foi líder estudantil.
Relativizei muitos erros de Lula durante todo esse tempo. E havia razões fundadas: as ásperas questões da governabilidade, benefícios sociais evidentes, valorização da democracia… A partir de 2014 o somatório dos erros ganhou relevância, mas mesmo assim continuei a dar meu irrestrito apoio.
Mas em 2018 tive uma enorme decepção: Lula tinha se tornado um “ídolo” muito distante daquele da origem do PT. Colocou sua figura e o PT acima dos interesses do povo brasileiro. Não tenho dúvida de que Lula foi um dos principais responsáveis pela vitória de Bolsonaro. E todo dia pagamos o preço dessa tragédia que não preciso descrever.
Infelizmente, para mim, o PT tornou-se um partido carcomido. Torço muito para que Lula escute vozes lúcidas de seus fiéis e históricos parceiros, como Gilberto Carvalho, Zé Dirceu, Jaques Wagner… E, isso acontecendo, inicie o processo de religação do PT com sua base e seus valores originais. Tenho certeza de que a cada dia perdido o PT fica cada vez menor.
Para comprovar esse encolhimento, observo que o PT não tem candidato viável no Rio, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e em muitas outras cidades importantes. Prevejo uma derrota eleitoral avassaladora, neste ano.
Mas como dizia o poeta, de tudo fica um pouco. Espero que neste pouco esteja a compreensão de que a Idolatria é o veneno da emancipação e da liberdade.

Responder

James

07 de março de 2020 às 22h05

Diz o articulista que “o PT demonstrou ter visão curta e autocentrada ao levar às últimas consequências uma estratégia suicida nas eleições de 2018 que resultou na entrega do poder central para um estúpido com tendências fascistas.”, mas se esquece que o PT estava sob forte ataque político (lawfare) e não podia, de forma alguma, legitimar o discurso dos golpistas tirando o Lula da disputa. Se eles queriam tirar da eleição o candidato que estava em primeiro lugar em todas as pesquisas, então teriam que sujar as mãos para fazer isso. O PT não tinha escolha. Já o Ciro podia muito bem ter ficado no Brasil e ajudado na batalha do segundo turno. O PT nunca exigiu dele a vitória, mas apenas a ajuda no combate a uma força que ele mesmo reconhecia como fascista.

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chichano goncalvez

07 de março de 2020 às 21h43

Enquanto houver pessoas que pensam primeiro em projetos pessoais (tais como eu quero ser o numero 1), vai ficar dificil unir as ditas ” esquerdas “, que esquerda é o PCB, Anarquistas, PSOL, alguns da Rede, e alguns desgarrados pelo pais. Vejam o PT, aceitou qualquer imundicie filiar-se tais como Delcidio Amaral que passou por outros partidos, e principalmente um dos partidos mais corruptos deste pais que é o psdb. Temos que ganhar as eleições, mas nunca abrir mão da moral e da dignidade, ganhar a qualquer preço tambem não.

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Renato Martinelli

07 de março de 2020 às 20h46

O ato do próximo dia 15 de março, convocado pelo presidente que conspira abertamente contra a democracia e suas instituições, vai deixar bem claro que a participação da centro-esquerda nas eleições presidenciais de 2018 foi lastimável, de uma falta de visão política e histórica monumental.
Uma frente de centro-esquerda, que na ocasião poderia derrotar Bolsonaro, hoje é pequena, não resolve mais a situação.
Hoje, as águas que passam sob a ponte da dialética já não são as mesmas.
A situação é bem pior para as forças democráticas, a conspiração avançou em gênero, número e grau.
Uma frente de centro esquerda ficou pequena, já de nada adianta, já não basta para o tamanho da encrenca..
Somente uma ampla coalizão de forças democráticas, ao meu ver, pode deter o avanço dos conspiradores.

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    Rocco Siffredi

    07 de março de 2020 às 22h16

    É uma impressão minha ou as forças democráticas do petrolão estão em desespero ….kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Daqui pra frente é democracia sua bibas…a festinha com o dinheiro público e a Globo acabou !!!

