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Segurança de Bolsonaro, 39 anos, segue internado em estado grave com coronavírus

Por Redação

26 de março de 2020 : 12h31

A informação contraria praticamente todas as falas e recomendações do presidente Jair Bolsonaro, que tem afirmado, mentirosamente, que o Covid-19 não afeta pessoas abaixo de 60 anos.

Bolsonaro tem dito ainda que o Covid-19 não é mais que uma “gripezinha ou resfriadozinho”.

Outra mentira. O novo coronavírus pode causar graves problemas respiratórios e levar à morte. Não é gripezinha ou resfriadozinho.

Resta saber se o segurança infectado pode ter contraído o vírus do próprio presidente, que se recusou a seguir as orientações de seu médico de manter quarentena e entrou em contato com quase 300 manifestantes no último domingo 15, além de seus seguranças.

Até hoje, o presidente Bolsonaro não mostrou os resultados de seus exames. Ele afirmou ao país que os dois testes que fez até hoje deram negativo, mas não os mostrou.

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No Metropolis

Segurança de Bolsonaro está em estado grave com coronavírus
“Ele sempre viaja com o presidente. E eu acredito que esse vírus ele adquiriu nessas viagens”, disse a mãe do PM ao Metrópoles

FRANCISCO DUTRA
francisco.dutra@metropoles.com
26/03/2020 11:55,
ATUALIZADO 26/03/2020 12:19

Segurança do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está com coronavírus e em estado grave. Ari Celso Rocha de Lima Barros tem 39 anos e foi internado no Hospital de Base do DF, na noite dessa quarta-feira (25/03).

Ele é capitão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e foi diagnosticado com a doença em 18 de março. Desde então, cumpria isolamento domiciliar. Mas, segundo a família, o quadro piorou.

“Estava em casa, sob controle. Ontem (quarta), se sentiu mal e foi internado no Hospital de Base”, contou ao Metrópoles a mãe do segurança, dona Julmar Rocha de Lima de Barros. “Ele trabalha na Presidência. É segurança do presidente. Ele sempre viaja com ele. E eu acredito que esse vírus ele adquiriu nessas viagens que fez”, acrescentou. Na viagem de Miami, em que integrantes da comitiva presidencial adoeceram, Ari não esteve presente.

Febre e dores

Mas depois ele apresentou os sintomas. Quando teve febre e dores, buscou novamente médicos e recebeu a confirmação. “Ele fez o exame e acusou”, lembrou a mãe. A família adotou as providências de segurança e passou a cuidar de Ari.

De acordo com dona Julmar, o filho apresenta um problema de saúde e de pressão. Diante do caso, dona Julmar faz um apelo à população: “Tenham o maior cuidado. Igual meu filho teve. De não ter o contato com outras pessoas, de ficar em casa. É de se cuidar, para que não aconteça. Por que não é fácil. Nós estamos passando por um momento muito difícil. Agora mesmo nós estávamos em oração, pedindo à Deus. Porque só ele para curar e proteger e os médicos também”.

“Meu filho é um homem muito honesto. Muito trabalhador. Não é a toa que ele foi escolhido para estar ao lado do presidente”, destacou.

Ari, que era integrante provisório da segurança de Bolsonaro e do vice, Hamilton Mourão, mora com a esposa e dois filhos em Taguatinga.

Além da família, outras fontes confirmaram a internação. O Metrópoles entrou em contato com a Presidência da Republica e o Hospital de Base sobre o caso. Não teve resposta até a última atualização da reportagem.

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7 comentários

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chichano goncalvez

28 de março de 2020 às 11h56

Temos na presidencia, um verdadeiro psicopata, ele vai sair da presidencia como o pior presidente da historia, assassino, irresponsavel, igual quando tinhamos a ditadura e o sistema de saude não funcionava, pois aqui na minha cidade ( Arroio Grande – RS ), tinhamos 60 fichas por dia, em uma cidade 16 mil habitantes, hoje depois da democratização, só no plantão, são atendidos mais de 500 pessoas, e a população diminuiu em mais de 200. Estes são numeros, mas atráz destes numeros tem pessoas humanas, claro tem algumas que votaram na besta do Bolso, essas não sei a que tipo correspondem.

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Paulo

26 de março de 2020 às 19h12

Provavelmente, irresponsabilidade do Capetão. Por isso omite o resultados dos exames…

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Civas

26 de março de 2020 às 15h15

Até com coisas sérias como doenças conseguem falar idiotices para por meio o Presidente da República ?
Não tem limites a falta vergonha na cara ?

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Wellington

26 de março de 2020 às 13h30

Não falem estupidagens por favor, vejam quem está morrendo na Itália que é o caso extremo.

O Ministério da Saúde italiano 🇮🇹 divulgou novas estatísticas envolvendo a COVID 19 no país.
Os dados referem-se *até 17 de março.

A _idade média dos mortos_:
– do sexo masculino é de *79,5* anos.
– para as mulheres, *83,7* anos, sendo que apenas _30% das vítimas são mulheres_.

A vítima em média tinha *2,7* outras _doenças graves_ *antes* de contrair o vírus 🦠; *48,5%* tinham três ou mais doenças. Apenas três pacientes (0,8 %) não tinham outras doenças antes.

*Câncer, doenças cardíacas* e *hemorragia cerebral* foram algumas das doenças anteriores encontradas.

Até 17 de março *17* pessoas com *menos de 50 anos* _morreram_:
– 5 tinham menos de 40 anos;
– todos eram homens;
– todos com doenças anteriores graves; e
– problemas de saúde mais comuns: pulmonares, doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade severa e outras.

Ninguém com menos de 30 anos morreu.

Dos falecidos, *71,1% são da Lombardia*, seguida pela região de Emília-Romana (17,3%); Vêneto (3,9%); Piemonte (1,8%); e Ligúria (1,1%.).

Curiosamente, todas as outras regiões têm menos de 1% do total de mortos…
👇🏽
http://www.salute.gov.it/nuovocoronavirus

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    Bolsonaro

    26 de março de 2020 às 15h26

    Não são apenas números… atrás de cada número desse tem um ente querido de alguém.

    A questão maior é: pessoas mais novas e saudavéis também podem precisar ser internadas, mesmo que ela não morra ocupará um leito por determinado tempo. A questão toda é essa, não haverá atendimento médico para todos.
    A população brasileira gira em torno de 210 milhões de pessoas, se metade da população pegar o vírus em um espaço de tempo pequeno pessoas vão morrer por falta de atendimento.
    Considerando 1% de 105 milhões (considerando apenas metade da população) dá mais de 1 mihão de mortos…. coloca 1 milhão de gente morta na sua frente pra ver se 1 % é muita coisa.

    Responder

      Wellington

      26 de março de 2020 às 17h58

      Não é assim, mais da metade não tem nem sintomas, outra grande parte passa por um resfriado que se cura em casa em isolamento sem precisar de internação.

      Responder

    chichano goncalvez

    28 de março de 2020 às 11h51

    Todos ou quase todos, em sua grande maioria deram sua contribuição a Italia, pagaram para ter uma velhice tranquila, pena que a maioria dos italianos a anos vem votando na direita, tipo mafioso Berlusconi ( vejam as milhares de denuncias ), Lega Norte, Forza Italia, e o sistema de pontes caiu, matou gente, agora o sistema de saude, provou que esta falido, essa é a recompensa por votar na direita, e aqui no Brazil, vamos pagar caro tambem.

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