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    Wellington

    08 de março de 2020 às 08h33

    Olha o esperneio… Kkkkkk

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James

07 de março de 2020 às 19h49

O que o Ciro fez na eleição de 2018 é mais ou menos como faz aquele valentão boca nervosa do bairro que te chama para ajudar a enfrentar o cara barra pesada da esquina, mas quando vê que a turma dele é maior que a sua sai correndo e te deixa apanhando sozinho. Se for para o PT apoiar alguém na eleição de 2020, ao invés de lançar candidato próprio (que é seu direito), é muito melhor apoiar o Flávio Dino do PCdoB, que teve sempre uma postura louvável e solidária com o PT, em um momento em que o partido vinha sofrendo uma clara perseguição política (lawfare). Mais importante que ganhar ou perder uma eleição é saber quem está ao seu lado na trincheira.

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    Miramar

    07 de março de 2020 às 20h40

    Abomino Bolsonaro, mas nem por isso quero ver a cambada do PT na mesma trincheira que eu. Não confio nos bolsonaristas de vermelho.

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      James

      07 de março de 2020 às 20h55

      O problema com os ciristas é exatamente esse: chamam os petistas de “babacas”, de “cambada” e outros impropérios e depois ficam, como no artigo acima, reclamando que os petitas não apoiam o Ciro. Não parece ser uma estratégia muito coerente, não é mesmo? : ).

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        Dalva Maria

        08 de março de 2020 às 11h20

        Já diz o ditado: quem desdenha quer comprar.
        Uma coisa é certa, Ciro nunca será Presidente. Só pode conseguir este desejo contido se, por milagre, conseguir os votos de petistas.

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          Miramar

          08 de março de 2020 às 13h16

          Ciro nunca será presidente? Então ele está bem acompanhado: Rui Barbosa, Mário Covas, Ulysses Guimarães, Leonel Brizola… Quanto aos petistas, deles só quero distância.

          Alan C

          08 de março de 2020 às 18h59

          PT ganhou a presidência junto com Temer, Eduardo Cunha, Calheiros, Sarney, Collor… Parabéns ao grande PT.

          Andressa

          09 de março de 2020 às 19h09

          Abriram as vagas para gravar Debi & Loide 4 e vcs estào se candidatando ? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Caterpillar

    07 de março de 2020 às 22h17

    Ciro Gomes ou uma cagadinha de pombo são a mesma coisa….kkkkkkkkkkkkkkjjjjjj

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    Kastor Mattos

    07 de março de 2020 às 22h24

    Cairolipa melou as calcinhas nos debates dos presidênciaveis e correu pra Paris chorar no colo de Chico Buarque…kkkkkkkkkk

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Wellington

07 de março de 2020 às 19h31

Ato heróico…kkkkkkkk

Ganhou o prémio troglodita do ano 2020 desde fevereiro, com certeza ninguém vai chegar minimamente perto….kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    Marcio

    07 de março de 2020 às 19h43

    O Governador do Ceará não levou tiro algum pois se comportou como pessoa civilizada e não como um animal.

    Se o mesmo fato tivesse acontecido (coisa impossível) em qualquer outro lugar que não sejam o Brasil, o Afeganistão, a Síria ou o Burundi da vida, qualquer pessoa minimamente certa da cabeça teria condenado o gesto, seja de qualquer posição política pois trata-se de uma questão exclusivamente civilizatória e não política (quando fazem merda ou não tem assuntos extraem do baralho a carta do fascismo para justificar as asneiras, é sempre a mesma palhaçada ridicula de sempre).

    Certamente o PT não representa absolutamente nada que tenha a ver com a civilização humana, muito pelo contrário. Nesse caso foi só cálculo político mesmo…”Cid levou um tiro babaca” foi o que os petistas não falaram mas pensaram.

    Enfim, é uma disputa para saber quem é melhor, se o estrume ou o lixo…kkkkkkkkkkkkkkkkk

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